• A disponibilidade de audiolivros e aplicativos para deficientes visuais é cada vez maior. Por isso, o aprendizado do braille às vezes tem ficado em segundo plano. Só que isso dificulta o desenvolvimento da autonomia das crianças que não enxergam ou têm baixa visão.

    Para virar esse jogo, o Grupo Lego, junto com a Fundação Dorina Nowill para Cegos e a Universidade Estadual Paulista, criou o projeto Lego Braille Bricks. São kits de 250 peças moldadas com o mesmo número de pontos em relevo de letras e números do alfabeto para deficientes visuais.

    “Se não entenderem coisas simples como letras maiúsculas, separação de palavras e pontuação, essas crianças poderão ter dificuldades, mais tarde, de se inserir na universidade e no mercado de trabalho”, justifica Ika Fleury, membro do Conselho Curador da Fundação Dorina Nowill. Com o brinquedo, a meninada aprende se divertindo.

    Outras formas de aprender Braille

    O Lego não é a única forma de os pequenos desbravarem o alfabeto para cegos: jogos interativos que dependem do tato também podem ser usados na escola. Mas, segundo Ika Fleury, eles são apenas complementos.

    A máquina de escrever com teclas em braille ou o reglete com punção (instrumento de madeira com ponta metálica que perfura o papel) compõem o sistema tradicional.

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  • A Danone anunciou o YoPro, que tem um sabor exclusivo, o de flocos. O Vigor Protein aposta no doce de leite. A marca Regina lança o de abacaxi com coco. Em comum, todos fazem questão de exibir a alta concentração de proteína — entre 14 e 25 gramas —, além da ausência de lactose e açúcar.

    “Levando em consideração as individualidades de paladar e o acesso a outras fontes proteicas, como queijos, peixe, carne e feijão, contar com alimentos enriquecidos assim pode ser uma ótima estratégia, já que eles impediriam uma deficiência desse nutriente importante para a construção de todos os tecidos do corpo”, analisa a nutricionista Bianca Naves, de São Paulo.

    Em outras palavras, os novos iogurtes ajudam a alcançar a recomendação diária de proteína, que deve ser de 1,5 a 2 gramas por quilo de peso. “É sempre bom ter variedade e sair da rotina. Mas, na hora da compra, vale ficar de olho no rótulo para evitar iogurtes com adição de amido e muita gordura saturada“, aconselha Bianca.

    Ao natural, mas turbinado

    Os adeptos do iogurte natural também podem torná-lo mais proteico. Basta recorrer a um mix de chia, linhaça e gergelim.

    “Se preferir oleaginosas como castanhas e nozes, lembre-se de que, mesmo contendo gordura boa e antioxidantes, elas são opções mais calóricas e menos proteicas que as sementes”, ensina Bianca Naves.

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  • Pessoas que infartaram e se sentem tristes ou deprimidas por longos períodos têm maior risco de morrer em até quatro anos após o ocorrido. Na contramão, quando o baixo astral ocorre por pouco tempo, o efeito na recuperação pode ser até positivo.

    A descoberta vem de um estudo recente, publicado no European Journal of Preventive Cardiology, que avaliou mais de 57 mil indivíduos que tiveram uma pane cardíaca. O estresse emocional foi medido dois e 12 meses após o ataque. Além disso, houve um acompanhamento da saúde em geral por uma média de quatros anos.

    Mais de 20% deles caíram na categoria “estresse emocional persistente”, pois se sentiam mal nas duas análises. Comparados aos pacientes que não exibiam problemas de humor, os depressivos apresentaram um risco de mortalidade 46% maior e, nos ansiosos, o perigo de morte aumentou 54%.

    De acordo com outros trabalhos citados nessa pesquisa, o estado de espírito está mais associado a fatores sociais do que clínicos: jovens, mulheres, estrangeiros e desempregados são mais acometidos pela tristeza intensa pós-infarto.

    O lado positivo da tristeza

    Investigações anteriores já haviam mostrado que as emoções influenciam no prognóstico do ataque cardíaco. Mas o novo estudo foi o primeiro a levar em conta a duração do estresse. Cerca de 15% dos participantes se sentiram deprimidos ou ansiosos nos dois primeiros meses pós-infarto, mas se recuperaram com o tempo.

    Nesse caso, a tristeza temporária não impactou negativamente a saúde. “Alterações passageiras de humor, quando não frequentes ou exageradas, são parte comum da vida”, explicou à imprensa Erik Olsson, psicólogo da Universidade Uppsala, na Suécia, autor do trabalho.

    “Estar um pouco deprimido após um infarto pode até ser bom, pois o humor regula nosso comportamento e faz com que você saia um pouco de circulação e descanse”, comentou o pesquisador, que ressaltou mais uma vez o aspecto socioeconômico por trás da retomada do humor. “Provavelmente essas pessoas tinham um status social mais alto e, assim, contavam com recursos melhores para lidar com a situação”, ressaltou.

    A chateação e o desânimo constantes, por outro lado, dificultam a adoção de mudanças de estilo de vida que melhoram a reabilitação da pane cardíaca, como parar de fumar, ser fisicamente ativo, comer bem e tomar direitinho os medicamentos.

    Como se recuperar do infarto

    Não é fácil superar um evento tão marcante quanto um ataque cardíaco, claro. Mas há estratégias que ajudam a lidar melhor com o baque.

    A primeira dica é buscar fazer as mesmas coisas de antes – ao menos as positivas. “Alguns pacientes evitam sexo e exercícios porque têm medo de que a atividade seja gatilho para um novo evento. Isso não é bom”, exemplificou Olsson.

    Para quem nunca foi de ficar cabisbaixo antes, é preciso um pouco de paciência e aceitação. Ora, é normal se sentir derrubado: trata-se de uma reação em parte biológica a um evento que colocou a vida em risco.

    O ideal é procurar auxílio de um especialista quando sentimentos como tristeza e angústia passam a ocupar a maior parte dos dias, impedindo a manutenção da rotina. Parte das clínicas cardiológicas já oferece suporte psicológico. Basta pedir ajuda – outro aspecto desafiador dessa história.

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  • O congresso da Associação Americana de Diabetes, que acontece em San Francisco neste ano, está recheado de novidades importantes para a população. Entre as pesquisas que acompanhei por aqui, destaco uma que avaliou o papel da restrição de calorias na alimentação para evitar o diabetes tipo 2. Aliás, eu gravei um vídeo, que está logo abaixo, para você ficar por dentro dos resultados.

    Só adianto uma coisa: não adianta comer pouco por uns meses e, depois, voltar a abusar nas refeições. Ao atingir o peso ideal, é importante seguir com uma alimentação balanceada para afastar o diabetes. Infelizmente, muita gente acaba abandonando um estilo de vida saudável com o tempo.

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  • Quando se fala em hambúrguer vegano, a primeira reação de quem come carne geralmente é torcer o nariz com argumentos do tipo “não é a mesma coisa”. Pois acaba de chegar aos supermercados um produto feito exclusivamente de vegetais e que promete surpreender o paladar dos carnívoros.

    Trata-se do Futuro Burger, primeiro lançamento da startup Fazenda Futuro, que se dedica a criar “carne” à base de plantas. Com aparência e textura e muito semelhantes à versão bovina, a novidade já está disponível em algumas lanchonetes de São Paulo e do Rio de Janeiro, e agora chegou a supermercados paulistas, cariocas e mineiros.

    A ideia não é conquistar veganos e vegetarianos. “Estamos entrando no mercado de carnes. Queremos falar com quem procura uma alternativa saudável e sustentável sem deixar de lado o prazer em comer algo de que gosta”, explica Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro.

    Para chegar no visual e sabor adequados, foram dois anos de testes. A receita final leva proteínas isoladas da soja, da ervilha e do grão-de-bico, além de beterraba para imitar a cor rosada e os sucos da carne. O produto não usa ingredientes transgênicos, tem menos gorduras saturadas do que a versão tradicional e contém fibras, por conta dos vegetais.

    Onde encontrar

    O Futuro Burger começou a ser vendido nas lojas do Carrefour, Pão de Açúcar, St. Marche e Quitanda, em São Paulo; La Fruteria e Zona Sul, no Rio de Janeiro; e Verdemar, em Minas Gerais.

    Também é possível provar a novidade nas hamburguerias T.T. Burguer, na capital fluminense, e Lanchonete da Cidade, em São Paulo.

    A meta da empresa é expandir a distribuição do hambúrguer nos próximos meses. No segundo semestre, uma versão de almôndega à base de plantas desenvolvida pela empresa deve chegar ao Spoleto, rede nacional de massas.

    Tendência internacional

    Buscar alternativas para driblar o consumo excessivo de carne é uma tendência que veio para ficar. “No Brasil, o número de gado é superior ao número de pessoas, e somos um dos países mais afetados pela agropecuária quando se trata de meio ambiente”, comenta Leta. “Este impacto ambiental faz com que as pessoas optem cada vez mais por mudanças na alimentação”, continua o empresário.

    Lá fora essa movimentação é nítida. A marca Beyond Meat, de “carnes” à base de plantas, por exemplo, abriu seu capital neste mês nos Estados Unidos com alta de 163% em seu primeiro dia na bolsa de valores, chegando a um valor de mercado de 3,8 bilhões de dólares. Bill Gates e Leonardo Di Caprio, dois célebres entusiastas da causa do meio ambiente, investem na marca.

    A Impossible Foods, nascida no ambiente tecnológico do Vale do Silício, abastece mais de 3 mil restaurantes norte-americanos com 226 toneladas de carnes vegetais todos os meses.

    Elas, assim como a Fazenda Futuro, são consideradas foodtechs, ou seja, empresas que usam a tecnologia para criar novos produtos alimentícios.
    O hambúrguer vegetal tupiniquim está sendo anunciado como a versão “1.0”. A 2.0 está sendo desenvolvida pela empresa atualmente e promete ser ainda mais parecida com a proteína animal.

    Perfil nutricional

    Veja o que encontramos em uma unidade (115 gramas) do Futuro Burger disponível hoje:

    Calorias: 283 kcal

    Proteínas: 15,8 g

    Carboidratos: 14,3 g

    Gorduras totais: 18,6 g

    Gorduras saturadas: 6 g

    Fibras: 4 g

    Sódio: 684 mg

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