• Com o slogan “Pare, pense e use camisinha”, o Ministério da Saúde deu a largada para a Campanha de Carnaval. Entre outras coisas, serão distribuídos 12 milhões de preservativos masculinos com uma identidade visual repaginada, que mira principalmente os homens de 15 a 39 anos (e que almeja frear a disseminação da aids).

    “Os números do HIV no Brasil, que demonstram aumento entre jovens, são muito importantes para a conscientização do grande desafio que temos na saúde pública”, diz Luiz Henrique Mandetta, ministro da saúde, em comunicado.

    Entre brasileiros de 20 a 24 anos do sexo masculino, a taxa de detecção desse vírus cresceu 133% entre 2007 e 2017. E 73% dos novos casos de aids atingem os homens de 15 a 39 anos.

    Por outro lado, o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids, divulgado no fim do ano passado, indica que a epidemia dessa doença está estabilizada no Brasil. Foram diagnosticados 18,3 casos a cada 100 mil habitantes em 2017.

    Em 2019, o embaixador da Campanha de Carnaval é o cantor Gabriel Diniz, que ganhou fama com a música “Jenifer”. Veja uma recado dele sobre o assunto:

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  • O tratamento da esquizofrenia, transtorno mental crônico que atinge cerca de 1 milhão de brasileiros, tem alcançado avanços importantes, com o surgimento de novas opções terapêuticas. A doença, no entanto, possui um aspecto social que também exige muita atenção: o estigma que acompanha os portadores. Preconceito e desconhecimento, quando não combatidos, prejudicam a todos os envolvidos.

    Tanto esquizofrenia como estigma são palavras que têm origem grega. A primeira quer dizer “mente dividida”, em referência à mistura de realidade e ilusão em que vivem os portadores da doença, acometidos por alucinações e delírios. A segunda, antes um sinal corporal que identificava de alguma forma o indivíduo, deixou de ser característica física para rotular de forma muito mais ampla o representante de determinado grupo, provocando discriminação, sofrimento emocional e enormes dificuldades de inserção social.

    Estereótipos de vários tipos (raciais e religiosos, entre outros) estão enraizados em nosso dia a dia, e os problemas mentais têm sido historicamente terreno fértil para generalizações e distorções, muitas vezes propagadas em obras de ficção, programas humorísticos e até nos noticiários.

    Exemplo disso é o uso metafórico da palavra esquizofrenia em contextos que vão da política ao futebol. Torná-la sinônimo de desordem, imprevisibilidade e falta de bom senso é banalizar uma grave condição médica e alimentar estigmas. Machuca os pacientes e seus familiares.

    A desinformação, por falta de acesso ou interesse, gera uma série de equívocos sobre a esquizofrenia. Envolvem, entre outras coisas, as causas da doença e o perfil dos pacientes, considerados por muitos como perigosos, violentos e inaptos para o convívio e para atividades como estudo e trabalho.

    A boa notícia é que no Brasil e no mundo há várias iniciativas empenhadas em disseminar conhecimento e conscientizar a população.

    O primeiro grande passo foi dado pela Associação Mundial de Psiquiatria, que, em 1996, lançou um programa de combate à estigmatização da esquizofrenia chamado Open the Doors – ele foi adotado em 20 países.

    No Brasil, onde começou em 2001 com apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo (Proesq), ele deu origem à Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre).

    Essa organização sem fins lucrativos tem como missão “melhorar a qualidade de vida das pessoas com esquizofrenia e de seus familiares, defender seus direitos, eliminar o estigma, disseminar informações e promover o diálogo sobre natureza e tratamento da esquizofrenia”.

    O tratamento, aliás, tem avançado de maneira bastante significativa, possibilitando um melhor convívio familiar e social. As inovações que surgiram recentemente favorecem a adesão ao uso contínuo dos medicamentos, controlam de forma eficiente os sintomas e previnem ou retardam os episódios de recaída, tão frequentes durante o curso da esquizofrenia.

    A saúde mental é um dos temas mais relevantes do nosso tempo, com implicações que vão muito além da esfera médica. Mas é o drama humano que, acima de tudo, deve mobilizar autoridades, empresas e cidadãos comuns. As pessoas são muito mais complexas e importantes do que a doença que elas têm.

    É função de todos contribuir para minimizar o estigma que cerca a esquizofrenia, a depressão e outras enfermidades psíquicas. Ele é gatilho para consequências como desemprego, isolamento, abuso de drogas e suicídio. A receita é simples: informação, informação e mais informação.

    *Ary Gadelha é coordenador do Programa de Esquizofrenia e professor adjunto do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), além de vice-presidente da Associação Brasileira da Neurociências Clínicas (Abranec).

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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de cinco cortes de frango da marca Perdigão, que pertence à empresa BRF. A medida foi tomada depois que a própria fabricante detectou, em testes de qualidade, a presença da bactéria Salmonella enteritidis, conhecida por causar surtos de diarreia e gastroenterite.

    Os produtos afetados, que já estão sendo retirados do mercado, foram:

    Filé de peito, embalagem plástica – 2kg (lotes 30/10/18 e 9/11/18)
    Coração, embalagem plástica – 1kg (lotes 30/10/18, 5/11/18, 6/11/18, 7/11/18, 9/11/18, 10/11/18 e 12/11/18)
    Filezinho (Sassami), embalagem plástica – 1kg (lotes 30/10/18, 5/11/18, 6/11/18, 7/11/18, 9/11/18, 10/11/18 e 12/11/18)
    Meio peito sem osso e sem pele, caixa de papelão – 15kg (lotes 30/11/18, 7/11/18, 9/11/18 e 10/11/18)
    Coxas e sobrecoxas sem osso, caixa de papelão – 15kg (lotes 6/11/18, 9/11/18 e 10/11/18)

    A Salmonella enteritidis é encontrada em diferentes alimentos de origem animal. Ela ficou conhecida por infectar o ovo, mas também pode invadir leite e carnes.

    Além disso, esse micro-organismo eventualmente se esconde em vegetais pela contaminação cruzada. Exemplo: a pessoa coloca o garfo em uma carne crua infectada e, sem higienizá-lo, usa o mesmo talher para separar vegetais.

    Quando invade o corpo, essa bactéria ataca o sistema digestivo. Ela é responsável por surtos de gastroenterite mundo afora – são os casos clássicos de refeitórios que servem pratos contaminados a centenas de pessoas.

    Ah, e apesar da bactéria se chamar Salmonella enteritidis, é comum denominar a doença decorrente dela como salmonela, com um “l” só.

    O que você pode fazer para evitar a salmonela

    Como muitas outras bactérias, essa não resiste a um bom processo de cozimento. Daí porque vale a pena levar o frango e outras carnes ao fogo.
    O mesmo vale para o ovo cru ou para o leite tirado direto da vaca.

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  • A trinca mostarda, catchup e maionese geralmente surge à mesa quando a pedida é hambúrguer, hot dog ou batata frita. Já parou pra pensar o que aconteceria se o critério para a escolha não dependesse do sabor, mas das características nutricionais?

    Pois a gente conta: o molho do lanche seria a mostarda. “Apesar de ter mais gorduras totais do que o catchup, ela apresenta menos calorias e carboidratos, além de mais fibras e proteínas”, analisa a nutricionista Ana Paola Monegaglia, de São Paulo.

    Ou seja, seu balanço se mostra mais favorável. Repare que a maionese abunda em gorduras. Ainda que os tipos predominantes sejam mono e poli-insaturados, considerados mais saudáveis, o valor calórico dela vai lá pra cima.

    “Portanto, é bom controlar o consumo”, orienta Ana. Aliás, o recado vale para os três molhos, já que todos são cheios de sódio, mineral cujo abuso faz a pressão decolar. Sem falar nos conservantes e aromatizantes. “Use esses produtos em ocasiões pontuais”, reforça Ana.

    Agora, confira a comparação desses três molhos, nutriente por nutriente:

    Energia
    Mostarda: 15 cal
    Catchup: 20 cal
    Maionese: 73 cal

    Gorduras totais
    Catchup: 0,03 g
    Mostarda: 0,9 g
    Maionese: 7 g

    Fibras
    Mostarda: 0,5 g
    Catchup: 0,2 g
    Maionese: 0 g

    Proteínas
    Mostarda: 0,9 g
    Catchup: 0,3 g
    Maionese: 0 g

    Carboidratos
    Mostarda: 1,2 g
    Maionese: 2,2 g
    Catchup: 5,4 g

    Sódio
    Catchup: 237 mg
    Mostarda: 250 mg
    Maionese: 289 mg

    Placar final
    Mostarda 4 X 2 Catchup X 0 Maionese

    Os valores se referem a uma colher de sopa de cada molho

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  • Embora a intolerância à lactose seja quase sempre apontada como culpada, sintomas como inchaços e dores abdominais podem ter como causa uma proteína. “A digestão do leite dá origem à beta-caseína dos tipos A1 e A2, ou ambos, de acordo com o DNA da vaca”, explica Marcos Vinicius Barbosa da Silva, pesquisador da Embrapa Gado de Leite. “No caso da A1, ela não é bem digerida e provoca o mal-estar”, completa.

    Os produtores têm sido orientados, então, a rastrear o gado, separando os animais com vocação para produzir mais proteínas A2. Algumas empresas já fazem isso no Brasil, entre elas a Letti, uma das pioneiras na produção de leite, iogurte e queijos que são uma opção para quem sofre de perrengues digestivos relacionados à proteína — e não à lactose.

    Não é pra todo mundo

    O Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) divulgou uma nota em que se posiciona contra o uso do tal leite A2 para pacientes diagnosticados com alergia ao leite, por causa do risco de reações potencialmente graves.

    Segundo o informativo, a exclusão de uma das frações proteicas não torna o leite automaticamente hipoalergênico. Logo, ele não está indicado para pacientes com hipersensibilidade ao leite de vaca.

    “Processos de ultrafiltração e superaquecimento não são capazes de reduzir a alergenicidade completa do alimento. Além disso, o paciente alérgico é geralmente sensibilizado a múltiplas proteínas e não a uma fração isolada”, reforça a nota.

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  • Não é novidade que alguns traços de personalidade podem ser herdados. De um jeito simplista, seus pais recebem genes dos antepassados que, quando difundidos para você, reforçam a tradição mais irritadiça ou pacata da família.

    Só que cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, testaram se mesmo fases difíceis da vida já impactariam no esperma a ponto de tornarem os descendentes mais estressados.

    Para isso, submeteram camundongos machos a vários martírios. Aí coletaram o sêmen dos bichos e fecundaram uma fêmea. Pois bem: quando cresceram, os filhotes desenvolveram uma resposta exagerada a momentos de apreensão.

    “Eu realmente acredito que certas influências do ambiente podem ser transmitidas para a prole”, diz o geneticista Ciro Martinhago, da Chromosome Medicina Genômica, em São Paulo. “Mas estudos com animais, ainda mais envolvendo questões psicológicas, devem ser vistos com muita cautela”, ressalva.

    Outras influências ambientais nos bebês que estão por vir

    Tabagismo: uma pesquisa da americana Universidade Harvard indica que netos de mulheres fumantes tinham uma probabilidade 18% maior de serem obesos na adolescência.

    Alimentação: muitas gestantes europeias passaram fome durante a Segunda Guerra Mundial. Eis que seus filhos e netos herdaram uma maior propensão à obesidade.

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