• “Ikigai” é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como “a razão pela qual nos levantamos pela manhã”. É um propósito de vida respeitado e cultivado sobretudo pelos habitantes da ilha de Okinawa, uma das regiões que mais abrigam centenários ativos no mundo. E que ajuda a entender, ao lado de alguns hábitos específicos, por que os japoneses envelhecem tão bem.

    Não à toa, Ikigai também é o título do livro de Héctor García e Francesc Miralles, dois espanhóis que mergulharam no cotidiano de uma aldeia de Okinawa para aprender com os seus idosos que nunca se aposentam os pilares de uma existência longa e feliz.

    Entre os segredos desse grupo estão uma intensa vida em comunidade, dieta à base de cereais, verduras e peixes, prática de exercícios leves e, claro, a busca e o encontro de um sentido para o dia a dia.

    O que aprendemos com os japoneses centenários

    Comunidade: Os povoados prezam por laços sociais fortes, apoio mútuo, celebrações e centros de convívio.

    Alimentação: O cardápio é rico em cereais, frutas, verduras e pescados. O chá é presença constante.

    Exercícios: Tai chi, ioga e alongamento matinal fazem parte do cotidiano dos habitantes.

    Meditação: A prática auxilia a manter atenção no presente e a se desvencilhar do estresse.

    Ikigai – Os Segredos Dos Japoneses Para Uma Vida Longa e Feliz

    Autores: Héctor García e Francesc Miralles

    Editora: Intrínseca

    Páginas:
    208

    Preço: R$ 29,90

  • Cidades que ainda têm estoque da vacina contra a gripe devem, a partir desta segunda (25 de junho), ampliar a indicação para crianças entre 5 e 9 anos e adultos entre 50 e 59 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. A Campanha Nacional de Vacinação foi encerrada, na maioria dos municípios, na última sexta-feira. Ela garantia doses gratuitamente para os seguintes grupos:

    – Idosos a partir de 60 anos

    – Crianças de 6 meses a 5 anos de idade

    – Trabalhadores da saúde

    – Professores das redes pública e privada

    – Povos indígenas

    – Gestantes

    – Puérperas (até 45 dias após o parto)

    – Pessoas com doenças crônicas (asma, diabetes…) ou com imunossupressão

    Agora, como saber quais municípios ampliarão a cobertura? Infelizmente, não há uma lista oficial e consolidada até o momento, então o jeito é pesquisar caso a caso. Capitais como São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Belém e Fortaleza já anunciaram a extensão da indicação. E, claro, nesses locais os grupos de risco seguirão tendo direito à vacinação.

    O principal alerta do governo é para a importância da imunização de crianças – o país já contabiliza 44 mortes de menores de 5 anos por complicações relacionadas ao vírus influenza, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2017 (14 óbitos). Até o momento, 3,6 milhões de brasileiros 6 meses e 5 anos ainda não tomaram a injeção. Este é o grupo prioritário com menor cobertura vacinal (67,7%), seguido pelas gestantes (71%).

    As turmas com maior cobertura são professores (98%), puérperas (96,2%), idosos (91%), indígenas (90,5%) e trabalhadores da saúde (88,6%).

    A cobertura da vacina

    Segundo o Ministério da Saúde, 54,4 milhões de brasileiros integram os grupos prioritários que eram alvo da campanha e deveriam ser vacinados. Desses, 45,8 milhões visitaram os postos.

    A Região Sudeste é a com menor cobertura vacinal contra a gripe até o momento, com 77,2%. Em seguida estão Norte (78,4%), Sul (84,8%), Nordeste (89,3%) e Centro-Oeste (96,5%).

    Os estados de Goiás, do Amapá, Distrito Federal, Ceará, Espírito Santo, Tocantins, Maranhão, da Paraíba e de Alagoas têm cobertura vacinal contra a gripe acima de 90%. Roraima tem 60,4%, e o Rio de Janeiro, 62,4%.

    Os casos de gripe em 2018

    O último boletim do governo mostra que, até 16 de junho, foram registrados 3 122 casos de influenza em todo o país, com 535 mortes. Do total, 1 885 episódios e 351 óbitos foram por H1N1 e 635 casos e 97 óbitos por H3N2. Foram registrados 278 casos e 31 óbitos por influenza B e 324 de influenza A não subtipado, com 56 mortes.

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  • Se você é cardíaco, atenção: a Copa do Mundo pode ser um gatilho para que sofra um infarto. É o que diz uma pesquisa feita pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Segundo o trabalho, nas últimas quatro edições do torneio antes de 2014, o índice de ataques cardíacos entre pacientes maiores de 35 anos saltou de 4% a 8% em todo o país.

    Os pesquisadores analisaram os dados dos Sistemas de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), verificando as hospitalizações e os óbitos ocorridos no período de 1º de maio a 31 de agosto dos anos de 1998, 2002, 2006 e 2010. Eles compararam os índices dos dias sem Copa, dias de Copa sem jogos do Brasil e dias de jogos do Brasil. Apesar de o número de problemas cardiovasculares ter subido durante o campeonato mundial, o de mortes não teve aumento significativo.

    Um outro estudo, dessa vez realizado na Alemanha e publicado no periódico The New England Journal of Medicine, analisou quantos habitantes da Grande Munique foram ao pronto-socorro por problemas do coração de 1º de maio a 8 de junho e de 10 a 31 de julho de 2006 (ano em que a Copa ocorreu nesse país) e compararam com o período de 1º de maio a 31 de julho de 2003 e de 2005.

    Nos dias em que a Alemanha jogou, os pesquisadores notaram que a procura pelo atendimento de emergência foi 2,5 vezes maior. Eles registraram outro dado interessante: conforme a Alemanha ia avançando na competição, a busca pelo hospital crescia ainda mais.

    É importante salientar que os jogos de futebol não foram a causa desses problemas, mas sim um gatilho para pessoas que já tinham predisposição a doenças cardiovasculares. Segundo a cardiologista Rica Buchler, do Alta Excelência Diagnóstica, em São Paulo, diabéticos, hipertensos e sedentários são mais propensos a sofrerem um infarto, por exemplo.

    Na hora do jogo, como a frequência cardíaca cresce, ocorre um aumento de fluxo de sangue – que fica mais grosso – e, aí, pode ocorrer o mal-estar que leva o paciente ao pronto-socorro.

    “A emoção de um jogo por si só não cria a enfermidade. A parada cardíaca ou a morte súbita pode acontecer apenas se a pessoa que tem a doença não se cuida e deixa de tomar os medicamentos ou se ela nem faz ideia da sua condição clínica”, reforça a médica. “A nossa preocupação é com as pessoas que não visitam o médico regularmente, não fazem exames, não medem a pressão e podem ter emoções fortes durante os jogos, que serão um gatilho para um transtorno maior”, completa.

    Então, se você tem um problema no coração e acha que não poderá ver a Copa, fique tranquilo. Não é nada disso! O importante é ter conhecimento prévio da sua condição física e respeitar o seu corpo.

    “O estresse de um jogo decisivo é o mesmo de quando se escala uma montanha: suba apenas se você tiver condições. Para passar pela Copa com segurança e sem sustos, basta ficar atento e se monitorar. A família do paciente também deve auxiliá-lo”, aconselha a médica.

    Além disso, ela pontua que é preciso evitar o excesso de cafeína e álcool. “Para quem já faz acompanhamento de rotina, só é necessário continuar seguindo as recomendações do médico para se manter seguro”, conclui.

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  • O sobrepeso e a obesidade são condições que vêm afetando grande parte da população. E esse excesso de gordura corporal acarreta diversas alterações que comprometem o nosso estado de saúde. Na busca pelo emagrecimento, há quem aposte as fichas em dietas milagrosas e restritivas. Mas está comprovado que elas não se sustentam em longo prazo. Por isso, o resultado obtido não é mantido por muito tempo. A solução? Preferir uma reeducação alimentar. E ela pode começar com alguns passos simples e muito importantes. Vamos conhecê-los?

    1. Procure um profissional capacitado

    Um nutricionista irá avaliar suas necessidades nutricionais e traçar um plano alimentar adequado para você. Pode parecer clichê, mas esse é o melhor ponto de partida para o emagrecimento.

    2. Estipule metas próprias

    Além dos compromissos assumidos com seu nutricionista, trace objetivos com você mesmo para aumentar a adesão e potencializar os resultados. Sabe aquela famosa promessa de entrar em uma roupa que não servia? Faça o teste!

    3. Organize os alimentos em casa e fora de casa

    A geladeira e a despensa devem estar sempre muito organizadas, com frutas, legumes e verduras frescos. Para não cair em tentação sempre, evite ter guloseimas e itens ultraprocessados dentro do armário. No restaurante, nada muda: opte por aqueles alimentos que estão dentro do cardápio proposto pelo nutricionista.

    4. Não fique sem comer

    Fracionar as refeições em pequenas quantidades ao longo do dia é uma saída para que você não sinta tanta fome entre uma refeição e outra.

    5. Faça exercícios sempre

    A prática esportiva é essencial para o emagrecimento saudável e eficaz. Por isso, o hábito não deve ser deixado de lado. Escolha o esporte ou a atividade que mais agrade e faça quantas vezes conseguir na semana.

    6. Durma de 7 a 8 horas por dia

    O descanso é fundamental para equilibrar o metabolismo e deve ser primordial na sua rotina. Acredite: a perda de peso depende do reestabelecimento das reações do corpo durante o sono.

    Para eliminação de gordura abdominal
    Algumas estratégias alimentares merecem destaque quando falamos especificamente em reduzir a gordura nessa região. Veja:

    1. Controle o índice glicêmico da dieta com algumas substituições

    Primeiro, é importante entender o que é o índice glicêmico. Bem, trata-se de uma escala de 0 a 100 que classifica os alimentos de acordo com a velocidade com que liberam níveis de açúcar no sangue. Esse processo aumenta a produção de insulina e a liberação de cortisol, o hormônio do estresse, que contribui para o acúmulo de gordura. Por isso, é essencial que façamos algumas substituições, priorizando itens que não causem pico rápido de açúcar na circulação. Alguns exemplos de medidas bem-vindas:

    – Aumentar a ingestão de alimentos integrais. Prefira o pão com alto teor de farinha integral, por exemplo – sempre avaliando os rótulos, claro. Esses alimentos têm fibras, que desaceleram a liberação de açúcar na corrente sanguínea.

    – Ingerir hortaliças e legumes nas grandes refeições. Também são redutos de fibras.

    – Adicione fontes de fibras (olha elas de novo!), proteínas e gorduras saudáveis em alimentos que possuem o índice glicêmico alto, como tapioca, arroz branco e batata. Sugestão: polvilhe semente de linhaça na tapioca e faça ovos mexidos para o recheio. Outra dica é associar legumes ao arroz branco.

    2. Combine exercícios no dia a dia

    Estudos mostram que aliar uma atividade aeróbica a exercícios de resistência é mais eficaz para reduzir gordura abdominal. Na prática, altere dias de corrida e caminhada com treinos de musculação e treinos funcionais.

    3. Invista em especiarias, ervas e frutas vermelhas

    Uma coisa que dá para usar sem medo na preparação dos alimentos são especiarias naturais e ervas, como açafrão, pimenta, hortelã, orégano e alecrim. Os compostos bioativos presentes nesses temperos melhoram as reações energéticas do corpo e contribuem para a queima de gordura de forma saudável.

    As frutas vermelhas também merecem destaque, visto que fornecem antocianinas, moléculas ativas com alto poder antioxidante e anti-inflamatório. Elas favorecem o equilíbrio celular e a redução do processo inflamatório característico do excesso de gordura no corpo.

    Se bater um desânimo no meio do caminho, lembre-se: alcançar o peso adequado e equilibrar os hábitos diários são essenciais não só para aparência física, mas também para promover saúde e prevenir doenças que comprometem a qualidade de vida.

  • A hipertensão atinge cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sem distinguir sexo, etnia, religião ou classe social. Por ser uma doença extremamente comum, é normal que surjam crendices populares sobre remédios naturais e tratamentos que supostamente ajudariam a controlar a pressão. Um deles é o chá de salsa. O leitor Bruno Alves trouxe esse questionamento: será que a bebida faz bem para quem tem pressão alta?

    Quem nos responde é Valeria Arruda, diretora do Departamento de Nutrição da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). “Não existe embasamento científico expressivo para confirmar isso. Os poucos estudos que mostram esse efeito foram realizados com animais e utilizaram apenas o extrato da semente da salsa”, afirma a nutricionista.

    De acordo com ela, existem diversos compostos bioativos sendo estudados para auxiliar no controle de várias doenças, mas o chá de salsa não faz parte desse grupo. Ainda assim, você não precisa excluir a planta do seu prato. A salsa é rica em vitaminas A, B1, B2 e C e também é fonte de minerais como cálcio, potássio, fósforo, enxofre, magnésio e ferro. Pode recrutá-la como tempero – e sem medo!

    O que dá para mudar à mesa

    Em termos de alimentação para auxiliar no controle da hipertensão, não tem jeito: o principal recado é ficar muito atento ao consumo de sódio, mineral presente no sal de cozinha e em muitos produtos industrializados. Em excesso, ele contribui para o aperto dos vasos sanguíneos e a subida da pressão.

    Dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE no período de 2008 a 2009 em 55 970 domicílios, mostraram uma ingestão de 4,7 gramas de sódio por pessoa ao dia (considerando o consumo diário de 2 000 calorias). Esse número excede em mais de duas vezes o consumo máximo recomendado do nutriente, que é de 2 gramas ao dia.

    Em 2014, na pesquisa Vigitel, conduzida pelo Ministério da Saúde, outro dado chamou a atenção: apenas 15,5% das pessoas entrevistadas relataram reconhecer um conteúdo alto ou muito alto de sódio nos alimentos. “Isso nos preocupa bastante, ainda mais porque que a população vem aumentando o consumo de itens industrializados, que são ricos no mineral”, aponta Valeria.

    E o alerta para maneirar no sódio vale para todo mundo, já que uma porção de gente convive com a hipertensão e nem sabe – ou está em risco para desenvolver o problema.

    Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), um em cada quatro adultos no Brasil são hipertensos. A doença é responsável por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal no país.

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  • O envelhecimento natural da bexiga e a cirurgia de remoção de tumores de próstata são as duas principais causas de incontinência urinária entre os homens. Essa condição, marcada pela perda involuntária de urina, mexe pra valer com a autoestima da ala masculina.

    É o que confirma uma revisão de estudos realizada na Universidade de Adelaide, na Austrália. Ela revela que até 42% dos homens com o problema chegam a desenvolver depressão e praticamente todos se saem mal nas avaliações de qualidade de vida. “Muitos se afastam do convívio social com medo do cheiro que estariam exalando ou da necessidade urgente de encontrar um banheiro”, observa o médico Carlos Sacomani, da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

    O primeiro passo para acabar com esses tormentos é buscar um profissional de saúde e, após o diagnóstico, iniciar um tratamento. Infelizmente, só 30% dos acometidos chegam a marcar uma consulta.

    Absorvente para eles
    Essa é uma tendência para driblar os empecilhos e as limitações da incontinência. O produto, já disponível em farmácias, tem um bolso onde o pênis é colocado. Quando ocorre o escape, a urina fica restrita a esse espaço. “O absorvente dá mais comodidade e funciona bem nos quadros leves e moderados”, diz o urologista Flavio Trigo, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

    Os tratamentos que minimizam ou até curam o distúrbio
    Ajustes no dia a dia: Envolvem reduzir o consumo de água e programar visitas regulares ao banheiro.

    Fisioterapia: Fortalece a musculatura que sustenta os órgãos do sistema urinário.

    Remédios: Comprimidos e injeções de toxina botulínica ajudam a regular a bexiga.

    Marca-passo: Um eletrodo estimula os nervos que controlam a saída do xixi.

    Cirurgia: Em último caso, dá pra implantar dispositivos que apertam os canais urinários.

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