• A gestação é um período que pede exames específicos, até porque um pré-natal bem assistido ajuda no desenvolvimento do bebê e preserva a saúde e segurança da mãe. E nada melhor do que abordar o tema hoje, 28 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013 ocorreram 289 mil mortes maternas devido a complicações durante a gravidez e o parto – uma queda de 45% se comparado aos 523 mil óbitos em 1990. A entidade também afirma que o Brasil reduziu sua taxa de mortalidade materna em 43% entre 1990 e 2013. Apesar de ser um dos mais baixos da América Latina, o índice ainda é considerado alto.

    Para que esse número continue a cair, existem exames básicos que toda gestante deve fazer e que são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com o auxílio do médico Olímpio Barbosa, presidente da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-natal da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), SAÚDE traz essa lista para você. Converse com seu médico sobre ela:

    Primeira consulta ou primeiro trimestre:

    – Hemograma, tipagem sanguínea e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Toxoplasmose IgM e IgG

    – Sorologia para hepatite B

    – Urocultura + sumário de urina

    – Ultrassonografia (exame morfológico)

    – Exame citopatológico de colo de útero (se houver indicação clínica)

    – Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica)

    – Exame parasitológico de fezes (se houver indicação clínica)

    Segundo trimestre:

    – Teste de tolerância para glicose, se a glicemia estiver acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco para diabetes. Ele deve ser realizado preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana.

    – Coombs indireto (se for Rh negativo)

    Terceiro trimestre:

    – Hemograma e fator Rh Coombs indireto (se for Rh negativo)

    – Glicemia em jejum

    – Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

    – Teste rápido para HIV

    – Sorologia para hepatite B

    – Toxoplasmose IgM e IgG (se IgG negativo na primeira consulta)

    – Urocultura + sumário de urina

    Há, claro, mais testes oferecidos pela rede privada. Porém, Barbosa informa que a Febrasgo não orienta aos obstetras pedirem exames complementares sem uma real necessidade, que deve ser discutida individualmente. Até porque 80% das gestações no nosso país não são de alto risco.

    “Existe no Brasil uma cultura do consumo. As pessoas acreditam que, se o médico pede muitos exames, é um profissional melhor, o que não é o caso”, afirma. Ele cita o exemplo do ultrassom tridimensional, que ofereceria as mesmas informações para o médico de um ultrassom normal. “Sua funcionalidade é maior para a mãe, que pode ver o rosto do bebê, do que para o médico em si”, completou.

    Já a obstetra e ginecologista Silvia Herrera, coordenadora de Medicina Fetal do SalomãoZoppi Diagnósticos, adota uma postura um pouco diferente: “Os exames preconizados pela Febrasgo e disponíveis no SUS são de fato o necessário para uma gravidez bem assistida. Porém, nós já temos tecnologias relacionadas ao diagnóstico de doenças genéticas que acrescentam eficácia e qualidade. Infelizmente, elas não estão disponíveis para todos, mas quem tiver condições deve fazer”, opina.

    Confira os principais exames complementares citados pela médica:

    – Perfil bioquímico (Fração Livre BHCG e PAPP-A): “O exame morfológico diagnostica 90% dos casos de síndrome de Down, mas, com o perfil bioquímico, chegamos a 96%. Embora o SUS não o disponibilize, os convênios passaram a cobri-lo há dois anos. Na Europa, não se faz o exame morfológico sem marcador bioquímico”, afirma. Se recomendado, ele deveria ser realizado entre a décima e a 14ª semanas.

    – NIPT (DNA Fetal no Sangue Materno): “É o que temos de mais novo. É um exame de sangue que detecta 99,9% dos casos de síndrome de Down sem trazer risco para o feto”. Pode ser feito a partir da décima semana.

    – Doppler Colorido das Artérias Uterinas: “Ele é associado ao exame morfológico do primeiro trimestre para rastrear o risco de pré-eclâmpsia. É um exame bom para intervirmos antes de a pressão subir”. Deve ser feito entre a 18ª e a 24ª semanas.

    – Avaliação do Colo Uterino Via Transvaginal: “Se for curto, o colo uterino começa a abrir por dentro à medida que o bebê vai crescendo. Isso eleva o risco de um parto extremamente prematuro. A avaliação detecta essa situação e assim podemos prevenir que evolua. É um exame simples e barato, mas não muito solicitado pelos médicos”. Deve ser feita entre a 18ª e a 24ª semanas.

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  • Cerca de 10 milhões de brasileiros têm osteoporose. E, infelizmente, 75% dos casos são diagnosticados somente após a primeira fratura.

    Felizmente, já foi adaptada para o Brasil uma espécie de calculadora batizada de FRAX (ou Ferramenta de Avaliação de Risco de Fratura). Você pode acessá-la clicando aqui e estimar a sua probabilidade de sofrer com um osso quebrados nos próximos dez anos. O problema: sem um exame de densitometria óssea, ela perde boa parte de sua confiança. E, mais do que isso, só um médico saberá interpretar o que fazer frente ao risco exibido na tela – trata-se de um método feito para uso profissional.

    Mas há outra opção: trata-se do Teste de Risco de Um Minuto Para Osteoporose. Mais simples, ele pode ser acessado (em inglês) na página da Federação Internacional da Osteoporose. Mas adaptamos essa avaliação básica para você abaixo.

    Se você responder SIM a qualquer uma das perguntas, procure um médico e converse com ele sobre a necessidade de passar pela avaliação do Frax e/ou solicitar um exame de densitometria óssea. Ter respondido SIM a qualquer uma das perguntas não significa que você tenha osteoporose. Mas indica que você apresenta um ou mais fatores de risco para desenvolver a doença e sofrer fraturas.

    O teste em si

    1. Tem 40 anos ou mais?

    2. Já fraturou algum osso após uma simples queda depois de adulto?

    3. Cai frequentemente (mais de uma vez no último ano) ou tem receio de cair devido à fraqueza?

    4. Está abaixo do peso, ou seja, seu Índice de Massa Corporal (IMC) é inferior a 19?*

    5. Já fez uso de medicamentos à base de corticoides (remédios receitados para o controle de asma, artrite e outras doenças inflamatórias) por mais de três meses consecutivos?

    6. Consome álcool em excesso ou acima dos limites recomendados (mais de duas doses por dia)?

    7. Fuma ou já foi fumante?

    8. Sua cota diária de exercícios é inferior a 30 minutos?

    9. Evita, não gosta ou é alérgico a leite e seus derivados (queijos, iogurtes etc.), e não toma nenhum tipo de suplemento à base de cálcio?

    10. Fica menos de dez minutos por dia ao ar livre (com parte de seu corpo exposto à luz solar) e não ingere fontes ou suplementos de vitamina D?

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  • Há quem diga que o fator de proteção solar (FPS) dos filtros só faz diferença na pele até chegar ao número 30. Ou seja, de pouco adiantaria comprar um creme com FPS 50 ou mesmo 100. Mas uma nova pesquisa, realizada pela Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, sugere justamente o contrário.

    O grupo observou que o FPS 100 pode ser mais eficiente do que os outros para barrar queimaduras. Para chegar à conclusão, os cientistas entregaram dois frascos de protetor para cerca de 200 voluntários, um com FPS 100 e outro com 50. Aí, pediram que os voluntários aplicassem um no lado esquerdo e outro no lado direito do corpo.

    No dia seguinte, os participantes visitaram um consultório médico para analisar o impacto recente provocado pela radiação solar, com uma escala que ia de 0 a 5, do menos ao mais grave. Nessa avaliação, notou-se que o lado besuntado com o protetor mais leve exibia danos duas vezes maiores do que o outro.

    Para ter ideia, os dermatologistas que examinaram os voluntários – e que não sabiam qual filtro havia sido colocado em qual lado do corpo –, notaram que 55% dos participantes tinham se queimado mais na área do FPS 50, enquanto apenas 5% ficaram com a pele bem vermelha na porção coberta pelo protetor mais potente.

    Proteção solar na prática

    O estudo não bota um ponto final na discussão. Aliás, os autores reforçam que o efeito observado em um dia não necessariamente significa que a proteção do FPS 100 seja mais efetiva a longo prazo.

    Hoje, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda usar FPS mínimo de 30. “Costumo indicar esse no inverno e o 50 no verão, mas noto na prática que os fatores de proteção mais alto preservam melhor a derme”, indica Murilo Drummond, dermatologista da SBD.

    O especialista ressalta ainda que o protetor com FPS 100 não será duas vezes mais competente do que o 50 – apesar de aquele primeiro dado do estudo sugerir isso. “A diferença não é tão grande. Mas estamos falando de prevenir um câncer, então, mesmo que o benefício seja pequeno, ainda assim vale a pena considerá-lo”, opina o médico.

    O fato é: não dá para dispensar o protetor e as outras medidas que resguardam contra a radiação solar. Chapéu, guarda-sol e roupas compridas ajudam bastante, assim como valorizar a sombra e não se expor por muito tempo entre 10 e 16 horas.

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  • As crianças devem ser especialmente protegidas contra a gripe – não à toa, a campanha nacional de vacinação oferece doses gratuitas para os brasileirinhos entre 6 meses e 5 anos de idade. Por quê?

    “Os chamados grupos de risco, que envolvem essa faixa etária, estão mais sujeitos a complicações após a infecção do vírus influenza”, resume a pediatra Renata Scatena, diretora da Casa Crescer, um centro de vacinas de São Paulo. Ou seja, os pequenos têm uma maior probabilidade de sofrer com pneumonias e outros casos graves, que podem inclusive matar.

    Ainda assim, Renata ressalta que até os meninos e meninas mais velhos não podem se descuidar – há casos de quadros severos nessa faixa etária também. Para eles, a opção seria tomar a injeção em clínicas particulares, por exemplo.

    Aliás, o ideal é que todas as pessoas que vivem ao redor de crianças – ou de outros grupos de risco – se protejam da gripe. Isso porque a vacina não é 100% eficaz, ou seja, alguns garotos podem pegar a doença mesmo após terem ido ao posto de saúde. Agora, se os pais, os avós e os irmãos estão imunizados, é muito mais difícil de o vírus sequer entrar em contato com o novo membro da família.

    E os bebês com menos de 6 meses de idade? Eles não devem aplicar a vacina, porque faltam estudos nessa subpopulação. Mas calma: se a mãe recebeu o imunizante na gestação ou logo após o nascimento, vai repassar os anticorpos contra a gripe pelo leite.

    Hoje, praticamente não há contraindicações. “Só se pede para evita-la quando o indivíduo está resfriado, por exemplo, para não confundir os sintomas com eventuais reações leves da vacina”, ensina Renata. No mais, talvez o jovem tenha um pouco de dor local, cefaleia ou febre baixa.
    Só não ache que a vacinação causa gripe. É balela, como você pode ver clicando aqui. Mais um lembrete: as doses devem ser anuais, assim como em toda a população.

    A escola e a gripe

    Está aí um local que junta componentes para a disseminação de uma infecção. Veja: as crianças ficam aglomeradas em locais fechados, estão sempre brincando umas com as outras – e, cá entre nós, às vezes até “pegam emprestado” itens como uma chupeta ou garrafinha.

    “Mas não é para o seu filho ficar em casa”, tranquiliza Renata. Segundo ela, é importante estimular nos ambientes escolares a vacinação. E, dentro do possível, estipular regrinhas de higiene protetoras.

    Por exemplo: lavar as mãos com frequência, não compartilhar chupetas e brinquedos mastigáveis e deixar o pequeno de molho caso os sintomas da gripe deem as caras (febre, nariz escorrendo, tosse…).

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  • A exemplo de nós, os cachorros também vêm ganhando uma expectativa de vida mais longa. A questão é que a idade traz consigo seus efeitos colaterais. E o coração é um dos órgãos que podem sofrer com isso: o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, quando esse músculo deixa de trabalhar direito.

    Para amparar os animais com o problema, a farmacêutica Boehringer Ingelheim está trazendo ao Brasil um medicamento capaz de postergar o avanço do quadro e os seus efeitos negativos. Ao ajudar o coração a bombear o sangue, o remédio em forma de tabletes mastigáveis prolonga os anos pela frente e melhora a qualidade de vida.

    Ainda assim, o diagnóstico precoce faz diferença. “Quanto mais cedo ele acontecer, melhor o resultado do tratamento”, afirma o veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Por isso, o especialista recomenda um checkup cardíaco aos cães a partir do sexto ano de idade.

    Insuficiência canina

    Da mesma forma que acontece com o coração humano, o dos cães pode se enfraquecer com a idade e em razão de doenças. A insuficiência cardíaca significa que o órgão está perdendo a capacidade de bater e mandar o sangue adequadamente para o organismo, o que acarreta cansaço e falta de ar. Outros sintomas que você pode observar são tosse, membros e barriga inchada e língua arroxeada.

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  • A empresa Multilab recebeu más notícias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Lotes de dois produtos seus voltados para o tratamento de piolhos, carrapatos, sarnas e outros parasitas foram reprovados em análises microbiológicas e, por isso, não poderão ser mais vendidos.

    Os fármacos que não passaram no teste são: Deltalab Loção de 100ml e Keltrina Plus 5% de 60ml. O resultado da avaliação significa que esses medicamentos apresentaram alterações que poderiam comprometer sua eficiência ou colocar a saúde do usuário em risco.

    Estamos falando de duas loções que são aplicadas diretamente no foco do problema para matar os parasitas. Elas não precisam de receita médica.

    Segundo a Anvisa, os lotes defeituosos são:

    Deltalab Loção de 100ml: 404874, 404875 e 405762

    Keltrina Plus 5% de 60ml: 403552, 407649 e 407650

    Embora o recolhimento desses lotes já esteja ocorrendo, convém ficar de olho na hora de ir à farmácia.

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