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    A batata é um alimento cheio de nutrientes, como o potássio, que contribui para o bom funcionamento dos músculos e a evitar a retenção de líquido. Acontece que o modo de preparo pode botar tudo a perder.

    A chef Paula Belleza, de São Paulo, ensina a fazer uma batata assada e, ao mesmo tempo, crocante. Veja no vídeo como preparar essa delícia sem deixar a saúde de lado.

    Passo a passo
    Corte as batatas (com casca mesmo) em forma de palitinhos.

    Coloque em um recipiente e tempere com sal, páprica e alecrim.

    Regue com azeite e misture até untar bem. Polvilhe farinha de coco e mexa mais.

    Asse em forno preaquecido a 220 °C por 40 minutos ou até dourar.

    Sirva como acompanhamento ou aperitivo.

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    Dor e ardência na hora do sexo podem ser sinal de secura vaginal. Acontece que um quinto das brasileiras desconhece esse tipo de ressecamento, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Conecta, a pedido da farmacêutica Teva.

    A investigação ouviu 1 007 mulheres a partir dos 16 anos de todo o país. Por meio de um questionário online, elas forneceram informações sobre o que sabiam a respeito da condição. E o resultado foi que 88% apresentaram algum grau de desconhecimento em relação a ela — 20% sequer sabiam o que era.

    “O ressecamento ocorre por causa de uma alteração na produção de estrogênio [hormônio feminino] que é comum em momentos como pós-parto e a menopausa”, explica o ginecologista Eliano Pellini, chefe do Departamento de Sexualidade da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. “Além disso, o tratamento para algumas condições, como a quimioterapia no câncer de mama, influencia essa fabricação”, completa.

    De acordo com os dados da pesquisa, o ressecamento vai além das dores físicas. Entre as mulheres com o quadro, 53% se sentiam irritadas, 44% manifestavam insegurança e 33% exibiam autoestima baixa.

    Apesar disso, poucas procuram ajuda médica. Apenas 24% das que reclamaram de secura vaginal foram atrás de um ginecologista. Por quê? Confira as respostas mais comuns:

    • “Considerar normal sentir-se ressecada/o desconforto não precisava ser tratado” (em 40% das vezes)
    • “Não achar importante” (25%)
    • “Falta de tempo” (23%).

    Mas Pellini acredita que, além desses fatores relatados, a falta de autoconhecimento das mulheres desempenha função importante nessa equação. “Infelizmente, a maioria não olha para a vagina. Não usa espelho, por exemplo, e depende totalmente das informações do ginecologista”, lamenta.

    O médico defende que o assunto precisa ser debatido e divulgado com a mesma intensidade com a qual o câncer de mama é disseminado no Outubro Rosa. “Em alguns casos, elas chegam ao consultório num estágio tão avançado de que não conseguimos nem fazer o exame de toque”, completa.

    Quando a parede do órgão seca e inflama, gera rachaduras e fissuras. Só que esse processo pode ser controlado. “O uso de hidratantes vaginais protege a mucosa”, exemplifica. Alguns alimentos, como a soja, também ajudam a estimular a produção de estrogênio e minimizar o quadro. Mas importante mesmo é estar em contato com o próprio corpo e não deixar de buscar ajuda caso perceba qualquer coisa fora do lugar.

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    A fama do cálcio em fortalecer os ossos é notória – e, diga-se, real. Mas, segundo estudos que têm pipocado por aí, a melhor forma de garantir boas doses do nutriente é por meio da comida. É que as cápsulas, que seduzem pela praticidade, andam em baixa entre os cientistas. Em muitos trabalhos, elas se mostram perigosas para o coração.

    A pesquisa mais recente nessa seara foi feita por uma equipe da Johns Hopkins Medicine, nos Estados Unidos, e publicada no Jornal da Associação Americana do Coração. Depois de analisar exames feitos em 10 anos por mais de 2 700 pessoas, os experts concluíram que ingerir o cálcio por meio de suplementos pode elevar o risco de formação de placas nas artérias e, portanto, culminar em danos ao coração. Em material divulgado pela instituição, eles frisam que essa relação não foi observada quando o nutriente entrava no corpo por meio dos alimentos — vale lembrar que leite e derivados são os grandes fornecedores de cálcio na dieta.

    Apesar de os cientistas ressaltarem que o trabalho apenas registra uma associação entre o uso dessas cápsulas e maior risco de aterosclerose (ou seja, não chega a cravar uma relação de causa e efeito), eles afirmam que um número cada vez maior de evidências aponta para o potencial perigo desses produtos. Por isso, pedem que as pessoas consultem um médico antes de investir nas cápsulas — como se sabe, elas podem ser compradas sem prescrição em farmácias.

    Os motivos por trás da desconfiança
    Segundo o coautor do trabalho, o nutricionista John Anderson, professor da americana UNC Gillings School of Global Public Heatlh, estudos anteriores haviam demonstrado que, especialmente em pessoas mais velhas, o cálcio dos suplementos não chega completamente até o esqueleto nem é eliminado pela urina. “Então, ele provavelmente estava se acumulando nos tecidos moles do corpo”, raciocinou o especialista. Os cientistas também já sabiam que, à medida que envelhecemos, as placas à base de cálcio tendem a se acumular na aorta e em outras artérias, impedindo o fluxo sanguíneo — o que aumenta o risco de um evento cardíaco.

    O cálcio não pode sobrar, mas também não é para faltar
    Dentro das quantidades indicadas (em geral, 1 000 miligramas por dia para adultos), o cálcio continua imprescindível para o organismo. Além de proteger o esqueleto, ele tem se mostrado essencial à musculatura, à transmissão de impulsos nervosos e até à perda de peso. O grande problema dos suplementos é que eles fornecem uma quantidade exagerada da substância — e de uma tacada só. Por meio da dieta, no entanto, o mineral é absorvido de maneira mais fracionada. Fora que os alimentos ofertam tantos outros nutrientes.

    Onde encontrar o bendito cálcio
    Um copo de 200 mililitros de leite oferta 250 miligramas, o que equivale a ¼ das recomendações diárias. Se quiser apostar no queijo minas, 100 gramas têm 685 miligramas do mineral. Outros derivados do leite, como o iogurte, são igualmente bem-vindos. Brócolis, espinafre e cereais também contêm doses apreciáveis.

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    Ninguém discute que o eucalipto dá um verdadeiro respiro aos pulmões. Ele tem componentes como o eucaliptol e o citronelol, que deixam as secreções mais fluidas e fáceis de serem eliminadas. Seus taninos, por sua vez, reduzem a quantidade de muco. O eucaliptol, para completar, dilata os brônquios, facilitando a saída de catarro.

    Por tudo isso, as folhas dessa árvore perfumada servem de alívio para quem sofre de problemas respiratórios, como asma e bronquite. A inalação dos vapores da planta interfere nos vasos das mucosas do nariz, melhorando a respiração. E o óleo essencial parece barrar a reprodução da bactéria causadora de tuberculose.

    Mas, atenção: nos casos de asma seca (sem catarro), o eucalipto pode ter efeito contrário, piorando o quadro alérgico. Em excesso, causa sonolência, vômitos, transtornos respiratórios e até perda de consciência. Grávidas, quem tem doenças inflamatórias ou hepáticas e crianças pequenas não podem usar.

    Contra a sinusite
    Faça uma inalação com 1 litro de água fervente sobre 6 ou 8 folhas de eucalipto. Aspire o vapor duas vezes ao dia.

    Outros efeitos
    O chá é usado para abaixar a febre e combater dores de ciático e gota. Também alivia crises de reumatismo e estimula as defesas. A planta serve como antisséptico e repelente natural de insetos.

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    Cientistas das Faculdades Integradas Aparício Carvalho, de Porto Velho, em Rondônia, fizeram uma revisão de todas as pesquisas publicadas nos últimos 30 anos sobre a relação entre bagunça hormonal e depressão. O objetivo deles era responder a uma pergunta no melhor estilo “o que veio antes: o ovo ou a galinha?”: será que alterações anormais em neurotransmissores e outros compostos levaria à melancolia ou o problema psiquiátrico seria o responsável por um verdadeiro rebuliço nas glândulas, que produzem hormônios? A conclusão é que tudo acontece junto e misturado: tanto sentimentos negativos influenciam no corpo, quanto nossa química interna altera a forma como enxergamos o mundo.

    Há uma série de hormônios que, quando bem alterados, podem desencadear a tristeza sem fim. É o caso da corticotrofina, do cortisol, do estrogênio, da progesterona e do T4. Alguns dificultam a comunicação cerebral. Outros interferem na ação da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar. A falta crônica dele abre alas para a depressão, aponta o trabalho, divulgado ontem no Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, na Costa do Sauípe, na Bahia.

    A boa notícia é que alguns desses hormônios podem ser medidos e controlados com relativa facilidade. É o caso do T4, composto produzido pela tireoide que tem a missão de ditar o ritmo de funcionamento do organismo. Quando se comprova que ele está em falta, é possível realizar a reposição por meio de um remédio.

    O primeiro passo para se livrar da depressão é procurar um psiquiatra. O médico vai avaliar o caso e, se ao transtorno for realmente diagnosticado, levantar possíveis causas para ele. O desequilíbrio dos hormônios certamente deverá ser considerado como um potencial suspeito da condição.

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    Originário do sudeste da Ásia, o fruto conhecido como noni não tem gosto lá muito agradável. Mas seu extrato e suco ganharam destaque na internet como promotores de diversos benefícios, desde o controle do diabete até a cura para problemas ginecológicos. Só que a história não é tão animadora assim. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a comercialização de produtos contendo o fruto no Brasil. Segundo o órgão, “a quantidade de publicações que avaliaram sua segurança é limitada”. E, por causa da falta de estudos, itens com noni estão vetados em território nacional – o problema é que, mesmo assim, certos sites continuam comercializando-os.

    Segundo João Ernesto Carvalho, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, algumas pesquisas indicam que o uso do alimento está ligado à toxicidade hepática – ou seja, poderia causar complicações no fígado. Além disso, cientistas apontam prejuízos ósseos e malefícios para grávidas. “Outros trabalhos dizem o contrário e alegam segurança. Mas há mais estudos que confirmam sua toxicidade do que os que negam. E quando existe um impasse como esse, a Anvisa não pode liberar”, observa Carvalho.

    A nutricionista Carla Cotta, do Rio de Janeiro, também pede cautela quando se fala em noni. “Extratos só devem ser consumidos se forem registrados pela Anvisa”, comenta. Segundo a especialista, os alimentos funcionais, ou seja, aqueles que prometem benefícios à saúde, devem ter controle como qualquer medicamento. Então, não caia nas promessas milagrosas sobre esse (ou qualquer outro) ingrediente. Até porque isso pode, no final das contas, ter efeito contrário ao desejado, colocando você em risco.

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