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    Digamos que, por ironia do organismo, o coração de quem tem muito açúcar correndo pelas veias não leva uma vida tão doce. É que o diabete, e o panteão de alterações que faz companhia à alta da glicose, semeia a discórdia nas artérias, elevando o risco de infarto e outras mazelas cardíacas. Não é por menos que a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) dá início à sua nova campanha nacional “Diabetes sem Complicações” focando o combate à doença cardiovascular. “Queremos conscientizar essa população de que, além de ajustar a glicemia, ela precisa aderir a um pacote de medidas visando ao controle do peso, da pressão, do colesterol…”, justifica o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da SBD.

    É um alerta que deveria ser ouvido por muita gente. Estima-se que 10% dos brasileiros (mais de 20 milhões) tenham diabete e 90% dessa fatia conviva com o tipo 2 do problema — como ele pega carona na obesidade, as projeções indicam um crescimento nos números. “O diabete é marcado por um processo inflamatório, que favorece a formação e a instabilidade das placas que entopem os vasos”, ensina o cardiologista Ricardo Pavanello, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp). Na verdade, dá pra encher um tratado com tantos fenômenos indesejáveis que ligam o tipo 2 da encrenca ao sofrimento do coração.

    “A resistência à insulina, que impede o uso adequado da glicose pelas células, atrapalha a dilatação das artérias, elevando a pressão”, cita uma das peças do quebra-cabeça o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Pavanello elenca outra: “O corpo do diabético tem uma maior tendência à formação de trombos”. Em conjunto, essas pecinhas levam a um mesmo desenho — uma artéria que irriga o músculo cardíaco é bloqueada e, sem suprimento de sangue, o coração sofre um infarto. “Devemos lembrar ainda que, muitas vezes, o diabético também tem gordura no fígado e na barriga, apneia do sono, alterações de colesterol… É uma rede de fatores intrincada”, ressalta Couri. E que pode culminar em um golpe ao peito.

    O diabete é inimigo notável do sistema de encanamento que distribui o sangue pelo organismo. Maltrata tanto artérias maiores, como as coronárias que abastecem o coração, como vasinhos no fundo do olho. “Dá pra supor que o paciente é diabético só de ver exames como o cateterismo dele”, conta Pavanello. Isso porque suas artérias se encontram mais tortuosas e apresentam lesões em vários pontos. “Por essa razão, cirurgias de ponte de safena são mais efetivas do que stents [minibalões instalados para desobstruir os vasos] nessa população”, revela Couri.

    Ocorre que o drama cardíaco não termina apenas em infartos. Anos de diabete fora de controle sobrecarregam o órgão, que não consegue mais relaxar a contento. Aí ele endurece literalmente e entra em estado de insuficiência. O quadro, conhecido como cardiopatia diabética, tem alta letalidade e cobra acompanhamento de perto. Mas saiba que o coração não precisa bater na corda bamba ou sob o temor de um ataque. Há um plano de ação para poupá-lo do perigo — e a ciência vem se aperfeiçoando nessa missão.

    Pela salvação do peito

    Não é fácil rever e mudar o estilo de vida. Tenha em mente, porém, que, em se tratando de diabete, os ajustes na rotina — alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, respeito ao sono, entre outros — não se revertem apenas em um melhor domínio sobre os níveis de glicose. Eles ajudam a remediar outros fatores de risco cardiovascular que andam de mãos dadas com o mal do sangue doce, caso do excesso de peso. A sintonia com as orientações médicas e o esforço para aderir a comportamentos saudáveis compensam. O coração sabe disso.

    Nessas horas, também é comum (e necessário) que os profissionais peçam socorro a medicamentos. “O desafio da prevenção da doença cardiovascular entre os diabéticos é que não basta domar a glicemia. Temos de controlar a pressão, o colesterol e a formação de coágulos, o que pode exigir remédios diários para atuar nessas condições”, explica o cardiologista José Francisco Kerr Saraiva, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Não é uma delícia engolir uma porção de comprimidos por dia, mas a tática amplia a expectativa e a qualidade de vida do cidadão. Tanto é que, segundo Couri, a Associação Americana de Diabetes já recomenda o uso de estatina (droga que baixa o colesterol) a todo diabético acima dos 40 anos, mesmo (acredite!) que ele não tenha taxas elevadas de colesterol ruim no sangue. Tudo, argumenta-se, em nome da prevenção.

    O conceito de agregar fármacos, aliás, passa pelo tratamento do diabete em si. “Como estamos falando de um problema de origem multifatorial, precisamos agir em diversas frentes. Hoje é corriqueiro pacientes saírem do consultório com dois ou três tipos de medicamentos prescritos”, relata Couri. Nessa linha, despontou há pouco o primeiro remédio criado para frear a glicemia a demonstrar efeito direto na redução do risco cardiovascular. Trata-se da empagliflozina, desenvolvida pela Aliança Boehringer Ingelheim-Eli Lilly, princípio ativo que aumenta a eliminação de açúcar pela urina.

    Em estudo com mais de 7 mil diabéticos do tipo 2 e alta probabilidade de infartar — brasileiros no meio —, a adição do comprimido ao programa terapêutico (que envolvia outras medicações) chegou a resultados expressivos. “Observou-se uma redução de 38% nas mortes por doença cardiovascular e uma diminuição de 35% no índice de hospitalização por falhas cardíacas”, conta o endocrinologista Andres Palacios, da Universidad Pontificia Bolivariana, em Medellín, na Colômbia. Foi registrado um único efeito adverso: leve aumento nos casos de infecção urinária ou genital. “Não se propõe substituir um remédio por outro, mas adicionar para melhorar a resposta e minimizar o risco do paciente”, argumenta Palacios. Somar, e não se esqueça de botar bons hábitos nessa conta, é o verbo que está ditando a proteção ao coração do diabético.

    415 milhões de pessoas têm diabete no mundo hoje — número que deve saltar pra 642 milhões em 2040
    50% das mortes entre os diabéticos do tipo 2 vêm de problemas cardiovasculares
    12 anos é quanto encurta a expectativa de vida de alguém com diabete e alto risco cardiovascular
    1/3 dos diabéticos desconhece que os problemas do coração são a principal causa de morte entre eles
    10% dos brasileiros têm diabete. E atenção: nesse grupo, o infarto costuma ser mais silencioso
    50% dos diabéticos do tipo 2 não alcançam a meta de controle da glicemia

    Sobrou para o coração
    Por que o diabete complica tanto a vida do sistema cardiovascular

    Inflamou geral
    A glicose dando sopa no sangue e a resistência à insulina propiciam um estado de inflamação, que favorece o surgimento de placas nas artérias.

    Gorduras mil
    Boa parte dos diabéticos tem muita gordura na barriga e no fígado, fator associado a triglicérides e moléculas inflamatórias à solta pelos vasos.

    Sob pressão
    Entre outras funções, a insulina relaxa as artérias. Quando ela não atua direito, há um déficit nessa dilatação, o que eleva a pressão dentro dos vasos.

    Sangue viscoso
    Trombos capazes de entupir artérias se formam mais facilmente na circulação dos diabéticos. Isso porque há uma maior agregação de plaquetas.

    Saída lá por baixo

    Como atua o primeiro remédio para diabéticos capaz de baixar o risco cardíaco

    1.Todo mundo tem uma proteína nos rins, a SGLT2, que capta parte da glicose e do sódio que estava no sangue e a devolve à circulação, impedindo sua eliminação do corpo.

    2.O medicamento empagliflozina inibe a tal da SGLT2, estimulando a saída de açúcar e sódio pela urina. Ele ajuda a domar a glicemia e traria ganhos ao controle do peso e da pressão.

    A medicação, de uso oral, faz eliminar quase 80 gramas de glicose do sangue por dia, o que equivale a 300 calorias — ou quase duas latas de refri normal.

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    Muito se discute sobre a interferência do fogo nas propriedades nutricionais do óleo de oliva. Segundo uma revisão feita pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) em parceria com a marca Andorinha, o azeite que vai ao fogo ainda é mais vantajoso em termos de antioxidantes do que outros óleos em temperatura ambiente. Além desse dilema, listamos outras fatores que asseguram o melhor aproveitamento do tempero.

    Virgem ou extravirgem?

    Aposte no segundo, obtido na primeira prensa das azeitonas. Ele tem mais compostos do bem.

    A melhor embalagem

    Tem que ser de lata ou vidro escuro, para evitar a oxidação das substâncias protetoras.

    Onde armazenar

    Deixe o azeite longe da luz e também do calor para manter as propriedades do alimento.

    De olho na validade

    É que, após aberto, normalmente se aconselha ingerir o azeite em até seis meses.

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    A Agência Mundial Antidoping (Wada) tem em seu site uma lista de substâncias e procedimentos proibidos e uma série de respostas a perguntas mais comuns sobre o que um atleta pode ou não pode consumir ou fazer para aumentar seu rendimento.

    A tenista russa Maria Sharapova é uma das atletas que ficaram fora da Rio 2016 após ser pega no exame antidoping em janeiro deste ano. Além disso, ela recebeu suspensão de dois anos. Foi constatado que há anos Sharapova tomava o meldonium, substância que a Wada incluiu na lista das proibidas em janeiro de 2016.

    O meldonium, usado para tratar doenças do coração, aumenta o fluxo sanguíneo e, com isso, melhora a capacidade para realizar exercícios em atletas. Sharapova assumiu responsabilidade, mas disse que não tinha conhecimento do veto da Wada ao medicamento.

    “É muito importante que vocês entendam que pelos últimos dez anos esse medicamento não esteve na lista de substâncias banidas. Usei esse remédio legalmente pelos últimos dez anos.”

    Mas existem substâncias que não estão na lista atualizada da Wada. Veja abaixo alguns dos estimulantes que, por enquanto, podem ser usados por atletas.

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    Doping legalizado

    Algumas substâncias, como a cafeína, já não são proibidas pela Wada pois não atendem aos três critérios necessários para entrar para a lista de substâncias banidas pela organização: melhorar o desempenho competitivo, violar o espírito esportivo e representar um risco para a saúde dos atletas.

    Outras ainda não são proibidas, ainda que melhorem o rendimento e possam ser receitadas por médicos. Estas estão na lista do “programa de monitoramento 2016” da Wada.

    A agência informa que controla tais substâncias “com o objetivo de detectar abusos no esporte”.

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    É o caso do telmisartan, medicamento indicado para pessoas hipertensas, que faz com que a pressão arterial caia e melhora o fluxo sanguíneo, avaliado como um possível realçador de performance esportiva.

    “(Mas) se a pessoa não é hipertensa e consome (o medicamento), pode sentir efeitos negativos tanto em seu rendimento como em sua saúde. Mas, é claro, isso dependeria da dose”, explica Fabián Sanchís-Gomar, médico e pesquisador do Hospital 12 de Outubro, de Madri, na Espanha.

    Sanchís-Gomar fez uma pesquisa sobre o telmisartan.

    “No decorrer deste ano, as autoridades antidoping estão monitorando para avaliar se a substância está sendo utilizada pelos atletas e se, por fim, deveria ser incluída na lista de proibidas no esporte”, acrescentou o pesquisador.

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    Antidepressivo e outros

    Outra substância incluída na lista de monitoramento na categoria de estimulantes, mas que não está proibida, é o antidepressivo bupropiona. Ele é muitas vezes usado para ajudar pessoas que querem parar de fumar.

    A lista de observação da Wada também inclui substâncias como a fenilefrina, fenilpropanolamina, nicotina, pipradrol e sinefrina.

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    Entre os narcóticos monitorados pela agência antidoping estão mitraginina e tramadol.

    De acordo com o Consórcio Internacional sobre Políticas de Drogas (IDPC, na sigla em inglês), a mitraginina é consumida para aumentar a tolerância a exercícios mais pesados, por exemplo.

    Já o tramadol é um analgésico que serve para aliviar a dor. Mas um dos efeitos colaterais seria a sonolência e queda na capacidade de concentração, entre outros.

    Por fim, também estão na lista de monitoramento da Wada os glicocorticoides, sejam eles hormônios esteroides produzidos naturalmente ou sintéticos que inibem o processo de inflamação.

    A Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, informa que eles são usados no esporte devido aos efeitos analgésicos.

    De acordo com um relatório da universidade, o abuso dos glicocorticoides nos esportes ocorre a partir de seus efeitos relaxantes nas vias respiratórias e, se for administrado em uma dose maior, por seus efeitos analgésicos. As vias respiratórias abertas e a diminuição no limiar da dor permitem um treino e performance melhores.

    Outras drogas

    As drogas citadas acima, que são adquiridas com receita médica, não são as únicas que melhorar o desempenho dos atletas.

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    “Nos últimos anos há cada vez mais medicamentos que poderiam melhorar o rendimento” dos esportistas, como afirmou em entrevista à rádio NPR o gerente de assuntos científicos da Agência Antidoping da Holanda, Olivier de Hon.

    Ele alerta também que podem ser necessários anos para avaliar se existe uma possibilidade desses medicamentos serem usados como doping.

    De Hon acrescenta que a solução para enfrentar o problema do doping nos esportes não passa pela proibição de uma grande lista de drogas e medicamentos.

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    As pessoas são mais ou menos vulneráveis a sofrer abalos cardiovasculares de acordo com a genética, o estilo de vida, a presença de outras doenças. Então, os cardiologistas levam em conta uma classificação de risco: baixa, média ou alta. Conhecendo bem o histórico de seus pacientes, o médico traduz o recado dos números do exame de sangue de cada um e indica o melhor tratamento – o foco é baixar os níveis do LDL, o colesterol bandido da história.

    Leia também: Como o colesterol forma placas de gordura nos vasos?

    Para uns, exercícios físicos e dieta saudável são o suficiente para segurar a barra por anos e anos. Outros já precisam da ajuda de medicamento para forçar a queda do colesterol antes que o pior aconteça. Por exemplo: um sujeito que comprovadamente já tem algumas placas de gordura atrapalhando a passagem do sangue está no grupo do alto risco, ainda que não sinta nenhum outro sintoma. Para ele, o LDL não pode ultrapassar 70 mg/dl. Não tem entupimento, mas é sedentário e a pressão costuma subir? Sua turma é a do risco intermediário, e o colesterol ruim precisa ficar abaixo de 100 mg/dl.

    Leia também: O que acontece se as taxas de colesterol saem do controle?

    Esse é um cenário simplificado, claro. E a preocupação com esses limites é tamanha que recentemente a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomendou mais rigor na interpretação dos exames. No consultório, a avaliação será bem mais detalhada para que o doutor possa dizer, por exemplo, que alguém tem a saúde em dia e, portanto, um risco baixo de infartar. E se antes, nesse caso, a marca perseguida era de até 160 mg/dl, hoje a indicação do limite aceitável é bem individual.

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  • foto-imagem-sintomas-inusitados-do-cancer

    Se o rastreamento de alguns tumores por meio de exames ainda gera debates acalorados entre os médicos, existe uma estratégia mais simples (e muito recomendada) que ajuda a detectar a doença mais cedo: prestar atenção nas pistas que o organismo oferece. “Muitas vezes, elas são ignoradas por temor ou comodidade, e aí o indivíduo não procura o especialista”, lamenta o oncologista Alan Azambuja, do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre.

    Um levantamento realizado pelo Cancer Research UK, fundação inglesa que patrocina pesquisas na área, listou dez sinais da doença ignorados com frequência. Para chegar a eles, cerca de 1 700 pessoas com mais de 50 anos responderam a questionários sobre os incômodos que eles haviam sentido nos três meses anteriores. Metade dos participantes declarou ter experimentado algum sintoma relacionado ao desenvolvimento de um tumor. Os autores selecionaram 50 indivíduos do grupo para uma apuração mais criteriosa e descobriram que 45% nem chegaram a consultar o doutor para ver o que estava acontecendo.

    Como você verá a seguir, esses sintomas são bastante triviais e, na maioria dos casos, sugerem problemas fáceis de lidar, como um resfriado ou diarreia. Por outro lado, existe a possibilidade de essas manifestações serem o primeiro vestígio de uma condição mais séria. Então, a pergunta que fica é: quando se inquietar de verdade sem precisar cair na hipocondria? A resposta está na intensidade e no tempo de duração desses sinais. “Se eles persistirem acima de três semanas, é preciso realizar uma investigação aprofundada”, diz a oncologista Maria Del Pilar Estevez Diz, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Em casos específicos, em que há outros fatores de risco envolvidos, não dá nem pra esperar esse período. Se um fumante está com tosse e dificuldades para engolir, por exemplo, já passou da hora de visitar o consultório. Confira agora a relação entre dez sintomas menos conhecidos e o surgimento do câncer:

    1.Caroços (pode indicar vários tipos de câncer)

    Esses inchaços ocorrem no sistema linfático, rede de vasos e gânglios essenciais para a imunidade. Uma célula cancerosa pode sair de seu lugar de origem e acabar presa ali. “Os caroços são duros e não doem”, diz o oncologista Marcelo Cruz, do Hospital São José, em São Paulo.

    2.Dificuldades para engolir (câncer de garganta ou de esôfago)

    Lesões malignas nesses órgãos dificultam a deglutição. “Essa obstrução parcial causa um desconforto ao engolir a comida”, conta Maria Del Pilar. Para aliviar o mal-estar, muitos indivíduos adotam uma dieta pastosa e exageram nos líquidos.

    3.Tosse e rouquidão (câncer na garganta ou nos pulmões)

    São sinais de encrenca nas vias respiratórias. Se um tumor aflige algum setor nos caminhos por onde passa o ar, como os pulmões, o reflexo pode ser uma tosse chata e persistente. “Já o câncer de garganta é capaz de acometer algum nervo que irradia as cordas vocais, prejudicando a fala”, aponta o cirurgião de cabeça e pescoço Carlos Roberto dos Santos, do Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista. Embora esses sintomas sejam ligados a alergias e resfriados, é bom examinar mais a fundo o que está acontecendo se eles teimarem por várias semanas.

    4.Mudança na rotina intestinal (câncer colorretal)

    Ok, é natural ir mais vezes ao banheiro ou sofrer constipação quando você experimenta novos pratos durante uma viagem, tem uma quebra de hábitos muito brusca ou passa por uma situação de estresse. Mas, se não há nada que justifique o desajuste, é prudente ficar atento. “Dependendo de sua localização, os tumores de intestino grosso aumentam a frequência das fezes e propiciam quadros de diarreia intensa”, informa Maria Del Pilar. Caso a enfermidade se situe na porção final do órgão, perto do reto, o formato do cocô se modifica: ele se torna fino e quebradiço. A colonoscopia, um exame que vasculha as paredes do órgão, é a melhor maneira de verificar se existe uma multiplicação anormal de células na região.

    5.Perda de peso sem motivos (vários tipos de câncer)

    Tumores conseguem sequestrar parte do combustível que abasteceria as células saudáveis. “Elem usam a energia do organismo para se desenvolver”, esclarece o oncologista Gustavo Fernandes. Não é raro que a condição também abale o apetite, o que faz o peso cair.

    6.Alteração no hábito de urinar (câncer de próstata ou de bexiga)

    Esse sinal é mais comum em homens. “O crescimento da próstata provoca um estreitamento do canal da uretra, por onde passa a urina”, detalha Alan Azambuja. Aí o sujeito visita o banheiro repetidamente e sente irritação ao liberar o xixi. “O jato de urina fica fraco e há uma sensação de não conseguir esvaziar a bexiga”, descreve Azambuja.

    7.Sangramento sem razão (tumores ginecológicos, colorretal e de medula)

    A perda de sangue não pode ser considerada normal. “A formação de úlceras na parede de órgãos com câncer leva a sangramentos”, esclarece Cruz. Para piorar, a doença afeta a coagulação. Daí, o líquido vermelho pode ficar fluido demais e escorrer com facilidade.

    8.Dor inexplicável (vários tipos de câncer)

    Ramificações do sistema nervoso, que gerencia as sensações dolorosas, podem ser afetadas por uma massa tumoral. “Ela aperta os nervos e causa um desconforto constante”, resume Fernandes. A dor é contínua e não passa com analgésicos. Tal sintoma varia de acordo com a posição em que a doença se alastra. “As únicas formas de solucionar a dor é retirar o tumor ou diminuir sua extensão”, diz o médico.

    9.Ferida que não cicatriza (vários tipos de câncer)

    “O primeiro sinal de câncer na boca ou na garganta é um machucado que não fecha”, alerta Santos. Porém, não basta checar só essas bandas do corpo. Qualquer ferimento na pele que não melhora com remédios e curativos merece cuidados. Isso acontece porque tumores podem interferir na coagulação do sangue e desestabilizar o processo de cicatrização.

    10.Modificação na aparência de verrugas (câncer de pele)

    Manchas, pintas e verrugas devem ser acompanhadas de perto. “Principalmente aquelas com saliências, bordas irregulares e cores variadas”, detalha Cruz. Também vale cuidado dobrado com estruturas que coçam e sangram. É preciso vigiar a pele no banho e consultar o dermatologista se notar essas marcas estranhas.

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    O leite materno é fundamental para o bebê, sobretudo nos primeiros seis meses de vida. É através dele que o filho recebe da mãe uma manancial de nutrientes e substâncias que ajudam a criar sua imunidade e a afastar um monte de doenças. E para que isso ocorra da melhor maneira, é bom seguir algumas dicas:

    Fique sentada

    A recomendação é que a mulher esteja sentada, porque assim ela resiste aos cochilos em momentos em que o cansaço bate mais forte.

    Tenha uma cadeira confortável para isso

    O ideal é usar uma cadeira em que possa recostar a coluna e ter apoio para os braços. Isso evita dores nas costas ou nos ombros. Os pés também devem encostar no chão ou em algum suporte, de modo que as pernas fiquem num ângulo de 90°.

    Fique de frente para o bebê

    O recém-nascido deve ser virado em direção à mãe, barriga com barriga, com a cabeça bem na altura da mama e a coluna alinhada. O uso de almofada ou travesseiro pode auxiliar nesse ajuste.

    Busque o encaixe ideal

    O bebê deve abocanhar boa parte da aréola, aquela área mais escura em volta do bico do peito. Nessa posição, o queixo do pequeno fica encostado no seio e o nariz se mantém livre, facilitando sua respiração. E a mulher não sente dores no mamilo.

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