• foto-imagem-aguaEscolher uma garrafa de água mineral no supermercado parece tarefa fácil: basta comparar os preços e o tamanho da embalagem. A que mostrar melhor custo/benefício vai para o carrinho. Ledo engano. Há diferenças importantes na composição dos produtos – e elas devem ser levadas em conta pelo bem da sua saúde. Fique de olho nos elementos que merecem uma avaliação mais minuciosa.

    PH

    Ele fica entre 5 e 8 nas águas vendidas aqui. Mas o pH ideal é entre 7 e 9,5, mais alcalino. Isso porque pHs mais ácidos, de 0 a 6, atrapalham o organismo em sua tarefa de anular os radicais livres.

    Potássio

    Quanto mais, melhor. Esse mineral é bem-vindo aos músculos, evita cãibras e favorece o controle da pressão arterial. A água não é boa fonte da substância, mas ajuda a compor a conta.

    Magnésio

    Uma bebida mais abastecida com esse nutriente pode auxiliar em dificuldades intestinais. Estudos também indicam que ele contribui para o equilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

    Cálcio

    É um dos componentes mais comuns nas garrafinhas. Ainda bem! Trata-se de um baita aliado na manutenção dos ossos. Assim, protege contra a osteoporose.

    Sódio

    Em excesso, ele eleva a pressão. Por isso, se houver mais de 200 miligramas por litro, o termo “contém sódio” precisa estar na embalagem. O melhor é optar pelo produto com menor teor desse mineral.

    Bário e nitrato

    São substâncias que, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fazem parte do grupo de químicos prejudiciais ao organismo. Logo, devem aparecer em doses pequenas (bem abaixo de 0,7 mg/l e 50 mg/l).

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  • foto-imagem-causas-inusitadas-da-surdezA audição é um dos fenômenos mais delicados do corpo humano. Conversar ou ouvir os Beatles depende dos nossos menores ossos e de 30 mil microssensores com formato de pelinhos, movidos por um líquido armazenado em uma estrutura que lembra um caracol. Eles é que guiam as ondas sonoras até virarem mensagens lidas pelo cérebro. O avançar dos anos enferruja essa orquestra, mas o fato é que várias condições podem sabotá-la. O curioso é que muitas delas não têm (aparentemente) nada a ver com as orelhas.

    1. Obesidade

    O prejuízo auditivo engordou a coleção de problemas relacionados à obesidade. Pesquisadores da Universidade Colúmbia, nos Estados Unidos, observaram, em um levantamento com 1500 adolescentes, que 15% dos jovens acima do peso sofriam com algum grau de perda de audição, o dobro do que foi visto na garotada em forma. Embora ainda não haja uma explicação definitiva sobre esse elo, o otorrino e líder do estudo, Anil Lalwani, destaca uma hipótese: o baixo nível de adiponectina entre os obesos. Essa substância tem efeito anti-inflamatório e ajudaria a resguardar os vasinhos nas redondezas do ouvido. O impacto dos quilos extras na audição também foi apontado em outra megapesquisa americana. Ao cruzar os dados de 68 mil enfermeiras acompanhadas por ano, verificou-se que a probabilidade de ter um déficit auditivo era 22% maior entre as gordinhas. E há uma coincidência: os sons começaram a sumir justamente quando o peso saiu de controle. “O primeiro sinal do sofrimento das células ciliadas do ouvido é o zumbido. Se a agressão continuar, vem a perda auditiva pra valer”, avisa Castilho. Ao que parece, uma das formas de minimizar essa agressão é eliminar os quilos a mais.

    2. Micróbios

    Vírus, bactérias e fungos, ávidos visitantes do corpo humano, não poupam os ouvidos. Eles têm até um atalho para chegar lá. Entre a orelha e a garganta, há um pequeno tubo, a trompa de Eustáquio, que drena líquidos e mantém a pressão no ouvido numa boa. Ela abre e fecha sozinha, mas às vezes fica bloqueada – é isso que gera aquela sensação incômoda dentro do avião, por exemplo. Só que esse caminho pode ser interditado pelo acúmulo de muco e pus nas vias respiratórias, quadro comum em infecções como a gripe. Se isso ocorre, os fluidos se acumulam no ouvido. Sem aquela drenagem, os micróbios, sobretudo as bactérias, se multiplicam e dominam o pedaço – é a otite. Com o ouvido parcialmente bloqueado, você deixa de ouvir cerca de 24 decibéis, o que equivale a viver com fones na orelha. Se a infecção piorar, a perda pode chegar a 48 decibéis e já há dificuldade pra pegar uma conversa. O drama é que os invasores podem viajar até a cóclea e danificar cílios e nervos. “E aí é uma via de mão dupla”, diz o médico Sady Selaimen da Costa, presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial. Por isso, déficits auditivos em meio a perrengues nas vias aéreas cobram o olhar do otorrino. E situações como meningite e HIV despertam alerta máximo pelo seu potencial de retaliações no ouvido.

    3. Diabete

    Excesso de açúcar na corrente sanguínea é sinônimo de encrenca para os pequenos vasos que têm de abastecer as estruturas do ouvido. “As células ciliadas [os pelinhos que ficam na cóclea] são muito sensíveis. Por causa disso, alterações como o aumento ou a carência de glicose na circulação podem atrapalhar seu funcionamento”, ensina Castilho. Ora, é por meio do sangue que as células de cada canto do organismo são alimentadas e protegidas. Se o plasma fica viscoso demais, como costuma ocorrer na diabete fora de controle, o fornecimento a áreas mais delicadas fica comprometido e os vasinhos podem sofrer lesões. Isso explica por que 90% dos diabéticos do tipo 1 e 60% dos portadores do tipo 2 desenvolvem problemas de visão, como a retinopatia. No ouvido, a situação é bem parecida, e, não é à toa, a Associação Americana de Diabete estima que pessoas com a doença tenham uma propensão duas vezes maior de desenvolver deficiência auditiva. Mesmo quem tem pré-diabete não escapa desse risco: dificuldades para ouvir são 30% mais comuns em quem vive com a glicemia entre 100 e 125 mg/dl. Diante das evidências, o recado é ficar de olho nos níveis de glicose e, com tratamento adequado e mudanças de hábito, frear o diabete para ouvir bem a vida inteira.

    4. Pressão alta

    Apesar de ficar dentro da cabeça, ao lado do cérebro, o ouvido interno é um órgão relativamente isolado. E sua irrigação até que depende de poucas artérias. Não precisa de muito estrago, portanto, pra haver algum enrosco na captação dos sons. Além do diabete e do excesso de peso, os vasos sofrem quando a hipertensão aparece. Em médio e longo prazo, ela corrompe o fluxo sanguíneo para o ouvido. “E, tendo menos circulação nessa área, o indivíduo vai perder a audição aos poucos”, alerta Ricardo Bento. Para prevenir a fuga da audição, a pressão tem de ser domada – o ideal é que ela fique abaixo de 140 por 90 mmHG. Cuidar da dieta, maneirando no sódio e na gordura, praticar atividade física e dormir direito são alguns dos pilares do controle, que ainda exige, se o médico julgar necessário, o uso de remédios. Não dá pra se descuidar por outra razão. “Em geral, um hipertenso não é só hipertenso”, afirma o otorrino Selaimen da Costa, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em outras palavras, é comum que a pressão alta venha acompanhada de barriga, diabete… Aí já viu: temos um combo de fatores afetando a saúde auditiva. Quer goste, quer não, verdade é que o estilo de vida saudável é crucial para debelar esse trio. Convém dar ouvidos a isso.

    5. Osteoporose

    Um estudo de Taiwan que acaba de ser publicado no periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism cruzou prontuários médicos de mais de 10 mil cidadãos diagnosticados com osteoporose e constatou que, em comparação com pessoas livres do problema, a presença do distúrbio está associada a um risco 76% maior de surdez. O ouvido dispõe de três ossinhos: o martelo, a bigorna e o estribo. E é natural que a gente pense que o seu enfraquecimento tenha algo a ver com o achado. No entanto, nada é tão simples quanto parece. Os cientistas creem que, mesmo fragilizados, tais ossos continuam cumprindo seu papel. Eles apostam, na verdade, que são problemas vasculares comuns às duas condições que ligariam uma coisa à outra. Além disso, não dá pra descartar o duplo impacto da idade nessa história.

    A lista não acabou

    Outras causas ou fatores que colaboram para a perda de audição.

    Exposição constante a ruídos ou música alta no fone de ouvido

    Problemas de tireoide

    Tumores

    Traumas e acidentes

    Tabagismo

    Uso indiscriminado ou excessivo de medicamentos (como ácido acetilsalicílico, antibióticos e diuréticos)

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  • foto-imagem-olho-biônicoCirurgiões de Manchester, no Reino Unido, realizaram o primeiro implante de um olho biônico em um paciente com o caso mais comum de perda de visão em países desenvolvidos.Ray Flynn, de 80 anos, sofre de degeneração macular relacionada à idade avançada – que causou a perda total do seu campo de visão central.

    Ele passou a usar um implante na retina, que converte imagens de vídeo vindas de uma pequena câmera que ele usa nos óculos.

    Flynn disse estar “encantado” com o implante e espera que, em breve, sua visão melhore o suficiente para que ele possa voltar a se dedicar a atividades como jardinagem e compras.

    Erva ou flor?

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    O implante Argus 2, fabricado pela empresa americana Second Sight, já foi usado para restaurar parte da visão de pacientes que ficaram cegos em decorrência da doença rara retinite pigmentosa, que causa a degeneração da retina.

    A operação feita em Manchester é o primeiro caso em que o implante é usado em um paciente com degeneração macular, que afeta, em graus diferentes, pelo menos meio milhão de pessoas no Reino Unido.

    Antes da cirurgia, Ray Flynn explicou o avanço de sua doença.

    “Não consigo digitar a senha do meu cartão em uma loja ou em um banco. Apesar de praticar jardinagem com frequência, não consigo mais distinguir entre ervas e flores”, disse à BBC.

    Ele afirmou ainda que precisava sentar-se muito perto da televisão para conseguir enxergar qualquer coisa e que deixou de assistir às partidas de seu time de futebol, o Manchester United, por não conseguir entender o que acontece no campo.

    A operação durou quatro horas e foi comandada por Paulo Stanga, cirurgião de retina e vítreo do Manchester Royal Eye Hospital e professor de Oftalmologia e Regeneração Retinal na Universidade de Manchester.

    “O progresso de Flynn é impressionante, ele está conseguindo ver os contornos de pessoas e objetos muito bem. Acho que pode ser o começo de uma nova era para pacientes com perda de visão.”

    Até de olhos fechados

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    Com o implante, o paciente recebe a informação visual de uma câmera em miniatura colocada em seus óculos, que funciona mesmo quando ele está de olhos fechados.

    As imagens são convertidas em pulsos elétricos e transmitidas via wi-fi (por isso, os óculos são equipados com um transmissor) para eletrodos implantados em sua retina.

    Os eletrodos estimulam as células restantes na retina, que enviam a informação para o cérebro.

    Em um teste duas semanas após a cirurgia, Flynn conseguiu detectar padrões de linhas horizontais, verticais e diagonais em um computador, coisa impossível antes do procedimento.

    Ele manteve os olhos fechados durante o teste, para que a equipe tivesse certeza de que a informação visual vinha da câmera em seus óculos, em contato com o implante em seu olho.

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    Além de Flynn, mais quatro pacientes com degeneração macular receberão o implante, como parte de um teste clínico.

    O Argus 2 custa cerca de 150 mil libras (R$ 740 mil) incluindo os custos do tratamento, mas os pacientes deste primeiro teste serão tratados gratuitamente.

    Atualmente, o implante não consegue proporcionar uma visão detalhada das coisas – mas estudos anteriores mostraram que pode ajudar pacientes a distinguirem formas geométricas e portas, por exemplo.

    Segundo Paulo Stanga, Flynn deve aprender a interpretar melhor as imagens do implante com o passar do tempo.

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  • foto-imagem-sexo-oralO perfil dos pacientes com câncer de boca mudou nos últimos anos. A doença, que antes tinha uma incidência maior entre homens mais velhos, principalmente por causa do consumo de álcool e cigarro, agora está acometendo homens mais jovens, com idade entre 30 e 44 anos. Entre as mulheres, a doença também tem aumentado, especialmente nessa faixa etária.O motivo, segundo especialistas, é a maior exposição ao sexo oral sem proteção. O vírus HPV, transmitido por contato sexual, aumenta o risco da doença.A conclusão foi de uma revisão de estudos coordenada pela médica epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo Cancer Center. A revisão incluiu dados de estudos feitos em vários países.

    Ela explica que, embora a população mundial esteja envelhecendo – e o câncer de boca seja uma doença associada a pessoas com mais de 50 anos – existe uma tendência de aumento da doença em pessoas mais jovens.

    A incidência entre homens de 30 a 44 anos aumentou de 4 para 10 casos a cada 100 mil na comparação entre as décadas de 1991 a 2000 e de 2001 a 2010, segundo a revisão. Entre as mulheres de 30 a 44 anos, a incidência subiu de 2 para 5 casos a cada 100 mil no mesmo período. Maria Paula apresentou o trabalho no Congresso Mundial da Academia Internacional de Câncer Oral (IAOO), em São Paulo, nesta quinta-feira (9).

    Sexo oral desprotegido

    Segundo a pesquisadora, muitos casos de câncer de boca têm três causas possíveis de se prevenir: consumo de álcool, cigarro e infecção pelo vírus HPV. “A maioria dos tumores de boca estão relacionados a hábitos de vida de risco. A estratégia de prevenção é modificar isso.”

    Maria Paula observa que, muitas vezes, as pessoas esquecem que é preciso se proteger também no sexo oral usando preservativo, seja na versão masculina ou feminina. “O sexo oral, se é feito sem cuidado, pode resultar em uma infecção por HPV, que aumenta os riscos do câncer”, diz.

    Câncer perigoso

    O câncer de boca pode ser perigoso e, dependendo da fase em que é diagnosticado, a chance de sobreviver pode ser de 50%. Os primeiros sintomas muitas vezes passam despercebidos, pois se parecem com uma afta. “Por isso é muito importante fazer exame clínico na cavidade oral. Um clínico geral ou um dentista podem identificar esses sinais ao examinarem a boca.”

    Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), eram esperados 4.010 casos de câncer na cavidade oral entre mulheres em 2014 e 11.280 casos entre homens.

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  • foto-imagem-dietasMuitos já passaram por isso: ganham uns quilos a mais em um período de pouco controle sobre a alimentação e decidem fazer uma dieta.Essas pessoas acabam escolhendo um método indicado por algum conhecido ou sobre o qual leram em algum site ou revista.

    O problema é que muitas dicas ou crenças sobre a melhor forma de perder peso não dão o resultado esperado.

    “Fazer mudanças a longo prazo e modificar o estilo de vida é a maneira ideal de combater os quilos porque leva a uma perda de peso permanente”, disse à BBC Mundo a médica Lucy Chambers, especialista em alimentação da Fundação Britânica de Nutrição.

    “É mais eficiente fazer mudanças graduais, que podem ser mantidas por um grande período de tempo. O ideal é que o corpo perca de 0,5 a 1 quilo por semana.”
    Levando em conta esse aspecto, reunimos, abaixo, alguns dos mitos mais comuns sobre fazer dieta.

    1. Certos alimentos servem para queimar gorduras

    Repolho, salsão (ou aipo), toranja, chá verde, pimentas… não deve ser a primeira vez que você ouve falar destes ou de outros alimentos que supostamente ajudam a queimar ou eliminar gorduras.

    Mas não é bem assim, de acordo com a Fundação Cardíaca Britânica (BHF na sigla em inglês). Não existe um tipo de comida que tenha propriedades especiais de queimar a gordura em excesso no corpo.

    2. Não se deve comer ou fazer lanchinhos entre refeições

    De acordo com a mesma entidade, essa premissa também é um mito.

    Não há problema em comer algo rápido entre as refeições principais, quando se trata de um lanchinho ou tira-gosto saudável, como uma fruta, uma verdura ou um iogurte light.

    É útil, pois ajuda a controlar o apetite.

    3. Comer à noite engordafoto-imagem-dieta

    A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso, são as calorias.

    Se são consumidas calorias em excesso, mais do que o corpo necessita, ganha-se peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite.

    Nesse aspecto, tanto o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, como a publicação americana WebMD, concordam: não existe prova de que comer tarde da noite engorda.

    4. Os carboidratos são ‘vilões’

    Esse tipo de alimento – que inclui açúcares, amido e fibra – é componente fundamental de uma dieta saudável.

    “Nosso corpo necessita de carboidratos para obter energia, especialmente para o bom funcionamento do cérebro e dos músculos. O Departamento de Saúde do Reino Unido recomenda que pelo menos a metade da energia provida por nossa dieta diária venha de carboidratos”, explica Lucy Chambers, da Fundação Britânica de Nutrição.

    5. Quanto menos gordura, melhor

    Chambers diz que, ao contrário do que muitos pensam, é recomendado que uma dieta de emagrecimento contenha pelo menos 35% de gordura.

    Não é indicado um regime baixo em gorduras ou um que elimine totalmente o consumo de gorduras.

    O que é preciso ter em conta, segundo Chambers, é que há diferentes tipos de gordura; o tipo ingerido é que faz a diferença. O ideal é substituir a gordura saturada pela insaturada, já que esta ajuda a reduzir o colesterol no sangue, substância ligada ao risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais.

    6. Produtos com baixo teor de gordura ajudam a perder peso

    Os alimentos com baixo teor de gordura oferecidos no mercado costumam incluir quantidades maiores de açúcar, sal e amido.

    Isso é feito para compensar o sabor que os alimentos perdem quando é retirada determinada quantidade de gordura.

    Com esse tipo de alimento também há o risco de se consumir porções maiores – em quantidade e frequência –, o que pode levar a uma ingestão maior de calorias e não ajudar em nada a eliminar os quilos a mais.

    Quanto aos produtos que são vendidos sob a premissa de terem o açúcar retirado, o que costuma ocorrer é que eles são adoçados com concentrados de sucos de frutas, o que leva ao consumo da mesma quantidade de calorias do que o original.

    Além disso, segundo o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, não há ganho nutricional no consumo de alimentos desse tipo.

    7. Tomar muita água ajuda a emagrecer

    A água é fundamental para o organismo, mas não é por isso que se deve assumir que aumentar o seu consumo levará à perda de peso.

    É bom beber mais água quando se faz uma dieta, porque isso ajuda a evitar outras bebidas que tenham açúcar, mas esta ação não contribui para eliminar os quilos a mais – é preciso juntar isso a outras medidas.

    8. Alguns tipos de açúcar são piores que outros

    Segundo a WebMD, há estudos que demonstram que o corpo absorve de maneira similar o açúcar comum, o mel e os adoçantes feitos de milho convertido em frutose.

    Para referência, é bom saber que uma colherzinha de qualquer um desses produtos tem entre 48 e 64 calorias.

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    9. Pular refeições torna a dieta mais eficaz

    Não é verdade. A consequência dessa medida é aumentar a fome, o que, por sua vez, leva a um consumo maior de alimentos na próxima refeição.

    Várias entidades, entre elas o Instituto Nacional de Enfermidades Digestivas, do Rim e da Diabetes, nos Estados Unidos, concordam com essa visão.

    Alguns estudos chegaram até a indicar que deixar de comer no café da manhã pode aumentar o peso.

    10. O que funciona para perder peso são exercícios intensos e prolongados

    Trata-se de mais um mito, mesmo porque atividades físicas de baixa intensidade também consomem calorias.

    Faz bem visitar uma academia, mas o BHF diz que mesmo caminhar, arrumar o jardim ou realizar outras atividades domésticas também pode fazer a diferença.

    O Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental também salienta que o exercício não transforma gordura em músculo, como muitos pensam, já que ambos os tecidos são compostos por células diferentes.

    É possível queimar gordura e desenvolver músculo, mas não é possível converter o primeiro no segundo.

    E cuidado com os produtos que prometem a quase milagrosa perda de vários quilos em pouco tempo. Qualquer que seja a sua constituição física, é extremamente difícil que essa previsão se cumpra.

    Além disso, tais produtos podem ser perigosos para a saúde; os que se baseiam em ervas ou componentes naturais geralmente não foram submetidos a rigorosos processos de verificação científica para garantir sua eficácia e segurança.

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  • foto-imagem-dor-de-cabeçaSão vários os cenários que podem disparar um episódio de enxaqueca. Em algumas pessoas, basta uma noite de insônia para o cérebro pulsar dolorosamente e o estômago embrulhar. Outros começam a sentir os incômodos (e a sofrer com qualquer fontes de luz ou de som) ao beber um cálice de vinho. Ainda bem que os profissionais de saúde vêm encontrando formas de tornar as vítimas desse problema mais resistentes a esses e outros gatilhos. E elas não se restringem a fármacos e novas tecnologias, como indica uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).Nela, 30 voluntários com enxaqueca crônica – que enfrentam o tormento pelo menos 15 dias por mês – passaram a caminhar por 40 minutos, três vezes na semana, além de receberem medicamentos. Já outros 30 pacientes ficaram apenas tomando remédios. Após três meses, a turma sedentária, só de aderir ao tratamento, cortou o número de dias com dor pela metade. Entretanto, o pessoal que deixou a preguiça de lado reduziu a quantidade de crises em mais de quatro vezes.

    Analgésico natural

    “O exercício torna o cérebro menos predisposto à dor”, sintetiza Thais Rodrigues Villa, orientadora do estudo e neurologista do Ambulatório de Investigação e Tratamento de Dor de Cabeça da Unifesp. Segundo ela, suar a camisa ajudaria a equilibrar a produção de neurotransmissores como a endorfina na massa cinzenta dos enxaquecosos. E essa substância, além de promover a sensação de relaxamento, atua como um analgésico natural. Tem mais: as práticas esportivas fazem o organismo liberar óxido nítrico, uma molécula que evita variações no calibre das artérias. Mas o que isso tem a ver com enxaqueca? Ora, as chateações típicas do quadro também estão associadas a mudanças súbitas na pressão dos vasos que irrigam a cachola.

    Menos ansiedade

    “Os participantes ativos ainda relataram, ao término da pesquisa, uma melhora nos quadros de ansiedade e depressão”, conta a fisioterapeuta Michelle Dias Santos Santiago, autora do trabalho. Aliás, isso também ajuda a explicar o potencial da caminhada contra a enxaqueca. Vamos de passo em passo. Se por um lado pontadas constantes deixam a vida mais sombria, por outra a tristeza profunda baixa a capacidade de resistirmos a incômodos. “É comum os deprimidos terem, como consequência, enxaqueca”, crava o psiquiatra Marcos Gebara, diretor da Regional Sudeste da Associação Brasileita de Psiquiatria. Acontece que os exercícios diminuem o risco de a melancolia se instalar pra valer – logo, indiretamente nos protegem das cefaleias.

    O elo com a obesidade

    A investigação de Michelle trouxe outro achado que, embora óbvio a princípio, merece ser comentado: os sujeitos que largaram o sedentarismo emagreceram. E, acredite se quiser, há indícios de que a obesidade agrava os casos de enxaqueca. Um deles vem da Universidade de Perúgia, na Itália, onde o neurologista Alberto Verrotti revisou uma série de experimentos ao redor do mundo antes de chegar à conclusão de que a frequência e a intensidade das crises tendem a aumentar conforme o índice de massa corporal (IMC) cresce. Apesar de não se conhecer a razão desse elo – talvez a inflamação decorrente do excesso de banha desregule o cérebro a ponto de fazê-lo reclamar – , Verrotti escreve no artigo que “os médicos deveriam dar atenção à perda de peso […] e estimular mudanças de estilo de vida diante da enxaqueca”.

    Da genética para o cotidiano

    “O fato de o estudo da Unifesp ter sido feito no Brasil valoriza suas descobertas”, avalia a neurologista Norma Fleming, do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. É que, como a enxaqueca tem causas genéticas, a transposição dos resultados para a nossa população se torna mais confiável – ou seja, a atividade física deve mesmo amansar a vida dos brasileiros com o problema. Porém, não dá pra se exercitarem de qualquer jeito. Michelle ressalta que é contraindicado se mexer com sol forte, durante as crises ou sem orientação. E esses pontos valem para outros tipos de cefaleia.

    Mas, ok, também existe dor de cabeça que é estimulada pelo esforço físico. O que fazer nesse caso? Aí, é preciso buscar especialistas para corrigir movimentos e posturas, acertar na intensidade… “Uma ótima recomendação é não desistir de se exercitar”, afirma Abouch Krymchantowski, neurologista e diretor do Centro de Tratamento da Dor de Cabeça do Rio de Janeiro. Embora não existam tantos estudos ligando a vida ativa a um menor risco de sofrer com outros tipos de cefaleia que não a enxaqueca, abandonar o sofá com certeza travará o gatilho para inúmeras encrencas – dolorosas ou não.

    O que dispara as dores

    Jejum prolongado

    É um dos gatilhos da enxaqueca. Entre os motivos, ele pode ser resultado da queda na glicemia típica dessa privação

    Falta de sono

    Tempo demais acordado eleva a pressão sanguínea e o ritmo dos batimentos cardíacos, o que acarreta incômodos.

    Barulho e luminosidade

    Apesar de pouco frequentes como gatilho, a luz e os ruídos agravam as dores ao longo de uma crise.

    Alimentos ricos em tiramina

    Queijo, vinho e chocolates são cheios dela. Mas só algumas pessoas sentem a cuca latejar ao consumi-los.

    Beber demais ou fumar

    O álcool pode expandir demais o calibre dos vasos, ocasionando dor. Já o tabaco reduz a oxigenação cerebral.

    Estresse intenso

    Nesse cenário, o pescoço e as costas ficam contraídos. E isso vai refletir lá na cabeça, o que provoca cefaleias.

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