• foto-imagem-dieta-detox-funcionaEntender o que é uma dieta de desintoxicação, ou simplesmente detox, não é fácil. Há quem defenda o consumo exclusivo de líquidos por alguns dias. Outros focam na eliminação das fontes de glúten ou lactose. E os partidários da abolição dos industrializados? Tem também. O tempo de dedicação ao cardápio é mais um fator sem regra: pode ser de três, sete ou 30 dias. “Não se trata de receita de bolo”, justifica a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional, na capital paulista. “A indicação de alimentos e a duração da dieta detox vão depender das necessidades do paciente”, esclarece.Algo que todas as variações do método têm em comum é o propósito: eliminar toxinas e emagrecer. Mas como essas substâncias nocivas vão parar dentro de você? “Com a ingestão excessiva de embutidos, sal, proteínas animais, acúcares, itens processados…”, enumera a nutricionista Lucyanna Kalluf, de São Paulo. Por isso, tanto quem comete abusos ao longo da vida como quem o faz em um final de semana cheio de festas fica tentado a topar a dieta detox.

    A opinião dos especialistas

    “Esse é um modismo sem fundamento científico”, garante a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). O ceticismo em relação a essas estratégias alimentares esbarra sobretudo nas promessas de deixar o corpo zero-bala. “Não sabemos quais elementos essas dietas vão tentar atacar, tampouco o mecanismo envolvido nessa investida”, diz a nutricionista Olga Amancio, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban).

    Não é que o papo de termos substâncias potencialmente perigosas trafegando pelo corpo seja balela. Estudos demonstram que moléculas presentes no nosso dia a dia podem mesmo causar alterações no organismo. “O bisfenol é uma delas”, cita a nutricionista Mariana Del Bosco, da capital paulista. Encontrado em embalagens plásticas, esse composto vira e mexe é acusado de patrocinar problemas na tireoide, doenças cardíacas e outros desastres – tanto que seu uso foi proibido em 2011. “Mas não acredito que seguir uma dieta específica seja uma maneira eficiente de eliminar esse e outros elementos nocivos”, desdenha Mariana.

    Antes de partir para recomendações à mesa, Mariana assegura que é preciso compreender certas questões, como os reais danos que se deseja combater, quais alimentos e quantidades culminariam em um efeito detox, e por aí vai. “Por enquanto, há boas suspeitas: frutas cítricas, vinho e coentro, por exemplo, auxiliariam na expulsão de metais tóxicos do corpo”, diz Olga Amancio. “Mas necessitamos de mais trabalhos científicos para ter certeza”, avisa, firme.

    O que explica a sensação de bem-estar

    Por que algumas pessoas sentem que, depois da detox, o corpo funciona melhor? “Ora, a dieta se torna mais saudável do que antes”, resume a gastroenterologista Mira Marzinotto, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. É aquela coisa: trocar uma batata frita por um suco natural sempre faz bem. Maira explica que certos alimentos indicados para a tal desintoxicação favorecem o sistema disgestório. “A sensação de bem-estar muitas vezes vem disso, e não da eliminação de toxinas”, especula.

    Efeito sanfona

    Uma coisa é inegável: quem segue a detox para perder peso acaba secando, já que há uma bela restrição de calorias no período, só por isso. “Se a detox levar a uma falta de nutrientes, há possibilidade de se prescreverem suplementos”, adianta a nutricionista Roseli Rossi. Um dos poréns levantados por quem não bota fé nessa moda é que os resultados tendem a ir embora tão rápido quanto foram conquistados. “A perda de peso pode até servir de estímulo para uma alimentação melhor. Mas isso é exceção. Depois desse tratamento intensivo, muita gente volta a engordar”, conta Maria Edna.

    Se ainda assim quiser experimentar a dieta detox para tirar a prova, ao menos procure um especialista.

    Invista em estratégias saudáveis

    Antes de pensar em desintoxicar, que tal assumir hábitos que ajudam a evitar o acúmulo de gordurinhas e contribuem para o funcionamento do corpo?

    Açúcar: sal e gordura saturada: não é preciso para eliminá-los, mas cai bem dar uma maneirada.

    Água: não há consenso sobre a dose de consumo. O certo é tomar vários copos ao longo do dia.

    Fibras: leguminosas são cheias dessa substância que dá uma baita saciedade e… desentoxica.

    Frutas: 5 porções é a quantidade ideal de frutas e hortaliças que deveríamos comer todo dia.

    Gorduras insaturadas: são as que blindam a saúde – estão nas oleaginosas, no azeite, nos peixes. Só não vale abusar.

    Carnes brancas: peixes e frango merecem tomar lugar da carne vermelha de duas a três vezes por semana.

    Leite e derivados: o cálcio deles é essencial para blindar os ossos – e há evidências associando o mineral ao controle de peso.

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    por mais que as novas próteses prometam dar um pouco da visão de volta para quem não consegue enxergar, o fato é que ainda não há muito que se possa fazer quando as células fotorreceptoras – também conhecidas como cones e bastonetes – do olho falham por conta de um ferimento ou doença. Agora, no entanto, parece que as estudadas terapias genéticas finalmente estão começando a dar frutos e poderão começar a ser testadas em humanos.Liderados por Zhuo-Hua Pan, uma equipe de pesquisadores da Wayne State University de Detroit, nos EUA, ingressou em um promissor campo científico chamado de optogenética. Em vez de tentar reutilizar os fotorreceptores mortos, essa área busca ignorá-los em favor das células ganglionares, que ficam atrás deles e costumam carregar sinais elétricos dos cones e bastonetes para o nervo óptico.Os cientistas descobriram que podem controlar as funções dessas células ganglionares inserindo no olho moléculas sensíveis à luz vindas de algas e outros microrganismos e lançando feixes luminosos azuis para estimulá-las. Embora tecnicamente seja uma forma de terapia de genes, a optogenética não depende da alteração do genoma de uma pessoa, apenas fazendo com que células transmissoras se tornem fotossensíveis com o uso de uma proteína.

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    Sem polêmicas

    Como a nova técnica não envolve todos os dilemas médicos e éticos levantados pela terapia de genes tradicional, sua aplicação pode progredir sem grandes impasses. Se tudo der certo, os testes clínicos em humanos devem começar já no próximo ano e em breve teremos uma opção para devolver um pouco da visão a milhões de pessoas que sofrem de deficiências visuais ao redor do mundo.

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    Segundo a nova diretriz da entidade, o ideal seria que não mais do que 5% das calorias ingeridas em um dia, ou 25 gramas, viessem de açúcares. “Temos evidências de que manter o consumo pelo menos abaixo de 10% reduz o risco de sobrepeso e cáries”, afirmou, em nota oficial, Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS. O alvo seria tanto o açúcar usado nos produtos industrializados quanto o que adicionamos ao cafezinho, por exemplo – que não tem nada a ver com o de frutas e verduras. Para o endocrinologista Bruno Halpern, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, pegar leve em alimentos açucarados ajuda a manter a saúde nos trinques. “Mas ninguém deve ficar neurótico com porcentagens. Até porque o açúcar não é o único culpado pela epidemia de obesidade no mundo”, pondera.

    Doçura escondida

    Você acha que 25 gramas de açúcar é muita coisa? Pois saiba que é superfácil atingir essa cota máxima. Ela representa 6 colheres de chá de açúcar. E veja o que encontramos em alguns alimentos:

    1. Suco de soja

    1 copo = 7,3 g

    2. Barra de cereal

    1 barra = 5 g

    3. Gelatina normal

    1 porção = 5,5 g

    4. Achocolatado em pó

    1 colher de sopa = 7,5 G

    5. Refrigerante

    1 copo = 20 g

    6. Cereal matinal

    30 g = 12 g

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    Você mal cruza os garfos e já sente a barriga inchar. Tem de correr para o banheiro e ficar algum tempo esperando até tudo ir embora, inclusive as cólicas. E é a quarta vez no mês que o episódio se repete ? e olha que não comeu nada tão forte ou pesado. Aí o suplício some e você já está se esquecendo… Até que ele volta com tudo, após um prosaico pão com manteiga no café da manhã. Se você protagoniza essa história, é provável que tenha um intestino sensível demais. Ou irritável, como preferem os médicos.

    Presente em até 20% da população mundial, a síndrome do intestino irritável (SII) é uma condição ainda não totalmente compreendida pela comunidade científica. Isso porque, quando se examina o sistema digestivo de quem tem o problema, não se veem alterações anatômicas ou lesões. Só em 1994 foram estabelecidos os critérios de diagnósticos. E esses critérios, bem como as condutas de controle, acabam de ser revistos em um trabalho publicado no renomado The Journal of the American Medical Association.

    O artigo aponta o dedo para os principais sintomas: diarreia ou constipação sem motivo aparente e inchaço temporário da barriga acompanhado de dores, normalmente depois das refeições. Em geral, a síndrome começa a se manifestar após um evento estressante, físico ou emocional. “O gatilho pode ser uma infecção intestinal ou um trauma, como um assalto”, conta a gastroenterologista Sandra Beatriz Marion, da pontifícia Universida de Católica do paraná. Vem o primeiro episódio e ela nunca mais abandona o sujeito.

    Não há, porém, motivo para pânico. O problema é crônico, mas não evolui para quadros graves como tumores. “Menos de 10% dos pacientes têm um comprometimento sério na qualidade de vida”, calcula Carlos Fernando Francescone, chefe do Serviço de Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Apesar disso, a medicina labuta para que a síndrome não seja um estorvo tão frequente na vida do cidadão ? afinal, ninguém quer sofrer quando vai ao banheiro.

    No passado, a síndrome do intestino irritável era chamada de colite nervosa por causa da sua intensa associação com situações estressantes. Só que os médicos repararam, por meio de exames, que os pacientes não tinham inflamação (identificada pelo “ite” da nomenclatura nem lesões no intestino grosso. Aí mudaram o nome. “A SII não se resume a um problema de ordem psicológica, uma vez que é caracterizada por alterações funcionais no órgão”, ressalta Maria do Carmo Friche Passos, presidente da Federação Brasileira de Gastroenterologia. Contudo, o fator emocional costuma ser o grande desencadeador das crises. Como fases boas e ruins se alternam na vida, a síndrome pode ter um comportamento mais aleatório. O indivíduo passa as férias à base de cerveja e petiscos sem ter nem uma cólica sequer, mas basta voltar à rotina do trabalho e trânsito que o martírio reaparece com tudo.

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    É só encarar um sanduíche saboroso e já ficamos com água na boca. Contudo, em nome da sua visão, resista e não ponha os olhos no cardápio de uma lanchonete. Deixe-os fixos nesta página com a seguinte notícia: sim, uma cintura avantajada pode favorecer o aparecimento de problemas oftalmológicos. Um exemplo recente disso vem da Universidade de Colônia, na Alemanha, onde 1 147 vítimas da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) foram comparadas a 1 773 pessoas livres dela. Após observar dados sobre a forma física dos voluntários, os pesquisadores revelaram que os obesos têm um risco 44% maior de sofrer com essa doença. “Mostramos que existem hábitos além do tabagismo capazes de estimular o desenvolvimento da DMRI”, diz o oftalmologista Sascha Fauser, autor do artigo.

    O que é a degeneração macular relacionada à idade?

    Resposta sem pestanejar: trata-se de uma degradação da mácula, a porção central da retina, que se traduz em uma mancha no meio do campo de visão. Agora, difícil é escrever uma frase que explique por que uma barriga saltada abre as portas para essa chateação, a principal causa de cegueira em sujeitos acima dos 50 anos. “A obesidade comumente provoca alterações no metabolismo que podem danificar vasos sanguíneos, entre eles os que nutrem a mácula”, arrisca Rubens Belfort Neto, oftalmologista da Universidade Federal de sçao Paulo (Unifesp). A endocrinologista Cíntia Cercato, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (abeso), levanta outra hipótese: “O excesso de peso está associado a uma maior concentração dos chamados produtos de glicação avançada. E essas moléculas disparam reações que afetariam a retina”.

    Um perigo para os diabéticos

    Tem mais. Os tais produtos de glicação avançada atingem níveis estratosféricos em gente com diabete descompensado, uma pane ligada aos pneus de sobra. Ou seja, obesidade gera diabete, que geraria DMRI. Aliás, o excesso de açúcar na circulação desencadearia outros males oftalmológicos. “Sabemos, entre outras coisas, que os diabéticos têm maior probabilidade de serem diagnosticados com catarata”, aponta Tiago Prata, oftalmologista da Unifesp e diretor clínico do Hospital Medicina dos Olhos, na Grande São Paulo. Isso porque doses elevadas de glicose deixam o cristalino, a lente natural dos olhos, opaca – aí a visão embaça.

    O ronco na mira

    Outra enfermidade deflagrada pelos acúmulos gordurosos é a apneia do sono, que promove barulhentas interrupções na respiração durante as horas dormidas. E, que fique claro, não estamos mudando completamente de assunto, “Hoje em dia, esse distúrbio é considerado um fator de risco para o glaucoma, uma lesão no nervo óptico que começa comprometendo a visão periférica”, contextualiza Prata. De novo, não se sabe ao certo o motivo por trás, embora há quem acredite que a menor presença de oxigênio no sangue típica da apneia repercuta nos globos oculares. Diante disso tudo, melhor por os olhos em opções menos engordativas do que num X-tudo.

    Quando problemas de visão nos fazem engordar

    Os sintomas de glaucoma, catarata e afins dificultam a prática esportiva – enxergar uma bola, os adversários e os companheiros faz parte da dinâmica de várias modalidades. Como resultado, seus portadores não raro caem no sedentarismo, um patrocinador de abdomens inflados. Para contornar esse cenário, o ideal é tratar direitinho seu quadro e, se for o caso, buscar exercícios que dependam menos de uma visão aguçada.

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    Espirros, coriza e nariz entupido: todo mundo tem, já teve ou ainda vai ter pelo menos um episódio de rinite. Basta pegar uma gripe ou um resfriado passageiro. Mas, para uma parcela da população, ela faz parte da rotina. É só entar em contato com pó, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais ou produtos químicos que o organismo reage com tudo, anticorpos são liberados e a mucosa nasal, inflamada, sofre as consequências.

    Por se tratar de uma condição crônica e que muitas vezes repele o tratamento receitado, a Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial acaba de atualizar suas diretrizes para o controle da rinite alérgica. Além de nortear a detecção e o plano terapêutico, o guia propõe orientações para adotar em casa e ainda dá uma palavra sobre o papel da acupuntura e da fitoterapia. Segure o espirro e conheça essas 10 recomendações.

    1. A importância do diagnóstico

    Um dos desafios que a rinite alérgia impõe é o dignóstico e como flagrar o que desperta as crises. Não por acaso, o documento americano começa reforçando a necessidade de o médico traçar minuciosamente o histórico do paciente e apurar os gatilhos e a presença de doenças relacionadas. Segundo o pneumologista Álvaro Cruz, da Universidade Federal da Bahia, asmáticos tendem a ter mais rinite, por exemplo. Se o fator desencadeante não é identificado nas consultas, testes de alergia (que usam a pele ou o sangue) são bem-vindos.

    2. Pets: cada um no seu quadrado

    Sabemos que é difícil manter distância dos animais se você tem um deles em casa. Mas o novo guia pede atenção diante dos pets. Isso porque cães e gatos têm alérgenos que são liberados na saliva, na pele e na urina, além de acumular ácaros nos pelos. Tem gente que só tem alergia de gato e outros só de cachorro. Independentemente da espécie, o ideal é definir um espaço para o bicho, a fim de evitar que os pelos se espalhem pela casa, e lavar as mãos depois dos afagos. Dar banho ajuda, mas não traz melhoras em meio a uma crise.

    3. O ar que você respira

    O ar-condicionado pode ser um aliado porque serve como filtro contra a poluição que vem da rua. Isso desde que a manutenção do aparelho esteja em dia – e os fabricantes pedem que o filtro seja limpo com água a cada três meses, pelo menos. O ar mais gelado e seco em si não provoca rinite, mas pode deixar a mucosa nasal sensível. Daí o conselho de programar uma temperatura amena (entre 24 e 25 ºC) e adotar um umidificador.

    4. Extermínio de ácaros

    Esses aracnídeos invisíveis a olho nu são responsáveis pela rinite de boa parte dos brasileiros. Gostam de lugares úmidos e quentes e se alimentam de restos de pele que se misturam à poeira. Para acabar com a festa, conservar a casa limpa e os armários secos é fundamental – e, de bônus, se evita outro patrocinador de alergias, o mofo. Na batalha contra o pó entram pano úmido e aspirador com filtros Hepa, que retêm melhor a poeira. Produtos contra ácaros também podem ser requisitados.

    5. A cama pode ser a fonte do problema

    Lençóis, cobertores, colchões e travesseiros são um prato cheio para os ácaros. Assim, trocar e lavar a roupa de cama com frequência (pelo menos uma vez por semana) é a primeira regra de ouro. O manual americano propõe o uso de capas impermeáveis e hipoalergênicas em colchões e travesseiros. Manter os quartos ventilados e a cama exposta ao sol também ajuda.

    6. Para tratar sem sedar

    Como antialérgicos têm fama de gerar aquela soneira, as novas diretrizes priorizam a prescrição de anti-histamínicos de segunda geração, que não têm o efeito sedativo típico da primeira classe dessas drogas. Essa nova geração tem outras vantagens: age mais rápido, pode ser usada por um período maior e não interfere no apetite.

    7. Remédios da pesada

    Há medicações que só devem entrar em cena em casos mais graves ou durante as crises. E o principal exempo aqui são os corticoides, potentes anti-inflamatórios. Os especialistas prescrevem por poucos dias, uma vez que o uso prolongado pode causar retenção de líquido, aumento de peso, mal-estar e até osteoporose. Convém reforçar: como os antialérgicos, eles só devem ser empregados sob orientação.

    8. Educação imunológica

    E se treinássemos o sistema imune para ele deixar de hiper-reagir toda vez que o corpo tem contato com ácaros ou pelos de animais? Esse é o princípio da imunoterapia, uma espécie de vacina que injeta baixas doses de alérgenos com o objetivo de neutralizar a resposta das nossas defesas diante desses corpos estranhos. O manual a coloca como opção quando a alergia é refratária a tratamentos convencionais – e as aplicações podem durar de dois a três anos.

    9. Apoio das agulhas

    Pela primeira vez, o consenso da Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial se posiciona quanto ao uso da acupuntura: ela pode, sim, integrar o combate não medicamentoso à rinite alérgica. A aplicação das agulhas em pontos mapeados pela medicina tradicional chinesa poderia ser utilizada sozinha ou como complemento aos remédios. No Brasil, a técnica ainda não é reconhecida para substituir o tratamento padrão, e o que se alega é a carência de mais pesquisas comprovando seus benefícios. No entanto, ela está longe de ser contraindicada pelos especialistas.

    10. O chazinho se deu mal

    Se a acupuntura recebeu o aval contra a rinite, o mesmo não se pode dizer da fitoterapia. O guia desencoraja o uso de ervas medicinais como tratamento, independentemente do meio (infusão, cápsula…). Faltam provas sobre sua segurança e eficiência e ainda existe o risco de efeitos colaterais e interações com remédios prescritos no consultório. Veja: não é que o chá da vovó está proibido, mas é importante saber que não será uma xícara quentinha que resolverá de vez uma crise de rinite.

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    Segundo cientistas americanos no Campus de Pesquisa Janelia Farm, do Instituto Médico Howard Hughes, células do cérebro sensíveis à fome, conhecidas como neurônios AGRP, são as responsáveis pelo horror à dieta.

    Os pesquisadores fizeram experiências que mostraram que estes neurônios são responsáveis pelas sensações desagradáveis associadas à fome, que tornam os petiscos irresistíveis.

    Segundo o líder do grupo de pesquisa, Scott Sternson, as emoções negativas associadas com a fome podem transformar a dieta e a perda de peso em uma tarefa muito difícil, e a explicação pode estar nestes neurônios.

    Em um ambiente no qual a comida está sempre disponível, os sinais difíceis de ignorar enviados por estes alimentos podem parecer irritantes para quem está de dieta, mas, do ponto de vista da evolução dos humanos, estes sinais podem fazer sentido.

    Para os primeiros humanos – e para animais selvagens – a busca por alimentos e água podia significar a entrada em um ambiente arriscado, algo que só poderia acontecer se o humano ou animal recebesse um estímulo.

    “Suspeitamos que estes neurônios estão impondo um custo por você não lidar com suas necessidades fisiológicas (como a fome)”, afirmou Sternson.

    Os neurônios AGRP não levam um animal diretamente a comer, mas ensinam o animal a responder a pistas sensoriais que sinalizam a presença de comida no ambiente.

    “Acreditamos que estes neurônios são um sistema motivacional muito antigo que obrigam o animal a satisfazer suas necessidades fisiológicas”, afirmou Sternson.

    A equipe do cientista americano também demonstrou que existe um grupo diferente de neurônios especializado em gerar sensações desagradáveis de sede.

    As descobertas foram publicadas na revista especializada Nature.

    Desagradável

    A fome afeta quase toda célula do corpo e vários tipos de neurônios são dedicados a fazer com que um animal se alimente quando seus níveis de energia estiverem baixos.

    Mas, segundo Sternson, até agora, o que os cientistas sabiam sobre estes neurônios não combinava totalmente com que todo mundo já sabia: fome é desagradável.

    “Havia uma previsão anterior de que haveria neurônios que fazem você se sentir mal quando está com fome ou sede. Isto faz sentido de um ponto de vista intuitivo, mas todos os neurônios analisados pareciam ter o efeito oposto”, afirmou o cientista.

    Em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram que os neurônios que promovem a alimentação o faziam aumentando os sentimentos positivos associados à comida. Em outras palavras: fome faz a comida ter um gosto melhor.

    Alguns cientistas começaram a suspeitar de que a ideia sobre um sinal negativo no cérebro motivando a fome poderia estar errada.

    Mas o conhecimento deles sobre o sistema era incompleto. Os neurônios AGRP, localizados em uma área do cérebro conhecida como hipotálamo, estavam claramente envolvidos nos comportamentos de alimentação.

    Sabores e sinais

    foto-imagem-comida

    Quando falta energia no corpo, os neurônios AGRP ficam ativos e, quando estes neurônios estão ativos, os animais se alimentam. Mas ninguém tinha investigado a estratégia destes neurônios para gerar esta motivação.

    Os pesquisadores então tentaram descobrir como isto funciona a partir de uma série de experimentos comportamentais. No primeiro experimento, os cientistas ofereceram a camundongos bem alimentados dois tipos de gel com sabor, um de morango e outro de laranja.

    Nenhum gel continha nutrientes, mas os camundongos experimentaram os dois.

    Então os cientistas manipularam os sinais de fome nos cérebros dos animais ao ligar os neurônios AGRP enquanto eles comiam um dos dois sabores. Em testes seguintes, os animais evitaram o sabor associado com o sinal falso de fome.

    Em outra experiência, os cientistas desligaram os neurônios AGRP enquanto os animais famintos consumiam um sabor em particular. Os animais desenvolveram a preferência pelo sabor que levou à desativação dos neurônios AGRP, sugerindo que eles foram motivados pelo desligamento do sinal desagradável enviado pelas células.

    Os cientistas também observaram em outras experiências que os camundongos também aprenderam a procurar lugares onde os neurônios AGRP tinham sido silenciados e evitar os lugares onde estavam quando estes neurônios estavam ativos.

    Visão da comida

    Os cientistas também usaram um microscópio minúsculo para examinar dentro dos cérebros dos camundongos famintos e monitorar a atividade dos neurônios AGRP.

    Como esperado, as células ficaram ativas até que os camundongos encontrassem comida.

    O surpreendente, segundo Sternson, é que os camundongos não tinham necessariamente que comer para aquietar os neurônios. Assim que o animal via o alimento, ou mesmo recebesse um sinal de que iria se alimentar, a atividade destes neurônios parava. E a atividade permanecia baixa enquanto o animal estava comendo.

    Os cientistas também fizeram experiências relacionadas à sede, manipulando neurônios ligados a esta sensação, encontrados em uma região do cérebro conhecida como órgão subfornical.

    E o comportamento dos camundongos foi parecido: eles evitavam lugares onde estes neurônios estavam ativos indicando que as células geravam uma sensação negativa.

    E, novamente, as descobertas correspondiam às experiências comuns.

    “Há uma qualidade motivacional parecida entre a fome e a sede. Você quer que as duas acabem”, disse Sternson.

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