• foto-imagem-ameaca-aos-ossoaAsmaO problema, famoso por ocasionar falta de ar, também abala a massa óssea, segundo pesquisa de várias instituições sul-coreanas. Ou melhor: especula-se que é o tratamento contra as crises, feito à base de corticoides, que traria essa consequência. “Eles aumentam a atividade dos osteoclastos, células que retiram cálcio dos ossos”, justifica o pneumologista Marcelo Alcantara Holanda, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. E isso deixaria fêmur, tíbia e companhia mais porosos. Logo, para atenuar esse risco, vale adotar medidas que diminuam as crises respiratórias, como não frequentar ambientes com poeira. Assim, uma menor quantidade de corticoide será usada, e mais íntegra ficará a massa óssea.

    Ácido úrico

    Em níveis elevados, ele desencadeia gota, cálculo renal, infartos… e fraturas. De acordo com um estudo da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, homens com essa molécula nas alturas correm um risco 62% maior de lesionar o quadril. Isso porque o quadro aumenta a concentração de hormônio da paratireoide. E ele, por sua vez, remove cálcio dos ossos. E, em excesso, pode acarretar osteoporose. Para evitar a sobrecarga de ácido úrico circulante, comece maneirando nos frutos do mar.

    Câncer

    Alguns tipos de tumor – como os de próstata, mama, pulmão e rim –, se não tratados a tempo, tendem a se espalhar para os ossos e arruniná-los. Sem contar que, embora mais raros, há tumores que se originam no próprio tecido ósseo. No entanto, muitas vezes o que mais preocupa é o tratamento contra a doença. “Os quimioterápicos reduzem o trabalho contra dos osteoblastos, células que depositam cálcio no esqueleto”, alerta o oncologista Oren Smaletz, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para evitar que o arcabouço do corpo fique debilitado nessas situações, os experts costumam lançar mão de suplementos e remédios. A ordem é seguir essas recomendações à risca.

    Doença renal

    Quando os rins param de funcionar direito, a produção de vitamina D é prejudicada, o que dificulta o aproveitamento de cálcio pelo corpo inteiro, inclusive nos ossos. Para piorar, nesse cenário o esqueleto abre mão de um pouco do mineral que lhe confere a cor branca para que outras áreas do organismo o utilizem. “Quem for diagnosticado com insuficiência renal deve tratar o quadro e ajustar a dieta para escapar da osteoporose”, ensina Sebastião Radominski, reumatologista da Universidde Federal do Paraná. Já a população em geral precisa fazer de tudo para não padecer de hipertensão e diabete, dupla que arrasa os rins. “Exercício e alimentação balanceada são boas táticas para prevenir esses problemas”, diz Radominski.

    Doença celíaca

    O glúten, proteína presente em trigo, centeio, malte e cevada, não é tolerado por pessoas com essa condição. Portanto, se ingerido por elas, ocasiona uma irritação no intestino que, em última instância, atrapalha a absorção de cálcio. De modo a avaliar o impacto da ingestão de glúten na ossatura de celíacos, cientistas do Instituto Karolinska, na Suécia, avaliaram 7 mil voltuntários durante décadas. “Constatamos que os pacientes que davam uma escapada na dieta tinham maior risco de sofrer fraturas no quadril”, revela o médico Jonas Ludvigsson, que assina o estudo. Se não dá para prevenir a doença celíaca, ao menos é posssível amenizar seus estragos ficando longe de itens com glúten.

    Doenças inflamatórias (DIIs)

    Uma pesquisa da Universidde Federal do Rio de Janeiro com cerca de 130 portadores de doença de Crohn ou retocolite – duas das principais DIIs) – sugere que elas afetam a densidade óssea. Autora do artigo, a gastroenterologista e diretora científica do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil, Cyrla Zaltman, ressalta que participantes que usavam corticoides constantemente ou que não conseguiam controlar seu quadro apresentavam maiores danos no esqueleto. “Tanto a droga quanto a inflamação das DIIs prejudicam a calcificação dos ossos”, esclarece Cyrla. Para preservá-los, nada melhor do que discutir seu cardápio com especialistas e se tratar.

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  • foto-imagem-alimentos-dormir-melhor
    Toda noite a história se repete: você está cansada e não vê a hora de ir para a cama, mas é só deitar que o sono vai embora. Vira-se para um lado e para o outro, acorda diversas vezes e, quando o despertador toca, sente que ainda precisava dormir (muito) mais. Você n]ao é a única: segundo a Organização Mundial da Saúde, 40% da população dorme mal e apresenta algumas das 80 síndromes listadas pela Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono. No Brasil, em pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira do Sono, 53,9% dos indivíduos queixam-se de insônia e aproximadamente 43% continuam cansados durante o dia. Com isso, a qualidade de vida é diretamente afetada.De acordo com a Dra. Rosana Souza Cardoso Alves, coordenadora do Departamento Científico de Sono da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), as causas de noites mal dormidas são variadas, de fatores ambientais até genéticos.A boa notícia é que uma alimentação saudável pode agir positivamente nesse quadro. “Se você tem dificuldades na regularidade e na frequência do seu sono, alimentos ricos em triptofano não podem faltar em suas refeições. Esse aminoácido regula os níveis de serotonina no cérebro, diminuindo a atividade do organismo e contribuindo com o relaxamento do corpo”, explica a nutricionista Carla Mariano, do Hospital Metropolitano Lapa, em São Paulo. “Também é importante consumir o que é rico em melatonina, um hormônio importante para estimular o repouso”, garante a especialista.

    Quer dormir bem esta noite? Confira os alimentos que influenciam na qualidade do sono e já para a cama!

    Aveia
    É um dos poucos cereais com melatonina. “Para potencializar seu efeito, é importante escurecer o quarto, uma vez que os níveis desse hormônio do corpo aumentam na ausência de luz, causando sono”, explica a especialista.

    Leite
    Um copo de leite quente, servido antes de dormir, ajuda a ter uma noite tranquila. Esse recurso usado por mães e avós é comprovado cientificamente: a bebida é rica em triptofano, e por isso ajuda a relaxar e ter uma noite mais tranquila. O ideal é um copo 30 minutos antes de deitar.

    Mel
    Aumentar o açúcar no sangue pode reduzir a produção de orexina no cérebro. Orexina é um neurotransmissor que recentemente tem sido ligado à insônia. “Para potencializar o efeito do leite morno basta acrescentar uma colher de mel”, explica Dr. Gláucia Berreta Ruggeri, médica do Centro de Saúde Ocupacional do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. De acordo com a especialista, o mel é um carboidrato simples e, por isso, facilita também a absorção do triptofano.

    Chá de camomila
    A bebida não contém a cafeína encontrada nos chás tradicionais e tem um efeito calmante sobre o corpo. Além disso, um líquido quente antes de dormir pode aumentar o calor do corpo e deixá-lo sonolento.

    Cereja
    A saborosa frutinha é outra fonte de melatonina. Pode ser consumida fresca como sobremesa ou em forma de suco junto com o jantar.

    Couve
    Composta por magnésio, trabalha o relaxamento muscular e ajuda o corpo a deixar de lado as tensões do dia para descansar.

    Alface
    Também constituída de triptofano, a verdura pode ser consumida na última refeição do dia em saladas, na forma de chá ou até suco.

    Chocolate amargo
    Além de delicioso, o doce contém serotonina, que relaxa a mente e o corpo. Mas apenas sua versão amarga tem esse efeito.

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  • foto-imagem-mulher-pensando
    Os participantes do último Congresso Mundial de Psiquiatria, realizado em setembro em Madri, na Espanha, foram surpreendidos com a apresentação de um estudo mostrando que a toxina botulínica do tipo A (o Botox), largamente empregada para suavizar rugas, pode trazer alívio contra a depressão. “A pesquisa é inovadora porque oferece uma nova abordagem para tratar a doença, e ela não entra em conflito com qualquer recurso já disponível”, observou o psiquiatra Norman Rosenthal, professor da Georgetown Medical School, em Washington, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, publicado no Journal of Psychiatric Research. Em parceria com o cirurgião dermatológico Eric Finzi, ele acompanhou 74 pacientes de ambos os sexos com diagnóstico de depressão moderada ou severa. Metade recebeu uma aplicação de Botox entre as sobrancelhas, nos músculos usados para franzir a testa, local onde se formam vincos que conferem a expressão de preocupação e tristeza – o chamado olhar bravo. A outra metade (o grupo controle) recebeu uma injeção no mesmo lugar, só que de solução salina. Para avaliar a depressão, os participantes passaram por testes três semanas depois – e isso se repetiu seis semanas mais tarde. O resultado: 52% dos tratados com a toxina tiveram melhora significativa ante, no máximo, 20% do outro grupo. Embora não tenha sido o primeiro trabalho a propor o Botox contra a depressão, o estudo de Finzi e Rosenthal foi o maior e mais controlado já feito e confirma que as expressões do rosto interferem no humor. Um ar mais leve e sereno acaba influenciando nosso estado de espírito. O efeito, portanto, não decorre da ação do princípio ativo sobre o sistema nervoso central, mas do benefício que a mudança facial teria sobre o ânimo e o bem-estar. Ou, como já dizia um dos fundadores da psicologia moderna, o americano William James: “Nós não rimos porque estamos felizes. Nós estamos felizes porque rimos”.Essa descoberta animadora não é a única. “Diferentemente do que diz o senso comum, a depressão é tratável e a maioria dos pacientes responde bem”, assegura Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Há outras boas notícias para enfrentar a doença, que atinge 350 milhões de pessoas no mundo – mais de 10 milhões delas no Brasil –, na proporção de duas mulheres para cada homem. Segundo o presidente da ABP, parte do prejuízo associado ao transtorno pode ser evitada. As perdas a que ele se refere são a diminuição da qualidade de vida e o ônus para a sociedade, já que a depressão só fica atrás das doenças cardiovasculares. De fato, crescem as evidências de que os tratamentos funcionam e podem ser seguros inclusive para gestantes. Após acompanhar 5 mil pacientes tratados com diversos medicamentos, Robert Gibbons, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, observou melhoras substanciais em todas as faixas etárias. “Hoje o diagnóstico é mais fácil e as chances de sucesso no tratamento são maiores, o que não ocorria no passado”, diz o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina do ABC.A depressão produz uma tristeza profunda, desproporcional às circunstâncias (tudo parece assustador demais), perturba o sono e o apetite, elimina a possibilidade de sentir prazer. Ainda que não deixe a pessoa prostrada na cama nem a impeça de trabalhar, esgota sua energia. “É como se eu tivesse um elefante fantasma em cima de mim”, comparou uma paciente atendida na Beneficência Portuguesa, em São Paulo. “A depressão é a solidão dentro de nós que se manifesta e destrói não apenas a conexão com os outros mas também a capacidade de estar em paz conosco mesmos”, descreve o jornalista e escritor americano Andrew Solomon, em O Demônio do Meio-Dia (Companhia das Letras). No livro, que ganhou por aqui nova edição em julho, às vésperas da vinda do autor para a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, Solomon registra sua luta contra a doença e afirma que o oposto da depressão não é a alegria, mas a vitalidade. “O único sentimento que resta nesse estado despido de amor é a insignificância.” A saúde padece: cresce o risco de ataque cardíaco, menopausa precoce, perda de memória. Fora o perigo de suicídio. Todo ano são notificados cerca de 10 mil no país, 90% deles ligados à depressão grave. Ainda assim, Solomon defende que é possível viver bem, apesar da doença, e encontrar um sentido no caos para permanecer vivo. “Essa habilidade duramente aprendida infunde, na escuridão demoníaca, a luz do meio-dia.”

    Não é um mal do nosso tempo. Os sintomas haviam sido descritos na Antiguidade pelo grego Hipócrates, o pai da medicina. O atual crescimento na incidência é atribuído ao maior número de diagnósticos e também à exposição aos gatilhos para quem nasce com predisposição genética. Entre eles estão o alto nível de stress, o ritmo acelerado da vida atual e a redução das horas de sono. Por muito tempo se supôs que a depressão fosse fruto apenas do déficit de serotonina (que atua sobre o humor, o sono e o apetite). Hoje se sabe que envolve outros mensageiros químicos, como a noradrenalina, responsável pela disposição e por manter a pressão em níveis normais, e a dopamina, que confere motivação para viver e participa do prazer, da memória e da atenção. Essa descoberta expandiu as fronteiras do tratamento. “A evolução dele tem produzido respostas mais rápidas”, destaca Antônio Geraldo da Silva. O combate à doença é feito com antidepressivos, como fluoxetina, sertralina e escitalopram, que normalizam a serotonina; ou a venlafaxina e a duloxetina, que agem sobre a serotonina e a noradrenalina. Também a agomelatina é usada para mirar os receptores da melatonina, indutora do sono. O psiquiatra faz a defesa dos antidepressivos: “Eles não viciam – como os remédios de tarja preta, erroneamente usados contra depressão, já que não conseguem debelá-la”. Os efeitos colaterais, em geral, são leves e toleráveis e variam de boca seca a náuseas.

    Como os primeiros resultados aparecem em três semanas, os cientistas tentam abreviar o tempo de espera. Eles têm procurado um teste que aponte previamente se o paciente reagirá bem e rapidamente ao medicamento. Um possível marcador é o fibrinogênio, proteína fundamental para a coagulação. “Observamos que os pacientes com baixa concentração sanguínea de fibrinogênio respondem melhor”, diz o biólogo Daniel Martins de Souza, que iniciou os estudos na Universidade de Munique, na Alemanha, e continua agora na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Se o “candidato” for aprovado, a etapa seguinte será desenvolver estratégias para melhorar a resposta, como o uso da aspirina, dada a sua capacidade de inibir a ação do fibrinogênio.

    Estímulos elétricos e magnéticos

    Quando não há alívio, a depressão é considerada refratária. Então, podem ser adotados métodos como a eletroconvulsoterapia (ECT), em que o paciente recebe uma descarga elétrica de dois segundos para induzir convulsões e aumentar a concentração dos neurotransmissores que trazem bem-estar. “O procedimento é seguro e eficaz, pode ser indicado até para gestantes, mas, como requer internação e anestesia, não é usado como rotina”, explica Antônio Geraldo da Silva. Outro método é a estimulação vagal, que está sendo investigado na Universidade de São Paulo (USP). É invasivo: com procedimento cirúrgico, um aparelho semelhante a um marcapasso é instalado para estimular o nervo vago (um dos dez pares de nervos cranianos) e reequilibrar a produção de neurotransmissores. Já a estimulação magnética transcraniana (EMT) utiliza ímãs e ondas eletromagnéticas para promover alterações na atividade das células nervosas. “O efeito ainda não se compara ao do eletrochoque”, afirma o psiquiatra.

    Uma arma importante é a psicoterapia. “Em caso de depressão leve ou moderada, ela é tão eficaz quanto os medicamentos”, diz o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Stress da Beneficência Portuguesa, que acaba de participar de um curso de atualização em stress, ansiedade e depressão na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. “O melhor mesmo é associar as duas ferramentas, já que uma potencializa a outra.” Nas depressões severas, a psicoterapia ajuda a reduzir o risco de suicídio. As linhas mais usadas são a terapia comportamental cognitiva e a interpessoal. A primeira entende que os padrões de pensamento determinam as ações e, por isso, estimula o paciente a reconhecer e modificar visões distorcidas da realidade e transformar seu modo de agir. Já a interpessoal aprimora a capacidade de estabelecer relações saudáveis e resolver conflitos.

    Fim do preconceito contra a depressão

    Mais um aliado é o exercício físico regular. Caminhadas, musculação, dança e natação ativam a produção de endorfinas, o que leva ao bem-estar. “Além disso, aumentam o fluxo de oxigênio para o cérebro, estimulando novas conexões entre as células nervosas nas áreas debilitadas pela depressão”, esclarece Armando Ribeiro. O psicólogo sugere também a acupuntura: “Melhora o sono e ajuda a modular a produção de neurotransmissores”. Meditação e outras práticas de atenção plena (mindfulness) são bem-vindas. “Na depressão, o pensamento se prende ao passado. Essas técnicas mantêm a mente no presente.” Também contribuem o apoio da família e dos amigos e a fé (não no sentido religioso, mas de acreditar em algo). “Quem conta com esses suportes precisa de menos remédios”, diz Arthur Guerra. Para superar o estado depressivo e preveni-lo, é recomendado adotar dieta equilibrada (alimentos ricos em fontes de ômega 3, como sardinha, salmão, linhaça dourada e quinua), tomar sol (para ativar a síntese de vitamina D) e aprender técnicas para administrar o stress.

    Mas, antes, é preciso vencer o preconceito. A campanha “Psicofobia é crime”, promovida pela ABP, luta pelo fim do estigma contra quem sofre com desordens mentais. “A depressão é uma doença como diabetes ou hipertensão. Não tem a ver com escolha, tipo de personalidade, covardia ou falta de força de vontade”, ressalta Antônio Geraldo da Silva. “Ninguém diz a um portador de diabetes: ‘Agora se concentre, faça um esforço e baixe sua glicose’. Em vez disso, o paciente é encaminhado a tratamento. Do mesmo modo, quem tem depressão deve ser visto como um doente que precisa de atendimento.” Solomon escreve em seu livro: “Todos gostaríamos que o Prozac resolvesse o problema, mas, pela minha experiência, o Prozac não resolve, a não ser que o ajudemos”. Isso também se aplica ao Botox ou a outros métodos que estão dando perspectivas de futuro para muita gente.

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  • foto-imagem-caimbra-salVocê acorda no meio da noite em desespero. O músculo da sua panturrilha parece ter ganhado vida própria e está em espasmo, provocando uma dor lancinante na batata da perna. Você tenta fazer sua perna relaxar, mas não consegue. E percebe que terá pela frente uma noite mal dormida.

    Esse tipo de contratura é muito comum e ocorre com frequência à medida que uma pessoa envelhece ou ganha peso. Mas, na realidade, também pode acontecer com qualquer um, a qualquer momento do dia ou da noite.

    A causa para essa aflição geralmente é atribuída a um baixo nível de sal na alimentação – mais precisamente do sódio presente no sal de cozinha.

    A crença popular é que se tomarmos sal a dor vai embora. Mas aqui temos uma solução muito mais simples – e literalmente, menos salgada.

    Leia mais: Por que temos lábios?

    Leia mais: Por que não conseguimos fazer cócegas em nós mesmos?

    Mal de marinheiros

    As câimbras frequentemente atingem o músculo da panturrilha, aquele que fica na parte de trás da coxa, ou ainda o quadríceps (da parte da frente da coxa).

    Algumas vezes, elas podem ser um sinal de algo mais grave, como a claudicação, processo pelo qual os músculos não recebem oxigênio suficiente, sendo obrigados a se retraírem quando uma pessoa está caminhando.

    Em ocasiões raras, as câimbras podem ser causadas por um nível extremamente baixo de cálcio associado a um problema da glândula paratireoide.

    Há mais de um século, percebeu-se que os homens que alimentavam as fornalhas dos navios a vapor tinham câimbras com frequência.

    Isso deu origem à tese de que a causa era a falta de sal. A ideia era de que o calor do fogo fazia os homens transpirarem tanto que passavam a ficar carentes de sódio. Por isso, a reação de ingerir sal para evitar as contraturas veio naturalmente.

    Uma explicação biológica para isso é de que a falta de sal e a desidratação que a acompanha fazem com que os espaços entre as células musculares se contraiam, o que por sua vez aumenta a pressão nos terminais nervosos, provocando a dor.

    O problema dessa teoria é a falta de evidências robustas que a sustentem.

    Difícil de estudar

    Assim, as causas da câimbra são um mistério. Como o processo é involuntário, nunca se sabe exatamente quando vai ocorrer, o que dificulta as investigações.

    O estudos atuais se baseiam em acontecimentos da vida real – como a descoberta de que os jogadores de futebol americano sofrem mais câimbras quando faz calor, o que alimenta a teoria da falta de sal.

    Só que atletas também têm câimbras no frio. E quando cientistas mediram a perda de sódio entre os participantes de uma ultramaratona na Cidade do Cabo, na África do Sul, a diferença entre aqueles que tiveram câimbras e aqueles que não tiveram era pequena demais para ter alguma importância clínica.

    Leia mais: Por que é bom sentir tédio

    Outra abordagem já testada foi induzir as câimbras em corajosos voluntários usando correntes elétricas. Se a falta de sal estivesse relacionada, seria necessária uma pequena corrente para induzir a contratura em alguém parcialmente desidratado, sem sal no organismo.

    Mas pesquisadores da North Dakota State University, nos Estados Unidos, liderados por Kevin Miller, descobriram que isso não fazia diferença – apesar de admitirem que o efeito da grande perda de fluido no limiar das câimbras ainda é desconhecido.

    Se você prestar atenção na solução para câimbras que vemos durante uma competição esportiva, terá uma grande pista de como resolver o problema sem que seja preciso uma alta dose de sal: a melhor forma de aliviar a dor lancinante é alongar o músculo atingido. Pegue os dedos dos pés e puxe-os em sua direção.

    Esse alongamento vai melhorar a dor, sem precisar elevar a sua ingestão de sódio.

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  • foto-imagem-thai-caracolClínicas e spas da Tailândia estão oferecendo uma novidade em tratamentos de beleza e bem-estar: o caracol facial. A técnica consiste em colocar caracóis no rosto do paciente para que as substâncias secretadas pelos bichos suavizem rugas e linhas de expressão.

    Especialistas têm opiniões variadas sobre a técnica. Enquanto as esteticistas que oferecem o tratamento defendem que o muco do caracol tem propriedades rejuvenescedoras, dermatologistas mostram-se mais céticos.

    O fluido liberado por eles quando estão sob estresse é conhecido por conter nutrientes e antioxidantes benéficos, mas o dermatologista Dissapong Panithaporn, de Bangkok, diz que ainda não há pesquisas científicas que comprovem se ele realmente funciona quando aplicado à pele.

    foto-imagem-thai-caracolSpas dizem que substância secretada por caracóis rejuvenesce pele

    foto-imagem-thai-caracolLocal cria caracóis para usá-los em tratamentos de beleza

    foto-imagem-thai-caracolDermatologistas dizem que não há comprovação científica de que caracol possa ter ação antirruga

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