• foto-imagem-telomerase

    À medida que nossas células se dividem – para renovar tecidos da pele, pulmões, fígado e outros órgãos – as extremidades dos cromossomos presentes nas células vão se encurtando cada vez mais. Quando essas extremidades, chamadas telômeros, tornam-se muito curtas, as células perdem a capacidade de se dividir, o que promove a degeneração dos tecidos. Isso é o que geralmente ocorre com o envelhecimento.

    Existe, porém, uma enzima chamada telomerase que é capaz de reconstruir os telômeros, prolongando a capacidade das células de se dividir. Uma pesquisa publicada este mês na revista “Genes and Development”, desenvolvida pelo Instituto Salk para Estudos Biológicos, na Califórnia, avançou na compreensão de como funciona essa enzima. O estudo descobriu que existe um tipo de “interruptor”, capaz de “desligar” e “ligar” essa enzima.

    Desta forma, em algumas situações, mesmo quando presente na célula, ela pode não impedir seu processo de envelhecimento.

    Entender de que forma esse interruptor é ligado e desligado pode ajudar a desenvolver mecanismos para evitar o envelhecimento celular. E também pode trazer informações importantes para pesquisas na área de câncer. Isso porque a presença de grandes quantidades de telomerase está relacionada ao crescimento celular desregulado que caracteriza o câncer.

    Levedura de pão

    O estudo foi feito em uma levedura unicelular chamada Saccharomyces cerevisiae, usada para fazer vinho e pão. Os cientistas observaram o processo de divisão celular nessa levedura, para desvendar os mecanismos de funcionamento da telomerase.

    O que descobriram foi que, enquanto a duplicação do genoma está em curso, a telomerase fica “desmontada” e inativa. Mas, assim que a duplicação termina, a enzima se “monta” de volta, tornando-se ativa e recompondo as extremidades dos cromossomos para garantir a divisão celular completa.

    “Estudos anteriores sugeriam que, uma vez presente, a telomerase está disponível sempre que for necessário”, diz a pesquisadora Vicki Lundblad, uma das autoras do estudo. “Ficamos surpresos ao descobrir que, em vez disso, a telomerase tem o que é em essência um botão de ‘desligar’, pelo qual ela se desmonta.”

    Caso a ciência aprenda a manipular esse interruptor que liga e desliga a enzima telomerase, pode ser possível tanto desenvolver tratamentos para as doenças do envelhecimento quanto desenvolver mecanismos de combate ao câncer

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  • O chinês identificado apenas pelo sobrenome Hu, de 46 anos, se recupera bem da cirurgia em que teve o crânio reconstruído com a ajuda de uma impressora 3D.

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    Hospital usou tela de titânio criada com impressora 3D para ajudar na reconstrução de crânio e dar aparência normal a Hu

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    Homem ficou ferido depois que ele caiu do terceiro andar de um prédio

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    O hospital usou uma tela de titânio criada com uma impressora 3D para ajudar na reconstrução da cabeça do paciente e dar uma aparência normal ao homem.

    No acidente, Hu perdeu parte de seu crânio e ficou com a cabeça desfigurada.

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    Hu, que ficou ferido depois que caiu do terceiro andar de um prédio, passou pela cirurgia em um hospital de Xi’an, na província de Shaanxi, na China.

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  • foto-imagem-saude-dieta-dor-de-cabeca

    Entupir-se de analgésicos não é a melhor saída para a dor de cabeça. A grande sacada é prevenir as crises com ajustes no cardápio. É que as cefaleias tensionais, inclusive a enxaqueca, dão as caras por causa do aumento do diâmetro dos vasos sanguíneos. Resultado: inflamação e dor. E a comida tem muito a ver com isso. Alimentos embutidos – como a salsicha – contêm nitratos e nitritos, substâncias por trás da dilatação. Daí, nos mais suscetíveis, isso é suficiente para desencadear a dor. Já alimentos ricos em substâncias anti-inflamatórias podem ajudar a evitar o incômodo. É o caso dos peixes, como a sardinha e o salmão.

    Ajustes no menu

    Antes de trocar o seu cardápio, faça uma observação cuidadosa. Anote tudo o que você come e repare nas reações no corpo, que se manifestam de forma individual. Descubra quais alimentos são gatilhos da sua dor de cabeça. Evite ficar muito tempo de barriga vazia. Durante o jejum, as taxas de açúcar no sangue caem, levando à falta de oxigenação e à dilatação dos vasos, o que, no final das contas, provoca esse tipo de dor.

    O que deve ser cortado da dieta

    Cafeína
    Altera a circulação sanguínea. Está presente no café, no refrigerante à base de cola, no guaraná e no chá mate.

    Nitritos e nitratos
    Dilatam os vasos. São encontrados nas linguiças, nas salsichas, nas carnes, nos molhos prontos e nos alimentos industrializados em geral.

    Tiranina
    Libera a prostaglandina, hormônio responsável pela sensação de dor. Chocolate, vinho tinto, queijos duros, amendoim, carne defumada e frutas cítricas, entre outros, contêm essa substância.

    Fenois, aldeídos e sulfetos
    Estreitam os vasos, reduzem os níveis de açúcar no sangue e liberam agentes tóxicos. Estão presentes no vinho tinto e bebidas espumantes e destiladas em geral.

    O que deve entrar na alimentação

    Gorduras do bem
    As do azeite de oliva, da sardinha, do salmão e da anchova agem no controle da dor.

    Triptofano
    Ajuda a liberar serotonina, que promove bem-estar. Invista em fontes como banana, erva-cidreira, maracujá, pão, arroz integral, feijão e granola.

    Anti-histamínicos
    Inibem a produção da histamina e da prostaglandina, responsáveis por inflamações e dores. Estão no orégano, no cravo, na canela e no gengibre.

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    Isso permite que o Voke seja prescrito a pacientes que desejam parar de fumar. Ele ainda não está disponível, mas pode vir a ser vendido nos próximos meses.

    Uma série de inaladores de nicotina, sprays, adesivos e chicletes já podem ser prescritos, mas este é o primeiro aparelho feito para imitar um cigarro que é licenciado pela Agência Reguladora de Produto Médicos e de Saúde (MHRA, na sigla em inglês).

    Segundo a organização Action on Smoking and Health (ASH), isso abre caminho para que cigarros eletrônicos também sejam licenciados nesta categoria de produtos de saúde.

    Por enquanto, nenhum cigarro eletrônico foi licenciado como medicamento, apesar de sua crescente popularidade.

    Ainda não se sabe o quão seguros eles são, apesar de haver um consenso entre especialistas de que geram menos danos do que fumar tabaco.

    Sem cinzas ou fumaça

    O novo inalador não produz cinzas ou fumaça e não envolve a combustão ou o aquecimento de alguma substância.

    Também não é eletrônico e, por isso, não requer uma bateria para funcionar. O usuário deve apenas inalar seu conteúdo.

    Deborah Arnott, diretora da ONG Ash, vê a decisão da MHRA de forma positiva.

    “Esta nova alternativa permitirá que fumantes escolham um produto que está dentro dos mais alto padrões regulatórios para medicamentos”, disse ela.

    No entanto, uma porta-voz da Associação Europeia de Saúde Pública alertou que estes produtos não podem ofuscar outras medidas de combate ao fumo.

    “Apoiamos a regulamentação como medicamento de todos os aparelhos de nicotina, mas a recente publicidade dada a eles pode desviar a atenção de formas mais efetivas de reduzir o número de fumantes, como a padronização de embalagens de cigarros e aumentos de preços.”

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    Estudos realizados anteriores já associavam o tempo gasto em frente à TV à obesidade, mas a equipe de pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, tentou estabelecer quais gêneros favoreceriam os quilos a mais.

    As descobertas, publicadas na revista científica Clique JAMA Internal Medicine, revelaram que as pessoas beliscam muito mais durante os filmes de ação.

    Os autores do estudo afirmam que as pessoas devem evitar ‘petiscar’ enquanto assistem à TV.

    Segundo especialistas, a TV é associada à obesidade por causa das propagandas de comida fast-food, do sedentarismo e da distração.

    Eles dizem que diante da TV as pessoas não percebem quanto estão comendo.

    ‘Boca nervosa’

    Para conduzir a pesquisa, os cientistas acompanharam 94 estudantes que receberam tigelas cheias de chocolate, biscoitos, cenouras e uvas enquanto assistiam à TV.

    Os cientistas compararam então quanta comida eles ingeriram durante o filme de ação A Ilha com um programa de entrevistas.

    O resultado mostrou que as pessoas comiam quase duas vezes e consumiam cerca de 65% a mais de calorias durante o filme.

    A diferença foi mais preponderante em homens do que em mulheres.

    “A TV pode levar telespectadores distraídos a comer sem pensar, passando do ponto em que uma pessoa normal pararia de comer”, diz um trecho da pesquisa.

    “Médicos deveriam conversar com seus pacientes sobre os perigos de comer em frente à TV”.

    “Eles [médicos] deveriam alertar em particular contra o efeito potencial de alguns conteúdos altamente dispersantes, como filmes de ação, pois tais gêneros estimulam excessos”.

    “Quando o conteúdo televisivo é altamente dispersante, o melhor a fazer é evitar petiscar”.

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  • foto-imagem-palitos-eletronicoA companhia, famosa na China por seu site de buscas, diz que uma das habilidades dos palitinhos é identificar a temperatura do óleo da comida e se ele está apto ao consumo.

    Alimentos em más condições sanitárias são uma grande preocupação na China, após vários escândalos de comida estragada. Em 2008, lotes de leite contaminados com a substância melamina causaram a morte de seis crianças e adoeceram 300 mil pessoas.

    E essa se preocupação se estende ao óleo de cozinha: no ano passado, mais de cem pessoas foram detidas no país por peneirarem óleo usado de restaurantes e vendê-lo como se fosse novo.

    Em um vídeo de promoção dos novos palitinhos, a Baidu mostra-os medindo a temperatura de diversas refeições, bem como nutrientes presentes nelas e sua validade.

    Eles também analisam a quantidade de sal, para ajudar os usuários a monitorar seu consumo diário de sódio. Os resultados das medições podem ser vistos nos smartphones ou computadores dos usuários.

    No entanto, não se sabe se os “palitinhos inteligentes” serão produzidos em escala comercial. A Baidu fez, por enquanto, apenas alguns protótipos, segundo seu porta-voz.

    Rivalizar com o Google

    Em sua conferência anual em Pequim, a Baidu também lançou um aparelho semelhante ao Google Glass, para rivalizar com os óculos tecnlógicos da empresa americana.

    O Baidu Eye tem uma câmera interna (mas sem tela) e transmite informações aos usuários via um dispositivo auditivo ou pela conexão com um smartphone.

    O aparelho tampouco está disponível ao público por enquanto.

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  • foto-imagem-rata

    A exposição à radiação de telefones celulares provocou danos hepáticos em ratas grávidas numa pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O próximo passo do estudo é avaliar de que forma a radiação pode interferir no desenvolvimento das crias desses animais expostos.

    O estudo, conduzido pela bióloga Tatianne Rosa dos Santos, avaliou dois grupos de ratas grávidas: enquanto 10 foram expostas à radiação de celulares, outras 10 ficaram protegidas de qualquer radiação. O experimento começou quando elas estavam no 15º dia de gestação e se estenderam até o 20º dia.

    No grupo exposto à radiação, cada rata passou a “receber ligações” de 25 segundos a cada 2 minutos em um aparelho celular instalado dentro de suas gaiolas blindadas. As ligações se repetiam por um período de 12 horas, sempre durante a noite, horário de maior atividade dos roedores.

    “Desenvolvemos um mecanismo que ligava para vários celulares ao mesmo tempo e acionava os celulares juntos. Então, era medida a radiação no local para ver se ela realmente estava sendo emitida”, diz Tatianne. No 20º dia, os animais foram eutanasiados e tiveram fígados e sangue avaliados.

    “A partir do soro, fizemos a dosagem de enzimas como AST, ALT, fosfatase alcalina e Gama-GT, que podem indicar dano hepático”, diz a pesquisadora. O que eles encontraram no grupo exposto à radiação foi um aumento de AST e de fosfatase alcalina, o que configura um indício de toxicidade para o fígado.

    Esses resultados foram apresentados em um painel na XXIX Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), que acontece esta semana em Caxambu, Minas Gerais.

    Tatianne cita que outros estudos concluídos em seu laboratório apontam para outros efeitos da radiação do telefone celular em ratos. Um deles demonstrou, por exemplo, que ratos expostos a esse tipo de radiação por 3 ou por 10 noites sofreram uma alteração no número e na qualidade dos espermatozoides produzidos. “A gente observou uma fragmentação do DNA dos espermatozoides. E foi temporal: quanto mais tempo expostos, maior era a fragmentação do DNA.”

    A pesquisadora explica que os resultados ainda são preliminares e que não se pode concluir que, em seres humanos, os efeitos da radiação dos celulares seriam semelhantes. “São dados que ainda estão no começo, então é difícil extrapolar diretamente para o humano. Mesmo assim, é importante tentar usar o celular com um pouco mais de cautela, já que utilizamos o tempo todo”, observa a bióloga.

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