• foto-imagem-crianças-obesasA obesidade entre crianças de dois a cinco anos nos Estados Unidos caiu 43% em oito anos, revela uma pesquisa publicada nesta terça-feira (25). No entanto, o problema ainda afeta 1/3 dos adultos e 17% das crianças com mais de cinco anos e adolescentes.

    A taxa de obesidade entre as diferentes faixas etárias do país se manteve estável na última década, mas no caso de crianças com entre dois e cinco anos registrou uma espetacular queda, passando de 14% no período 2003-2004 para cerca de 8% em 2011-2012, segundo pesquisa publicada pela Revista da Associação Médica Americana.

    Outros estudos do CDC (Centro para o Controle e Prevenção de Enfermidades) revelam uma redução da obesidade entre crianças de dois a quatro anos de famílias menos favorecidas que participam dos programas federais de nutrição, informou o diretor do CDC, Tom Frieden.

    Pesquisa relaciona obesidade infantil a tempo que as crianças permanecem na frente da TVs

    As razões precisas desta redução da obesidade ainda não estão claras, mas podem ser relacionadas a melhoria da nutrição e a programas de educação física nas creches.

    As estatísticas do CDC também revelam uma queda no consumo de bebidas com açúcar entre os jovens e um aumento no número de bebês alimentados com leite materno nos Estados Unidos.

    As notícias não são tão boas entre os adultos: em 2011-2012 nada menos que 68% sofriam de sobrepeso ou obesidade, um problema que cresceu entre as mulheres com mais de 60 anos, passando de 31,5% em 2003-2004 para 38% oito anos depois.

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  • foto-imagem-mulher-examinando-os-pes

    O diabete se expande pelo mundo num ritmo tão acelerado que em breve pode ganhar o funesto status de epidemia. No mundo todo, são 347 milhões de diabéticos, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Aqui no Brasil, 7,4% da população sofre com a doença, de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2012. São números elevados e preocupantes porque o diabete é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e a principal causa de cegueira e falência dos rins, por exemplo. Não menos importante é a relação entre o distúrbio e a amputação de membros, do qual ele é o maior responsável.

    A relação se explica porque todas as células do corpo são afetadas pelo alto índice glicêmico do diabético, incluindo as da pele. Essas alterações fazem com que haja maior propensão a sofrer lesões e à incidência de doenças como infecções por fungos e bactérias na pele. Se não forem observados e tratados corretamente, esses problemas podem evoluir e resultar em amputação.

    Por que a pele do diabético é diferente?

    Existem dois tipos de diabete. O tipo 1 é uma doença autoimune manifestada mais frequentemente entre crianças e adolescentes. Nela, a parte do pâncreas que produz insulina é atacada pelo próprio organismo e a pessoa precisa de doses diárias de insulina. O tipo 2, o mais comum na população, é uma doença crônica caracterizada pela resistência à ação da insulina e pela queda na sua produção. Os fatores de risco para o seu surgimento são obesidade, sedentarismo, herança genética, hipertensão, tabagismo, ovário policístico, e colesterol e triglicérides altos.

    Nos dois casos, a ausência ou insuficiência de insulina faz com que a glicose não entre nas células e o açúcar fica de fora, sobrando na circulação. “A insulina é muito importante para a pele porque ajuda, por exemplo, no crescimento dos queracinócitos, as células da pele”, explica a dermatologista Flávia Ravelli, de São Paulo. Para a pele, essa alta taxa glicêmica, portanto, acarreta diversas consequências, como explicam, a seguir, Flávia e a endocrinologista Denise Reis Franco, de São Paulo.

    Mais fina e menos elástica

    Com o crescimento dos queracinócitos prejudicado, a pele perde espessura e elasticidade.

    Cicatrização lenta

    A glicemia alta provoca uma reação inflamatória nos vasos sanguíneos. “Enquanto nos vasos grandes a possível consequência dessa inflamação é a doença cardiovascular, no caso dos vasos pequenos, que nutrem a pele, ela prejudica a irrigação”, explica Denise. Assim, a cicatrização de lesões na pele é mais lenta.

    Perda de sensibilidade

    Os nervos, embebidos em glicose e sem irrigação sanguínea adequada, ficam mais macios e não funcionam perfeitamente. O efeito é a perda de parte da sensibilidade da pele, além de coceiras generalizadas e da sensação de agulhamento (como se a pele estivesse sendo espetada).

    Infecções

    “No diabético, o sistema imunológico não funciona corretamente, o que aumenta a chance de infecções”, diz Flávia. Elas podem ser causadas tanto por bactérias quanto por fungos, como é o caso das micoses e frieiras.

    Acantose nigricans

    Quando o organismo não consegue gerar insulina, paradoxalmente começa a produzir uma substância chamada fator de crescimento de insulina. Ela provoca a acantose nigricans, doença de pele na qual as regiões de dobras, como pescoço e axilas, ficam escurecidas.

    Dermatites

    A função de barreira para evitar a perda de água pelo organismo não funciona corretamente no diabético. O resultado é uma pele desidratada, propensa ao surgimento de dermatites.

    Vitiligo

    “Quem sofre de diabete tipo 1 tem mais chances de desenvolver outra doença autoimune”, afirma Denise. É o caso do vitiligo, doença de pele na qual o próprio organismo ataca as células de pigmentação da pele e causa manchas brancas pelo corpo.

    Pé diabético

    A pele do diabético, portanto, está mais propensa a sofrer lesões e infecções de todo tipo. A combinação desse fator com outro, a sensibilidade cutânea deficiente, pode culminar num problema gravíssimo: o pé diabético. “Uma simples pedra no sapato pode machucar a pele e a pessoa não percebe porque tem pouca sensibilidade nas extremidades”, explica Flávia. “A lesão evolui para uma infecção e, como a pele não recebe irrigação suficiente para recuperar o tecido lesionado, a infecção vai avançando até atingir músculo, gordura e até os ossos”. Quando a situação chega a esse ponto, o pé precisa ser amputado para que a infecção não se espalhe pelo corpo.

    Como se prevenir

    Examine a pele

    A principal medida de prevenção é examinar a pele, sobretudo dos pés, pela manhã e à noite. Procure por micoses entre os dedos, pequenas lesões e feridas pelo corpo e, se encontrá-las, vá ao médico assim que possível.

    Hidrate-se

    Beba bastante água e use hidratante para a pele todos os dias para evitar a desidratação. “Um bom ritual diário é lavar os pés com água e sabão, secar bem e espalhar hidratante hipoalergênico, sem cheiro e dermatologicamente testado. Com esse procedimento, o diabético já vai acabar fazendo a inspeção da pele”, sugere Flávia.

    Cuide dos sapatos

    Use calçados confortáveis, de preferência os produzidos especialmente para diabéticos. Antes de calçar, cheque cada um em busca pedrinhas ou qualquer alteração na palmilha que possa machucar a sola dos pés.

    Procure um podólogo

    Se possível, contrate um serviço especializado para cortar as unhas. Um simples corte ou “bife” arrancado durante o processo pode acarretar em infecção.

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  • foto-imagem-pao

    Porém, o que pouca gente sabe é que alimentos que aparentemente são vendidos como “saudáveis”, na verdade, contêm altas doses da matéria-prima.

    Segundo uma pesquisa realizada por cientistas americanos e publicada em 2012, o consumo mundial do açúcar triplicou nos últimos 50 anos e está ligado a inúmeras doenças, como obesidade, diabetes e câncer.
    Uma nova campanha da ONG Action on Sugar elaborou uma lista em que figuram alguns alimentos que “escondem” grandes quantidades de açúcar.
    O objetivo, além de conscientizar o público, é pressionar os fabricantes a reduzir a quantidade do subproduto da cana.
    Conheça, a seguir, cinco desses alimentos.

    1 – Alimentos com 0% de gordura

    Alimentos com 0% de gordura não possuem, necessariamente, 0% de açúcar. Este é o caso dos iogurtes.
    Nesses alimentos, o açúcar normalmente é adicionado para dar sabor e cremosidade ao produto quando a gordura é removida.
    Um iogurte de 150 gramas com 0% de gordura pode ter, por exemplo, até 20 gramas de açúcar – o equivalente a cinco colheres de chá, alerta a Action on Sugar.
    Esse valor equivale à metade da quantidade diária de açúcar recomendada para mulheres, que é de 50 gramas. Nos homens, a taxa diária é um pouco superior, de 70 gramas.
    “O problema é que as pessoas que compram comida com 0% de gordura querem consumir um alimento com um gosto semelhante ao de 100% de gordura”, afirma a nutricionista Sarah Schenker.
    “Para adequar seus produtos ao paladar dos clientes, os fabricantes adicionam açúcar quando a gordura é retirada. Se as pessoas querem alimentos mais saudáveis, precisam aceitar que eles tenham uma aparência e um gosto um pouco diferente”, acrescenta Schenker.

    2 – Polpa de tomate

    Uma polpa de tomate feita a partir de tomates frescos possui inúmeros nutrientes, mas aquelas compradas em mercados, normalmente enlatadas, podem ser cheias de açúcar.
    O ingrediente é normalmente adicionado para que a polpa fique menos ácida. Um terço de uma lata de 150 gramas, por exemplo, pode ter até 13 gramas de açúcar, valor equivalente a três colheres de chá.

    3 – Maionese

    Produtos que contenham maionese são inimigos de quem quer combater o consumo excessivo de açúcar. Uma colher pode conter até quatro gramas do ingrediente.
    “Molhos, em geral, contêm grande quantidade de açúcar”, afirma Schenker.

    4 – Água

    Depende do tipo. Alguns tipos de “águas vitaminadas” têm adição de açúcar. Um copo de 500 ml de algumas marcas pode conter até 15 gramas de açúcar, o equivalente a cerca de quatro colheres de chá, diz a Action on Sugar.

    5 – Pão

    O pão é um dos alimentos que mais “escondem” açúcar, destaca a ONG. Uma fatia de pão processado pode ter, em média, até três gramas de açúcar.
    O açúcar presente no pão, aliás, é normalmente formado no processo natural de fermentação, mas também pode ser adicionado durante a fabricação do alimento.
    “Não é porque o alimento é salgado que ele tem baixo teor de açúcar”, lembra Schenker.

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  • foto-imagem-mulher-gravida

    Mais de um quarto dos abortos espontâneos ocorridos pela primeira vez poderia ser prevenido por uma combinação de mudanças no estilo de vida, sugere uma pesquisa realizada na Dinamarca.

    Os cientistas da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, constataram que mulheres a partir de 30 anos que consumiam álcool com frequência e trabalhavam à noite durante a gravidez tinham maiores chances de sofrer abortos espontâneos.

    O estudo, que analisou 91.247 mulheres, disse ainda que levantar mais de 20 kg por dia durante a gestação e estar abaixo ou acima do peso ideal também aumenta o risco de aborto espontâneo.

    O aborto espontâneo atinge milhares de mulheres ao redor do mundo. No Brasil, estima-se que uma a cada dez grávidas perca o bebê nos primeiros meses de gravidez.

    Prevenção
    Os pesquisadores concluíram que somente uma redução dos fatores de risco poderia prevenir os abortos espontâneos.

    O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Obstetrics and Gynaecology.

    “A principal mensagem de nossa pesquisa é que os abortos naturais podem ser prevenidos”, diz Anne-Marie Nybo Andersen, pesquisadora-sênior da Universidade de Copenhague.

    Segundo ela, a pesquisa mostra a relativa importância do estilo de vida na incidência de aborto natural, em detrimento de fatores específicos, como a ingestão de determinados medicamentos.

    Andersen afirma que, como as descobertas vieram da análise de uma população, elas podem ser aproveitadas por grupos diversos – desde casais a pessoas responsáveis por políticas de maternidade, regulações trabalhistas e apoio a gravidez precoce.

    “Todo mundo, jovens homens e mulheres, assim como aqueles que têm responsabilidades políticas, devem ter em mente que a gravidez acima dos 30 anos implica um risco elevado de aborto natural”, acrescenta.

    Recomendação médica
    O estudo analisou gravidezes ocorridas na Dinamarca entre 1996 e 2002. Os pesquisadores constataram que 3,5% das mulheres sofreram aborto espontâneo.

    Os pesquisadores analisaram possíveis conexões entre os abortos naturais e o estilo de vida das grávidas ao coletar dados por meio de entrevistas telefônicas feitas pelo computador.

    “Esse estudo é muito interessante em termos de abrangência da população”, afirmou Caroline Overton, porta-voz da Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, associação britânica que reúne profissionais da ginecologia e obstetrícia.

    Segundo ela, mulheres que queiram engravidar devem ter uma dieta balanceada, assegurar que não estão “muito magras” ou “com sobrepeso”, parar de fumar e pedirem a seus parceiros para fazerem o mesmo.

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  • foto-imagem-voz
    Os sons que soltamos pela boca revelam muito sobre o estado do organismo. A começar pela condição das próprias cordas (ou pregas) vocais. Entre os problemas mais recorrentes estão nódulos, cistos, hemorragias e laringite. “Gritar com frequência pode fazer com que essas lesões apareçam”, informa a fonoaudióloga Ana Elisa Ferreira, da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. “Assim como outros músculos, as pregas vocais precisam de condicionamento, em especial quando seu uso é intenso. Caso contrário, o risco de lesão é grande”, arremata.

    E atenção: embora professores, cantores e radialistas estejam mais predispostos a esses males, pesquisas apontam que a probabilidade de qualquer pessoa desafinar feio ao longo da vida é de 30%. “Se a voz ficar aguda, engrossar ou houver dificuldade para conversar, deve-se buscar ajuda”, orienta Mara Behlau, fonoaudióloga e diretora do Centro de Estudos da Voz, na capital paulista. Além de consultar um expert, é fundamental manter os chamados hábitos de higiene vocal, que incluem beber muita água, não pigarrear, dialogar em um volume adequado, fugir do tabagismo e do consumo excessivo de álcool…

    Sinal de Parkinson

    No entanto, apesar de mudanças no jeito de falar geralmente estarem ligadas a encrencas menos graves, há casos em que doenças sérias dão pistas de sua progressão por meio da voz. Uma delas é o Parkinson, caracterizado por, entre outros sintomas, tremores involuntários. Aliás, a dificuldade para se comunicar costuma ser um dos primeiros sinais desse mal neurodegenerativo. “O transtorno enrijece os músculos, inclusive os da laringe. Daí a voz fica baixa, fraca e pouco melódica”, explica Mara.

    A rouquidão é outro fator que não pode passar em branco – ainda mais se dá as caras sem um motivo aparente. Afinal, é por meio dela que o câncer de laringe tende a se manifestar. “A alteração preocupa principalmente se permanecer por mais do que duas semanas”, alerta o otorrinolaringologista Alexandre Enoki, do Hospital Paulista, em São Paulo. Cuide de suas cordas vocais e, acima disso, escute o que elas têm a dizer. Seus conselhos podem livrá-lo de uma porção de problemas.

    Estratégias para falar em público

    Postura: seja em pé, seja sentado, mantenha a coluna ereta e o tronco voltado para as pessoas com as quais você está interagindo. Isso ajuda na respiração e na projeção do som.

    Comida: evite alimentos pesados e gordurosos. A maçã é uma boa pedida, já que é rica em pectina, uma enzima de função adstringente, capaz de amplificar a ressonância do som na boca.

    Bebidas: café e álcool ressecam a mucosa que recobre as cordas vocais, dificultando a fala. Já o leite aumenta demais a quantidade de muco na região. Para se hidratar durante um discurso, prefira sucos, chás ou água mesmo.

    Sono: as pregas vocais, como outros músculos, necessitam de uma boa noite de descanso. Pode apostar: sua voz vai denunciar se você dormiu bem ou não.

    Estresse: dentro do possível, tente relaxar. É que a tensão trava a musculatura da laringe. E, enrijecida, ela não se movimenta direito, emitindo aquele tom típico de nervosismo em apresentações ou reuniões.

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  • foto-imagem-mulher-fazendo-teste-de-diabetes

    Apenas 18% das 5 318 participantes da pesquisa Sinta Seu Coração aponta o diabete com um dos principais fatores de risco para os problemas cardiovasculares. “O mais preocupante é que esse resultado está relacionado a uma parcela de mulheres de alto nível sociocultural, já que o estudo foi realizado, em grande parte, com as classes sociais A e B”, observa o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que completa: “Imagine o nível de desconhecimento do restante da população.”.

    Couri conta que as diabéticas têm mais que o dobro de chance de sofrer um infarto se comparadas aos homens diabéticos e que, embora diversos estudos confirmem essa tendência, ainda não há elucidação sobre o porquê da maior predisposição feminina. O fato é que a doença marcada pelo excesso de açúcar no sangue pode fazer estragos nas artérias. Um dos maiores prejudicados é o endotélio, aquela parede celular que recobre o vaso. ?Ele fica mais suscetível ao acúmulo de gordura?, diz. Esse mecanismo serve de estopim para a formação da placa e, portanto, da aterosclerose. “Também existem evidências de que o diabete esteja por trás do aumento da pressão arterial”, revela o médico.

    Prevenção

    Para prevenir essas encrencas, o melhor é manter um estilo de vida saudável desde a infância, seguindo a boa e velha estratégia de praticar atividade física e dar maior espaço para frutas, hortaliças e grãos integrais na dieta. E para quem pensa que os doces devem ser banidos, Couri avisa: “não é preciso cortar nenhum alimento do cardápio, basta evitar o exagero”. Até porque o chocolate é mesmo um grande aliado em momentos de TPM, não é mesmo? Nesses períodos, os nutricionistas sugerem um tablete de 30 gramas do tipo amargo, uma delícia que concentra substâncias de ação antioxidante.

    Por fim, a dica é fazer check-ups e pedir ao seu médico que inclua a medição das taxas de glicose entre os exames já a partir dos 20 anos de idade. “Para aquelas que têm histórico de diabete na família, o ideal é dosar a partir dos 10?, recomenda.

    Veja alguns dados da pesquisa:

    Para você, quais seriam os principais fatores de risco para os problemas cardíacos? (As entrevistadas podiam escolher cinco fatores)
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    De quanto em quanto tempo você mede a glicemia?
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    Você é diabética?
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  • foto-imagem-sangramento-na-relacao-sexual

    Embora não sejam episódios tão comuns, os sangramentos que ocorrem durante a relação sexual não podem ser considerados raros e, muito menos, devem ser ignorados pela mulher. Pois, em alguns casos, podem, sim, ser sinal de algo mais grave. Dessa forma, suas causas devem ser sempre investigadas.

    De acordo com a ginecologista e obstetra Barbara Murayama, alguns estudos estimam que cerca de 0,7 a 9 % de mulheres tenham, ao menos, um episódio de sangramento, durante ou após a relação sexual, ao ano.

    As principais causas do sangramento na relação sexual

    Antes de falar de qualquer motivo importante, que represente risco para a saúde da mulher, a médica Anna Aguiar destaca que “na relação sexual próximo à data da menstruação é quase certeza que haverá sangramento. Chegam a mim muitas mulheres dizendo que sangraram um dia antes de menstruar, por exemplo. Desta forma, o primeiro motivo a pensar é que foi sangue menstrual”, diz.

    Porém, conforme ressalta a média, existem outros motivos mais importantes que merecem investigação. “DST (as doenças sexualmente transmissíveis) é um deles. Algumas bactérias podem ser adquiridas durante a relação sexual, como Clamídia, Tricomonas e outras. Estas provocam inflamação no colo do útero, tornando-o friável, provocando sangramento e dor na relação sexual. Por isso, se orienta preservativo sempre, independentemente do uso do anticoncepcional”, explica Anna Aguiar.

    A ginecologista Barbara destaca como as causas mais frequentes: “cervicites, que são infecções do colo uterino por diversos motivos e que podem ser acompanhadas de corrimentos; além de pólipos endocervicais, e secura vaginal característica da queda das taxas hormonais da menopausa, por exemplo”, diz.

    Mas, ainda de acordo com ginecologista Barbara, a causa que mais preocupa é o câncer de colo uterino. “Isso porque se sabe que em torno de 11% das pacientes com esse câncer apresentam sangramento nas relações”, explica.

    De acordo com Anna Aguiar, um destaque deve ser dado à endometriose, doença que atinge de 5 a 15% das mulheres. “Resultado de tecido originado de dentro do útero, o endométrio, a endometriose pode promover sangramento durante a relação por conta da implantação deste tecido em regiões como o colo do útero e canal vaginal. Durante o sexo, ao haver o toque nestas regiões, o sangramento acontece”, explica.

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    A menopausa e o sangramento durante a relação sexual

    Anna Aguiar ressalta que na menopausa há um motivo adicional de sangramento, a atrofia vaginal. “Neste período, a falência ovariana reduz a produção de estrogênio, hormônio responsável pela lubrificação vaginal. Desta forma, o ressecamento e redução da elasticidade vaginal podem resultar em sangramento durante a relação sexual”, diz. “Um hormônio local pode resolver este problema em muitos casos”, acrescenta a médica.

    Sangramento e dor

    Em alguns casos, o sangramento durante a relação sexual pode vir acompanhado de dor. Para Barbara Murayama, os dois fatos juntos podem ser sinal de alguma infecção ou alterações da menopausa. “Pode ser desde uma simples vulvovaginites até o próprio câncer de colo. Por isso é tão importante a visita à ginecologista com regularidade e a qualquer sintoma”, destaca a ginecologista e obstetra.

    Ajuda médica

    Como já ressaltou a ginecologista Barbara, a mulher deve procurar ajuda médica assim que observar um sangramento (aliado ou não a dores) durante a relação sexual. “Há diversas causas, das mais simples às mais preocupantes. Mas só a avaliação médica completa, com exame ginecológico completo e, em alguns casos, exames complementares, é que saberemos o diagnóstico”, diz.

    “A qualquer episódio de sangramento a mulher deve procurar seu ginecologista para investigar melhor o motivo e fazer o tratamento necessário. Ela não deve esperar ocorrer várias vezes para procurar seu médico”, reforça Anna Aguiar.

    Prevenção

    De acordo com a ginecologista Barbara Murayama, o uso de preservativos com certeza colabora, e muito, para evitar que a mulher adquira doenças sexualmente transmissíveis. E, consequentemente, previne episódios de dores e sangramento que poderiam ocorrer durante a relação sexual.

    “O preservativo evita, inclusive, o câncer de colo do útero que é causado pelo HPV – vírus transmitido sexualmente”, acrescenta Barbara.

    “Além disso, é fundamental ir à ginecologista rotineiramente para realização de avaliação preventiva, que inclui o exame de Papanicolau, que busca prevenir o câncer de colo uterino”, finaliza Barbara Murayama.

    Lembre-se de se cuidar, inclusive na hora do prazer! Não espere algum desses sinais (sangramentos ou dores) para evitar o pior: use sempre camisinha, independentemente do uso de anticoncepcionais. E os lubrificantes também podem ser boas opções para os casos de secura vaginal.

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  • foto-imagem-polemica-cancer

    A campanha da “inveja”, da ONG Pancreatic Cancer Action, mostra pacientes afirmando que prefeririam ter câncer na mama, na coluna cervical ou no testículo.

    A entidade afirmou que seu objetivo era mostrar que outros tipos de câncer apresentam maiores índices de sobrevivência.

    Mas organizações que lidam com pacientes de câncer de mama criticaram a ONG por “colocar um câncer contra o outro”.

    ‘Todos os cânceres são horríveis’

    Cerca de 8.000 pessoas são diagnosticadas com câncer no pâncreas a cada ano, mas para muitos o diagnóstico chega tarde demais – e a única forma de tratamento, a cirurgia, já não pode ser realizada.

    Apenas 3% dos pacientes conseguem atingir uma sobrevida de cinco anos – muito inferior à dos tumores de mama (85%), testículo (97%) e cervical (67%).

    A média de expectativa de vida para pacientes de câncer no pâncreas é de quatro a seis meses.

    Ali Stunt, a fundadora da Ação do Câncer Pancreático – que sobreviveu à doença – afirmou: “Lamentamos se essa campanha entristeceu alguém e nossos corações estão com qualquer um afetado pelo câncer”.

    “Todos os tipos de câncer são horríveis e são algo que não desejo para ninguém”.

    Mas ela disse: “Nosso anúncio não está dizendo que alguém deseja ter câncer, mas que prefeririam trocar o câncer no pâncreas por outro tipo de câncer que oferecesse melhores chances de sobrevivência”.

    “Nós selecionamos de propósito tipos de câncer da campanha que têm taxas significativamente maiores de sobrevivência que o câncer no pâncreas”.

    Desafio

    “Taxas de sobrevivência são particularmente pequenas para o câncer pancreático, em parte porque seus sinais e sintomas são muito difíceis de encontrar”, disse Jane Maher, o chefe médico da entidade Macmillan Cancer Support, que bancou a campanha.

    “Temos que assegurar que mais pessoas sejam diagnosticadas em estágios precoces da doença para que tenham mais chances de recuperação”.

    Mas Chris Askew, executive chefe da organização Breakthrough Breast Cancer afirmou: “Nós condenamos qualquer mensagem sugerindo que um tipo de câncer é preferível a outro”.
    “Acreditamos que a campanha recente da Pancreatic Cancer Action faz exatamente isso”.

    “Eu ainda não encotrei homem ou mulher portador de câncer de mama que se considere com sorte por ter recebido o diagnóstico”.

    E Samia al Qadhi, chefe da Breast Cancer Care afirmou: “Não é útil comparar um câncer com o outro”

    “Muitos de nós conhecemos alguém afetado por essa terrível doença e sabemos sobre o impacto que ela pode ter nos pacientes e seus parentes”

    “A menos que você tenha passado por isso, é impossível entender completamente o grande desafio enfrentado pelas mulheres que acordam todos os dias par aa realidade brutal do câncer de mama.”

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  • foto-imagem-saude-pesquisa-sinta-seu-coracao-depressao

    Embora a tristeza profunda seja considerada por cientistas como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, apenas 4%das 5 318 participantes da pesquisaSinta Seu Coração associa a depressão com o infarto

    O trabalho, realizado pelas revistas SAÚDE e CLAUDIA em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e apoio da Nestlé, reúne informações coletadas nos meses de junho e julho de 2013 por meio de um vasto questionário. Os dados levantados dão pistas de que a ala feminina anda insatisfeita com aspectos que resvalam na vida amorosa, profissional e sexual. ?Esse retrato denuncia um desgaste vindo da jornada, que engloba trabalho, filhos e casamento?, comenta o cardiologista Otavio Gebara, do Hospital Santa Paula, na capital paulista.

    O levantamento revela que 21% sentem ansiedade, 14% estão estressadas, 12% sentem fadiga e 6% vivem tristes. E o pior é que as mulheres ainda não perceberam a importância de zelar por suas emoções em prol da saúde do coração. Essa negligência é um perigo, afinal esses distúrbios psicológicos favorecem danos aos vasos. Estudos mostram que a depressão está por trás do aumento de substâncias inflamatórias na circulação. Tal mecanismo machuca o endotélio ? a parede interna do vaso ? e favorece a deposição de gordura, o que serve de gatilho para a formação da placa, isto é, da aterosclerose.

    Não bastasse a tendência à inflamação, quadros depressivos interferem com o sistema responsável pelo relaxamento e contração dos vasos e assim a hipertensão pode dar as caras.

    Para piorar, as pacientes deprimidas não têm disposição para a prática de atividade física e não cuidam direito do próprio cardápio, o que é um prato cheio para desencadear problemas cardiovasculares

    Diante de um quadro assustador como este, as sociedades médicas começaram a incluir em suas diretrizes propostas para rastrear a depressão nos consultórios, independente da especialidade.

    De onde vem a tristeza sem fim?

    A doença tem forte componente genético, mas existem alguns estopins capazes de facilitar seu surgimento, caso do luto, da ruína financeira ou da separação conjugal. Os hormônios também têm sua parcela de culpa e graças a eles, as mulheres têm o dobro do risco se comparadas aos homens.

    Uma das maneiras de prevenir a angústia é procurar gerenciar o estresse e compartilhar as dificuldades do dia a dia. Sim, a turma do sexo feminino precisa aprender isso urgentemente. A pesquisa Sinta seu Coração mostra que 18% raramente dividem seus problemas com outras pessoas. Estimular a prática de atividade física é mais uma excelente estratégia fundamental na prevenção do problema.

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