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    A lipoproteína de alta densidade (HDL na sigla em inglês), ou colesterol bom, normalmente ajuda a manter as artérias limpas e faz bem para a saúde do coração.

    Mas um time de médicos do centro médico acadêmico Cleveland Clinic, no estado de Ohio, mostrou que o HDL pode se tornar anormal e entupir as artérias.

    Eles dizem que as pessoas devem continuar a comer de forma saudável, mas que a história do “bom” colesterol é mais complexa do que se pensava.

    A lipoproteína de baixa densidade (LDL na sigla em inglês) é “ruim” porque é depositada nas paredes das artérias e causa a formação de placas duras que podem causar entupimentos, resultando em acidentes cárdeo vasculares (AVC) e infartos.

    No caso do HDL, ele é um colesterol “bom” porque é enviado para o fígado.

    A evidência hoje é de que ter uma proporção maior do bom colesterol em relação ao ruim faz bem à saúde.

    No entanto, os pesquisadores da Cleveland Clinic dizem que testes clínicos com o objetivo de aumentar os níveis de HDL “não tiveram sucesso” e que o papel do bom colesterol é claramente mais complicado.

    ‘A exata mudança química’

    No estudo, divulgado na publicação científica Nature Medicine, eles mostraram como a lipoproteína de alta densidade pode se tornar anormal.

    Um dos pesquisadores, Stanley Hazen, disse que o HDL estava sendo modificado nas paredes das artérias.

    “Nas paredes das artérias o HDL está agindo de forma bastante diferente de como age na circulação. Pode se tornar disfuncional e contribuir para o desenvolvimento de doenças do coração.”

    “Estes dados não mudam a ideia de que devemos comer de forma saudável”, explicou Hazen.

    Ele disse que as descobertas serão usadas para desenvolver novos testes para o HDL anormal, e pesquisar medicamentos que ajudem a bloquear sua formação.

    Shannon Amoils, um pesquisador da organização de caridade britânica voltada para problemas cardíacos, a British Heart Foundation, disse que “embora tradicionalmente pensemos no HDL como colesterol ‘bom’, a realidade é muito mais complexa.”

    “Nós hoje sabemos que diante de certas condições, o HDL pode se tornar disfuncional e pode ajudar a entupir artérias.”

    “Esta interessante pesquisa mostra a exata mudança química que torna o “bom” colesterol em “ruim”.

    “Esse conhecimento pode permitir que cientistas monitorem a doença arterial coronária mais de perto ou até mesmo ataquem o colesterol “ruim” com medicamentos.”

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    De acordo com um estudo feito por cientistas holandeses, o sistema automático de calefação domiciliar, comum na Europa, pode estimular o ganho de peso, já que, nessas condições, o corpo não precisaria queimar calorias extras para manter-se aquecido.

    Segundo pesquisadores do centro médico da Universidade de Maastricht, na Holanda, 19º Celsius é uma temperatura ideal e suficiente para proporcionar o equilíbrio certo ao organismo.

    Alguns estudiosos argumentam que diminuir o termostato do sistema de aquecimento pode fazer com que as pessoas comecem a comer mais.

    Tal ideia de perda de peso está relacionada com o balanço de energia: pessoas ganharão mais peso se ingerirem mais calorias do que conseguem queimar no dia a dia.

    Excesso de peso no Brasil é “problema de saúde pública”, diz governo

    O estudo mostra que 90% das pessoas passam a maior parte do tempo em lugares fechados e, por isso, mantém os ambientes aquecidos para maior conforto. Isso faz com que o corpo não precise trabalhar para controlar sua temperatura.

    Wouter van Marken Lichtenbelt, responsável pela pesquisa, explicou que, no frio ameno, a capacidade de queimar calorias aumenta em 6%. A longo prazo, pode fazer a diferença. Sem dúvida, isso pode ser uma grande ajuda, combinado com mudanças na alimentação e prática de exercícios.

    Dois em cada três adultos no Reino Unido são classificados como ‘acima do peso’ ou obesos. No Brasil, mais de 50% da população já tem sobrepeso. A obesidade é um problema crescente em todo o mundo.

    51% dos brasileiros está acima do peso, diz pesquisa

    Michael Daly, que pesquisa o assunto na Universidade de Stirling, na Escócia, disse que se você não compensasse (a redução de temperatura) perderia peso.

    — Mas não é o que acontece. Você vai querer comer uma barra de chocolate. É assim que funciona. Além disso, estudos mostram que, em baixas temperaturas e em lugares fechados, estamos mais propensos a sofrer derrames.

    ‘Gordinho saudável’ é um mito, diz pesquisa

    Ele é responsável por uma pesquisa feita em 100 mil lares na Inglaterra. O estudo ressalta que pessoas que moram em casas aquecidas acima de 23 graus Celsius tendem a ser um pouco mais magras do que as demais. Nessa situação, o corpo precisa perder calor e a sudorese aumenta a energia.

    Segundo ele, altas temperaturas reduzem o apetite e a quantidade de comida ingerida.

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    O Instituto Nacional Britânico para Excelência Clínica e de Saúde (NICE, na sigla em inglês) divulgou uma orientação recomendando o uso de estimulação magnética transcraniana para pacientes de enxaqueca. A tratamento é não invasivo; o aparelho portátil é colocado sobre o couro cabeludo e gera campos magnéticos indolores.

    A organização voltada para saúde pública diz que o procedimento ainda é relativamente novo e reconhece ser necessário levantar mais dados a respeito de sua eficácia e segurança no longo prazo.

    Em um teste feito com 164 pacientes, a estimulação funcionou duas vezes mais do que uma terapia com placebo e cerca de 40% dos voluntários já não sentia dores depois de usar o dispositivo.

    Mas, segundo o NICE, a terapia, em que uma bobina gera campos magnéticos que ativam ou inibem neurônios, pode ser útil para pacientes que já tentaram outros tratamentos e não conseguiram alívio.

    Segundo estatísticas, a enxaqueca é uma doença comum na Grã-Bretanha, afetando uma em cada quatro mulheres e um em cada 12 homens. No Brasil, estudos de 2009 apontam a incidência de enxaqueca em cerca de 15% da população.

    Existem muitos tipos de enxaqueca, com ou sem aura e com ou sem dor. Também existem várias opções de tratamentos, incluindo a administração de analgésicos comuns como o paracetamol.

    Peter Goadbsby, presidente da Associação Britânica para o Estudo da Dor de Cabeça, disse que muitos pacientes que sofrem do problema podem se beneficiar da estimulação magnética transcraniana.

    A chefe da organização de caridade Fundação Enxaqueca da Grã-Bretanha, Wendy Thomas, também aprova a nova orientação do NICE.

    “Muitos têm suas vidas afetadas pela enxaqueca. Aprovamos as orientações do NICE que possam ajudar a melhorar o futuro de muitas pessoas para as quais os outros tratamentos não funcionaram”, afirmou.

    O NICE recomenda ainda terapias como acupuntura.

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    Algumas pessoas pulam da cama cedo sem grandes dificuldades; outras precisam de mais de um alarme para garantir que não vão se atrasar ao trabalho.

    Uns ficam acordados durante a madrugada, mas há quem não abra mão de dormir cedo.

    Somos divididos entre cotovias e corujas – e isso é definido pela genética, explica o neurogeneticista Louis Ptacek, da Universidade da Califórnia.

    “Independentemente de querermos ou não, nossos pais é que ditam a hora de dormir – com base nos genes que nos transmitiram”, diz ele.

    Produtividade

    Os cientistas descobriram a importância de se entender o “cronotipo” de cada pessoa, ou seja, a hora do dia em que ela é mais produtiva – algo que pode ajudá-la a viver melhor no mundo moderno.

    Rick Neubig, professor de farmácia em Michigan (EUA), é uma pessoa diurna.

    “Pessoas com quem troco e-mails na Europa sempre reparam que eu mando as mensagens bem cedo”, diz ele. “Outra coisa de que gosto muito, e que combina com manhãs, é observar pássaros. É muito mais fácil para mim do que para outras pessoas acordar de madrugada para vê-los.”

    E essa facilidade é hereditária. Neubig conta que sua mãe costumava acordá-lo às 4h da manhã para as férias familiares. E, hoje, sua filha costuma se exercitar logo cedo.

    Traços genéticos

    Ptacek está estudando famílias de hábitos matutinos que tenham a síndrome Familiar de Fase Avançada de Sono.

    “É um traço genético forte”, diz o médico, que identificou um gene mutante que faz uma proteína diferente – e que afetou o ritmo do relógio biológico em animais estudados em laboratório.

    O especialista também acompanha famílias de “corujas”, que têm a síndrome de fase “atrasada”. Ele acha que isso se deve a uma diferente mutação no mesmo gene.

    Nosso relógio interno é formado por milhares de células nervosas no núcleo supraquiasmático – uma estrutura localizada no hipotálamo (que controla diversas funções corporais, da liberação de hormônios à regulação da temperatura corporal), na base do cérebro.

    Esse relógio é reiniciado diariamente pela luz.

    Seria lógico concluir que os relógios biológicos de todas as pessoas seguiriam ritmos parecidos, mas isso não acontece.

    “Se o seu relógio for rápido, você será propenso a gostar de fazer as coisas logo cedo, e vice-versa”, diz Derk-Jan Dijk, professor do Centro de Pesquisas do Sono da Universidade de Surrey (Grã-Bretanha).

    Adaptação social

    E nossos relógios também mudam ao longo da vida. Quem tem filhos pequenos sabe que eles costumam acordar cedo, assim como idosos.

    Mas, qualquer que seja nossa velocidade biológica, somos forçados a adaptá-la à sociedade e ao “horário comercial”, das 9h às 17h.

    Isso costuma ser particularmente difícil para adolescentes, que em geral não gostam de acordar cedo.

    O professor Till Roenneberg, da Universidade Ludwig-Maximilians, analisou os padrões de sono dessa faixa etária.

    “Podemos demonstrar que a famosa demora dos adolescentes (em acordar) é algo real”, diz ele. “Eles adquirem esse hábito ao longo da infância e puberdade e chegam a isso aos 19 anos e meio, para mulheres, e 21 anos, para homens.”

    Com um banco de dados do sono de mais de 200 mil participantes, o grupo de Roenneberg espera fazer “um mapa do sono do mundo”.

    Jet lag social

    Por conta de dados como esses, Mary Carskadon, professora de psiquiatria na Universidade Brown, nos EUA, faz campanha para que as escolas comecem as aulas mais tarde.

    “Nem sempre as notas melhoram (por conta disso), mas um dos aspectos mais sérios da privação de sono é a questão da depressão, da tristeza e da falta de motivação dos jovens”, argumenta. “O humor melhora quando as aulas começam mais tarde.”

    Mas não são muitas as escolas que costumam aderir a essa iniciativa, já que a maioria das pessoas tem de se acostumar ao horário comercial – mesmo que isso seja cansativo.

    Roenneberg tem um jeito curioso de descrever e medir a privação de sono a que muitos estão submetidos por seus horários de estudo ou de trabalho: é o “jet lag” social.

    “Em média, as pessoas acumulam uma ou duas horas de “jet lag” social, ainda que alguns – sobretudo jovens – acordem 5 horas mais cedo (para ir à escola do que acordariam num dia livre)”, explica.

    Acumular o “jet lag” social é o equivalente a fazer um voo longo toda semana. Mas há formas de driblá-lo, diz o especialista.

    “Deveríamos mudar horários de trabalho e torná-los mais individualizados, para que se adequem a nossos cronotipos. Se isso não for possível, devemos ser mais estratégicos quanto à exposição à luz – por exemplo, indo ao trabalho não em um veículo coberto, mas de bicicleta.”

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    Especialistas explicam que transtorno pode ser tratado com remédios e terapia

    Nas telas do cinema, o filme Ninfomaníaca, do diretor Lars Von Trier, que estreou na semana passada, mostra a história de Joe, uma mulher compulsiva por sexo que age de maneira insensível para ter satisfação sexual. Especialistas ouvidos pelo R7 explicam este vício está ligado à depressão e pode prejudicar a saúde física, causando doenças, além da perda do convívio social.

    De acordo com a psiquiatra, professora da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) e coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade) da USP, Carmita Abdo, o diagnóstico de compulsão sexual se dá quando o sexo passa a ser prioridade na vida da pessoa e acaba prejudicando outras atividades do cotidiano, como trabalho, horas de sono, alimentação.

    — As pessoas compulsivas por sexo emagrecem, têm relações desprotegidas sem medo de contrair doenças sexualmente transmissíveis e chegam ao ponto de pagar profissionais para satisfazerem suas necessidades.

    Bebê sem sexo não consegue ser registrado

    Além dos prejuízos físicos, como doenças e a fadiga, o psicoterapeuta Ângelo Monesi, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, explica que a pessoa poderá sofrer também consequências sociais.

    — Pessoas próximas a ela, como marido, namorado, por exemplo, podem se distanciar. Há também o afastamento da família e a desconstrução da própria vida social. Tem gente que só se aproxima daquela pessoa para conseguir aquele fim.

    Carmita ainda explica que a causa da doença é desconhecida, mas a hipótese mais provável é que seja um “distúrbio de neurotransmissores que provoca a vontade exacerbada por sexo”.

    Falta de desejo afeta 48% das mulheres com disfunções sexuais

    Já do ponto de vista de Monesi, toda compulsão, seja ela sexual ou não, tem como base a depressão.

    — Normalmente a compulsão sexual se desenvolve quando a pessoa tem algum tipo de histórico de repressão ou frustação nesta área. O obsessivo não tem domínio sobre a própria vontade. A pessoa não pensa direito.

    Idade e sexo

    Apesar de os termos para descrever o apetite sexual excessivo serem diferentes para mulheres (ninfomania) e homens (satiríase), a psiquiatra explica que não há distinção entre os sexos na hora de definir o transtorno.

    — A compulsão sexual é mais frequente em homens, mas vem crescendo entre o grupo feminino. Uma das explicações pode ser a mudança no comportamento sexual e também o fato de as mulheres ocultaram menos seus desejos.

    Os primeiros sinais do problema podem aparecer ainda na infância e adolescência, mas costuma atingir o auge na vida adulta.

    — As crianças podem mostrar interesse por masturbação e objetos eróticos e passam a ser adolescentes com uma atividade sexual acima da média. Nas pessoas mais velhas isso não é comum, mas caso a pessoa apresente algum sinal de compulsão sexual é importante investigar, pois pode estar relacionada com outras causas, entre elas, demência.

    Tratamento

    O tratamento não significa abstinência sexual, mas reeducação que deve ser trabalhada em conjunto com o psicoterapeuta. Carmita explica que os medicamentos entram em cena para controlar a libido. Sem o acompanhamento profissional a pessoa não consegue reduzir a frequência das relações.

    — É algo incontrolável que também acontece com outros tipos de compulsão, como não parar de lavar as mãos.

    Pornografia infantil

    De acordo com Monesi, hoje em dia, há “uma onda por compulsão por pornografia”, principalmente na internet. Segundo ele, isso vem acontecendo por causa da baixa capacidade de a pessoa lidar com suas frustações.

    — Há homens viciados em sexo na internet, mas não funcionam na cama com as mulheres. Isso acontece, pois na internet, ele faz no ângulo que ele quer, com a mulher que ele quer, ou seja, vive a experiência sem precisar fantasiar.

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    Crossfit – Técnica

    Na segunda parte da sessão, o professor introduz uma série de movimentos que, nos dias seguintes, poderá ser incluída no WOD (veja a seguir). O foco, nesse momento, está na precisão dos gestos. “Se a técnica não é ensinada corretamente, há um grande risco de lesões”, alerta o educador físico Murilo Drago, do Esporte Clube Pinheiros.

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    Atividades ao ar livre

    “Existem evidências de que o exercício outdoor gera mais prazer”, comenta Tony Meireles, da UFPE. Quando os esportes são realizados em parques, calçadões, pistas ou até na água ? no caso de canoagem e passeios de caiaque ?, eles se transformam em algo pra lá de lúdico. Sem contar que, ao fugir das quatro paredes, fica fácil juntar amigos e familiares na hora de suar a camisa.

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    Crossfit – aquecimento

    A aula começa com exercícios menos vigorosos ? mas que, atenção, não são leves ?, como três séries de flexões de braço ou 30 agachamentos utilizando o próprio peso. “A meta é elevar a temperatura do corpo, preparando músculos e articulações para as etapas que virão”, descreve o educador físico André Turatti, da Companhia Athletica, na capital paulista.

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    Um novo jeito de trabalhar o corpo vem chacoalhando a ciência do esporte. Seu nome é treino intervalado de alta intensidade ? e a prova de que ele deve ganhar espaço em 2014 vem de uma enquete promovida pelo Colégio Americano de Medicina do Esporte, realizada com mais de 3.800 profissionais da área. O objetivo dos especialistas era justamente apontar quais modalidades lotarão academias, parques, quadras e pistas no ano que vem. Para surpresa da própria entidade, o primeiro lugar ficou com essa prática já em franca ascensão.

    Esse tipo de treino aposta em atividades vigorosíssimas e que se valem de movimentos que fortalecem o corpo inteiro de uma só vez. A malhação convencional, ao contrário, costuma adotar um ritmo moderado e trabalhar grupos musculares isoladamente. “O princípio básico da nova modalidade é oscilar entre estímulos muito intensos e breves períodos de descanso”, define o professor de educação física Tony Meireles, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Hoje, seu principal expoente no Brasil se chama Crossfit.

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    Crossfit – Workout of the day

    WOD é sigla para workout of the day, ou exercício do dia. É a parte central do Crossfit. Os participantes precisam realizar uma missão no menor tempo e na maior intensidade possível. O WOD é modificado a cada aula. “A falta de rotina é algo desafiador, que foge do comum, e agrada a muita gente”, elogia Caio Revite, educador físico da Reebok Sports Club, em São Paulo.

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    Treino dirigido para um esporte

    A ideia é apostar em práticas específicas que melhoram o desempenho em uma modalidade. Um tenista, por exemplo, necessita de braços firmes para dar raquetadas certeiras. Então, ele adota um trabalho de fortalecimento que prioriza os membros superiores. “Mas a estratégia é mais indicada para atletas”, opina o fisiologista Claudio Pavanelli, do Clube de Regatas do Flamengo.

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    Core training

    Nosso corpo reúne 29 pares de músculos na região do abdômen, das costas, dos glúteos e da pelve. Tudo isso forma o chamado core. “Quando bem trabalhado, ele dá sustentação à coluna e centraliza as forças do aparelho locomotor”, ensina Guiselini. Acontece que, durante muito tempo, o core foi negligenciado pelos treinos tradicionais. Nos últimos anos, porém, as academias criaram aulas focadas no fortalecimento da área. Os exercícios se valem de bases instáveis, como a bola de ginástica e a cama elástica.

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    Por uma malhação segura

    À primeira vista, um esforço tão extenuante como o exigido pelo Crossfit parece perigoso, o que leva à falsa noção de que sujeitos sedentários, com problemas de saúde ou acima dos 60 anos seriam proibidos de realizá-los. “Porém, como os tiros são curtos e há um período de relaxamento, o risco de complicações é pequeno”, garante o cardiologista Daniel Kopiler, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

    O segredo está na adaptação do treinamento. Enquanto uma pessoa em ótima forma costuma pegar mais pesado nos exercícios, outra menos preparada terá de maneirar nas anilhas ? embora ambas possam executar os mesmos movimentos. Ou seja, conversar com profissionais de educação física capacitados é primordial para ajustar a atividade às suas características. “Além disso, recomendamos um checkup completo antes de iniciar o treino”, prescreve o médico do esporte Ricardo Nahas, do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Com esses cuidados, a nova febre das academias tem tudo para continuar por anos no topo do ranking.

    A seguir, saiba mais sobre o Crossfit, treino intervalado de alta intensidade baseado nos exercícios militares americanos. Veja também quais são as outras modalidades mais citadas pelos experts do Colégio Americano de Medicina do Esporte, que devem virar tendência no próximo ano.

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    Ioga

    O documento americano enaltece a prática oriental por sua capacidade de reinvenção. Unindo amplitude e meditação, instrutores sempre apresentam posições e movimentos inéditos aos praticantes de ioga. “E ela é indicada para todas as idades, porque alivia o estresse, ajusta a postura e atenua as dores lombares”, ressalta o professor de ioga Marcos Rojo, da Universidade de São Paulo.

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    Musculação

    Os bons e velhos exercícios de força continuam em destaque. Eles têm como base o treinamento em aparelhos de ginástica e trabalham grupos musculares isoladamente. Isso proporciona um ganho de músculos e facilita o emagrecimento. “Quanto mais massa magra, maior a queima de gordura”, esclarece Anderson Cunha, educador físico da rede Smart Fit, no Rio de Janeiro.

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    Body Weight e treinamento funcional

    Diferentemente do Crossfit, eles quase não lançam mão de equipamentos ? muitas vezes, só uma cadeira já é suficiente. “Esses programas de exercício utilizam o peso do próprio corpo, sem muitos acessórios ou máquinas”, conta o educador físico Mauro Guiselini, das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), em São Paulo. Agachamentos, saltos, alongamentos e corridas são alguns dos desafios propostos por essas atividades

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  • Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a informação do genoma humano que regula a atividade dos genes do pâncreas e conseguiu demonstrar que seu mau funcionamento está associado ao desenvolvimento de diabetes e outras doenças do metabolismo.

    O estudo foi publicado no último número da revista “Nature Genetics”. Segundo explicou um dos autores do trabalho, Lorenzo Pasquali, do Instituto de Pesquisas Biomédicas August Pi i Sunyer, em Barcelona, o trabalho “ajudará a compreender, em nível molecular, por que algumas pessoas tendem a desenvolver diabetes”.

    Na investigação, Pasquali e Jorge Ferrer, do Imperial College, em Londres, conseguiram identificar o conjunto de regiões reguladoras do genoma que opera no pâncreas humano ativando todos os genes necessários para formar o órgão.

    “Algo assim como o mapa genômico global de todos os ‘interruptores de luz’ que acendem os genes necessários para construir um pâncreas”, explicou José Luis Gómez-Skarmeta, pesquisador do Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento (Espanha).

    Todas as células do organismo têm a mesma informação genética, os mesmos genes, mas o que diferencia uma célula do pâncreas de uma do coração, por exemplo, é quais genes estão “acesos” em cada tecido, e essa informação procede das regiões reguladoras, disse Gómez Skarmeta.

    A segunda parte da pesquisa consistiu em “associar essas regiões com seus genes alvo”, com os quais “respondem suas instruções”, acrescentou.

    Relação com doenças humanas
    Por último, Ferrer e Pasquali relacionaram estas instruções com doenças humanas e observaram que muitas mutações associadas a doenças do pâncreas ou do metabolismo estão localizadas nas regiões do DNA que contêm a informação reguladora.

    “Essas mutações alteram o mecanismo do ‘interruptor de luz’, que não funciona bem e como consequência o gene também não funciona bem no pâncreas e provoca diabetes ou outros problemas”, conclui Gómez-Skármeta.

    Para entender a importância do estudo é preciso se partir da premissa que só 5% do DNA humano contém genes que servem para produzir proteínas. É nos 95% restantes do genoma onde é produzida a imensa maioria das mutações conhecidas que causam doenças.

    Este DNA, chamado DNA não codificante, contém sequências que permitem que uns e não outros genes se ativem em determinados órgãos. Tais sequência são chamadas ‘regiões reguladoras’. No entanto, este DNA não codificante, até pouco tempo denominado ‘DNA lixo’, foi um grande desconhecido durante muitos anos.

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  • foto-imagem-nova-forma
    Com uma festa engatada na outra, é bem provável que você tenha exagerado nas comilanças no final do ano – e um pouco depois. Está achando impossível aproveitar o resto do verão com um corpo sequinho?

    Maçã
    Fonte de quercetina, um potente anti-inflamatório natural, vai dar ânimo e desinchar você.

    Chá-verde
    Tem catequinas diuréticas. Facilita a saída de elementos tóxicos do corpo, pelo suor e pela urina. Tome até o anoitecer para não atrapalhar o sono.

    Frutas vermelhas
    Pouco calóricas, têm flavonoides, antioxidantes que turbinam o processo de detoxificação.

    Couve

    Rica em clorofila, que limpa o fígado, metabolizador de tudo (incluindo drinques) que entra no corpo. Inclua em sucos, em jejum, para agir melhor.

    Limão, laranja e grapefruit
    Com poderosa ação solvente de lipídeos, ajudam a eliminar as danadas das gordurinhas localizadas.

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  • foto-imagem-cérebro
    Cientistas suecos apresentaram nesta terça-feira (31) um estudo que esclarece um pouco melhor os danos cerebrais de uma noite sem dormir, o que poderia incentivar as pessoas mais festeiras a ir para cama mais cedo.

    Esses pesquisadores em neurologia da Universidade de Uppsala analisaram amostras de sangue colhidas de 15 homens jovens e de boa saúde divididos em dois grupos: entre aqueles que dormiram oito horas e os que não dormiram.

    Entre os que não dormiram, os cientistas constataram um aumento de cerca de 20% de duas moléculas, a enolase específica dos neurônios e a proteína S-100B.

    “O número de moléculas do cérebro normalmente aumenta no sangue quando ocorrem lesões cerebrais”, indicou em um comunicado o coordenador do estudo, Christian Benedict.

    “A falta de sono pode promover processos de neurodegeneração”, enquanto que, pelo contrário, “uma boa noite de sono poderia ter uma grande importância para a manutenção da saúde do cérebro”, acrescentou.

    O estudo, que será publicado na revista “Sleep”, segue a linha de outro estudo publicado em outubro na revista “Science”, que concluiu que o sono acelera a limpeza de toxinas do cérebro.

    Entre essas toxinas estão a beta-amilóide que, cumulativamente, promove a doença de Alzheimer, de acordo com pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), que trabalharam com ratos.

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  • ‘Mapa’ mostra temperatura do corpo de acordo com o sentimento.
    Pesquisa foi feita com pessoas de diferentes regiões e culturas.

    Um estudo finlandês publicado nesta semana desenhou um “mapa das sensações corporais”. O esquema traz várias figuras humanas, destacando a temperatura de cada parte do corpo, de acordo com a emoção que a pessoa está sentindo no momento.

    O esquema é o resultado de cinco experiências feitas com 701 participantes de diferentes regiões do mundo — e de diversas culturas –, que apontaram as alterações fisiológicas associadas a cada sentimento. Para a equipe de Lauri Nummenmaa, da Universidade de Aalto, a pesquisa sugere que as emoções são culturalmente universais, e mudanças nesse mapa poderiam indicar distúrbios emocionais.

    A imagem abaixo mostra os resultados da pesquisa, sendo que as partes em amarelo são as mais quentes, e as em azul, as mais frias. O estudo foi publicado pela “PNAS”, revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

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