• foto-imagem-implante-silicone
    O objetivo é aumentar a segurança das pacientes e evitar novos escândalos como o que ocorreu com as próteses PIP.

    Fabricados na França pela empresa Poly Implant Prothèse (PIP), os implantes continham silicone de baixo padrão, aumentando a incidência de rompimento.

    Em 2011, centenas de milhares de mulheres em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, foram surpreendidas com a notícia e obrigadas a se submeter a novas cirurgias para trocar as próteses defeituosas.

    Na ocasião, também se investigou a ligação entre os implantes PIP e casos de câncer de mama.

    As autoridades inglesas afirmam que, devido à falta dos registros, não puderam entrar em contato com pacientes que receberam as próteses.

    Assim como no Brasil, a indústria de cirurgia plástica vem crescendo no Reino Unido. A previsão é de que o setor fature 3,6 bilhões de libras (R$ 14,4 bilhões) em 2015.

    À BBC, Dan Poulter, subsecretário de Estado para Serviços Médicos do Reino Unido, afirmou que o escândalo envolvendo os implantes PIP “lançou luz” sobre uma indústria com algumas “práticas sombrias”.

    “O que nós precisamos fazer é rastrear mais efetivamente a qualidade dos implantes que as mulheres recebem para assegurar que, quando algo der errado, elas possam ser alertadas o mais rápido possível – e isso só vai acontecer por meio de um registro”.

    ‘Marketing irresponsável’

    O ministério da Saúde britânico também informou que está trabalhando em conjunto com a Advertising Standards Authority (ASA), entidade que supervisiona a publicidade no Reino Unido, para enfrentar o que chamou de “marketing irresponsável” de algumas empresas.

    Mais especificamente, o órgão quer impedir companhias de oferecer implantes de silicone como prêmio a mulheres, prática que vem ganhando força no país nos últimos anos.

    A ASA já proibiu a veiculação de peças publicitárias que estimulam a cirurgia de maneira machista e ofensiva.

    “Esse tipo de marketing é irresponsável porque pode mudar a maneira como a mulher vê a si mesma pelo resto de sua vida. Nós precisamos cobrar da indústria de cirurgia plástica maior responsabilidade quanto à maneira como esses procedimentos são anunciados”.

    Para o cirurgião plástico Rajiv Grover, presidente da Associação Britânica dos Cirurgiões Plásticos (BAAPS, na sigla em inglês), a decisão do governo inglês veio em boa hora.

    Ele defende, entretanto, uma proibição a todo e qualquer anúncio publicitário sobre procedimentos médicos.

    “As pessoas que pensam em fazer uma cirurgia plástica têm de pensar sobre muitas coisas: riscos, expectativas, qualificações do médico, recuperação. Uma cirurgia nunca deve ser anunciada como uma daquelas promoções ‘pague-um-leve-dois'”.

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  • foto-imagem-bebidas-alcoolicas
    O consumo excessivo de álcool nas festas de fim de ano vem frequentemente acompanhado do dissabor do arrependimento.

    Afinal, quem nunca fez um pedido para beber menos no ano que inicia?

    A lista dos benefícios relacionados à redução do consumo de bebidas alcoólicas é extensa e vai desde dormir melhor a ter menos dores de cabeça.

    Segundo os médicos, a ingestão excessiva de álcool também pode prejudicar o trabalho, a família e os relacionamentos de um indivíduo.

    Com base em recomendações de especialistas, a BBC lista abaixo cinco passos para reduzir o consumo de álcool.

    Pense no tamanho de seu copo

    Um dos mandamentos para quem está de dieta é diminuir o tamanho do prato.

    O mesmo princípio vale para quem quer reduzir a ingestão de álcool.

    Uma taça grande de vinho pode conter até três unidades de álcool. A recomendação dos especialistas é escolher, invariavelmente, um copo menor.

    Lembre-se também de que as doses que costumamos usar em casa são normalmente maiores do que de restaurantes ou bares.

    Siga à risca as diretrizes para a ingestão de álcool

    Não tome álcool durante dois dias da semana. A escolha desses dias fica a critério de cada um, mas essa pausa é necessária, segundo os médicos, para permitir a recuperação do corpo.

    As mulheres não devem beber mais de dois ou três unidades por dia (e não mais de 14 unidades por semana).

    Já os homens não devem beber mais de três a quatro unidades por dia (e não mais de 21 unidades por semana).

    Os corpos das mulheres reagem ao álcool de uma maneira diferente da dos homens.

    As mulheres têm, em média, 10% mais gordura que os homens, o que significa menos fluídos corporais para diluir o álcool.

    Isso significa que a substância percorre o corpo feminino de forma mais concentrada e causa mais danos.

    Além disso, os fígados das mulheres produzem menos da substância que o corpo usa para quebrar as moléculas de álcool.

    Na prática, isso significa que as mulheres não só ficam bêbadas mais rápido, como os efeitos em seus organismos perduram por mais tempo.

    Conheça o teor de sua bebida

    O teor alcoólico varia de bebida para bebida. Uma dose de uísque, por exemplo, pode ter até dez vezes mais álcool do que um copo de cerveja tradicional.

    Portanto, pense em quantas unidades de álcool você está ingerindo e não se esqueça de contar as doses.

    Sempre faça uma boa refeição antes de começar a beber, ou saboreie aperitivos enquanto estiver ingerindo álcool

    A dica passa de geração em geração. Quem nunca recebeu o conselho acima dos pais ou dos avós?

    A recomendação faz sentido, pois a comida ajuda a diminuir os efeitos do álcool no corpo.

    Saiba a hora de parar

    Se você não estiver pronto para outro drink, saiba a hora de parar. Nunca é demais pedir um refrigerante ou um copo d’água para recarregar as energias.

    Isso ajudará a cortar o número de unidades de álcool que você ingerir e, claro, evitar a tão temida ressaca.

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  • foto-imagem-fertilização-in-vitroOs testes foram conduzidos por pesquisadores das universidades de Harvard, nos Estados Unidos, e Pequim, na China. Os resultados foram publicados nesta semana na revista científica Cell.

    A fertilização in vitro é uma técnica usada para ajudar casais que estão com problemas para ter filhos. O óvulo da mulher e o esperma do homem são fertilizados em laboratório, e posteriormente implantados no útero feminino.

    O desafio é identificar quais óvulos fertilizados são os mais saudáveis, com maiores chances de levar a uma gravidez bem-sucedida.

    Mapeamento genético
    Em geral, os cientistas costumam tirar células do embrião – quando ele já está se desenvolvendo – e analisá-las. Mas muitas vezes estes exames não detectam problemas genéticos do embrião.

    O novo método desenvolvido pelos cientistas nos Estados Unidos e na China analisa substâncias conhecidas como “glóbulos polares”, que são fragmentos de células dos embriões. A partir deles, os cientistas fazem um mapeamento genético completo.

    A técnica é capaz de ajudar a detectar casos de problemas genéticos do embrião e riscos de aborto natural.

    “Teoricamente, se isso funcionar bem, nós conseguiremos dobrar o índice de sucesso da tecnologia de bebês de proveta – de 30% para 60%, ou até mais”, diz Jie Qiao, cientista da universidade de Pequim que trabalhou no estudo.

    A pesquisa foi feita com análises de 70 óvulos fertilizados “in vitro”, todos de voluntárias no estudo.

    O pesquisador Xiaoliang Sunney, da universidade de Harvard, disse à BBC que a técnica pode favorecer mulheres que já tiveram casos mal-sucedidos de gravidez e querem tentar novamente ter filhos.

    No entanto, um cientista britânico – que não participou da pesquisa, mas analisou as suas conclusões – recomenda cautela sobre o assunto.

    O especialista Yacoub Khalaf, do hospital Guy’s Hospital, de Londres, disse à BBC que mapeamentos deste tipo podem ser animadores na teoria, mas que na prática ainda é preciso observar resultados mais conclusivos.

    Problemas de fertilidade afetam cerca de 15% de casais em todo o mundo, levando muitos a buscar soluções como fertilização in vitro.

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  • foto-imagem-homem-depressao
    O estudo, conduzido pela Universidade de Tel Aviv, sugere que a depressão, doença que atinge cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, poderia estar ligada a um problema nas sinapses, em vez de ser causada — como se acreditava — pela falta de serotonina.

    As sinapses são estruturas que permitem que um neurônio (célula nervosa) transmita um impulso elétrico ou químico a outra célula (nervosa ou não). É por meio delas que o cérebro, por exemplo, controla as mais diversas funções do corpo humano.

    Noam Shonrom e David Gurwitz, especialistas em genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv, em Israel, publicaram uma pesquisa em que apontam uma ligação entre a depressão e um gene denominado CHL1. O CHL1, por sua vez, é o “responsável” pela criação das sinapses cerebrais.

    Segundo os especialistas, cada pessoa tem diferentes níveis de expressão desse gene. Quando seu nível é baixo, a criação de sinapses se reduz e maior é a chance de o paciente desenvolver um quadro depressivo, dizem eles.

    “Até hoje se pensava que a razão da depressão se encontrava na falta de serotonina no cérebro, mas nosso estudo sugere que o mecanismo da depressão pode estar ligado à danificação das sinapses, o que dificulta as ligações entre os neurônios”, afirmou Shomron.

    Para conduzir a pesquisa, os cientistas adicionaram substâncias antidepressivas a diversas amostras de glóbulos brancos e descobriram reações diferentes, de acordo com o nível de expressão do gene CHL1.

    Sob medida
    Segundo Shomron, que é diretor do Laboratório de Sequenciamento do Genoma da Universidade de Tel Aviv, a descoberta pode significar uma “revolução” no tratamento da depressão.
    “Geralmente, a adaptação da medicação a pacientes com quadro depressivo é um processo lento, baseado em tentativa e erro, e nesse processo os pacientes sofrem muito”, afirmou Shomron à BBC Brasil.

    “Nossa descoberta poderá agilizar esse processo e, em alguns anos, os medicamentos poderão ser feitos sob medida para cada paciente com base em um simples exame de sangue”, acrescentou.
    Os cientistas já iniciaram experiências com amostras de sangue retiradas de ratos, para examinar as reações das células aos diversos tipos de antidepressivos.

    “Os primeiros resultados de nossas experiências têm sido muito promissores e já estabelecemos uma colaboração com hospitais psiquiátricos e começamos a examinar amostras de sangue de pacientes que foram colhidas antes e depois do tratamento com antidepressivos”, disse Shomron.

    De acordo com o cientista, hoje em dia a eficácia de remédios antidepressivos é de 50% a 60%.

    “Com a tecnologia que estamos desenvolvendo será possível obter uma eficácia bem maior e um tratamento mais pessoal e adaptado à constituição genética de cada paciente”, acrescentou.

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  • foto-imagem-mulher-cheirando-flores

    Em uma experiência da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, 15 voluntários tinham que ficar observando imagens na tela de um computador.
    Em certas fotografias, os experts liberavam odores específicos no ar ? como o perfume de rosas ou menta ? e no mesmo instante davam um leve choque nos indivíduos.

    Com o tempo, só de ver as imagens que antes foram identificadas com a sensação dolorosa, os participantes começavam a suar, sinal visível de medo. Depois, eles foram dormir e, sem saber, inalaram aqueles mesmos cheiros ligados ao sentimento de terror.

    No dia seguinte, ao olhar para as fotos novamente, os sujeitos se mostravam menos ansiosos. Os cientistas acreditam que a exposição gradual e inconsciente ao estímulo que gera receio ? no caso, os odores ? é um jeito eficaz de contorná-lo. ?Precisamos de outros trabalhos para entender melhor os mecanismos, mas existe uma possibilidade de que isso vire um estratégia contra fobias daqui a algum tempo?, ressalta Katherina Hauner, líder do trabalho.

    Efeitos comprovados da aromaterapia

    Outros achados atestam que a terapia com plantas aromáticas, ricas em óleos essenciais, tem ação contra micróbios e inflamações. ?Novos estudos ainda legitimam sua propriedade calmante?, diz a fisioterapeuta Cassandra Lyra, do Centro Universitário Unifieo, em São Paulo.

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  • foto-imagem-cancer-de-mama
    Um estudo britânico com 4 mil mulheres mostrou que o uso da droga anastrozol pode reduzir em mais da metade a probabilidade de desenvolvimento de câncer de mama em pacientes de alto risco.

    O estudo da Universidade Queen Mary, de Londres, foi publicado na revista Lancet. Além de mais barato, o anastrozol se mostrou mais eficaz e apresentou menos efeitos colaterais que os medicamentos habituais.

    O estudo dividiu as mulheres em dois grupos, ambos com pacientes consideradas de alto risco (por possuírem histórico de câncer na família).

    No primeiro grupo, no qual as mulheres não receberam o anastrozol, 85 dentre 2 mil mulheres desenvolveram câncer de mama. Já no segundo grupo, que recebeu o medicamento, apenas 40 entre 20 mil mulheres tiveram câncer. Não houve registro de efeitos colaterais.

    O estudo mostrou que o anastrozol impede a produção do hormônio estrógeno, substância que tende a impulsionar o crescimento da maioria dos cânceres de mama.
    O chefe da pesquisa, professor Jack Cuzick, comemorou a descoberta, lembrando que “o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres e agora temos chances de reduzir os casos”.

    “Esse tipo de droga é mais efetiva que as habituais como o tamoxifeno e, o que é crucial, tem menos efeitos colaterais”.

    Pós-menopausa
    O estudo também concluiu que o anastrozol apenas não consegue impedir a produção de estrógeno nos ovários, o que o faz efetivo apenas se ministrado a mulheres que já passaram pela menopausa.

    Nesse caso, o medicamento mais indicado seria o tamoxifeno, cujo custo é igualmente baixo, por causa da patente já vencida.

    Alguns países já disponibilizam o tamoxifeno, além do raloxifeno, como medicamento preventivo. Ambas igualmente bloqueiam a produção de estrógeno. No caso do tamoxifeno, antes e depois da menopausa. O ponto negativo é que ambos também aumentam o risco de câncer de útero e trombose venosa profunda.

    Rede pública
    Médicos e ativistas já começaram a pedir que o medicamento esteja disponível na rede pública de saúde da Grã-Bretanha. Alguns chegam a sugerir que o remédio seja oferecido a mulheres saudáveis.

    Em 2013, o Instituto Nacional de Saúde e Tratamento de Excelência da Inglaterra e do País de Gales recomendou o uso de tamoxifeno a mulheres de alto risco e com mais de 35 anos.

    Considerando que a recomendação poder ser extendida ao anastrozol, isso significa que até 240 mil mulheres possam ser beneficiadas na Grã-Bretanha, segundo a ONG Cancer Research UK.

    Para a professora Montserrat Garcia-Closas, do Institute of Cancer Research de Londres, que conduziu o maior estudo sobre câncer de mama, “esta é uma descoberta muito significativa e muito importante”.

    “A questão agora é se a droga vai reduzir a mortalidade e se vai requerer mais estudos. Mas isso já traz importantes evidências de que a dorga pode ser uma alternativa ao tamoxifeno”, disse.

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    Pesquisadores alemães recrutaram 220 pacientes diabéticos para o estudo e pediu que metade deles usassem o jogo de Nintendo Wii Fit Plus.

    Os jogadores não só perderam peso como também conseguiram diminuir os níveis de glicose.

    Quando o outro grupo passou a jogar o Wii Fit eles apresentaram benefícios bastante similares, segundo a publicação científica BMC Endocrine Disorder.

    Especialistas disseram que qualquer forma de exercício pode ser benéfica, mas reforçou que algumas atividades oferecem maiores benefícios que outras.

    Alternativa
    Se manter ativo é particularmente importante para pessoas com diabetes. Ajuda o corpo a processar insulina de forma mais eficaz, assim como ajuda a manter a forma e um peso saudável.

    Para alguns, fazer exercício e seguir uma dieta saudável pode ser suficiente para manter a diabetes controlada.

    Stephan Martin e seus colegas do Centro para Diabetes e Saúde da Alemanha Ocidental, responsáveis pelo estudo, dizem que jogos de computador que focam na prática de exercício oferecem uma alternativa para manter pessoas fisicamente ativas.

    Mas eles também observaram que fazer com que as pessoas permaneçam fiéis à prática através dos jogos pode ser difícil – um terço dos participantes do estudo abandonaram a pesquisa.

    Aqueles que permaneceram viram melhoras significativas no HbA1c, uma medida de controle do açúcar.

    E eles relataram melhorias no bem-estar e na qualidade de vida.

    Mais pesquisas
    Richard Elliott, da entidade filantrópica Diabetes UK, disse: “Atividade física e uma dieta saudável balanceada, junto com os medicamentos necessários prescritos pelo médico, podem ajudar pessoas com diabetes tipo 2 a controlar sua condição e minimizar os riscos de complicações relacionadas à diabetes ao longo dos anos”.

    “Para tornar o exercício físico parte da rotina diária é importante encontrar uma maneira que funcione pra você e seja algo agradável, o que tornará mais fácil se manter ativo a longo prazo.”

    “Jogos de computador que promovem um estilo de vida saudável podem ser uma maneira de alcançar isso, mas diferentes formas de atividades física podem funcionar melhor para diferentes pessoas.”

    Elliott reforçou que “mais pesquisas serão necessárias para identificar se a longo prazo os efeitos desses jogos se comparam com outras abordagens.”

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  • Estudos abrem caminho para a detecção precoce do câncer de tireoide, o quarto tipo de tumor mais frequente nas mulheres brasileiras. Hoje, o exame de TSH é recomendado após os 40 anos

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    Em 2012, o câncer de tireoide figurou entre os cinco primeiros colocados no ranking dos tumores mais comuns entre o sexo feminino, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Inca, no Rio de Janeiro. Quando esse tipo de câncer afeta a produção de hormônios na tireoide, o metabolismo todo sente o baque. Se os níveis caem, o hipotireoidismo – disfunção mais comum – se impõe, provocando perda do desejo sexual, ganho de peso e outros sintomas. Já quando há hormônios demais, o hipertireoidismo deixa a pessoa irritadiça, com taquicardia e até depressão.

    A questão é que continua difícil indicar um grupo que tenha maior predisposição a desenvolver células cancerosas na glândula. Além do histórico familiar e de nódulos aumentados na região, pouco se sabe sobre outros promotores da enfermidade. “Consideramos como um dos fatores decisivos a exposição à radiação, geralmente devido a tratamentos anteriores à base de radioterapia no pescoço”, conta o endocrinologista Adriano Namo Cury, do Hospital Samaritano, em São Paulo.

    Menos ou mais TSH

    Recentemente, cientistas da Universidade da Islândia descobriram uma associação entre baixos níveis do hormônio TSH, espécie de combustível da tireoide, e o risco de nódulos malignos na glândula. Eles analisaram o material genético de um grande grupo de cidadãos islandeses e concluíram que os que possuíam certos cromossomos estavam até 30% mais suscetíveis a desenvolver a doença. E esses mesmos cromossomos eram ligados ao déficit do TSH.

    O resultado, no entanto, é controverso. “O que se sabe, na verdade, é o oposto. Indivíduos com excesso dessa substância teoricamente estariam mais sujeitos a apresentar câncer por terem uma carga extra de hormônios superestimulando a tireoide”, contrapõe o endocrinologista Hans Graf, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Prevalência é maior nas mulheres

    Se por um lado ainda é cedo para fazer a associação entre o TSH baixo e câncer, por outro o mapeamento genético tem potencial para responder uma outra questão. “Esses estudos são recentes, mas podem se transformar em descobertas que finalmente esclareçam por que a prevalência é maior nas mulheres”, acredita o oncologista Gilberto Castro, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

    Além do genoma, joga contra o time das mulheres o excesso de estrogênio, principal hormônio no organismo delas. “Ele estimula a proliferação das células e pode favorecer o surgimento de tumores”, analisa Graf.

    Estilo de vida

    Já outra pesquisa aponta na direção de um fator bem conhecido por fomentar quase todos os tipos de câncer: o estilo de vida . Embora seja sabido que cigarro e má alimentação estão diretamente relacionados à origem e ao crescimento de células cancerosas, agora, pela primeira vez, associou-se um estilo de vida repleto de maus hábitos aos tumores especificamente de tireoide. O responsável pelo feito é um grupo de cientistas chineses do Hospital de Mianyang. Eles publicaram no importante periódico americano Endocrine-Related Cancer um trabalho que focou pacientes com a doença e descobriu que eles apresentavam um índice muito alto de radicais livres no organismo. E tanto o cigarro quanto a má alimentação aumentam a quantidade de radicais livres no organismo.

    Exame de TSH

    Enquanto os avanços da ciência não resultam em novos consensos, os médicos têm algumas recomendações para prevenir o problema. Se não há histórico familiar ou sintomas, o monitoramento da tireoide deve começar aos 40 anos. “A partir daí, a cada cinco anos prescrevemos um exame que mede o TSH e fazemos um exame clínico para verificar se há nódulos no local”, orienta Graf.

    Autoexame

    Ele ajuda a perceber se há caroços na região. Para realizá-lo, basta posicionar-se em frente ao espelho, inclinar a cabeça levemente para trás de modo a enxergar melhor o pescoço e, ao mesmo tempo, tomar um gole d?água. Enquanto você engole, a glândula vai subir e descer – não confunda com o pomo de adão – e, nesse momento, deve-se observar se há gânglios. Mas atenção: “Nem todos os nódulos são malignos, e a quantidade deles também não quer dizer que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer”, explica o endocrinologista Renato Zilli, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.

    E mais: se o temido diagnóstico chegar, as perspectivas de vencer o mal são boas. “Os tumores ali evoluem lentamente e os índices de cura são muito altos, mesmo quando há metástase”, tranquiliza Castro.

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  • Cientistas australianos estão mais próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional para homens – mas o medicamento ainda levará mais de dez anos para chegar às farmácias.

    foto-imagem-pilulas

    Os pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, encontraram uma forma reversível de impedir que os espermatozóides saiam junto com a ejaculação, sem afetar a função sexual.

    Testes em animais mostraram que o esperma pode ser mantido “em estoque” durante a relação.

    A busca por um anticoncepcional masculino até o momento se concentrou em pesquisar como os homens poderiam produzir espermatozóides não-funcionais.

    Mas, alguns medicamentos usados com este objetivo também tinham efeitos colaterais considerados “intoleráveis”, segundo Sabatino Ventura, um dos pesquisadores da Universidade Monash.

    Estes medicamentos provocavam a infertilidade, mas também afetavam o apetite sexual ou causavam alterações permanentes na produção dos esperma.

    A descoberta foi publicada na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

    Estoque
    Para chegar a este novo anticoncepcional masculino, os pesquisadores australianos tentaram uma abordagem diferente. Normalmente o esperma sai da “área de estoque” no canal deferente antes da ejaculação.

    O grupo de pesquisadores produziu camundongos geneticamente modificados que não conseguiam expelir o esperma para fora do canal deferente.

    “O esperma fica no local de estocagem então, quando o camundongo ejacula, não há esperma, ele é estéril”, disse Ventura à BBC.

    “É facilmente reversível e o esperma não é afetado, mas precisamos mostrar que podemos fazer isto em termos farmacológicos, provavelmente com dois medicamentos”, acrescentou.

    Até o momento o grupo de pesquisas fez com que os camundongos ficassem estéreis mudando o DNA dos roedores para que eles parassem de produzir duas proteínas necessárias para mover o esperma.

    Agora, os cientistas precisam descobrir duas drogas que possam produzir o mesmo efeito. Eles acreditam que uma delas já foi desenvolvida e é usada há décadas em pacientes com crescimento benigno da próstata.

    Mas, a descoberta do segundo medicamento necessário pode levar até uma década.

    O processo descoberto pelos cientistas australianos também não é totalmente livre de efeitos colaterais. As proteínas que foram alteradas pelos cientistas têm um papel no controle dos vasos sanguíneos, então os efeitos colaterais poderão afetar a pressão e o batimento cardíaco.

    Mas, pelo menos nos camundongos, a única alteração detectada foi uma queda “muito pequena” na pressão sanguínea. Também pode haver uma alteração no volume da ejaculação.

    “É um estudo muito bom, quase como uma vasectomia biológica, que impede a saída do esperma”, afirmou Allan Pacey, palestrante de andrologia na Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

    “É uma boa ideia, mas eles precisam continuar (com a pesquisa) e observar o que faz com as pessoas”, acrescentou.

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  • foto-imagem-mama
    Um estudo feito por cientistas nos Estados Unidos afirma que um subproduto do colesterol pode ajudar o câncer de mama a crescer e se espalhar pelo corpo. A pesquisa sugere que o uso de medicamentos que diminuem o nível de colesterol – as chamadas estatinas – pode prevenir tumores.

    O trabalho, que foi publicado na revista científica “Science”, ajuda a explicar por que a obesidade é um dos principais fatores de risco da doença. No entanto, organizações que trabalham na conscientização e combate ao câncer de mama alertaram que ainda é muito cedo para recomendar o uso de estatinas na prevenção de tumores.

    Hormônios
    A obesidade já é considerada um fator de risco em diversos outros tipos de câncer, como mama, intestino e útero. A gordura em pessoas acima do peso faz com que o corpo produza mais hormônios como o estrogênio, que pode facilitar a disseminação de tumores.

    O colesterol é “quebrado” pelo corpo em um subproduto chamado 27HC, que tem o mesmo efeito do estrogênio. Pesquisas feitas com camundongos por cientistas do Duke University Medical Centre, nos Estados Unidos, demonstraram que dietas ricas em colesterol e gordura aumentaram os níveis de 27HC no sangue, provocando tumores que eram 30% maiores, se comparados a animais que estavam com uma alimentação regular.

    Nos camundongos com dieta rica em gordura, os tumores também se espalharam com maior frequência. Testes feitos com tecidos humanos contaminados com câncer de mama também cresceram mais rapidamente quando injetados com 27HC.

    “Vários estudos mostraram uma conexão entre obesidade e câncer de mama, e mais especificamente que o elevado colesterol está associado ao risco de câncer de mama, mas nenhum mecanismo foi identificado”, afirma o pesquisador Donald McDonnell, que liderou o estudo.

    “O que achamos agora é uma molécula, não o próprio colesterol, mas um subproduto abundante do colesterol, chamado 27HC, que imita o hormônio estrogênio e consegue de forma independente provocar o crescimento do câncer de mama.”

    Mais pesquisa
    As estatinas já são usadas hoje em dia por milhões de pessoas para combater doenças cardíacas. Agora há estudos sugerindo que elas podem ajudar na prevenção ou combate ao câncer.

    Mas entidades que lidam com saúde feminina não recomendam que as mulheres passem a tomar estatina por esse motivo. “Até agora pesquisas que relacionam níveis de colesterol, uso de estatina e risco de câncer de mama ainda são inconclusivas”, diz Hannah Bridges, porta-voz da Breakthrough Breast Cancer, entidade britânica de combate ao câncer de mama.

    “Os resultados deste estudo inicial são promissores e se confirmados através de mais pesquisas podem aumentar nossa compreensão sobre o que faz com que alguns tipos de câncer de mama se desenvolvam.”

    Emma Smith, porta-voz de outra instituição, a Cancer Research UK, também afirma que ainda é ‘cedo demais’ para que as mulheres passem a tomar estatina. As duas entidades dizem que o colesterol pode ser combatido por meios alternativos ao uso de estatina. Uma forma é através de uma dieta mais saudável e de exercícios regulares.

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