• foto-imagem-saude
    Uma adolescente começa a ler um poema de Rudyard Kipling, rompendo o silêncio em uma sala cheia de idosos: “se puder manter a calma/quando todos à tua volta já a perderam”, quando um deles, doente de Alzheimer, completa com um murmúrio: “você será um homem, meu filho!”.

    Para combater a perda de memória que afeta 800 mil pessoas no Reino Unido, instituições especializadas e hospitais estão recorrendo à poesia.

    A melodia e o ritmo de versos conhecidos consegue bater na porta da memória, servem de “detonador que ativa” a palavra e as lembranças, explicou Jill Fraser. A associação “Kissing it Better”, que ela dirige, organiza leituras em asilos para idosos.

    Quando os pacientes “escutam uma palavra que conseguem lembrar de um poema, eles ganham o dia”, contou Elaine Gibbs, diretora do lar para idosos Hylands, que abriga 19 velhinhos em Stratford upon Avon, terra natal de William Shakespeare, região central da Inglaterra.

    Mais de 40% dos brasileiros acreditam que diabetes é doença exclusivamente de idosos, revela pesquisa Com os cabelos grisalhos presos e vestido florido, Miriam Cowley ouve com atenção uma jovem que lê o poema À Margarida, de William Wordsworth, um clássico nas escolas britânicas.
    Esta antiga professora, que sofre com a perda de memória recente disse que “sabia o poema, mas tinha esquecido. Aprendi quando era menina”.

    — Terei belos sonhos, sonhos tranquilizadores, de margaridas e árvores.

    Quando se chega a este centro, “todo mundo está sentado em seu canto e, de repente, você começa a ler um poema em voz alta e vê como o olhar deles se ilumina”, explicou Hannah Ciotkowski, uma voluntária de 15 anos.

    Segundo Anita Wright, de 81 anos, ex-atriz da respeitada companhia Royal Shakespeare (RSC), que também lê neste lar e integra o projeto “Kissing it Better”, que conta com voluntários de 6 a 81 anos, “é maravilhoso quando se juntam a você para terminar um verso”.

    O ritmo da poesia “cola no nosso eu mais profundo”, assegurou Lyn Darnley, que chefia o departamento de voz e texto da RSC.

    — A poesia pode afetar, recuperar lembranças, não só emoções, mas também da profundidade da linguagem.

    Anita Wright lembrou de uma experiência emocionante. Ela estava lendo um poema sobre um homem que se despedia da amada, quando uma idosa começou a chorar e lembrou da morte do namorado.

    — Não tinha dito uma só palavra desde que entrou na instituição e este poema abriu as comportas porque remeteu a um episódio de sua vida.

    Dave Bell, enfermeiro da organização Dementia UK, que luta contra o Alzheimer, disse que “a poesia não cura a senilidade”.

    — Mas tem o poder de, como a música, devolver confiança aos pacientes: eles descobrem que lembram de algo. [Além disso], permite criar um laço entre gerações.

    Hannah, de 15 anos, garantiu que “quando for velha, vou querer que as pessoas venham me ver para ler poemas e cantar músicas para mim”.

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  • Vendedor sofreu de ginecomastia, que alarga o tecido mamário e pode ser tratado com remédios

    foto-imagem-ginecomastia
    O britiânico Farshad Hashemzadeh, 28 anos de idade, viveu anos de sufoco e vergonha após um seio de mulher “brotar” do lado esquerdo de seu peito. As informações são do site Daily News.

    De acordo com a publicação, seu peito começou a crescer aos 18 anos de idade.

    — Não conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Ele [o seio] só foi crescendo e crescendo, e eu me tornei muito retraído. Não queria que ninguém me visse. Foi literalmente como ter peitos de uma mulher.

    Hashemzadeh sofreu com ginecomastia, o alargamento do tecido mamário em homens, muitas vezes resulta de um desequilíbrio de estrogênio e testosterona. Isso pode ocorrer em um ou ambos os lados.

    Mulher quase morre após seio ficar 10 vezes maior

    — Nunca poderia tirar minha camiseta, não podia nadar. Não podia nem ir para a academia, e até mesmo em um clima muito quente, tinha que me enrolar em blusas para tentar escondê-lo.

    Erros em cirurgias plásticas deformam corpos e causam transtornos

    Após muita angústia, o vendedor conta que não conseguiu fazer de forma gratuita a cirurgia.

    — Fiquei muito frustrado. Eles removem tatuagens e realizam cirurgia para perda de peso, mas não queriam fazer a minha operação.

    Depressão

    foto-imagem-homem-depressão

    Por causa da mudança em seu corpo, ele conta que ficou tão severamente deprimido que tentou cortar seu próprio peito. Hashemzadeh foi encaminhado a um psiquiatra, mas mesmo assim não conseguiu que o governo pagasse a sua operação.

    Apresentadora de TV fica com rosto deformado após cirurgia

    Sua família se reuniu e conseguiu o dinheiro para a operação, que foi realizada com sucesso e deixou apenas uma pequena cicatriz.

    — Já não sinto a depressão profunda que eu tinha quando tentei cortar meu peito. Quando minha cicatriz sumir, vou me sentir um homem novo.

    Segundo o cirurgião de Hashemzadeh, Azhar Aslam, cerca de metade da população masculina sobre com ginecomastia.

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  • foto-imagem-impressão-3D

    Cirurgiões britânicos anunciaram que vão usar a técnica de impressão em 3D para reconstruir o rosto de um paciente destruído em um acidente de moto.

    Uma equipe do Hospital Morriston, no País de Gales, utilizou imagens de tomografias computadorizadas para projetar implantes de titânio, a fim de fabricá-los com uma impressora que usa a nova tecnologia.

    Acredita-se que esta será uma das primeiras tentativas de usar a impressão em 3D para reparar danos causados por lesões.

    Por se tratar de um projeto inovador, a operação – cuja data ainda não foi marcada – virou tema de uma exposição no Museu de Ciências de Londres.

    Traumas
    Implantes customizados de titânio já foram usados para corrigir problemas congênitos, mas não se tem notícia de seu uso para reparar traumas causados por acidentes.

    “O paciente sofreu múltiplas lesões no corpo, incluindo algumas graves no rosto”, disse o especialista em reconstrução Peter Evans, de uma instituição galesa que participa do projeto. “Ele passou por uma cirurgia de emergência na época, mas agora chegamos ao estágio em que podemos fazer uma reconstrução apropriada do seu rosto.”

    Evans e o cirurgião consultor maxilo-facial do Hospital Morriston, Adrian Sugar, planejam reposicionar os ossos faciais do paciente.

    Com uma tomografia, eles conseguiram criar uma imagem espelhada do lado do rosto do paciente que não foi afetado pelo acidente.

    “A simetria racial do paciente será restaurada, então ele deverá ter seu aspecto visual de volta”, agregou Evans.

    Após a tomografia, os especialistas desenharam guias para cortar e posicionar os ossos de maneira precisa, além de usar implantes projetados especificamente para o paciente.

    Os implantes de titânio, de origem belga, estão sendo produzidos por uma das poucas empresas do mundo especializadas em impressão 3D.

    A exposição 3D: Imprimindo o Futuro, que destaca os planos da cirurgia no Museu de Ciências londrino, permanece em cartaz até julho de 2014.

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  • Atividade física:

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    O médico Nabil Ghorayeb, especialista em cardiologia do esporte, fala sobre o elo entre a prática de exercícios e a proteção cardíaca

    Pesquisas não param de apontar uma relação estreita entre a prática cotidiana de exercícios e a prevenção de males cardiovasculares. Mas quais são os mecanismos por trás desse efeito? Para esclarecer o assunto, conversamos com o médico Nabil Ghorayeb, especialista em cardiologia do esporte, membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, a Socesp, e, coordenador clínico do Sport Check-up do Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. Confira a entrevista exclusiva:

    De que maneira a atividade física protege o coração?
    São vários os mecanismos por trás dos benefícios. Há desde alterações no metabolismo em geral e perda de peso até o aumento na produção de substâncias que protegem os vasos sanguíneos, caso das citocinas que ajudam a inibir a formação de placas, passando pela melhor modulação da pressão arterial e pela redução das taxas de glicose e de triglicérides. A prática cotidiana de exercícios — ou seja, meia hora de atividade 5 vezes por semana — está diretamente envolvida com o aumento na produção das tais citocinas que impedem a deposição de gordura no endotélio, o tapete celular que recobre as artérias. É possível afirmar que a atividade física ajuda a prevenir a aterosclerose. Mas, vale destacar, esse resultado só se dá após 14 semanas de treinos regulares.

    Por falar em gordura, como ficam os níveis de colesterol? Os exercícios favorecem o controle?
    Embora os efeitos sejam discretos, estudos mostram que a atividade física reduz cerca de 10% das taxas de LDL, o chamado colesterol ruim, isto é, aquele que serve de gatilho para a formação de placas nas artérias. Em contrapartida há o aumento – de até 10% em um ano – do HDL, o bom colesterol, que impede os depósitos gordurosos nos vasos. Também devemos salientar que entre esportistas a alimentação costuma ser mais equilibrada, o que soma muitos pontos a favor.

    E por que o equilíbrio das taxas de glicose também é benéfico ao coração?
    Quando nos exercitamos, os níveis de insulina ficam mais estáveis na circulação. Isso ocorre graças ao aumento da captação de glicose pelas fibras musculares. Esse mecanismo é considerado fator de proteção contra males cardiovasculares porque, quando há excesso de açúcar no sangue, existe maior risco para lesões arteriais e, consequentemente, para a deposição de gordura e formação de placas.

    Para proteger o coração é importante combater o sedentarismo a partir de qual idade?
    Desde a infância. Estimular a prática lúdica de esportes logo nos primeiros anos é garantia de longevidade. Sem contar que a criança cresce com mais afinidade para exercitar-se e isso pode ajudar a evitar que desista da atividade física quando chegar à vida adulta.

    Por que o sedentarismo é tão comum entre os brasileiros?
    Tem tudo a ver com a falta de estímulo. É corriqueiro ver por aí pessoas que ingressam nas academias e rapidamente abandonam os treinos. Por isso, é fundamental enfatizar que deve haver prazer durante as atividades. É importante que se escolha aquilo que dê mais satisfação, seja dança, caminhada, corrida, musculação. Aliás, a prática de exercícios em grupo costuma ser uma ótima estratégia para evitar desistências.

    Qual o elo entre a prática de exercícios e o bem-estar emocional, que também conta pontos a favor da saúde cardiovascular?
    Volto a dizer que é fundamental que a atividade física seja escolhida de acordo com a preferência. Cada um deve se dedicar ao que gosta. Os exercícios disparam a produção de substâncias que promovem o relaxamento e a alegria, o que também é indispensável para proteger o coração. As pessoas que praticam esportes são mais divertidas e têm maior grau de sociabilização, ou seja, melhor convivência em grupo, além de mais ânimo no trabalho.

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  • foto-imagem-aparelho-magnéticoOs pesquisadores dizem ter usado um estimulação magnética transcraniana (TMS, na sigla em inglês) para “desfazer” o vício em nicotina do cérebro do paciente.

    As descobertas preliminares, apresentadas na conferência Neuroscience 2013, nos EUA, sugerem que a técnica pode ajudar fumantes a reduzir o consumo de cigarro ou mesmo abandoná-lo.

    Mas novos testes são necessários antes que a técnica seja indicada para uso clínico.

    Estímulo
    A TMS estimula neurônios a alterar funções cerebrais e já é utilizada no tratamento de alguns pacientes que sofrem de depressão.

    A equipe da Universidade Ben Gurion, em Israel, usou os campos magnéticos em duas áreas do cérebro associadas ao vício em nicotina: o córtex pré-frontal e a ínsula.

    Os 115 fumantes que participaram do estudo foram divididos em três grupos — submetidos a TMS de alta frequência, a de baixa frequência ou a nenhum tratamento — durante 13 dias.

    Após seis meses de estudo, o grupo que teve TMS de alta frequência consumiu menos cigarro e apresentou índices maiores de abandono do fumo.

    As melhores taxas de sucesso no tratamento ocorreram quando os participantes viram fotos de cigarros acesos durante a terapia magnética. Desses, um terço largou o cigarro após seis meses.

    Resposta do cérebro
    Os pesquisadores argumentam que a terapia pode alterar a resposta natural do cérebro a imagens, sensações e objetos associados ao fumo.

    “A pesquisa mostra que podemos conseguir desfazer algumas das mudanças que o fumo crônico causa no cérebro”, explica Abraham Zangen, da Universidade Ben Gurion.

    “Sabemos que muitos fumantes querem largar o cigarro ou fumar menos, e a técnica pode ajudar a conter a causa número um de doenças evitáveis.”

    O médico Chris Chambers, especialista em TMS na Universidade de Cardiff (Grã-Bretanha), acha que o estudo contribui por “somar-se a crescentes evidências de que o estímulo cerebral, quando aplicado a partes específicas do lóbulo frontal, pode aumentar nossa capacidade de superar vícios”.

    “(O estudo) é animador e tem uma gama de aplicações na psiquiatria”, agrega.

    No entanto, ele ressalta que a pesquisa ainda não foi revisada por grupos médicos e que ainda é preciso “desenvolver um entendimento maior sobre o porquê e como esses métodos funcionam”.

    Um outro estudo, divulgado na mesma conferência, sugere que o estímulo cerebral por meio de eletrodos pode ajudar também no combate ao vício de heroína.

    O estudo foi feito com camundongos, que ingeriram a droga descontroladamente até se viciarem. Os animais que foram submetidos a estimulação cerebral profunda reduziram o consumo do entorpecente.

    Barry Everitt, professor da Universidade de Cambridge, disse que os estudos podem trazer benefícios: “Intervenções sem o uso de medicamentos seriam um grande passo adiante no tratamento antidrogas, que atualmente depende de substituir uma droga pela outra e tem altas taxas de reincidência”.

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  • foto-imagem-depressaoExames de laboratório mostram que as células parecem ser biologicamente mais velhas em pessoas que sofreram ou sofrem casos graves de depressão.

    Os pesquisadores detectaram essas diferenças em uma estrutura da célula chamada telômero. O comprimento destas estruturas é usado para medir o envelhecimento celular.

    Os especialistas já sabiam que as pessoas que sofrem de depressão têm um risco maior de desenvolver doenças ligadas ao envelhecimento, como alguns tipos de câncer, diabetes, obesidade e doenças cardíacas.

    Isso pode derivar, em parte, de um estilo de vida não muito saudável, que incluiria também o consumo de bebidas alcoólicas e o sedentarismo.

    O estudo foi publicado a revista especializada Molecular Psychiatry.

    Telômeros curtos
    Josine Verhoeven, do Centro Médico da Universidade VU, na Holanda, junto com colegas americanos, recrutou 2.407 pessoas para participarem do estudo.

    Mais de um terço desses voluntários sofria de depressão; um terço tinha passado por um caso grave de depressão; e o restante nunca havia tido a doença.

    Os voluntários deram uma amostra de sangue para os pesquisadores analisarem, em busca de sinais de envelhecimento celular. Eles buscavam alterações nos telômeros.

    Os telômeros protegem os cromossomos, que contêm o DNA. A função do telômero é proteger os cromossomos de possíveis danos e, à medida que as células se dividem, eles vão ficando cada vez mais curtos.

    Medir o tamanho destes telômeros é uma forma de avaliar o envelhecimento celular.

    As pessoas que estavam com depressão ou já tinham sofrido com a doença no passado tinham telômeros bem mais curtos do que os que nunca tinham passado por isso.

    Essa diferença era aparente mesmo quando eram levadas em conta diferenças no estilo de vida, como o fato de alguns voluntários fumarem ou beberem muito.

    Além disso, os pesquisadores descobriram que os pacientes com casos de depressão bem mais graves ou crônicos tinham os telômeros mais curtos entre todos os voluntários.

    Reação à angústia
    Verhoeven e os outros cientistas especulam que os telômeros mais curtos podem ser uma consequência da reação do corpo à angústia causada pela depressão.

    “Esse estudo em larga escala fornece provas convincentes de que a depressão está associada a muitos anos de envelhecimento biológico, especialmente entre aqueles que sofrem com os sintomas mais graves e crônicos”, afirmaram os cientistas no estudo.

    Ainda não está claro se esse processo de envelhecimento pode ou não ser revertido.

    A médica britânica Anna Phillips, especialista da Universidade de Birmingham, pesquisou os efeitos do estresse no comprimento dos telômeros.

    Segundo a médica, o comprimento dessa estrutura celular não fornece uma previsão consistente para outros problemas, como o risco de morte.

    Phillips também afirmou que é provável que um grande problema de saúde relacionado à depressão – não um episódio ou uma vida inteira de sintomas moderados da doença – desencadeie a redução dos telômeros.

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  • foto-imagem-ligamento
    Em um artigo na publicação especializada Journal of Anatomy, Steven Claes e Johan Bellemans, do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, sugerem que este ligamento pode ter um papel importante na recuperação de uma das lesões mais comuns de joelho ligada à prática de esportes.

    Os médicos afirmam que, apesar de já existirem algumas pistas sobre a existência do ligamento, esta é a primeira vez que sua estrutura e propósito são estabelecidos claramente.

    A sugestão da existência deste ligamento em particular foi divulgada pela primeira vez pelo cirurgião francês Paul Segond em 1879, mas, por muitos anos, a estrutura não foi investigada mais a fundo.

    Agora, trabalhando com base em estudos de outros cientistas, os médicos belgas dizem ter conseguido mapear o ligamento, que vai do lado mais externo do osso da coxa (fêmur) para a tíbia.

    No entanto, especialistas afirmam que mais estudos são necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho.

    ‘Compreensão’
    Há quatro ligamentos principais no joelho, se cruzando entre o fêmur e a tíbia para garantir a estabilidade e evitar movimentos excessivos de nossos membros.

    Mas a anatomia da articulação é considerada complexa e vários grupos de cientistas e especialistas têm explorado as estruturas menos definidas da articulação há algum tempo.

    “Se você olhar para a história (da pesquisa nesta área), sempre houve uma compreensão velada de que alguma coisa estava acontecendo daquele lado do joelho, mas este trabalho finalmente nos dá uma compreensão melhor. Acho muito animador, não há dúvida de que eles descobriram uma estrutura anatômica muito importante”, afirmou Joel Melton, cirurgião no Hospital Addenbrooke, de Cambridge, na Grã-Bretanha.

    Os médicos belgas usaram técnicas de dissecação microscópica para examinar 41 joelhos e conseguiram identificar o ligamento em 40 amostras.

    foto-imagem-ligamento
    De acordo com os médicos, a presença deste feixe de tecido pode ajudar na compreensão e tratamento de uma lesão muito comum em esportistas, o rompimento do ligamento cruzado anterior.

    Esta lesão é comum em pessoas que giram sobre o próprio eixo enquanto praticam esportes, atletas e jogadores de basquete, de futebol e esquiadores. Um rompimento pode ocorrer quando a pessoa muda de direção rapidamente ou para repentinamente, o que causa dor, inchaço e a redução dos movimentos no joelho.

    Apesar da melhora nas técnicas de cirurgia para recuperação desta lesão, entre 10% e 20% das pessoas que passam pelo procedimento não têm uma recuperação total.

    Claes e Bellemans acreditam que uma lesão no ligamento anterolateral pode ser, em parte, responsável por isso. Os médicos até lançaram a hipótese de que algumas pessoas podem lesionar o ligamento anterolateral e o ligamento cruzado anterior ao mesmo tempo.

    Os estudos biomecânicos realizados pelos belgas sugerem que um rompimento neste novo ligamento pode ser também o responsável por pequenas fraturas que, anteriormente, foram atribuídas ao ligamento cruzado anterior.

    Enquanto que alguns especialistas elogiam a descoberta, outros preferem ser mais cautelosos.

    Gordon Bannister, professor de ortopedia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, afirmou que, “sem dúvida isto é uma pesquisa muito interessante do ponto de vista anatômico, mas, no momento, não é um grande avanço clínico”.

    “O papel (do novo ligamento) nas lesões no joelho é uma hipótese perfeitamente razoável para ser estudada, mas o passo mais importante é ver se alguma intervenção ao ligamento realmente faz uma diferença maior para os pacientes”, afirmou.

    Cirurgia
    Claes e Bellemans já começaram a explorar a possibilidade de tratamento e até já oferecem reparos no novo ligamento em certos casos.

    Os próximos passos serão aperfeiçoar as técnicas de tratamento monitorar os pacientes para verificar se a mobilidade deles melhorou de forma permanente.

    “Nós, cirurgiões, poderemos ter que repensar o que sabemos sobre as lesões comuns do ligamento cruzado anterior. Apesar de termos esclarecidos o propósito deste ligamento e seu papel em lesões comuns, agora precisamos descobrir e ter certeza de quando é melhor uma intervenção cirúrgica”, afirmou.

    “Estudos no longo prazo nos darão a resposta e, esperamos, nos permitirão aperfeiçoar técnicas minimamente invasivas para dar a nossos pacientes uma recuperação melhor”, acrescentou.

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  • foto-imagem-autismo
    Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos sugere que o autismo, disfunção que afeta a capacidade de socialização do indivíduo, pode ser identificado em bebês com até dois meses de vida.

    Os estudiosos analisaram o olhar das crianças, do nascimento até os três anos, em direção aos rostos de outras pessoas .

    Eles descobriram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mantinham, um contato visual reduzido – uma das marcas do transtorno – nos primeiros meses de vida.

    A pesquisa, publicada na Nature, aumentou as esperanças de que o autismo seja tratado mais precocemente, afirmou um cientista britânico.

    No estudo, pesquisadores liderados pela Escola de Medicina da Emory University em Atlanta, nos Estados Unidos, usaram uma tecnologia de rastreamento visual para medir a forma como os bebês olhavam e respondiam a estímulos sociais.

    Eles concluíram que as crianças posteriormente diagnosticadas com autismo mostraram um declínio gradativo na capacidade de manter um contato visual constante com os olhos de outras pessoas a partir da idade de dois meses, quando começaram a assistir vídeos de interações humanas.

    O coordenador da pesquisa, Warren Jones, disse à BBC News que foi a primeira vez que “foi possível detectar alguns sinais de autismo nos primeiros meses de vida”.

    “Estes são os primeiros sinais de autismo já observados”.

    Metodologia
    O estudo acompanhou 59 crianças que tinham um alto risco de autismo por terem irmãos com a doença, e 51 crianças de baixo risco.
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    Jones e seu colega Ami Klin examinaram as crianças até completarem três anos, quando as crianças voltaram a ser formalmente avaliadas quanto à doença.

    Treze das crianças (11 meninos e duas meninas) foram diagnosticadas com transtornos do espectro do autismo – uma série de distúrbios que inclui o autismo e síndrome de Asperger.

    Os pesquisadores, então, voltaram a observar os dados de rastreamento ocular dos pacientes e fizeram uma descoberta surpreendente.

    “Em crianças com autismo, o contato visual já está em declínio nos primeiros seis meses de vida”, disse Jones.

    Jones acrescentou, entretanto, que tal quadro só pode ser observado com tecnologia sofisticada e não seria visível para os pais.

    Para Deborah Riby, do departamento de psicologia da Universidade de Durham, o estudo proporcionou uma análise sobre o tempo de atenção social, atípica em crianças que tendem a desenvolver autismo.

    “Esses marcadores precoces são extremamente importantes para identificar brevemente os primeiros traços de autismo. Dessa forma, temos a capacidade de aprimorar o tratamento”, disse Riby.

    Mais pesquisas
    Caroline Hattersley, diretora de informação, aconselhamento e apoio da National Autistic Society, baseada no Reino Unido, disse que a pesquisa foi “baseada em uma amostra muito pequena e precisa ser replicada em uma escala muito maior antes de podermos tirar quaisquer conclusões concretas”.

    “O autismo é um transtorno muito complexo”, disse.

    “Não há duas pessoas com autismo que são iguais, e por isso é necessária uma abordagem holística para o diagnóstico, que leve em conta todos os aspectos do comportamento de um indivíduo. Uma abordagem mais abrangente permite que todas as necessidades do pacientes sejam identificadas”.

    “É vital que todas as pessoas com autismo possam ter acesso a um diagnóstico, pois isso pode ser a chave para uma recuperação mais rápida”, concluiu.

    A pesquisa foi feita em parceria com o Marcus Autism Center e o Children’s Healthcare of Atlanta.

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  • foto-imagem-exame-sangueTim Cook, autor do estudo e oncologista consultor da Universidade de Dundee (Grã-Bretanha), explica que é um grande desafio identificar a propagação do melanoma – o tipo mais sério de câncer de pele.

    Por isso, ele e seus colegas de estudo acreditam que é importante medir os níveis de um gene chamado TFP12 no DNA de pacientes.

    Cook argumenta que o exame de sangue é uma forma simples e precisa para descobrir o quão avançada está a doença, além de indicar se ela começou a se espalhar.

    “Isso daria a médicos e pacientes informações importantes, com muito mais antecedência do que temos no momento”, afirma. “Há crescentes evidências de que os tratamentos são mais eficientes nesses estágios iniciais. Se conseguimos identificar quando o câncer começar a se espalhar, poderemos aumentar significativamente suas chances de vencer a doença.”

    Segundo especialistas do setor, a descoberta pode levar a diagnósticos mais rápidos e novos tratamentos.

    Sob a pele

    Para Charlotte Proby, dermatologista da Universidade de Dundee, “usar exames de sangue para entender nosso DNA é uma forma simples de aprender melhor o que ocorre sob a nossa pele”.

    “O ‘ligar’ e ‘desligar’ de alguns genes parece ter efeito sobre quando, onde e por que o melanoma se espalha”, diz ela.

    O próximo passo do estudo, segundo Proby, é desenvolver um mapa de “biomarcadores”, que ajudem a identificar pacientes que precisam de reforço no tratamento do melanoma.

    Novos tratamentos

    Mais de 8 entre 10 pacientes têm sobrevivido ao melanoma por ao menos dez anos, mas especialistas dizem que há muito a ser feito em prol de pessoas cujo câncer se espalhou para outros órgãos.

    Por isso, o uso de exames de sangue pode ser importante, opina Harpal Kumar, executivo-chefe da ONG Cancer Research UK. “Essa pesquisa pode resultar em diagnósticos mais rápidos e a novos tratamentos em potencial, dando a pacientes e médicos mais chances de derrotar a doença”, diz.

    A mesma equipe de pesquisadores identificou outro biomarcador em potencial, chamado NT5E, que parece estar ligado ao avanço de um tipo agressivo de melanoma.

    Os pesquisadores dizem que essa identificação pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para a doença, sobretudo em casos em que ela se espalha a órgãos como cérebro e pulmão.

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  • foto-imagem-saude-tratar-colesterol-elevado
    Atividade física e alimentação equilibrada. Essa dupla é capaz de operar verdadeiros milagres. Mas tem gente que não consegue esse feito só com a mudança de hábitos. Para essa turma, as estatinas ainda são a melhor pedida no quesito medicamentos. Elas bloqueiam a síntese de colesterol no fígado e, com isso, disparam a demanda dessa substância. O resultado é um aumento dos receptores de LDL que acabam tirando de circulação esse vilão. Com esse mecanismo, conseguem derrubar os níveis de LDL em até 65%. Novos estudos mostram que a versão mais moderna dessas drogas, a rosuvastatina, também consegue diminuir o tamanho da própria placa de gordura.

    Dieta

    Estudos mostram que uma dieta rica em frutas e verduras e pobre em gorduras já resulta em uma queda de 13% do colesterol total. Mas não basta eliminar do prato os famosos vilões, como a carne vermelha ou o ovo. Hoje sabe-se que há uma porção de alimentos que dão um verdadeiro empurrão ladeira abaixo no colesterol. Eis alguns exemplos:

    1. Aveia: Queridinha dos cardiologistas, sabe-se que ela é tiro e queda. Quem está por trás dos efeitos são as fibras solúveis, também encontradas em frutas como a maçã e no bagaço da laranja, por exemplo. Elas ajudam a tirar o colesterol de circulação eliminando-o pelas fezes.

    2. Soja: os estudos mostram que ela é uma verdadeira farmácia. A proteína dela faz os receptores do fígado atraírem a gordura. Suas isoflavonas combatem a formação da placa e os fitosteróis competem com o colesterol diminuindo sua absorção. Para tirar proveito dela, recomenda-se consumir 25 gramas de proteína de soja todo dia – o equivalente a 100 gramas de soja cozida ou um copo de leite de soja.

    3. Antioxidantes: encontrados nas frutas e verduras ricas em vitaminas C, E e betacaroteno. Eles impedem a oxidação do LDL que está por trás da formação das placas de gordura.

    4. As gorduras boas: as tais mono ou poliinsaturadas são reconhecidamente aliadas do peito. Presentes nos óleos vegetais, na azeitona, no abacate e nas oleaginosas como nozes e castanhas, as mono reduzem o colesterol total sem alterar o HDL. Já as poli, presentes em vários óleos vegetais diminuem a produção do colesterol. Aqui entram também os aclamados ácidos graxos ômega-3 e ômega-6, presentes nos peixes de águas frias como o salmão.

    5. Álcool: estudos recentes mostraram que não só o vinho tinto, como já se sabia, mas várias bebidas alcoólicas têm efeito protetor. Mas atenção: somente em pequenas doses, o equivalente a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Acima disso, o álcool tem efeito contrário.

    6. Chocolate: de inimiga, a delícia passou a aliada. Estudos mostram que seus flavonóides têm efeito antioxidante e que sua gordura se transforma no mesmo tipo benéfico do azeite. Mas só o chocolate amargo, bem entendido. Os demais carregam gordura saturada, nociva às artérias. E não se esqueça: o ideal é consumir no máximo 20 gramas dele por dia, o equivalente a um tablete pequeno ou um bombom, pois é extremamente calórico.

    7. Suco de hortelã: uma pesquisa recente mostrou que dois copos da bebida por dia conseguem derrubar as taxas do colesterol no sangue. Para prepará-la, bata no liquidificador 100 gramas de folhas frescas em um litro de água. Só tome cuidado para que sejam da espécie Menta piperita.

    Exercícios

    Eles são fundamentais em qualquer programa anticolesterol. A atividade física age em duas frentes: reduz o LDL e aumenta o HDL. Ao que parece, eles deixam a enzima lipase, que produz o bom colesterol, mais eficaz. Outros estudos sugerem que o exercício também derruba a produção de uma enzima que destrói o HDL, a hepatolipase.

    Mas atenção: para surtir efeito, a prática deve ser regular. Isso significa pelo menos 40 minutos de exercício aeróbico, como natação, caminhadas ou corrida, todo santo dia.

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