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    Cientistas britânicos descobriram uma forma de diagnosticar sete tipos diferentes de câncer de mama, o que permitirá tratamentos mais eficazes e personalizados, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (30) pela revista British Medical Journal (BMJ).

    A prova, que estará disponível dentro de dois anos, permite a identificação de dez proteínas chave em células de tumor de mama das quais até agora só duas foram identificadas, o receptor de estrogênio (ER), que o tumor ser sensível aos hormônios e o HER2.

    A pesquisa, realizada por uma equipe dirigida por Andy Green, da Universidade inglesa de Nottingham, confirma que as diferentes combinações e níveis destas proteínas configuram os sete tipos de câncer de mama. Depois disso, os cientistas buscaram sinais de cada classe de câncer em 1.703 amostras tumorais procedentes de um banco de tecidos e encontraram que 93% das amostras analisadas correspondiam com alguma dessas sete classes identificadas, enquanto 7% do restante foi mais difícil de classificar.

    Este novo diagnóstico evitará a aplicação de tratamentos desnecessários ou inadequados aos pacientes e espera-se que aumente os níveis de sobrevivência pois, segundo os cientistas, cada tipo de câncer tem um impacto diferente nos índices de superação da doença.

    Green, o chefe da pesquisa, explicou que conforme aumentam as opções de tratamento para os doentes de câncer, a escolha do mais adequado para cada paciente é mais complexa. Este estudo, financiado por uma comunidade de cientistas contra o câncer de mama, representa um passo para tornar realidade “o santo graal da medicina personalizada”.

    Segundo a diretora-executiva, Delyth Morgan, ele oferece esperança a 50 mil mulheres diagnosticadas de câncer de mama no Reino Unido cada ano.

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    Uma equipe da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, diz ter descoberto a primeira prova de que uma mutação no DNA pode de fato diminuir o metabolismo.

    No entanto, a condição é rara. Os cientistas dizem que menos de 1% das pessoas são afetadas por essa condição e, quando são, costumam ser muito obesas desde a infância.

    A descoberta foi divulgada na publicação científica Cell e pode levar a novos tratamentos mesmo para pessoas sem mutação no DNA.

    Gene ausente
    A pesquisadora Sadaf Farooqi, envolvida na pesquisa, disse à BBC que a “desculpa” do lento metabolismo costumava ser desprezada por médicos e pela sociedade em geral, por falta de provas científicas.

    Os estudiosos já sabiam, antes da pesquisa, que camundongos que nascem sem uma seção do DNA – um gene chamado KSR2 – ganham peso facilmente. Mas o que eles não sabiam era o efeito da mutação em humanos.

    Para isso, eles fizeram testes com 2.101 pessoas muito obesas. Algumas delas possuíam a versão mutante do DNA.

    “(Se você tem a mutação) você fica com fome e querendo comer bastante, não fica com vontade de se mexer muito por conta do lento metabolismo e provavelmente terá diabetes do tipo 2 com pouca idade”, disse Farooqi.

    O KSR2 afeta a forma como células individuais interpretam sinais, como a presença do hormônio insulina. Por sua vez, isso afeta a capacidade do corpo de queimar calorias.

    De qualquer forma, Farooqi acredita que, apesar de terem a mutação genética estudada pelos cientistas da Universidade de Cambridge, algumas das pessoas afetadas têm um peso normal. Por outro lado, Farooqi diz que 2% das crianças obesas aos cinco anos de idade têm a mutação.

    Caso a indústria farmacêutica consiga desenvolver remédios para lidar com problemas semelhantes ao KSR2, isso pode vir a beneficiar todas as pessoas que são obesas – não só as que possuem o gene mutante.

    Outros fatores genéticos que influenciam o surgimento da obesidade já eram conhecidos.
    Pessoas, por exemplo, que tem duas cópias de uma versão considerada de alto risco do gene FTO, uma vinda de cada um dos progenitores, teriam uma probabilidade 70% maior de se tornar obesas, dizem cientistas.

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    O relatório afirma que o país “é um exemplo, onde o sistemático fornecimento de imunizações, cuidados de saúde no nível da comunidade e melhoras na saúde pública permitiram fortes melhoras na sobrevivência de crianças”.

    O Brasil já que conseguiu exceder as Metas do Milênio da ONU, de redução de dois terços da mortalidade infantil de 1990 até 2015.

    O país reduziu seu índice de 62 mortes a cada mil nascimentos, em 1990, para 14, no ano passado. O Brasil não só excedeu a meta dos dois terços como também se manteve abaixo da marca das 20 mortes por mil nascimentos – o índice considerado como erradicação pela ONU.

    O texto da entidade, sediada em Londres, afirma que o mundo conseguiu reduzir quase pela metade a mortalidade infantil – de crianças até cinco anos de idade – em 22 anos. De 1990 até 2012, a mortalidade infantil caiu de 12 milhões de crianças por ano para 6,6 milhões.

    No entanto, segundo a entidade, o mundo está longe de conseguir cumprir a Meta do Milênio – definida pela ONU – de reduzir em dois terços o índice até 2015.

    O Níger é o país que lidera a redução da mortalidade infantil no mundo, seguido por Libéria, Ruanda, Indonésia, Madagascar, Índia, China, Egito, Tanzânia e Moçambique. No ranking de países que mais reduziram a mortalidade infantil, o Brasil aparece em 15º lugar.

    O Níger conseguiu reduzir a mortalidade infantil de 326 mortes por 1.000 pessoas em 1990 para 114. Apesar de estar perto da Meta do Milênio – de redução de dois terços do índice – a marca do país ainda é considerada alta. O Brasil, por exemplo, tem 14 mortes para cada 1.000 nascimentos.

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  • Quem diz é o psicólogo americano Barry Komisaruk, professor da Universidade Rutgers, de Nova Jersey, que já passou 30 de seus 72 anos investigando os benefícios do prazer sexual no bem-estar das mulheres.

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    Seu último estudo demonstra que o clímax estimula todas as principais áreas do cérebro e tenta encontrar possíveis usos terapêuticos do estímulo vaginal.

    No atual estágio, os estudos de Komisaruk estão concentrados em verificar se o prazer sexual pode ajudar no tratamento de pacientes com ansiedade, depressão ou dependências.

    Durante sua pesquisa, Komisaruk colocou suas pacientes em câmaras de ressonância magnética com a recomendação de estimular suas partes íntimas até alcançar o orgasmo.+

    O monitoramento cerebral desse processo o levou a algumas conclusões interessantes, que Komisaruk compartilhou nesta entrevista telefônica com a BBC Mundo, o serviço em espanhol.

    O que acontece no cérebro de uma mulher durante um orgasmo?

    Barry Komisaruk – Há um enorme aumento da atividade. O que averiguamos é que durante o orgasmo há um aumento impressionante do fluxo de sangue e de oxigênio na cabeça, ambos nutrientes muito benéficos para o cérebro.

    Como é sua análise do cérebro?

    Komisaruk – Monitoramos sua atividade durante o clímax e observamos quais zonas são ativadas quando a mulher tem um orgasmo. Já vimos que seus efeitos benéficos chegam a todos os sistemas principais do cérebro. Eu me refiro ao sistema sensorial, ao sistema de coordenação motora, etc.
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    Seu estudo menciona que conhecer os efeitos do orgasmo na nossa cabeça pode ajudar a superar a depressão, a ansiedade ou o vício. Como?

    Komisaruk – É precisamente isso que queremos comprovar. Para isso, permitimos que a paciente veja a própria análise de seu cérebro ao vivo. Estamos no processo de averiguar se visualizar os processos de nossa mente ajuda a controlá-la. Há uma zona chamada núcleo accumbens que é a área do prazer.

    Essa área é ativada pela nicotina, pelo chocolate, pela cocaína e também pelos orgasmos. A minha pergunta é: podemos ensinar a nós mesmos como aumentar conscientemente a atividade nesse núcleo observando seu funcionamento? Que efeito teria isso em pacientes com depressão ou ansiedade?

    Quão conhecidos são os efeitos do orgasmo na saúde?

    Komisaruk – Praticamente não há estudos. Este é o primeiro que se faz sobre suas consequências sobre o cérebro. O que já se estudou é o resultado do orgasmo no coração da mulher e também os benefícios do orgasmo masculino para evitar o câncer de próstata.

    Comprovou-se que as mulheres que tinham mais orgasmos gozavam de uma melhor saúde cardíaca. O estudo em homens mostrou que os que tinham menos orgasmos não haviam liberado substâncias tóxicas que estavam acumuladas na próstata pela ausência de ejaculação. Esse fator os faz mais propensos ao câncer.

    Quando acredita que seu conhecimento sobre o cérebro será suficiente para oficializar uma prescrição médica de orgasmos?

    Komisaruk – Eu já recomendo. Mas para conseguir que isso seja feito de maneira regular são necessárias mais pesquisas. Dependerá das descobertas que façamos no futuro.

    É fácil conseguir dinheiro para pesquisar a sexualidade?

    Komisaruk – É muito difícil. As entidades que financiam são reticentes em dar dinheiro para estudos sobre o prazer e o sexo. Em parte porque enfrentam a pressão social. O governo não quer se envolver com pesquisas sobre a sexualidade por temor de ser criticado com o argumento de que há problemas mais sérios.

    Por que está interessado no orgasmo da mulher e não do homem? Há muita diferença entre os dois?
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    Komisaruk – Há mais semelhanças que diferenças. A razão pela qual comecei a me interessar pelo orgasmo feminino foi que encontrei evidências de que o estímulo vaginal tem a capacidade de bloquear a dor sem necessidade sequer de alcançar o orgasmo.

    Demonstramos que ambos os prazeres atuam como calmante, mas que o orgasmo é mais efetivo que a simples estimulação.

    A partir disso, muitas mulheres me disseram que utilizam a estimulação vaginal para reduzir o mal-estar da menstruação ou a dor provocada pela prática de esportes. E isso funciona para elas.

    Então a estimulação vaginal pode aliviar a dor a longo prazo ou somente a curto prazo?

    Komisaruk – Meus estudos somente conseguiram estabelecer que o orgasmo reduz a dor menstrual imediatamente e pode ter um efeito por horas.

    O alívio das dores nas costas é outro efeito benéfico da estimulação vaginal e dos orgasmos.

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  • foto-imagem-thalidomide-packetsComo resultado, em vários países, indivíduos que nasceram com deficiências físicas e tiveram recusados seus pedidos de indenização estão agora exigindo que seus casos sejam reconsiderados.

    Criada pela companhia farmacêutica alemã Grunenthal, a talidomida começou a ser vendida em 1957, inicialmente como um sedativo leve. Depois, passou a ser receitada a mulheres grávidas, para combater o enjoo.

    Em 1961, já havia ficado claro que o remédio estava levando ao nascimento de bebês com problemas de formação graves, como o encurtamento de braços e pernas. Ainda em 1961, a droga foi retirada do mercado em vários países.

    Segundo números oficiais, cerca de 10 mil pessoas em todo o mundo nasceram com más-formações provocadas pela talidomida. Acredita-se que muitas mortes ocorreram ainda no útero.

    Hoje, a talidomida ainda é utilizada para tratar a hanseníase (lepra) e o mieloma múltiplo (um tipo de câncer).

    No Brasil – segundo país do mundo em casos de hanseníase, superado apenas pela Índia – milhões de comprimidos da droga são consumidos por milhares de pacientes. Recentemente, um estudo brasileiro vinculou 100 casos de bebês nascidos com deformidades à ingestão de talidomida.

    Nova Pesquisa
    Em 1973, na Grã-Bretanha, após longas batalhes em tribunais, os distribuidores britânicos da Talidomida – a empresa Distillers – concordaram em compensar financeiramente as vítimas.

    O Thalidomide Trust foi criado e mais de 400 crianças foram beneficiadas.

    No entanto, os critérios para a determinação dos casos que se qualificam para receber indenizações são, na opinião de alguns, inapropriados.

    Muitos indivíduos que nasceram com deformidades mas foram excluídos do grupo que recebe ajuda financeira para conviver com suas deficiências acompanham com atenção os estudos do pesquisador Neil Vergesson, da University of Aberdeen, Escócia.

    Vergesson vem observando os efeitos da talidomida no desenvolvimento de embriões de pintinhos e peixes.

    No passado, o especialista escreveu relatórios para advogados que representavam alguns dos pacientes excluídos da lista oficial de vítimas.

    Na década de 1960, especialistas decidiram que os fetos eram afetados pela droga durante um período muito curto da gestação – entre o vigésimo e o trigésimo-sexto dia após a concepção.

    Vargesson questiona essa teoria. E afirma também que a droga afeta indivíduos de maneiras diferentes.

    “Esse intervalo de tempo (durante o qual o feto seria sensível à droga) foi baseado em entrevistas com pais de crianças seriamente afetadas e está relacionado a danos externos e danos internos graves”, disse.

    E acrescentou: “Tendo em vista a diversidade dos danos em sobreviventes da talidomida e estudos em animais que mostram que em uma mesma ninhada cada feto é danificado de forma diferente, está claro para mim que a droga age de maneira diferente em cada indivíduo e embrião”.

    Para Vergesson, é possível que a talidomida provoque uma gama mais ampla de danos do que se imaginava.

    No entanto, ele admite que é difícil saber com exatidão que danos são esses.

    “Jamais saberemos a gama verdadeira (de efeitos da droga), é tão difícil voltar 55 anos e dizer, bem, vamos dar uma olhada nessas pessoas, porque na maioria dos casos, nem sabemos quem são essas pessoas”.

    O trabalho de Vergesson é polêmico e há especialistas que discordam de suas conclusões.

    Para alguns, porém, as pesquisas do especialista oferecem alguma possibilidade de justiça.

    Injustiça?
    O britânico Gary Grayson, da cidade inglesa de Ipswich, nasceu em 1961. Suas pernas tinham deformidades graves e foram amputadas antes de ele completar dois anos de idade.

    Poucos meses depois, ele passou a usar pernas artificiais.

    A mãe de Grayson tomou talidomida, mas ele nunca recebeu qualquer indenização.

    Médicos do Thalidomide Trust disseram que as deformidades que Grayson apresentava não eram típicas da talidomida.

    Ele não deixou que a deficiência atrasasse seu desenvolvimento e se saía bem na escola. Hoje, casado e pai de família, trabalha no Ministério da Defesa britânico.

    “Na minha juventude, nunca me considerei uma vítima”.

    Mas agora, depois de investigar mais a fundo seu próprio histórico médico, ele acha que tem provas suficientes para brigar na Justiça por uma indenização.

    Indenizações
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    Várias firmas de advocacia vêm cuidando do caso de Grayson e de outras supostas vítimas – muitas delas britânicas. O grupo se autodenomina Thalidomiders.

    Em outros países, há mais processos estão em andamento.

    Na Espanha, 185 pessoas estão levando o fabricante alemão Grunenthal para o tribunal. Elas nunca receberam qualquer indenização da empresa.

    No ano passado, na Austrália, os distribuidores da droga concordaram em indenizar uma vítima, Lynette Rowe, de 50 anos. Mais casos são esperados ainda neste ano.

    No Brasil, vítimas da talidomida ganharam direito a indenizações pelo governo brasileiro em 2010. O governo foi responsabilizado porque, ao contrário de outros países, que retiraram a droga de circulação em 1961, o Brasil só suspendeu o uso do medicamento quatro anos depois.

    Segundo estimativas de 2010, 650 brasileiros se qualificavam para receber compensação financeira.

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  • foto-imagem-antiretroviralPessoas com HIV poderão iniciar o tratamento antirretroviral assim que receberem o diagnóstico. A mudança faz parte das novas diretrizes terapêuticas para o cuidado do HIV no Brasil, aprovadas pelo Comitê Assessor para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV e Aids, do Ministério da Saúde.

    Até o dia 5 de novembro, o texto do “Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos” estará aberto para consulta pública e poderá receber sugestões.

    Atualmente, a indicação para início da terapia antirretroviral ocorre quando o paciente já apresenta sintomas da Aids – como perda de peso, febre, diarreia e fadiga – ou quando o exame de contagem de linfócitos CD4 apresenta resultados alterados (abaixo de 500 células/mm3).

    Segundo o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério, o objetivo da estratégia é diminuir a transmissão do HIV por pessoas já diagnosticadas e melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus.

    Outra alteração trazida pelo protocolo é a definição do tratamento de primeira linha, que passa a ser composto pelos medicamentos tenofovir, lamivudina e efavirenz. Os medicamentos da classe de inibidores de protease passam a constituir a segunda linha de tratamento, ou seja: são a opção caso o paciente não responda bem à primeira linha.

    Depois de terminada a consulta pública, o novo protocolo deve ser publicado em forma de portaria. Para o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Fábio Mesquita, a partir dessa publicação, o protocolo determinará claramente a conduta que deve ser adotada pelos médicos em relação ao HIV. Anteriormente, existiam apenas recomendações, que os médicos poderiam acatar ou não.

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  • foto-imagem-spray-cafeMilhões de pessoas no mundo todo passam por este ritual logo pela manhã: tomar um café antes de começar a jornada de trabalho, ingerindo o estimulante contido na bebida que manterá a pessoa desperta para enfrentar as obrigações.

    Mas, para os que não gostam do sabor do café ou não se sentem bem com a bebida, um ex-aluno da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criou um spray de cafeína batizado de ‘Sprayable Energy’ (energia pulverizada, em tradução livre).

    Como o nome indica, é um spray que espalha uma solução de água e cafeína e pode ser aplicado na pele como se fosse um perfume.

    O inventor do spray garante que ele proporciona um aumento da energia moderado e duradouro, pois a cafeína será absorvida pelo organismo em um ritmo constante e durante um período de várias horas.

    ‘Estudei a estrutura molecular da cafeína e percebi que, como acontece com a nicotina, (ela) também pode ser absorvida através da pele’, afirmou à BBC Mundo Ben Yu, um jovem de 21 anos que criou o produto junto com o pai.

    ‘Quando se toma o café ou uma bebida energética, se sente um aumento (de energia) durante um período curto de tempo e logo vem a queda, enquanto com a energia em spray se recebe uma quantidade inferior de cafeína durante um período maior e a um ritmo constante’, disse.

    ‘A cafeína em spray funciona melhor com as pessoas que são mais sensíveis a esta substância. São as que mais gostaram do projeto, já que não podem consumir as bebidas energéticas disponíveis no mercado, pois ficam muito nervosas’, acrescentou.

    Concentração
    Yu afirma que o spray é composto de água, cafeína e tirosina, que, segundo ele, é um aminoácido que permite aumentar a concentração da cafeína na água.

    A recomendação é que o produto seja usado no máximo seis vezes em um período de quatro horas e também não se deve ultrapassar as 24 pulverizações por dia.

    Apesar de garantir que não há efeitos secundários, o ‘Sprayable Energy’ não será vendido a menores de 18 anos e nem a mulheres grávidas.

    Pelo fato de conter uma solução de água e cafeína, o produto não deverá passar por testes clínicos. Portanto, não há mais provas de sua eficácia além do que afirmam os criadores do spray.

    ‘Não tenho muita certeza de que vai funcionar. Não duvido que tenha cafeína. O que não está tão claro é quanto de cafeína vai para a corrente sanguínea, levando em conta que a base principal do produto é a água’, disse à BBC Mundo Sean Nordt, diretor do Departamento de Toxicologia da Universidade do Sul da Califórnia.

    De acordo com Nordt, o fato de um produto como este não passar por controles como os necessários para os medicamentos, por exemplo, faz com que não se tenha certeza sobre seus efeitos.

    O especialista também alerta que ‘é preciso ter cuidado com a quantidade de cafeína que se consome, já que, em doses altas, como acontece com algumas bebidas energéticas, pode ser perigosa’.

    Além das questões ligadas à eficácia e segurança do spray de cafeína, muitos também poderão alegar que o produto jamais poderá substituir o prazer de uma boa xícara de café.

    No entanto, ainda será preciso esperar para ver se o ‘Sprayable Energy’ será um sucesso comercial.

    Em agosto os inventores do projeto começaram a arrecadar verbas para sua fabricação com uma página de financiamento coletivo e, por enquanto, já superaram a marca dos US$ 160 mil (quase R$ 353 mil) arrecadados.

    Em algumas semanas eles devem começar a fase do envio do produto a quem quiser comprar pela internet. Além disso, eles esperam que o spray chegue às lojas em 2014.

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  • foto-imagem-mal-de-alzheimer
    A descoberta da primeira substância química capaz de prevenir a morte do tecido cerebral em uma doença que causa degeneração dos neurônios foi aclamada como um momento histórico e empolgante para o esforço científico.

    Ainda é necessário maior investigação para desenvolver uma droga que possa ser usada por doentes. Mas os cientistas dizem que um medicamento feito a partir da substância poderia tratar doenças como Alzheimer, Mal de Parkinson, Doença de Huntington, entre outras.

    Em testes feitos com camundongos, a Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, mostrou que a substância pode prevenir a morte das células cerebrais causada por doenças priônicas, que podem atingir o sistema nervoso tanto de humanos como de animais.

    A equipe do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Toxicologia da universidade focou nos mecanismos naturais de defesa formados em células cerebrais.

    Quando um vírus atinge uma célula do cérebro o resultado é um acúmulo de proteínas virais. As células reagem fechando toda a produção de proteínas, a fim de deter a disseminação do vírus.

    No entanto, muitas doenças neurodegenerativas implicam na produção de proteínas defeituosas ou “deformadas”. Estas ativam as mesmas defesas, mas com consequências mais graves.

    As proteínas deformadas permanecem por um longo tempo, resultando no desligamento total da produção de proteína pelas células do cérebro, levando a morte destas.

    Este processo, que acontece repetidamente em neurônios por todo o cérebro, pode destruir o movimento ou a memória, ou até mesmo matar, dependendo da doença.

    “Extraordinário”
    Acredita-se que este processo aconteça em muitas formas de neurodegeneração, por isso, interferir este processo de modo seguro pode resultar no tratamento de muitas doenças.

    Os pesquisadores usaram um composto que impediu os mecanismos de defesa de se manifestarem, e por sua vez interrompeu o processo de degeneração dos neurônios.

    O estudo, divulgado na publicação científica Science Translational Medicine, mostrou que camundongos com doença de príon desenvolveram problemas graves de memória e de movimento. Eles morreram em um período de 12 semanas.

    No entanto, aqueles que receberam o composto não mostraram qualquer sinal de tecido cerebral sendo destruído.

    A coordenadora da pesquisa, Giovanna Mallucci, disse à BBC: “Eles estavam muito bem, foi extraordinário.”

    “O que é realmente animador é que pela primeira vez um composto impediu completamente a degeneração dos neurônios.”

    “Este não é o composto que você usaria em pessoas , mas isso significa que podemos fazê-lo, e já é um começo”, disse Mallucci.

    Ela disse que o composto oferece um “novo caminho que pode muito bem resultar em drogas de proteção” e o próximo passo seria empresas farmacêuticas desenvolverem um medicamento para uso em seres humanos.

    O laboratório de Mallucci também está testando o composto em outras formas de neurodegeneração em camundongos, mas os resultados ainda não foram publicados.

    Os efeitos colaterais são um problema. O composto também atuou no pâncreas, ou seja, os camundongos desenvolveram uma forma leve de diabetes e perda de peso.

    Qualquer medicamento humano precisará agir apenas sobre o cérebro. No entanto, o composto dá aos cientistas e empresas farmacêuticas um ponto de partida.

    Estudo de referência
    Comentando a pesquisa, Roger Morris da King’s College London, disse: “Esta descoberta, eu suspeito, será julgada pela história como um acontecimento importante na busca de medicamentos para controlar e prevenir o Alzheimer.”

    Ele disse à BBC que uma cura para a doença de Alzheimer não era iminente, mas disse que está “muito animado, pois é o primeiro teste feito em um animal vivo que prova ser possível retardar a degeneração de neurônios.”

    “O mundo não vai mudar amanhã, mas este é um estudo de referência.”

    David Allsop, professor de neurociência da Universidade de Lancaster descreveu os resultados como “muito impressionante e encorajador”, mas advertiu que era necessário mais pesquisas para ver como as descobertas se aplicam a doenças como Alzheimer e Parkinson .

    Eric Karran, diretor de pesquisa da organização sem fins lucrativos Alzheimer’s Research UK, disse: “Focar em um mecanismo relevante para uma série de doenças neurodegenerativas poderia render um único medicamento com benefícios de grande alcance, mas este composto ainda está em uma fase inicial.”

    “É importante que estes resultados sejam repetidos e testados em outras doenças neurodegenerativas, incluindo o mal de Alzheimer.”

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    A crítica de gastronomia Stephanie Lucianovic sofre mais aversão à comida do que a maioria das pessoas. “Ser difícil para comer não é uma opção, é uma verdadeira desgraça.”

    “Repulsão seguido pelo desejo de vomitar.” Essa foi sua reação quando tentou comer certos alimentos que odiava. Atualmente esses alimentos incluem passas, bananas e vísceras.
    David Jackson, do centro de investigação sobre alimentos do Leatherhead, não gostava de azeitonas quando era criança.

    “As azeitonas são muito amargas”, diz ele. “Eu odiava.”

    “Mas o que provavelmente aconteceu é que, quando você fica mais velho, você quer parecer mais sofisticado, e por isso há uma motivação para comê-las, mesmo que não goste.”

    Razões biológicas e sociais

    As razões biológicas que levam certas pessoas a rejeitarem certos alimentos têm sido amplamente estudadas, mas as razões sociais são menos claras.

    “É difícil saber por que superamos aversões a determinados alimentos, mas é claro que muitas pessoas passam a ser menos exigentes à medida que ficam mais velhas”, diz Paul Chappell, do Departamento de Sociologia da Universidade de York, na Grã-Bretanha.

    “Querer seguir somente a própria vontade está associado à infância: nós esperamos que as crianças rejeitem uma grande quantidade de alimentos.”

    “O caso não é o mesmo para os adultos. Ser exigente não é socialmente aceitável, e recusar determinados alimentos por não gostar, pode causar situações constrangedoras.”

    Stephanie Lucianovic, que publicou um livro sobre a vida de um adulto exigente, disse que estes são estigmatizados.

    “Isso acontece, principalmente, porque as pessoas pensam que é uma opção, que eles estão fazendo isso para irritar e não se importam em incomodar os outros.”

    Ela mesma é exigente, e aprendeu a comer certos alimentos combinando-os com os sabores que gosta.

    Agora, os odiados brócolis, couve de Bruxelas e pêssego se tornaram iguarias em seu prato, Lucionovic disse à BBC.

    Genes e evoluçãofoto-imagem-azeitonas

    As razões pelas quais as pessoas preferem determinados alimentos são mais claras.

    Os cientistas têm investigado as diferenças genéticas, e têm agrupado as pessoas em três diferentes grupos: os “degustadores”, os “super degustadores” e os “degustadores regulares”.

    Os super degustadores tendem a ter uma maior correlação com os genes que codificam os receptores das papilas gustativas, que são responsáveis por identificar os componentes amargos.

    E assim, eles têm uma forte aversão a alimentos amargos, como couve de Bruxelas e brócolis.

    O cheiro também influencia muito.

    “O queijo, por exemplo, quando envelhece, ou quando colocamos algum fungo para fazê-lo maturar, degradam os aminoácidos das proteínas do leite e o mal cheiro ocorre”, disse David Jackson.

    Do ponto de vista da evolução, há razões para esta reação a alimentos amargos e que contêm enxofre.

    “Os caçadores dependiam do olfato. O cheiro de enxofre indicava a presença de bactérias nos alimentos. Comê-los poderia deixá-los doente”, explica Jackson.

    Da mesma forma, a evolução pode explicar a aversão inata ao gosto amargo.

    Algumas plantas não comestíveis são amargas, e por isso aqueles que conseguem fazer essa associação têm mais chance de sobreviver.

    Como superar as aversõesfoto-imagem-prato-comida

    Muitos conseguem facilmente superar essas aversões. Mas e aqueles que não conseguem?

    As motivações para superá-las variam. Podem ser pressões sociais, desejo de parecer sofisticado, ou necessidade por hábitos mais saudáveis.

    Em todos os casos, a melhor maneira de superar essas aversões é comer mais desses alimentos. Quanto mais você come, mais você vai gostar e a rejeição diminuirá.

    Ao beber cerveja ou vinho pela primeira vez, muitas vezes, a reação é “isso não é gostoso, é muito amargo”, diz Jackson.

    “Mas se você continuar tentando por um tempo, essa aversão é superada e torna-se uma experiência agradável.”

    Acabar com a pressão

    As crianças, mais do que os adultos, têm uma cautela natural em relação aos alimentos.

    Para Emma Uprichard, da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, os pais devem parar de pressionar seus filhos a comer alimentos mais saudáveis.

    Segundo ela, “muitos adultos têm memórias de alimentos que odiavam quando eram crianças e isso não deixou nenhum trauma quando cresceram.”

    “Uma das perguntas que fazemos é se talvez não deveríamos relaxar um pouco em relação aos hábitos alimentares dos filhos, por ser um desgaste emocional para os pais forçá-los a comer o que é considerado mais adequado.”

    “Isso ajudaria um pouco, já que os pais não se sentiriam tão culpados o tempo todo.”

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    Médicos americanos prescrevem antibióticos para seis em cada dez pacientes com dor de garganta, embora apenas uma única infecção entre dez seja severa o suficiente para justificar essa indicação, anunciaram pesquisadores na quinta-feira (3), em San Francisco. Os resultados do estudo foram publicados no “Journal of the American Medical Association” (Jama)

    O excesso de antibióticos é perigoso porque contribui para o aumento de bactérias resistentes aos tratamentos, alertaram os cientistas.

    Autoridades americanas do setor de saúde advertem que quase todas as principais infecções bacterianas no mundo estão se tornando resistentes aos tratamentos mais comuns com antibióticos.

    A atual pesquisa, conduzida por Michael Barnett e Jeffrey Linder, da Universidade Harvard e do Brigham and Women’s Hospital, inclui dados de mais de 8.100 visitas a consultórios e salas de emergência, entre 1997 e 2010.

    Inicialmente, os percentuais de prescrição de antibióticos ficavam em torno de 80%, e na década passada caíram para 60%, apontou o estudo.

    “Entre os adultos que solicitaram tratamento para dor de garganta, a prevalência da infecção pelo grupo Streptococcus pyogenes – única causa comum de dor de garganta que requer antibióticos – foi de cerca de 10%”, constataram os cientistas.

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