• imagem-foto-antiinflamatorioUm estudo britânico sugere que anti-inflamatórios analgésicos, como o ibuprofeno e o diclofenaco, podem aumentar o risco de doenças cardíacas quando ingeridos em grandes doses.

    Estudos passados já haviam apontado a relação entre anti-inflamatórios e problemas do coração, mas esta é a primeira vez que uma pesquisa faz uma análise em detalhe.

    O estudo foi publicado na revista científica Lancet.

    Os pesquisadores, da Universidade de Oxford, analisaram os prontuários de 353 mil pacientes para avaliar o impacto dos anti-inflamatórios, que são medicamentos não-esteroides e no Brasil são comercializados em produtos como Voltaren e Cataflan.

    Eles examinaram receitas médicas de altas doses dos anti-inflamatórios, de 150 mg de diclofenaco ou 2.400 mg de ibuoprofeno diariamente, e não as prescrições para pequenas doses, que podem ser adquiridas na farmácia sem receita.

    Eles concluíram que, para cada mil pacientes analisados, o risco de ataque cardíaco aumentava de 8 para 11 por ano. Eles também registraram quatro casos adicionais de falência cardíaca e uma morte, além de casos de sangramento no estômago.

    “Três casos adicionais de ataque cardíaco por ano pode parecer um risco baixo, mas cabe aos pacientes julgarem se querem tomar os medicamentos”, disse o pesquisador-chefe, Colin Baigent.

    Baigent salientou que os resultados da pesquisa não devem preocupar pessoas que tomam baixas doses dos medicamentos para tratar dor de cabeça, por exemplo.

    No entanto, ele alerta que quem já corre risco de ter doenças cardíacas tem mais chance de desenvolver as complicações se tomar altas doses dos anti-inflamatórios.

    Tábua de salvação
    Um terceiro medicamento analisado no estudo, naproxeno, acusou riscos menores de complicações cardíacas e tem sido prescrito por médicos para pacientes considerados de alto risco.

    O remédio, que tem ação similar à da aspirina, impedindo coágulo sanguíneo, também pode aumentar o risco de sangramento estomacal, afirmaram os especialistas.

    Pessoas que sofrem de artrite geralmente se beneficiam dos anti-inflamatórios analisados no estudo, que agem aliviando a dor e combatendo a inflamação.

    O professor Alan Silman, diretor da organização Arthritis Research UK, diz que esses medicamento são uma “tábua de salvação” para milhões de pessoas e são extremamente eficientes em atenuar a dor.

    “No entanto, por causa de seus possíveis efeitos colaterais, especialmente o de maior risco de complicações cardiovasculares, há uma necessidade urgente de encontrar alternativas que sejam tão eficientes e seguras”.

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  • foto-imagem-pregnancyPassado um ano desde que o Supremo Tribunal Federal autorizou o aborto em casos de gravidez de fetos anencéfalos (sem cérebro), pacientes brasileiras estão tendo acesso mais fácil ao procedimento, mas ainda há importantes deficiências a serem resolvidas, dizem médicos consultados pela BBC Brasil.

    A decisão do STF – tomada em abril de 2012 e detalhada no mês seguinte em resolução do Conselho Federal de Medicina – tem forte oposição de grupos religiosos, que a veem como um retrocesso das garantias do direito à vida.

    Antes, mulheres grávidas de fetos sem cérebro tinham de pedir à Justiça autorização para interromper a gestação, algo que podia ou não ser concedido pelo juiz.

    “Em São Paulo, isso poderia levar de uma semana a dois ou três meses”, afirma o ginecologista Cristião Rosas, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Atualmente, esse período foi reduzido a dias, caso a mulher decida pelo procedimento.

    “Mas a rapidez não vem em primeiro lugar”, complementa o ginecologista Thomaz Gollop, coordenador de um grupo de estudos sobre o aborto. “A paciente deve receber orientação psicológica e ter tempo de amadurecer (sua decisão).”

    Informações

    A gravidez de anencéfalos é considerada de alto risco, porque o feto fica em posição anormal e há o perigo de acúmulo de líquido no útero, descolamento de placenta e hemorragia. E não há perspectivas de longa sobrevivência para o feto, que em muitos casos morre durante a gestação.

    Os médicos aguardam a publicação de uma norma técnica do Ministério da Saúde, com diretrizes claras sobre como os profissionais devem lidar com o tema. A norma está em fase final, mas não há data para sua publicação.

    Enquanto isso, especialistas dizem que há desinformação, tanto entre pacientes quanto entre as próprias equipes de saúde; que os serviços que realizam o aborto (entre 50 e 60) são insuficientes; e que muitos profissionais alegam razões de foro íntimo para não informar as gestantes de seu direito ou mesmo para negar o procedimento.

    “Ainda há (entre alguns médicos) a falsa ideia de que a interrupção é mais arriscada do que deixar a gravidez evoluir. E é ao contrário”, explica Cristião Rosas. “Daí o médico posterga tanto que, quando a mulher chega ao hospital (para interromper a gestação), já está em situação de risco.”

    ‘Chorei tanto’

    A dona de casa pernambucana Elisa (nome fictício), de 23 anos, descobriu estar grávida de um bebê anencéfalo no mês passado, seu quinto de gestação.

    “Era uma menina, uma filha que eu desejei muito”, diz Elisa. “Chorei tanto. Fiz de novo o ultrassom e o médico falou que eu poderia interromper a gravidez. Decidi interromper.”

    Mas o hospital procurado por Elisa, a 680 km de Recife, é dirigido por religiosos católicos, que negaram o procedimento. Elisa recorreu a uma prima, enfermeira em um hospital em Recife, onde a jovem fez a antecipação terapêutica do parto.

    O Ministério da Saúde afirma que, diante da decisão do STF e sendo o Brasil um Estado laico, hospitais que se negarem a realizar procedimentos legais podem ser acionados na Justiça.

    Já a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende o direito de médicos e entidades exercerem objeções de consciência.

    Disparidades

    Polêmicas à parte, para Thomaz Gollop, o direito ao aborto no caso de anencefalia está consolidado “por 21 anos de (emissão de) alvarás judiciários (autorizando a prática), algo sacramentado pela decisão do Supremo”. Mas a ausência da norma técnica abre espaço para disparidades.

    “O procedimento é rápido nos Estados onde existe o serviço legal (de aborto)”, diz ele. “Não acredito que as mulheres estejam desassistidas. Mas não temos nenhuma mensuração.”

    Não há dados oficiais sobre os abortos legais de anencéfalos no Brasil nem sobre o impacto da decisão do Supremo.

    Mas o médico Jefferson Drezzet, do hospital Pérola Byington – referência em saúde da mulher em São Paulo -, diz que a decisão do Supremo não fez aumentar o número de procedimentos.

    “A anencefalia é uma doença cuja incidência obedece a uma constante. É diferente do aborto de gestações indesejadas. Portanto, não houve aumento de casos”, diz.
    “O que mudou é que as mulheres diagnosticadas não precisam passar pela torturante tarefa de ir a uma vara criminal por um pedido que podia ou não ser concedido.”

    Luto

    A isso – e independentemente se a mulher decida fazer ou não o aborto – se soma um dolorido processo de luto, explica Drezzet.

    “A mulher sente culpa, derrota. É uma situação emocionalmente difícil.”

    Elisa diz à BBC Brasil que ainda tem crises de choro quando pensa na filha que não teve.

    “Todas as vezes que eu mexo nas coisinhas que comprei para ela, eu lembro e choro.”

    Dados globais indicam que a incidência de anencefalia é de em média 1 em cada 10 mil gestações, mas – por razões não totalmente compreendidas – o Brasil é um dos países com o maior número de casos. A prevenção é feita com a ingestão de ácido fólico antes da gestação, o que reduz consideravelmente os riscos, diz Drezzet.

    Os médicos consultados dizem que, em meio à perda, é importante que a mulher não se sinta como culpada ou criminosa.

    “Ela tem que saber que tem liberdade de decidir”, diz Gollop.

    Para Débora Diniz, pesquisadora da Anis (grupo de bioética que propôs a ação no Supremo), a decisão do STF acabou com a instabilidade jurídica antes enfrentada pelas mulheres.
    Mas o tema está longe de consensos.

    “Nos preocupa o modo como o Supremo decidiu pela não-vida do anencéfalo”, diz à BBC Brasil Lenise Garcia, da comissão de bioética da CNBB. “Sua perspectiva de vida é pequena, mas ele só pode morrer porque está vivo. E a vida humana precisa ser resguardada até a morte.”

    Garcia relata histórias de mulheres que optaram por dar continuidade à gravidez de anencéfalos, os fetos sobreviveram mais do que o esperado e, até sua morte, “existiu uma interação de muito amor” entre mãe e filho.

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  • foto-imagem-enzimaSegundo a pesquisa, publicada na revista científica Journal of Biological Chemistry, as enzimas metaloproteinases da matriz (MMP-8) enviam uma mensagem ao sistema imunológico para que ataque o tumor.

    Os cientistas, da Universidade de East Anglia (UEA), investigaram como tais substâncias agem em pacientes com câncer de mama.

    Eles descobriram que as células cancerígenas que produzem altas doses de MMP-8 não sobrevivem porque essas enzimas alertam o sistema imunológico sobre a localização do tumor, ajudando o organismo a atacá-lo.

    Segundo os pesquisadores, pacientes de câncer de mama que produzem boas doses de MMP-8 têm mairoes chances de cura.

    Camarada

    Pesquisas anteriores haviam mostrado que as enzimas MMP-8 provocavam o efeito contrário.

    Segundo o pesquisador-chefe do estudo, Dylan Edwards, da Faculdade de Ciências Biológicas da UEA, antes acreditava-se que essas enzimas atuavam como “tesouras moleculares”, produzindo dois agentes inflamatórios que danificam estruturas da células, abrindo o caminho para a proliferação do tumor.

    “No entanto, agora sabemos que, ao mesmo tempo, as MMP-8 também servem de alerta para o sistema imunológico, que é acionado para atacar o tumor. Isso nos ajuda a entender sua função protetora”, disse Edwards.

    Medicamentos contra o câncer testados na década de 90 que agiam boqueando essas enzimas não se mostraram eficientes e agora essa pesquisa explica por quê.

    Ainda não se sabe exatamente como a enzima produz os dois agentes inflamatórios, o que deve ser investigado em próximas pesquisas.

    A médica Emma Smith, da organização Cancer Research UK, diz que o estudo fornece pistas iniciais sobre como a enzima desempenha o papel de “camarada” ao recrutar as células de defesa para lutar contra o câncer.
    “Mas as descobertas estão no estágio inicial e mais estudos são necesssários para provar que as enzimas são de fato eficientes no combate aos tumores”, diz Smith.

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  • foto-imagem-mastectomia-retirada-da-mama-seiosA atriz americana Angelina Jolie anunciou, em um texto no jornal The New York Times, que se submeteu à retirada das mamas com a finalidade de evitar um tumor ali. A notícia causou alvoroço e as pessoas passaram a questionar a real necessidade de um procedimento tão radical.

    Em primeiro lugar, vale reforçar que Angelina perdeu a mãe para a mesma doença e realizou um teste genético para saber o seu risco. No caso, o exame apontou que ela tinha uma probabilidade de 87% de desenvolver o problema nas glândulas mamárias em algum momento da vida. Esse método consiste em pegar uma amostra de sangue e rastrear mutações em genes que, segundo estudos, elevam pra valer o risco de câncer, como o BRCA1, alterado em Angelina Jolie.

    Segundo o mastologista João Carlos Sampaio Góes, diretor técnico-científico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, além da questão genética, existem outros fatores que acusam a maior possibilidade de ter a doença, como o estilo de vida e o histórico do paciente e a presença de casos de câncer na família. Por isso, cogitar a retirada das mamas requer que se avalie cada caso em particular, bem como as condições de saúde da mulher. A cirurgia profilática é indicada apenas a pacientes de alto risco confirmado.

    “Na verdade, Angelina nem se submeteu a uma mastectomia, que consiste na retirada total dos seios, mas a uma adenectomia, ou seja, a remoção das glândulas mamárias”, esclarece Góes. Depois disso, já se costuma reconstruir a região, em uma cirurgia plástica, com enxertos e uma prótese de silicone. “Todo esse procedimento reduz o risco de câncer ali em até 95%, o que, de fato, é mais eficaz do que qualquer outro método, além de ter um efeito permanente”, explica o médico.

    O mastologista Henrique Pasqualette ressalta, no entanto, que a retirada não anula por completo a probabilidade de um tumor aparecer. No caso de Angelina, o risco caiu de 87% (apontado no seu teste genético) para 5%. Daí que é necessário continuar o acompanhamento médico. Como nem todas as mulheres terão essa alteração genética que faz a doença se manifestar mais cedo, às vezes na casa dos 30 anos, nem vão realizar os testes de DNA que a deduram, cabe lembrarmos das estratégias mais amplas de detecção precoce do câncer de mama.

    Prevenção sem cortes
    De modo geral, as recomendações para flagrar o quanto antes um câncer de mama, algo fundamental para vencer a doença — quanto mais cedo o problema for descoberto e começar o tratamento, maior a chance de cura — envolvem a realização do autoexame e da mamografia a partir dos 40 anos de idade. O exame tem de ser feito anualmente. Caso a mulher possua histórico familiar da doença, a inspeção deve começar mais cedo e se repetir a cada seis meses.

    Quando é confirmado um alto risco e a mulher não quer, sob hipótese nenhuma, passar por uma cirurgia para remover as mamas, uma opção é apelar para o que os especialistas chamam de quimioprevenção. “Administramos substâncias que funcionam como anti-hormônios e evitam estímulos naturais para a multiplicação de células cancerosas”, explica Góes. A eficácia dessa estratégia gira em torno de 20 a 50%, mas ela dispara alguns efeitos adversos.

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  • Cientistas americanos afirmam ter criado um embrião humano por meio de clonagem – uma descoberta comemorada e considerada promissora pela comunidade científica.

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    Em um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Cell, cientistas da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, dos Estados Unidos, afirmaram ter recorrido a métodos semelhantes aos usados na clonagem da ovelha Dolly, em 1996.

    Criar células-tronco a partir de clonagem é mais fácil, barato e, especialmente, menos polêmico do que fazê-lo a partir de um embrião real.

    No novo experimento, o material retirado de uma célula adulta é transplantado em um óvulo cujo DNA havia sido retirado.

    Os cientistas, então, induziram os óvulos não fertilizados a se transformar em células-tronco embrionárias. Para isso, foi utilizado um estímulo elétrico.

    Aposta

    Células-tronco são uma das maiores esperança da medicina. Isso porque são capazes de se transformar em qualquer outra célula encontrada no corpo humano, como um músculo cardíaco, ossos ou neurônios.

    Na prática, elas podem ser usadas para curar os danos causados por um ataque cardíaco ou recuperar um trauma em uma medula espinhal.

    Já há testes que usam células-tronco – retiradas de embriões doados – para restaurar a visão de pessoas, por exemplo.

    O novo procedimento, de usar células-tronco a partir de clonagem, também ganhou elogios dos mais conservadores, que são contra a utilização das células-tronco embrionários.

    Tais grupos afirmam que todos os embriões, sejam eles criados em laboratórios ou não, têm o potencial de se transformar em um ser humano, e que, por essa razão, seria imoral realizar experimentos com eles.

    Descoberta promissora

    “Uma análise minuciosa das células-tronco criadas com essa técnica provou que elas são capazes de serem convertidas, assim como uma célula-tronco embrionária normal, em diferentes tipos de célula, incluindo células nervosas ou cardíacas”, afirmou Shoukhrat Mitalipov, um dos coordenadores do estudo.

    “Ainda há muito trabalho a ser feito para que seja desenvolvido um tratamento com células-tronco seguro e efetivo. Mas acreditamos que esse é um passo significativo pra desenvolver células que podem ser usadas na medicina regenerativa.”

    Chris Mason, professor de medicida regenerativa da Universidade College London, descreveu o estudo como promissor.

    “Eles fizeram o mesmo que os irmãos Wright. Olharam para onde estavam as melhores pesquisas sobre isso e, basicamente, fizeram uma amálgama disso”, afirmou.

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  • foto-imagem-gripe Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que gripes durante a gravidez podem aumentar o risco de a criança desenvolver transtornos bipolares ao longo da vida.

    O estudo realizado com 814 mulheres grávidas e publicado na revista especializada JAMA Psychiatry afirma que infecções contraídas durante a gestação podem fazer com que a criança tenha quatro vezes mais chances de ser bipolar.

    Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia identificaram uma ligação entre a condição, frequentemente diagnosticada até a faixa etária dos 20 anos, e experiências vividas ainda no útero.

    Os cientistas envolvidos com a pesquisa alertam que os riscos permanecem baixos, mas o estudo, no entanto, se assemelha a descobertas semelhantes que ligam a gripe à uma maior incidência de esquizofrenia.

    Bipolaridade
    A bipolaridade leva a intensas mudanças no humor de uma pessoa, que podem durar meses, fazendo com que se vá da depressão e desespero a sensações de euforia, hiperatividade e perda de inibições.

    A pesquisa realizada entre pessoas nascidas no início dos anos 1960 mostrou que transtornos bipolares são quatro vezes mais comuns entre pessoas cujas mães ficaram gripadas durante a gravidez.

    A bipolaridade afeta uma em cada cem pessoas. O pesquisador-sênior envolvido com o experimento, Alan Brown, estima que as mães que ficam gripadas durante a gravidez têm uma chance de 3 a 4% de ter filhos que apresentarão transtornos bipolares.

    No entanto, na maioria dos casos de pessoas com bipolaridade não houve um histórico de mães gripadas durante a gravidez.

    Preocupação
    Sendo assim, na lista de coisas com as quais mulheres grávidas devem se preocupar, quão alto figuraria a gripe?

    “Eu diria que não muito alta”, afirma o professor Alan Brown. “As chances ainda são pequenas. Não creio que isso deva ser um motivo de alarme para as mães.

    Segundo o especialista, a vacina recomendada a mulheres grávidas em muitos países pode reduzir as chances de se contrair gripe.

    Ainda não se sabe, no entanto, como a gripe afetaria o cérebro do feto, já que o vírus não incide diretamente sobre o bebê, mas sim sobre o sistema imunológico da mãe.

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  • Gripe 10.05.2013 No Comments

    foto-mulher-gravida-gripe-bipolaridadeUma pesquisa realizada nos Estados Unidos indica que gripes durante a gravidez podem aumentar o risco de a criança desenvolver transtornos bipolares ao longo da vida.

    O estudo realizado com 814 mulheres grávidas e publicado na revista especializada JAMA Psychiatry afirma que infecções contraídas durante a gestação podem fazer com que a criança tenha quatro vezes mais chances de ser bipolar.

    Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia identificaram uma ligação entre a condição, frequentemente diagnosticada até a faixa etária dos 20 anos, e experiências vividas ainda no útero.

    Os cientistas envolvidos com a pesquisa alertam que os riscos permanecem baixos, mas o estudo, no entanto, se assemelha a descobertas semelhantes que ligam a gripe à uma maior incidência de esquizofrenia.

    Bipolaridade

    A bipolaridade leva a intensas mudanças no humor de uma pessoa, que podem durar meses, fazendo com que se vá da depressão e desespero a sensações de euforia, hiperatividade e perda de inibições.

    A pesquisa realizada entre pessoas nascidas no início dos anos 1960 mostrou que transtornos bipolares são quatro vezes mais comuns entre pessoas cujas mães ficaram gripadas durante a gravidez.

    A bipolaridade afeta uma em cada cem pessoas. O pesquisador-sênior envolvido com o experimento, Alan Brown, estima que as mães que ficam gripadas durante a gravidez têm uma chance de 3 a 4% de ter filhos que apresentarão transtornos bipolares.

    No entanto, na maioria dos casos de pessoas com bipolaridade não houve um histórico de mães gripadas durante a gravidez.

    Preocupação

    Sendo assim, na lista de coisas com as quais mulheres grávidas devem se preocupar, quão alto figuraria a gripe?

    “Eu diria que não muito alta”, afirma o professor Alan Brown. “As chances ainda são pequenas. Não creio que isso deva ser um motivo de alarme para as mães.

    Segundo o especialista, a vacina recomendada a mulheres grávidas em muitos países pode reduzir as chances de se contrair gripe.

    Ainda não se sabe, no entanto, como a gripe afetaria o cérebro do feto, já que o vírus não incide diretamente sobre o bebê, mas sim sobre o sistema imunológico da mãe.

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    A maneira mais eficaz de se proteger contra as DSTs é usando o preservativo

     

    Estudiosos alertam especialistas na área médica para a existência de um novo tipo de gonorreia (doença sexualmente transmissível), que pode matar em poucos dias.

    O principal responsável pelo estudo é o cientista Alan Christianson, fundador do centro de pesquisa Integrative Health Care. Em entrevista ao site CNBS ele afirmou que a espécie identificada como HO41 é muito perigosa, tendo efeitos semelhantes aoS da Aids.

    Atuando no organismo de forma mais direta, a DST faz a pessoa entrar em choque e morrer em questão de dias. A doença se mostra tão perigosa quanto o vírus do HIV, que já matou cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo.

    A versão mais perigosa da gonorreia foi descoberta no Japão há dois anos em uma mulher de 31 anos de idade. Segundo o diretor executivo da Coalizão Nacional de Administração de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis), William Smith, a situação só piora com o tempo, pois com o passar dos anos, a tendência é que a bactéria se torne cada vez mais nocivo ao organismo.

    A maneira mais eficaz de se proteger contra as DSTs é usando o preservativo.

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  • foto-imagem-gargantaAr seco e variações de temperatura anunciam a fase das estações mais áridas, que começam no outono e se encerram no inverno. Tais condições climáticas, por aumentarem o risco de uma falha das barreiras protetoras do organismo, também criam o contexto ideal para um crime cometido por micro-organismos: a invasão desautorizada da faringe, da laringe ou das amígdalas, que culmina em tormentos para falar, engolir… Apesar de minúsculos em tamanho, os vírus carregam o título de maiores baderneiros dessa região — patrocinam ao menos 85% das irritações ali.
    Se por um lado essa gangue possui a atenuante de geralmente não ser muito agressiva, por outro serve como porta de entrada às bactérias, essas bem mais prejudiciais e, logo, mais dolorosas. “Os vírus consomem as células de defesa. É como se eliminassem o exército que combateria outros agentes nocivos”, compara o médico Edson Mitre, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, em São Paulo.

    Com o intuito de dar fim a esses problemas, cientistas trabalham arduamente no desenvolvimento de medicamentos. Para debelar as bactérias, já criaram antibióticos — para o bem e para mal, já que são usados além da conta. Para os outros arruaceiros em questão… “Temos antivirais e vacinas, porém só para poucos tipos de vírus”, lamenta John Oxford, virologista do Royal London Hospital, na Inglaterra, e uma das maiores autoridades no assunto. “Atualmente, o jeito é diminuir o risco de contágio e melhorar o tratamento dos sintomas”, completa.
    Se no ramo da prevenção há poucas novidades — continuam a vigorar leis como lavar as mãos e evitar contato mais direto com doentes —, na área de controle dos sintomas desponta uma nova aliada: a pastilha de flurbiprofeno, recentemente lançada no Brasil. “Essa substância ameniza a dor como poucas e é segura. Tanto que o produto é isento de prescrição”, constata Flávio Kakimoto, farmacêutico e diretor de Assuntos Regulatórios e Médicos da Reckitt Benckiser Brasil, laboratório que desenvolveu a pastilha. “É uma ótima coadjuvante, mas, apesar da segurança, vale consultar um médico”, aconselha Monica Menon, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

    Antes da década de 1940, qualquer desconforto na garganta era sinônimo de preocupação. Afinal, os antibióticos não estavam disponíveis e, com isso, bactérias se multiplicavam sem grande resistência. Uma simples dor podia abrir brecha, por exemplo, para os micróbios por trás da febre reumática, capaz de afetar as juntas e o coração. Se hoje já não existe o temor excessivo, isso não significa que uma dor de garganta mereça pouco-caso — especialmente se durar mais de uma semana.

    “A dor prolongada pode ser resultado até mesmo de um câncer”, comenta o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. “Se ela não melhora ou vem acompanhada de engasgos, dificuldade para engolir e rouquidão, consulte um médico”, reitera.

    Aliás, até aí o transtorno pode ser desencadeado por um vírus: desta vez, contudo, a gente está falando do HPV. Bastante ligado a problemas nos órgãos genitais, ele, ao adentrar a boca, pode se instalar na garganta e, aos poucos, danificar suas células. Só para citar uma estatística, quem já fez sexo oral com mais de seis parceiros possui um risco 3,4 vezes maior de desenvolver câncer de garganta. “Está aí uma das razões pelas quais mais jovens vêm apresentando com maior frequência esse tipo de tumor”, avalia Kowalski.

    Ingerir álcool demais, assim como fumar, é outro grande fator de risco ao desenvolvimento do câncer dentro do pescoço. “Bebidas alcoólicas promovem uma hiperacidez no estômago, o que pode causar refluxo, gerando danos na garganta”, conta Camila Silveira, psiquiatra e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), na capital paulista. “Isso sem contar que o álcool é, por si só, abrasivo”, complementa Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa. Em outras palavras, se uma queimação sem motivo aparente der as caras, talvez seja bom maneirar nos copos de cerveja ou nas taças de champanhe.

    Não é só o câncer que pode ficar camuflado por trás de sintomas dolorosos no pescoço. Nem sempre infecções pelos vírus da gripe e do resfriado estão por trás do sintoma. Elas são, de fato, bastante comuns, principalmente na infância. Também pudera: as partículas perniciosas veem na amígdala uma de suas primeiras moradias dentro do organismo. Mas, não custa repetir, sempre é bom confirmar o diagnóstico com um especialista. “Nódulos inchados no pescoço, muitas vezes confundidos com amigdalite, podem ser traço da mononucleose”, revela o otorrinolaringologista Edson Mitre. Essa tremenda chateação, geralmente fruto do vírus Epstein-Barr, causa calafrios, náuseas e dores pelo corpo todo. Pior: demora a nos deixar em paz. Em média, suas consequências repercutem por dez dias.

    E não é só isso que uma aparente amigdalite pode acobertar. Em casos mais raros, um inchaço doído significa o surgimento de uma doença hematológica, ou seja, problemas sérios no sangue. “Diferenças grandes de tamanho entre uma amígdala e outra às vezes sinalizam até uma leucemia”, alerta Mitre. Nesse caso, é como se os anticorpos alojados na região também adoecessem, contribuindo para uma espécie de inflamação — e, por conseguinte, para a dor.

    Tudo isso, contudo, está longe de ser motivo para pânico. Desde que você fique atento aos indícios e, mais do que isso, à duração do incômodo, manter a integridade da garganta e, consequentemente, de todo o resto do organismo não é uma tarefa complicada. Basta ouvir o que o corpo tem a dizer.

    Veja como a pastilha interfere no processo infeccioso

    1. A invasão Os famigerados vírus e bactérias entram na garganta pela boca ou pelo nariz. De lá, chegam a diferentes áreas e começam a fazer estragos.

    2. A repressão O sistema imunológico responde ao ataque enviando seus policiais, ou melhor, suas células de defesa, para o local afetado. Então começa a briga.

    3. A consequência Na confusão, enzimas chamadas ciclo-oxigenases produzem prostaglandina, um mediador químico que faz os nervos enviarem sinais dolorosos ao cérebro.

    4. O efeito da nova pastilha O flurbiprofeno, seu princípio ativo, corta a concentração de prostaglandina pela metade por desligar boa parte das ciclo-oxigenases. Aí, os nervos são menos ativados.

    Quando tirar as amígdalas

    A Academia Americana de Otorrinolaringologia atualizou um guia sobre o assunto.
    A recomendação é só extrair essas estruturas em crianças em casos de infecções muito graves. “Nessa fase da vida, elas funcionam como importantes escudos”, avalia Monica Menon. “Já nos adultos, perdem parte de sua função. Portanto, se houver algum problema crônico, costuma-se optar por removê-las”, pondera.

    Mitos e verdades sobre a dor de garganta

    Ela pode evoluir para conjuntivite
    Verdade: Os micro-organismos que atacam a faringe não têm preconceito: eles afetam qualquer mucosa, inclusive a dos olhos. Por isso, quando estiver doente, não ponha as mãos na boca e, depois, perto das pálpebras.

    Tomar sorvete causa dor
    Mito: No máximo, alimentos e bebidas geladas constringem os vasos, dificultando a chegada de células de defesa. Isso, todavia, não gera irritação por si só.

    Beber água ajuda a prevenir e a tratar o desconforto
    Verdade: O tal muco é composto de 95% de H20. Na falta de líquido, essa barreira natural se torna espessa e, portanto, menos eficaz. Está aí outro argumento para não ficar com sede.

    Gargarejo com água morna, sal e vinagre combate os micro-organismos
    Mito: Misturas como essa alteram o pH da garganta. Como é sensível à acidez, ela pode até se irritar com o enxágue, o que só serve para piorar a infecção.

    Sair de um ambiente quente para outro frio e seco sem se agasalhar gera mais dor
    Verdade: Essa troca resseca o muco protetor. Desidratado, ele não intercepta as partículas nocivas, que passam a agredir o local. Um casaco atenua a mudança brusca de clima.

    Dor de garganta não é contagiosa
    Mito: Como geralmente decorre de vírus ou bactérias, que transitam de uma pessoa a outra pelo ar ou por um aperto de mãos, ela pode passar, sim.

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  • Um grupo de médicos reunidos na convenção anual da Associação Americana de Urologia, em San Diego, na Califórnia, posicionou-se nesta sexta-feira (3) contra o exame de sangue anual para detectar câncer de próstata em homens de risco médio abaixo dos 55 anos e acima dos 70.

    Para pacientes entre essas duas idades, os especialistas recomendam que cada médico avalie os benefícios e malefícios do rastreamento e decida qual a melhor abordagem para o caso. Quem optar pela triagem também deveria esperar um intervalo de pelo menos dois anos entre um exame e outro, acrescentaram os urologistas à agência Reuters.

    Na opinião dos médicos, evidências sugerem que a triagem pelo sangue está ligada a uma pequena redução no número de mortes – cerca de uma por mil homens em uma década. Além disso, resultados falsos-positivos estimulam novos exames e tratamentos desnecessários, podendo deixar os pacientes impotentes ou com incontinência urinária.

    O teste utiliza uma enzima chamada antígeno prostático específico, ou PSA, que serve para diagnóstico, monitoramento e controle do tumor de próstata, uma glândula exclusiva do sexo masculino que faz parte do sistema reprodutor, está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, e tem como função armazenar um fluido que faz parte do sêmen.

    Além do teste de sangue, há o exame de toque retal, que identifica nódulos na próstata e deve ser feito regularmente após os 40 anos.

    Indicações semelhantes

    Há um ano, o painel Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos EUA, apoiado pelo governo americano, criou polêmica ao contraindicar o rastreamento de câncer de próstata para homens de risco médio de todas as idades. Desde então, outras organizações profissionais têm tido uma visão mais crítica sobre o exame de PSA.

    No mês passado, o Colégio Americano de Médicos afirmou que homens entre 50 e 60 anos devem ter seus cuidados baseados no risco de desenvolver câncer de próstata (histórico na família, como pais e irmãos), na condição geral de saúde e nas preferências individuais de tratamento.

    Características e números

    O câncer de próstata é considerado uma doença da terceira idade, pois três quartos dos casos ocorrem a partir dos 65 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil esse tumor é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do de pele não melanoma.

    No mundo, é o câncer mais prevalente no sexo masculino (10% dos casos) e o sexto mais comum entre todos os tipos e sexos. Nos países desenvolvidos, a taxa de incidência da doença é seis vezes maior em comparação às nações em desenvolvimento. Essa diferença, na opinião dos médicos, pode ser explicada pela existência de métodos de diagnóstico mais avançados, por um maior acesso à informação e pelo aumento da expectativa de vida da população.

    Alguns tumores de próstata crescem de forma rápida e se espalham para outros órgãos, podendo até matar. A maioria, porém, cresce lentamente – leva até 15 anos para atingir o tamanho de 1 cm³ – e não chega a ameaçar a saúde do paciente. Se for detectado no início, esse câncer tem altas taxas de cura.

    Nos EUA, 239 mil homens devem ser diagnosticados com a doença este ano, e cerca de 30 mil morrerão, segundo a Sociedade Americana de Câncer.

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