• foto-imagem-colageno-articulacoesAs funções dessa proteína vão bem além de manter a pele firme. Ela atua na prevenção de doenças como osteoartrite, que incapacita muita gente de levar o dia a dia

    Estampado nos rótulos de xampus, hidratantes e produtos alimentícios, ele figura no imaginário popular como sinônimo de uma pele firme e de cabelos resistentes, devido às suas propriedades de sustentação e elasticidade. Menos popular e mais vital, porém, é a sua capacidade de fortalecer as cartilagens. “Essas estruturas é que atenuam o atrito entre os ossos, evitando a osteoartrite, ou seja, a inflamação das articulações, que ficam desgastadas especialmente nos quadris, nas mãos, nos ombros e nos joelhos”, esclarece a nutricionista Nadia Brito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O quadro se acentua com o o envelhecimento e com o sobrepeso”, alerta.

    A comida, diga-se, não entrega o colágeno de mão beijada. Mas as refeições abrigam a matéria-prima para sua fabricação dentro das células cartilaginosas. “Batizadas de condroblastos, essas unidades se valem dos aminoácidos glicina, prolina e hidroxiprolina, partículas proteicas provenientes dos alimentos de origem animal – como carnes vermelhas e ovos -, prontas para formar moléculas maiores, os peptídeos”, descreve, em detalhes, a nutricionista Andrea Frias, coordenadora do Centro de Pesquisas Sanavita, em São Paulo. “São esses peptídeos que dão origem às fibras colágenas, capazes de amortecer o impacto articular com força comparável à de um fio de aço.”

    Acontece que, a partir dos 30 anos de idade, essa fábrica celular de colágeno “desacelera cerca de 1% ao ano”, como avisa Nadia. E a situação se agrava para o time feminino após a menopausa. “Os ovários deixam de liberar o hormônio estrogênio, que estimulava a síntese de colágeno a pleno vapor”, justifica Andrea. “Por isso, sua produção despenca, em média, 30% nos primeiros cinco anos dessa fase e, depois dela, uns 2% anualmente.” A boa notícia é que é possível evitar esse prejuízo com um cardápio que compensa a lentidão do organismo para gerar quantidades adequadas de colágeno.

    Embora seja difícil mensurar em cada proteína a quantidade exata da tríade de aminoácidos formadores de colágeno, os especialistas garantem que incluir os alimentos certos nas refeições garante o aporte dos 10 gramas diários de que o organismo necessita. O pré-requisito inegociável você já conhece: a fonte proteica precisa ser de origem animal. “Carnes vermelhas, frango, peito de peru, peixes, ovos, queijo, leite e iogurte desnatado são as melhores apostas”, lista a nutricionista Alexandra Savino, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Pelo menos um desses itens deve constar nas principais refeições do dia. “Um copo de leite e dois bifes grandes já são capazes de contemplar a cota diária”, garante Nadia.

    Para assegurar que os aminoácidos ingeridos serão, de fato, convertidos em reforço para a cartilagem, você pode dar uma ajuda extra ao corpo, consumindo fontes de nutrientes que colaboram com sua absorção ou participam das reações químicas que os transformam em peptídeos e, finalmente, em colágeno. “É o caso das vitaminas A, C e E, presentes na cenoura, no pepino, na laranja, no limão e na goiaba; do zinco, encontrado nos frutos do mar e na castanha-do-pará; do selênio das nozes e do arroz preto; do silício da aveia, da cevada e da alcachofra; e do cobre ofertado pelo fígado de boi e pelos cogumelos”, ensina Alexandra. As possibilidades são inúmeras e não custa nada investir em um copo de limonada no almoço ou acrescentar um punhado de castanhas no lanche da tarde.

    Os supermercados ainda exibem produtos que prometem o chamado colágeno hidrolisado em sua formulação. “Eles contêm os aminoácidos submetidos a um processo enzimático químico que facilita sua incorporação pelo organismo”, explica Nadia. Vale dar crédito a eles, desde que com o cuidado de escolher uma marca idônea e devidamente certificada.

    O destino do nutriente O colágeno também constitui o tendão de aquiles, a ponta do nariz, os ossos e a conexão entre as costelas torácicas anteriores. “Os discos intervertebrais e uma das camadas das artérias são, ainda, formados por um tipo especial dessa proteína, chamado elastina”, explica o cientista de alimentos Jaime Farfan, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Por fim, o humor vítreo – substância ocular que preenche a área entre o cristalino e a retina – e músculos que revestem órgãos como o intestino também contam com o colágeno em sua composição.

    Reforço bem-vindo O laboratório Sanofi-Aventis acaba de lançar o Mobility, um suplemento de colágeno hidrolisado em forma de sachê, sem sabor nem cheiro, que pode ser dissolvido em bebidas e alimentos. “A suplementação é recomendada a pessoas com uma dieta carente em proteína animal e contraindicada a indivíduos com insuficiência renal”, esclarece Nadia Brito.

    1. Peixe e rúcula O ferro dos vegetais verde-escuros contribui com o processo de formação de colágeno. Aposte em pescados com rúcula e agrião.

    2. Bife e suco A bebida feita com laranja e acerola fornece vitamina C, que também dá uma força nesse processo. Ele pode acompanhar o bife do almoço.

    3. Frango e tomate Para que o consumo do frango resulte em uma fabricação de colágeno eficiente, consuma-o com tomate-cereja, que provê o auxílio das vitaminas A e C.

    4. Gelatina e companhia Contrariando a crença popular, a sobremesa está longe de ser a melhor coadjuvante na fabricação de colágeno. “A maioria das gelatinas contém uma quantidade insignificante de proteína”, desmitifica Andrea Frias. “A exceção são os produtos com colágeno hidrolisado”, ressalta Jaime Farfan. O mesmo vale para geleias de mocotó e balas de colágeno.

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  • foto-imagem-cidade-grandeNas metrópoles que não param de crescer, ônibus lotado, trânsito congestionado e violência são apenas uma parte visível do desequilíbrio urbano. Mas uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) foi a fundo para saber que tipo de pane esse veneno provoca no cérebro de quem habita um cenário assim. Batizado de São Paulo Megacity, o estudo foi feito com mais de 5 mil moradores da região metropolitana da capital paulista. Os resultados, preocupantes, revelam: quase 30% dos participantes apresentam transtornos psicológicos.

    O trabalho, vencedor do Prêmio SAÚDE 2012 na categoria Saúde Mental e Emocional, é parte de um grande levantamento feito em 24 países. E, na opinião da psiquiatra Laura Helena Silveira Guerra de Andrade, responsável pelo projeto por aqui, ele serve de modelo – e de alerta – para outros aglomerados com mais de 10 milhões de habitantes, incluindo cidades brasileiras que se aproximam dessa dimensão. “Constatamos que, nelas, as mulheres têm mais distúrbios de ansiedade e humor, enquanto homens ficam propensos a problemas de controle de impulso e abuso de drogas”, resume a médica.

    A vulnerabilidade feminina tem explicação sobretudo em dois fatores. Um deles, aponta Wang Yuan Pang, psiquiatra integrante do SP Megacity, está na oscilação hormonal. O outro, no excesso de responsabilidade. Isso porque é cada vez maior o número de mulheres na posição de chefe de família, com a sobrecarga de ter que disputar com o homem um espaço no mercado de trabalho.

    O perrengue com as contas no fim do mês, aliás, engrossa a lista de responsáveis pela fragilidade mental. “Quando o desemprego é alto, sem renda para o sustento familiar, o risco de compensar a angústia no álcool e nas substâncias ilícitas se amplia”, explica Pang. “Além disso, muita gente, principalmente os migrantes, vive em áreas de privação, com infraestrutura precária e graves problemas de marginalização, o que também contribui para esse quadro”, acrescenta.

    A criminalidade tem peso importante nessa equação, uma vez que mais de 54% das pessoas ouvidas relataram já ter presenciado algum incidente violento. “Vivenciar essas situações abre precedente para disparar diversos transtornos, e não só o estresse pós-traumático”, diz Laura Helena. O medo crônico de assalto, por exemplo, esgota o sistema de defesa psíquica, provocando quadros de ansiedade. “A vítima passa a preferir espaços fechados, restringindo sua rotina”, completa seu colega Wang Yuan Pang.

    Do minucioso questionário aplicado pela USP, surge outro dado inquietante: somente 8,7% das pessoas com alguma perturbação recebem tratamento. “Além de agravar os sintomas, isso pode deteriorar a saúde como um todo”, alerta Mario Eduardo Costa Pereira, professor de psicopatologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista. “Aumentam a insônia e a pressão arterial, a pessoa come demais ou muito pouco e até reduz sua produtividade”, ele exemplifica.

    Laura Helena acredita que o SP Megacity abre a oportunidade de desmitificar a doença mental e melhorar o acesso aos serviços especializados. Para isso, ela aposta no treinamento das equipes de saúde que fazem visitas domiciliares para que identifiquem e encaminhem os casos de risco. Enquanto isso não acontece, alguns sinais indicam que está na hora de procurar ajuda. “É importante a auto-observação de palpitações, suor excessivo em momentos de tensão, pensamentos ruins que não saem da cabeça e frequente falta de atenção”, enumera a psicóloga Dirce Perissinotti, do Programa de Atendimento às Vítimas de Violência e Estresse da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    É de Dirce também uma receita de equilíbrio quando o barulho da cidade grande falar mais alto em sua mente. “Respirações abdominais são ótimas. Além disso, tente atividades diferentes, abra-se para o novo!”

    19,9%
    Transtornos de ansiedade

    Campeões de diagnósticos, eles envolvem o temor pelo que está por vir. Os maiores índices foram de fobias específicas (10,6%): medo de objetos, animais ou determinadas situações. Em seguida, vêm a fobia social, que impede a interação com outras pessoas, e o transtorno obsessivo-compulsivo, o famoso TOC, que inclui manias exacerbadas. Foram identificados ainda casos de medo de multidão, síndrome do pânico e estresse pós-traumático.

    11%
    Transtornos de humor

    Mais de 85% dos casos são de depressão profunda, que pode até afastar o sujeito de suas funções diárias. Em segundo lugar aparece a bipolaridade, aquelas mudanças cíclicas de humor. Apesar do número baixo (1,5%), ela é responsável pela maioria dos casos graves nessa categoria – as que levam em conta as tentativas de suicídio. A distimia, que não impede a pessoa de realizar atividades, mas tem seus episódios de tristeza, também foi mencionada.

    4,3%
    Controle de impulso

    Apesar de o índice parecer pequeno, é o mais observado no dia a dia. É o ataque de raiva, o bate-boca agressivo, a briga de trânsito, a quebra de objetos para aliviar a tensão. O mais frequente é justamente a desordem explosiva intermitente (3,1%), nome dado a esse descontrole emocional. Atrás, surgem o déficit de atenção por hiperatividade e o distúrbio oposicional desafiador, mais comum na adolescência e caracterizado por excessiva atitude negativa e teimosia.

    3,6%
    Abuso de substâncias

    É considerado o pior dos distúrbios. Muitas vezes está associado a outras encrencas, que devem ser tratadas junto com a dependência. Na maior parte dos casos, há o envolvimento com álcool e 94% dos casos são graves. Depois, o uso de drogas ilícitas (93,2% são críticos). Em comum está a busca de alívio dos sintomas mentais. E, claro, esses quadros se tornam uma patologia quando o usuário não consegue mais viver sem o consumo das substâncias.

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  • foto-imagem-dispositivoCientistas na Suíça desenvolveram um dispositivo minúsculo e subcutâneo que faz exames de sangue e envia os resultados imediatamente via celular.

    A equipe, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, afirma que o protótipo de apenas 14 milímetros pode ser usado para detectar cinco substâncias diferentes no sangue.

    Os resultados podem, então, ser enviados para o médico por meio da tecnologia bluetooth.

    O dispositivo minúsculo poderá ser inserido no paciente com uma seringa, logo abaixo da pele de locais do corpo como abdome, pernas ou braços. Os cientistas dizem que é possível manter o mecanismo no local por meses e só depois é necessário removê-lo ou substitui-lo.

    Segundo os inventores do protótipo, o dispositivo estará disponível para o público dentro de quatro anos.

    Colesterol e diabetes

    Outros pesquisadores já vinham trabalhando em implantes subcutâneos parecidos, mas o professor Giovanni de Micheli e o cientista que liderou a pesquisa, Sandro Carrara, afirmam que o exame de sangue criado na Suíça é pioneiro porque pode analisar muitos problemas diferentes ao mesmo tempo.
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    Carrara e De Micheli afirmam que o dispositivo será muito útil para monitorar problemas como colesterol alto e diabetes, além de analisar o impacto de tratamentos como quimioterapia.

    “Vai permitir o monitoramento direto e contínuo baseado na intolerância individual de cada paciente, e não em tabelas de idade e peso, ou exames de sangue semanais”, afirma De Micheli.

    Até o momento, os pesquisadores testaram o dispositivo em laboratório e em animais. Eles afirmam que o mecanismo pode detectar de forma confiável os níveis de colesterol e glicose no sangue, assim como outras substâncias mais comuns que médicos tentam encontrar em exames.

    Os cientistas agora esperam começar os testes do dispositivo em pacientes internados em unidades de terapia intensiva, que precisam de muito monitoramento, incluindo exames de sangue frequentes.

    Os resultados da pesquisa serão apresentados na conferência sobre eletrônicos Design, Automação e Teste na Europa (Date).

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  • Lote da bebida Ades continha soda cáustica, confirmou Unilever.
    Anvisa suspendeu fabricação em uma das 11 linhas de produção do Ades.

    A ingestão da bebida de soja Ades com resíduo de hidróxido de sódio (soda cáustica), em princípio, pode causar apenas queimaduras superficiais na mucosa da boca e do esôfago, segundo o toxicologista Anthony Wong, do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo.

    Nesta segunda-feira (18), como medida preventiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da fabricação, distribuição, venda e consumo de todos os lotes de produtos da marca – de diferentes sabores e tamanhos – fabricados em uma linha da Unilever em Pouso Alegre (MG).

    Produto foi envasado com soda cáustica

    A Unilever informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a solução de limpeza envasada nas embalagens do lote com problema é soda cáustica a 2,5%. Isso significa que a substância está diluída na concentração de 2,5% do total de líquido.

    A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, que está acompanhando o recall, informou em comunicado divulgado na sexta-feira (15) que o lote com problema não contém o produto, mas uma solução de limpeza imprópria para o consumo. “Ainda de acordo com a empresa, o conteúdo apresenta pH elevado (aproximadamente 13) e pode representar risco de queimadura ou sensação de forte ardência na boca, caso venha a ser ingerido”, afirma a secretaria.

    Questionada pelo G1, a Unilever não esclareceu se o lote do recall foi envasado apenas com a solução de hidróxido de sódio ou com suco Ades misturado com a solução de limpeza.

    Segundo o toxicologista Ernani Pinto Junior, professor do curso de Farmácia da Universidade de São Paulo (USP), é provável que a soda cáustica estivesse misturada com a bebida, do contrário o produto seria intragável.

    “Se fosse apenas solução de hidróxido de sódio, sem suco, seria muito desconfortável, o gosto seria péssimo, a aparência ficaria viscosa. Se a substância estivesse pura, sem ser diluída no Ades, o consumidor não conseguiria tomar de jeito nenhum. Seria um caso muito grave, com ardor intenso e uma grande irritação do trato gastrointestinal. Não é possível uma pessoa beber isso achando que é suco. Iria cuspir, não conseguiria engolir”, afirma.

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    “A queimadura causada pela solução de soda cáustica nos lábios, na língua e na garganta não é grave, é como se fosse uma pequena afta. A maioria das pessoas só vai sentir um gosto ruim, metálico, na boca e formigamento na língua. Isso se recupera em 24 horas, mas é sempre bom procurar um médico se houver sintomas”, explica Wong.

    De acordo com Pinto Junior, o pH do suco se altera e a pessoa percebe isso imediatamente ao tomá-lo, razão pela qual fica difícil beber grandes quantidades. “O risco é muito baixo se for resíduo. O indivíduo pode sentir um leve desconforto e vai perceber na hora um sabor diferente. Fica parecido com água sanitária”, diz Pinto Junior.

    Segundo os toxicologistas, os sinais podem incluir ainda ardência na boca, náusea e vômito. E tudo isso aparece instantaneamente – não há efeitos tardios.

    “Os sintomas indicam que o produto de limpeza usado seja uma substância básica, como a soda cáustica. A proteína do leite de soja, nesse caso, pode neutralizar em parte os efeitos da alcalinidade da soda”, ressalta Wong.

    O médico destaca que, em um pronto-socorro ou consultório, são feitos apenas um exame clínico e uma limpeza local ou outro tratamento paliativo, e não uma lavagem, já que esse é um procedimento muito invasivo e se trata de uma ingestão de pequena quantidade de produto de limpeza.

    Pinto Junior recomenda também fazer repouso e tomar bastante água. Se o caso for muito grave, o paciente deve ficar em observação. Em última instância, se houver uma grande intoxicação, é indicada a lavagem.

    “Geralmente, as empresas usam soda cáustica para limpeza dos equipamentos de produção. Mas isso nunca poderia ter acontecido dentro dos padrões de qualidade. Houve uma falha e deve ser investigada. Por precaução, a Anvisa acabou mandando retirar o suco do mercado”, ressalta Pinto Junior.

    14 consumidores com problemas

    Na quinta-feira (14), a Unilever anunciou recall de 96 unidades de um lote do suco de maçã Ades de 1,5 litro por risco de queimadura. Segundo a fabricante, foi detectada uma contaminação no lote com as iniciais AGB25, produzido em 25 de fevereiro e distribuído nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

    Segundo a Unilever, até a manhã de sexta-feira (15), 14 consumidores haviam entrado em contato com a empresa para relatar problemas com o produto.

    “A falha identificada já foi solucionada, os produtos existentes na empresa foram retidos e os ainda presentes nos pontos de venda já estão sendo recolhidos”, acrescentou. A empresa disse ainda que está colaborando e oferecendo todas as informações solicitadas pela Anvisa.

    Desde o dia 13 de março, segundo a Unilever, nenhum produto fabricado na linha de Pouso Alegre foi distribuído ao mercado. A linha também se encontra inativa. Ainda de acordo com a empresa, todos os demais produtos Ades não correspondentes aos lotes com iniciais AG permanecerão no mercado e estão em perfeitas condições para consumo.

    O consumidor que tiver adquirido o produto não deve consumi-lo. Para fazer a troca ou reembolso do produto, o consumidor deve entrar em contato com a Unilever gratuitamente pelo SAC (0800 707 0044), das 8h às 20h, ou pelo e-mail sac@ades.com.br. Em caso de dúvida, a Anvisa também dispõe de uma Central de Atendimento: 0800 642 9782.

    Além disso, o Procon-SP informou que está acompanhando o caso. “A empresa deverá apresentar os esclarecimentos que se fizerem necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, inclusive com informações claras e precisas sobre os riscos”, afirmou o órgão.

    O Procon lembra ainda que os consumidores prejudicados poderão solicitar “por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos”.

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  • Obesidade 18.03.2013 No Comments

    A partir de abril, jovens mineiros que estão acima do peso poderão ter a prática de atividades físicas custeada pelo governo. Gerido pela a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com Secretaria de Estado de Esporte e da Juventude (Seej), o projeto “Geração Saúde”, uma espécie de “bolsa-academia”, quer beneficiar, neste primeiro ano, entre 10 mil e 14 mil adolescentes em Minas Gerais.

    De acordo com a diretora de Promoção à Saúde e Agravos não Transmissíveis da SES, Daniela Souzalima Campos, dados preocupantes levaram à criação do programa. “Um dos motivos foi que atualmente temos no estado de Minas Gerais um número considerável de jovens com sobrepeso. Cerca de 15% dos adolescentes, entre 10 e 19 anos , que foram atendidos em 2012 nas unidades básicas de saúde e pelo Programa Saúde da Família (PSF) apresentaram sobrepeso”, aponta.

    Ela explica que o projeto objetiva proporcionar qualidade de vida aos jovens, além de consolidar hábitos de vida saudável. Segundo Daniela Souzalima Campos, o foco do “Geração Saúde” é a faixa etária entre 15 e 19 anos.

    Na prática

    A “bolsa-academia” será oferecida a jovens atendidos pelo Programa Saúde da Família (PSF) e que tiverem o sobrepeso constado pela equipe de profissionais. Depois de serem encaminhados a uma academia, eles passarão por uma avaliação física, que apontará as atividades físicas mais indicadas para cada caso.

    De acordo com subsecretário de Estado de Esporte, Adenilson Idalino de Sousa, os jovens poderão praticar atividades variadas, no mínino, três vezes por semana e, no máximo, cinco. A freqüência mínima de 75%, verificada por meio de um sistema de biometria, será obrigatória para que os participantes do projeto continuem a receber o benefício. Os jovens também serão acompanhados por psicólogos e nutricionistas e passarão por reavaliações periódicas.

    Para cada aluno frequente, as academias receberão, por mês, o valor de R$ 50. Segundo Daniela Souzalima Campos o pagamento será feito diretamente aos estabelecimentos credenciados. O governo feito pelo governo previsto para 2013 é de mais de R$ 10,1 milhões.

    Até esta quarta-feira (13), 82 academias já haviam sido aprovadas para atender os participantes do “Geração Saúde”. Entretanto, apenas 38 dos 853 municípios mineiros constavam na lista das cidades que já aderiram ao projeto. Belo Horizonte, por exemplo, cidade com maior número de habitantes do estado, ainda estava de fora. De acordo com Sousa, o projeto foi apresentado ao secretário de Saúde da capital, Marcelo Teixeira, que, segundo o subsecretário, manifestou interesse em aderir ao programa. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o edital para adesão ainda está em análise.

    O subsecretário destaca o caráter pioneiro do projeto por unir iniciativa privada e equipes do PSF. “O fim não é nenhuma obra, é a prática da atividade física, em equipamentos adequados para esta prática, com profissionais adequados, na região em que o jovem mora”, explica.

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  • foto-imagem-medicamento-victoza-fabricado-pela-novoEvidências sugerem que classe de medicamentos incretinomiméticos podem causar pancreatite e lesões pré-cancerosas

    A Food and Drug Administration dos EUA (FDA admitiu estar investigando novas evidências de um grupo de pesquisadores acadêmicos que sugerem um risco maior de pancreatite e lesões pré-cancerosas em pacientes com diabetes tipo 2 tratados com uma classe de medicamentos chamados incretinomiméticos.

    Os resultados foram baseados na análise de um pequeno número de amostras de tecido de pâncreas retiradas de doentes após eles morreram de causas não especificadas.

    A FDA solicitou aos pesquisadores o fornecimento da metodologia utilizada para recolher e estudar estas amostras e das amostras de tecido para que a agência possa investigar a toxicidade pancreática potencial associada aos medicamentos da classe dos análogos de incretina, que inclui o Victoza, fabricado pela Novo Nordisk, e o Byetta, da Eli Lilly.

    Estes medicamentos funcionam imitando os hormônios incretinas que o corpo produz naturalmente para estimular a liberação de insulina em resposta a uma refeição. Eles são usados juntamente com dieta e exercício para reduzir o açúcar no sangue em adultos com diabetes tipo 2.

    A FDA não atingiu quaisquer novas conclusões sobre os riscos de segurança com drogas miméticas das incretinas. Segundo a agência, este comunicado se destina apenas a informar os profissionais de saúde pública e de saúde que ela pretende obter e avaliar esta nova informação.

    A agência irá comunicar suas conclusões e recomendações finais quando sua avaliação estiver completa ou quando a tiver informações adicionais para relatar.

    As autoridades recomendam que, neste momento, os pacientes devem continuar a tomar o medicamento conforme indicado até que falem com o seu médico e os profissionais de saúde devem continuar a seguir as recomendações de prescrição nos rótulos dos medicamentos.

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  • foto-imagem-antiretroviralPesquisadores da França afirmaram que o tratamento rápido logo depois da infecção pelo HIV pode ser suficiente para causar, em até 15% dos pacientes, uma “cura funcional” – quando o vírus, apesar de não desaparecer do organismo, entra em remissão e o paciente não precisa mais de remédios.

    Os cientistas do Instituto Pasteur, em Paris, analisaram os casos de 14 pessoas que receberam o tratamento precoce e depois pararam com a terapia. O vírus da Aids, nestas pessoas, não deu sinais de voltar a se proliferar.

    O grupo de pacientes começou o tratamento em um período de cerca de dez semanas após a infecção pelo HIV. Eles obtiveram o diagnóstico precoce pois foram ao hospital tratar de outros problemas, e o HIV foi detectado no sangue.

    Em média, o grupo recebeu o tratamento com antiretrovirais durante três anos e então a medicação foi interrompida.

    Normalmente, quando o tratamento é suspenso, o vírus retorna. Mas isto não ocorreu com este grupo de pacientes. Alguns deles, por exemplo, conseguiram controlar os níveis de HIV durante uma década.

    “A maioria dos indivíduos que seguem o mesmo tratamento não vai controlar a infecção, mas existem poucos que vão”, afirmou Asier Saez-Cirion, do Instituto Pasteur.

    A pesquisa foi divulgada na publicação especializada PLoS Pathogens, e a divulgação do progresso deste grupo de pacientes da França ocorre depois da notícia da cura de uma bebê depois de um tratamento precoce nos Estados Unidos.

    ‘Remissão’
    Segundo Saez-Cirion, ao atacar o vírus logo depois da infecção, entre 5% e 15% dos pacientes podem ter a cura funcional. “Eles ainda têm o HIV, não é uma erradicação do HIV, é um tipo de remissão da infecção”, disse.

    O estudo realizado pelo Instituto Pasteur analisou o que aconteceu com o sistema imunológico dos pacientes.

    O tratamento precoce pode limitar o número de esconderijos inacessíveis do HIV no organismo. Mas os pesquisadores afirmam que ainda não foi esclarecido porque apenas alguns pacientes conseguiram a cura funcional e outros não.

    Andrew Freedman, médico e professor da Escola de Medicina da Universidade de Cardiff, que ministra aulas sobre doenças infecciosas, afirmou que as descobertas são “interessantes”, mas ainda há muita incerteza.

    “Se eles vão controlar (o vírus) para sempre ou se vai ser por alguns anos e, subsequentemente, (…) o vírus vai reaparecer, não sabemos”, disse.

    Deborah Jack, da ONG britânica AIDS Trust, que se dedica a campanhas relacionadas ao HIV, afirmou que a descoberta do Instituto Pasteur dá ainda mais importância do tratamento precoce.

    “Isto apenas destaca a importância das pessoas fazerem exames e serem diagnosticadas cedo.

    Atualmente, metade das pessoas que vivem com o HIV na Grã-Bretanha foram diagnosticadas tarde, indicando que eles podem ter sido infectados há cinco anos”, afirmou.

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  • foto-imagem-laboratório Há estimados 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil, número superior à população da cidade de São Paulo, informa pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em um seminário sobre o tema realizado na capital paulista.

    O estudo diz ainda que diante da falta de uma política nacional para lidar com esse tipo de doença – cujo conceito, ainda que não seja unânime, é de doenças que atingem uma parcela pequena da população -, pessoas afetadas muitas vezes têm dificuldades em obter o tratamento adequado ou precisam recorrer à Justiça para ter acesso a medicamentos.

    Entre as doenças raras estão males como a esclerose lateral amiotrófica (doença degenerativa dos neurônios motores), o hipotireoidismo congênito, a doença de Pompe (mal genético que causa hipertrofia cardíaca na infância), a fibrose cística do pâncreas ou do pulmão e até mesmo a doença celíaca (intolerância ao glúten).

    Estima-se que haja 7 mil doenças raras diagnosticadas, sendo 80% delas de origem genética. Outras se desenvolvem como infecções bacterianas e virais, alergias, ou têm causas degenerativas. A maioria (75%) se manifesta ainda na infância dos pacientes.

    “Se individualmente atingem um número restrito de pessoas, em conjunto elas afetam uma parcela considerável da população mundial – entre 6% e 8%, ou 420 milhões a 560 milhões de pessoas”, diz o levantamento.

    “O desafio é considerável, levando-se em conta que 95% das doenças raras não possuem tratamento e dependem de uma rede de cuidados paliativos que garantam ou melhorem a qualidade de vida dos pacientes.”

    ‘Barreiras’

    No Brasil, pacientes com doenças raras enfrentam “diversas barreiras” para conseguir tratamento especializado e medicamentos, afirma a Interfarma. Como não existe uma política integrada de tratamento desses males, o atendimento ocorre de forma “fragmentada”, na opinião da associação.

    Dados do Ministério da Saúde citados pelo estudo apontam que há 26 protocolos clínicos para doenças raras no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) – esses protocolos são a “porta de entrada” para a assistência para doenças raras na saúde pública.

    O Ministério contabiliza 45 medicamentos, tratamentos cirúrgicos e clínicos para doenças raras, 70 mil consultas realizadas e mais de 560 procedimentos laboratoriais para tratamento e diagnóstico, a custos de mais de R$ 4 milhões por ano.

    Mas, segundo a Interfarma, além de algumas doenças não estarem inseridas em nenhum protocolo, apenas um dos 18 protocolos (o da doença de Gaucher, mal em que restos de células envelhecidas se acumulam sobre órgãos como fígado, baço e medula óssea), prevê o uso de “drogas órfãs”, que são medicamentos específicos para doenças raras ou negligenciadas.

    Com isso, muitos pacientes do SUS acabam tendo acesso apenas a medicamentos paliativos, “que amenizam os sintomas das doenças, mas não interferem em sua evolução”.

    O estudo contabiliza 14 doenças raras que têm medicamentos órfãos já registrados na Anvisa (agência de vigilância sanitária) e comercializados no país, mas não disponíveis no SUS. Muitos pacientes recorrem então à Justiça, numa espécie de “corrida de obstáculos” para obter o tratamento adequado.

    Segundo o estudo, “o fato de o Brasil não possuir uma política oficial específica para doenças raras não significa, porém, que os pacientes não recebam cuidados e tratamento. Os medicamentos acabam chegando até eles, na maioria por via judicial. E o SUS, de uma maneira ou de outra,
    atende essas pessoas – porém, de forma fragmentada, sem planejamento, com grande desperdício de recursos públicos e prejuízo para os pacientes”.

    Outro problema é o déficit de geneticistas para desenvolver pesquisas a respeito e o fato de a maior parte dos centros de estudo de doenças raras se concentrarem apenas nas áreas mais ricas do Brasil.

    Nos cálculos do estudo, faltam ao país 1800 geneticistas.

    “Faltam pesquisas e informações sobre essas doenças; os profissionais da área carecem de treinamento e capacitação – o que compromete ou retarda o diagnóstico – e, muitas vezes, o próprio sistema de saúde não oferece meios para que seja realizado a tempo.”

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  • foto-imagem-stomachEm um levantamento com 130 pacientes, os pesquisadores descobriram que o exame tinha 90% de precisão no diagnóstico e na diferenciação do câncer de outros problemas do estômago.

    O novo teste tenta detectar perfis químicos no hálito que são característicos de pacientes com câncer no estômago.

    A revista especializada British Journal of Cancer afirmou que o exame pode revolucionar e acelerar a forma como o câncer é diagnosticado.
    Atualmente, o diagnóstico da doença pode ser feito por meio de uma endoscopia.

    No procedimento, o médico insere um cabo flexível pela boca do paciente, que acoplado a uma microcâmera, permite a visualização do aparelho digestivo.

    Kits e cães
    Os pesquisadores descobriram que o câncer no estômago possui uma espécie de marca, uma característica específica: compostos orgânicos voláteis, que emitem um cheiro e podem ser detectados usando um kit médico ou talvez até cães farejadores.

    A técnica usada no exame não é nova, muitos pesquisadores estão trabalhando na possibilidade de exames de hálito para diagnosticar vários tipos de câncer, incluindo o de pulmão.

    O trabalho do professor Hossam Haick, do Instituto de Tecnologia de Israel, analisou 130 pacientes em situações diferentes: 37 deles tinham câncer de estômago, 32 tinham úlceras e 61 tinham outros problemas de estômago.

    Além de assegurar, com precisão, a diferença entre todos os problemas em 90% das vezes, o exame do hálito também conseguiu apontar em quais casos o câncer estava nos estágios iniciais e em quais estava em fases mais avançadas.

    Agora, as equipes israelense e chinesa estão fazendo um estudo maior, envolvendo mais pacientes, para corroborar os resultados dos primeiros testes.

    Para Kate Law, diretora de pesquisa clínica da ONG britânica Cancer Research UK, os resultados da pesquisa são “promissores”.

    “Apenas uma em cada cinco pessoas consegue uma cirurgia como parte do tratamento, pois a maioria dos casos de câncer no estômago são diagnosticados em fases que são avançadas demais para uma cirurgia”, afirmou.

    “Qualquer exame que ajude a diagnosticar cânceres de estômago mais cedo vai fazer diferença na sobrevivência de longo prazo do paciente”, acrescentou.

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  • foto-imagem-anfetA multiplicação de “drogas de design” representa um “grave risco para a saúde pública”, advertiu nesta terça-feira (5) a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (INCB, na sigla em inglês), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) com sede em Viena

    “Os últimos anos registraram um aumento sem precedentes de abuso de novas substâncias psicoativas, geralmente chamadas de drogas sintéticas, euforizantes legais ou euforizantes vegetais”, explica o INCB em seu relatório anual de 2012.

    “Na Europa, por exemplo, o número de novas substâncias psicoativas registradas passou de uma média de cinco por ano entre 2000 e 2005, para quase dez vezes mais em 2011, ou seja, quase uma nova substância cada semana”, afirma o texto.

    Especialistas calculam que “o número total de substâncias no mercado é da ordem de milhares”. E esses compostos não estão sob controle internacional, mas têm os mesmos efeitos psicoativos das drogas controladas, insiste o INCB.

    O órgão da ONU exige uma “ação coordenada dos países para prevenir a fabricação, o tráfico e o abuso dessas substâncias”.

    O excesso de consumo de medicamentos administrados com receita é outro grande problema destacado no documento do INCB. Esse fenômeno afeta todo o mundo, principalmente na América do Norte, no Sul e Sudeste da Ásia, e em alguns países da Europa e da América do Sul, o que “representa um grave problema de saúde e social”, denunciou o INCB.

    O uso abusivo desses remédios também aumenta o risco de infecção por HIV e hepatites B e C.

    “Mais de 6% dos alunos do ensino médio abusam de tranquilizantes em alguns países da América do Sul”, destaca a agência da ONU. O INCB apontou, ainda, o problema ligado aos “programas de maconha para uso medicinal, autorizados pelo direito internacional dentro das condições específicas enunciadas na convenção única de 1961 sobre entorpecentes”.

    O INCB é um órgão independente que vigia e promove a aplicação das convenções da ONU sobre o controle de drogas. A cada ano, o órgão publica um relatório e faz recomendações aos países e organizações internacionais sobre as políticas contra entorpecentes.

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