• foto-imagem-diverticuliteA diverticulite é uma inflamação que acontece, na maioria das vezes, no final do intestino grosso, numa de suas porções conhecidas como cólon sigmóide, que se situa pouco antes do reto. O problema dá as caras em formações chamadas divertículos, alterações na forma de pequenos tubos ou bolsas que se desenvolvem de dentro pra fora do intestino, especialmente nos indivíduos mais maduros. Estima-se que os divertículos surjam em até um terço das pessoas com mais de 50 e em dois terços das que já passaram dos 80. Isso explica porque a doença tem predileção por quem está nessa faixa etária, mais especificamente até os 70 anos. Mas, em grande parte dos casos, os divertículos não causam transtornos.

    Não se sabe ao certo porque eles aparecem, mas acredita-se que sua origem pode estar relacionada ao aumento da pressão interior do intestino, por conta de uma dieta com poucas fibras, por exemplo, combinada ao enfraquecimento de regiões da parede intestinal. “Curiosamente, nos orientais, os divertículos e a diverticulite são mais comuns no início do intestino grosso, próximo da área onde fica o apêndice”, conta Celso Bernini, diretor técnico do Serviço de Cirurgia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Assim, não é de estranhar que nesse grupo específico o problema seja bastante confundido com uma apendicite.

    A diverticulite ocorre quando alguma coisa provoca uma inflamação no divertículo. Um acúmulo excessivo de muco ou fezes pode estar por trás da chateação. Outras vezes, um fecalito, pequena porção endurecida de fezes, entra ali e não consegue sair, entupindo tudo. Na maioria das vezes, as crises de diverticulite se resolvem sozinhas ou com auxílio de remédios para combater a inflamação e a dor além de alterações na alimentação. Os sintomas mais comuns são uma sensação dolorosa na parte inferior esquerda do abdômen, prisão de ventre ou diarréia e, embora mais raros, sangramentos – que, felizmente, se curam sozinhos em 90% dos casos. Vale lembrar que o tratamento dá um basta na diverticulite, mas os divertículos permanecem no intestino.

    Os quadros mais complicados podem vir acompanhados de uma infecção. Daí, o divertículo começa a acumular pus até se romper, contaminando a cavidade abdominal. O sangramento, comum nos mais idosos, chega a demandar transfusões de sangue se não cessa. “Esses casos demandam maior atenção, porque os pacientes costumam apresentar outros problemas de saúde, como hipertensão, doenças cardíacas ou diabete que, associados a uma hemorragia, são potencialmente perigosos”, diz Celso Bernini. Aí, não há escapatória: a solução é a cirurgia para remover a porção do intestino onde estão os divertículos. “Mas apenas 10% das diverticulites exigem um procedimento cirúrgico”, afirma o médico. Quando as crises, mesmo com tratamento, seguem frequentes, ocorrendo duas ou três vezes ao ano, a mesa de operação também é a saída recomendada.

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    A gênese de uma inflamação
    Entenda como a evolução dos divertículos pode culminar em uma diverticulite

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    Bolhas intestinais
    Quando o intestino não trabalha direito, há um aumento da pressão dentro do órgão. Esse fenômeno propicia a formação de divertículos, que podem ser comparados a bolhas na parede do intestino grosso. Normalmente se situam numa região chamada cólon sigmoide, que fica no lado esquerdo e inferior do abdômen.

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    cúmulo de fezes
    Pedaços de fezes, um verdadeiro reduto de bactérias, se intrometem e passam a se acumular dentro do divertículo. Até aí a diverticulite ainda não se manifesta.

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    Uma névoa voltou a encobrir o céu de cidades chinesas, entre elas a capital Pequim, que registraram o retorno de níveis perigosos de poluição atmosférica, na manhã desta segunda-feira (28). A visibilidade nas ruas foi reduzida a 200 metros e, no norte do país 11 estradas tiveram que ser fechadas. A névoa também provocou cancelamentos de voos.

    No domingo (27), o governo chinês emitiu um alerta à população, em função da previsão de tempo nublado para os próximos dias, informou a agência de notícias oficial do país Xinhua. Essas condições favorecem a piora da poluição atmosférica e reduzem drasticamente as condições de visibilidade.

    O problema voltou duas semanas depois da péssima qualidade do ar ganhar destaque na imprensa chinesa, gerando insatisfação na população e levando o governo a anunciar um pacote de medidas para conter poluição atmosférica.

    De acordo com a embaixada dos Estados Unidos, o índice de qualidade do ar (PM 2,5) voltou a marcar 493 PM 2.5 – índice que mede partículas com um diâmetro de 2,5 micrômetros, quase 20 vezes o limite considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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    Medidas

    Nas últimas semanas, o governo afirmou que irá formalizar medidas pontuais tomadas anteriormente para reduzir a poluição, o que inclui o fechamento de fábricas, corte na queima de carvão e a proibição de certas classes de veículos nas estradas nos dias em que a poluição atingir níveis inaceitáveis.

    Os índices perigosos de poluição também levaram o governo a aconselhar a população a reduzir as atividades ao ar livre.

    Segundo estudo da Universidade de Pequim e da organização não-governamental Greenpeace, partículas microscópicas de poluentes no ar mataram cerca de 8,6 mil pessoas em 2012 e causaram US$ 1 bilhão em prejuízos econômicos em quatro cidades chinesas.

    As taxas de câncer de pulmão em Pequim também cresceram até 60% na última década, de acordo com uma reportagem do estatal “China Daily” em 2011, apesar da reduzida incidência do tabagismo.

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  • foto-imagem-vitamina-dPara um número cada vez maior de cientistas, a protagonista desta reportagem merecia ser eleita a molécula do século no que sito longevidade. Depois de provar seu papel protetor aos ossos, ela acumula de tempos em tempos um novo potencial preventivo ou até terapêutico. De doenças cardíacas a câncer, a impressão é que boa parte dos males crônicos tem menos probabilidade de aparecer quando os níveis da substância — que dentro do corpo trabalha como hormônio — estão em alta. A história seria perfeita se todas as pessoas tomassem banhos diários de sol, se abastecessem de salmão e sardinha e, acima de tudo, não houvesse fatores capazes de atrapalhar a produção da vitamina pela pele.

    A realidade, porém, é diferente: estima- se que entre 30 e 50% da população mundial apresente taxas inadequadas de vitamina D — fenômeno que não poupa um país tropical como o Brasil. Essa defasagem tende a ser maior nas grandes cidades, porque, dentro de casa, do escritório ou do carro, as pessoas acabam fugindo do sol.

    Atingir a cota de 400 a 600 unidades internacionais, preconizada a adultos saudáveis, não é tarefa hercúlea. “Bastaria caminhar no parque permanecendo com braços e pernas expostos ao sol, sem filtro solar, durante 15 minutos pela manhã”, diz a nutricionista Lígia Martini, da Universidade de São Paulo.

    Mas, como você deve imaginar (ou sentir na pele), a rotina atribulada e as variações climáticas dificultam as coisas. “Além disso, depois dos 50 anos a necessidade de vitamina D aumenta para cerca de mil unidades diárias”, observa a reumatologista Vera Szejnfeld, da Universidade Federal de São Paulo “E, com o avançar da idade, nossa pele perde a capacidade de sintetizar a substância a contento.” Daí, não adianta torrar sob o sol. A solução definitiva também não seria se refestelar de salmões, por exemplo. Convenhamos: não há apetite que aguente.

    O fato é que, se os níveis da molécula no sangue ameaçam minguar, é recomendável estudar a possibilidade de recorrer à suplementação, ou seja, às gotas da versão sintética da vitamina. “Além de contribuir com a osteoporose, o déficit desse hormônio provoca dores nos ossos e fraqueza”, avisa Vera. Bem indicados, os suplementos exibem altos índices de segurança. “As doses recomendadas não oferecem o risco de intoxicação nem efeitos colaterais”, garante a professora.

    Existem grupos para os quais a suplementação é extremamente bem-vinda. Isso significa que entre essa gente faz todo o sentido dosar a molécula no sangue e, se necessário, adotar em seguida o conta-gotas. Encabeçam a lista as mulheres na menopausa, alvos fáceis da osteoporose. Sozinho, o cálcio não faz milagre pelos ossos: é a vitamina D que assegura sua absorção no intestino. Quem tem mais de 65 anos também deve investigar suas taxas. Além de o organismo perder a competência para produzi-la, essa turma está mais ameaçada de fraturas. “E a vitamina D ajuda inclusive a evitar a perda da massa muscular”, afirma a nutricionista Camila Freitas, de São Paulo.

    Todas as pessoas privadas de saídas frequentes ao ar livre precisam ficar de olho na concentração de vitamina D que corre em suas veias. “Devemos avaliar a necessidade de suplementação em indivíduos doentes, acamados e naqueles que apresentam sérias restrições para tomar sol”, afirma a endocrinologista Victoria Borba, presidente do Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Faz parte desse grupo, por exemplo, quem já teve um câncer na pele e, assim, é orientado a se esquivar do astro rei.

    Por falar no tecido que reveste o corpo inteiro, sua tonalidade interfere na fabricação da vitamina. A pele dos negros, por exemplo, pena para sintetizá-la, e, por isso, eles costumam padecer mais facilmente com níveis insuficientes. “A melanina, o pigmento da epiderme, funciona como uma barreira natural contra os raios solares”, justifica Vera Szejnfeld. Nesse aspecto, essa proteção não é 100% benéfica.

    A obesidade é outro capítulo à parte quando rastreamos os estoques da prestigiada molécula. A vitamina D é normalmente armazenada no fígado e nas células de gordura — quando é requisitada, migra desse depósito para a circulação. “Só que nos obesos ela acaba presa no tecido adiposo”, diz Vera. Resultado: falta vitamina no sangue e, assim, não é de jogar fora a ideia de recorrer à suplementação. Mesmo quem se submete a uma cirurgia bariátrica não escapa desse déficit. “Como alguns desses procedimentos promovem um desvio no intestino, há um comprometimento na absorção da substância”, avisa Victoria. E, aí, chamem as gotinhas.

    Terapia D
    A vitamina também se destaca como uma patrocinadora do sistema imune. “As células de defesa usam esse hormônio, que ajuda a regular sua atividade”, explica o neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo. Mais do que debandar infecções, nossa protagonista vem sendo explorada no contraataque às doenças autoimunes, como a artrite reumatoide — uma das hipóteses para a erupção desses distúrbios, aliás, é justamente a carência da molécula. “Na esclerose múltipla, que ataca o sistema nervoso, corrigir essa deficiência permite que muitos pacientes fiquem livres das manifestações do problema”, afirma Coimbra. As doses, nessas condições, costumam ser mais elevadas, é claro.

    A substância ainda é empregada contra a psoríase, doença crônica marcada por lesões na pele. Mas, em vez do suplemento, o médico receita uma pomada à base da vitamina. “Na psoríase, as células da pele estão desreguladas e se multiplicam num ritmo acelerado, gerando as crostas”, explica a dermatologista Letícia Secco, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O creme permite que essas células voltem a replicar em velocidade normal e os sintomas tendem a zerar.” Seja dentro de uma loção, seja em forma de gotas; seja com as bênçãos do sol, seja na degustação de um salmão: cada vez mais se reconhecem os méritos da vitamina D — e quem ganha com essa fama somos nós.

    O banho de sol
    O corpo fabrica vitamina D graças ao contato com os raios solares. O ideal é se expor diariamente em média 15 minutos entre as 10 e as 15 horas. Passe o filtro solar no rosto e deixe pernas e braços livres, já que o creme limita a absorção da luz. “No entanto, pessoas mais claras, que necessitam de proteção solar absoluta, obtêm a vitamina mais facilmente, se expondo menos de 15 minutos três vezes por semana”, diz o dermatologista Marcus Maia, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

    Parceira do cálcio
    Calcula-se que apenas 15% desse mineral vindo da alimentação é absorvido pelo intestino na ausência da vitamina D. É por isso que ela tem papel de destaque na prevenção e no controle da osteoporose, o mal dos ossos fracos. Não bastasse isso, estudos sugerem o seguinte: quem suplementa cálcio sem se abastecer de vitamina D corre mais risco de sofrer uma calcificação nas artérias, fenômeno que precede ataques cardíacos.

    A pitada da alimentação
    O sol é a principal fonte de vitamina D, mas o cardápio pode reforçar essa cota. Para facilitar a vida, chegam agora ao mercado iogurtes e leites enriquecidos com a substância

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    Falta vitamina d pelo mundo
    Confira a taxa de insuficiência de vitamina D em mulheres que já passaram pela menopausa e sofrem de osteoporose — um dos grupos mais prejudicados pelo seu déficit .

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  • foto-imagem-mulher fumanteUm estudo conduzido por pesquisadores britânicos constatou que, pela primeira vez, o índice entre mortalidade de mulheres fumantes se equiparou ao dos homens dependentes do cigarro.

    A pesquisa, publicada na revista científica New England Journal of Medicine, também revelou que as mulheres fumantes têm hoje muito mais chances de morrer por causa do vício do que nos anos 60.

    Entre as principais razões para isso estão mudanças de hábito, como o início da dependência mais cedo e o número de cigarros tragados.

    A primeira geração de mulheres fumantes nos EUA (país da pesquisa) surgiu durante os anos 50 e 60. Nessas duas primeiras décadas, as mulheres que fumavam tinham três vezes mais chances de morrer em decorrência de câncer de pulmão do que aquelas que nunca tinham desenvolvido o vício.

    Porém, ao analisar os dados das mulheres entre 2000 e 2010, os pesquisadores constataram que elas tinham 25 vezes mais chances de morrer da doença do que aquelas que não fumavam.

    A tendência observada no público feminino é semelhante à dos homens, que alcançaram um nível similar de mortalidade por cigarro nos anos 80.

    ‘Forte aumento’

    Para conduzir o experimento, os cientistas analisaram os dados de mais de 2 milhões de mulheres nos Estados Unidos.

    Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, Michael Thun, “o forte aumento do risco entre as fumantes mulheres tem se mantido por décadas, mesmo depois de se identificarem os graves riscos à saúde decorrentes do tabagismo e apesar de as mulheres tragarem cigarros de marcas consideradas menos nocivas e com menos nicotina”.

    “Portanto, o consumo de marcas de cigarro tidas como ‘light’ ou ‘suave’ não apenas falhou em prevenir um forte aumento do risco nas mulheres, como também elevou o número mortes por doenças de obstrução do pulmão crônicas em fumantes do sexo masculino.”

    Isso se explica, segundo ele, pelo fato de “a fumaça diluída nesses cigarros (light ou suaves) ser inalada mais profundamente pelos pulmões dos fumantes, (na tentativa de manter) uma absorção frequente de nicotina”.

    Pesquisas publicadas no ano passado indicam que as mulheres que fumam há muito tempo têm dez anos de vida a menos do que as que nunca adquiriram tal vício.

    Entretanto, aquelas que abandonaram o cigarro em torno dos 30 anos de idade praticamente eliminaram os riscos de morte precoce por doenças típicas relacionadas ao tabagismo. Já quem parou aos 40 perdeu um ano em sua expectativa de vida.

    Em declaração a jornalistas, o professor Richard Peto, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, disse que “se as mulheres fumam como os homens, elas vão morrer como os homens”.

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  • foto-imagem-pera-banana-laranjaPera
    Ela tem seu mérito e não só a popular maçã – na hora de enxugar os quilos extras. Pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade do Rio Janeiro — e publicada no o Journal of Nutrition, uma das mais respeitadas revistas americanas sobre nutrição — mostrou que as mulheres que comeram três peras por dia durante 12 semanas consumiram menos calorias e perderam mais peso do que as que não ingeriram nenhuma fruta. O estudo foi feito com 411 voluntárias entre 30 e 50 anos. A pera tem a grande vantagem de ser bem fibrosa. Concentra, em média, 3 gramas de fibras totais por 100 gramas – quase o dobro da maçã, que fornece 1,6 grama, afirma a nutricionista Tânia Rodrigues, diretora da RGNutri Consultoria Nutricional, de São Paulo. Além disso, o consumo de uma unidade representa 12% da necessidade diária de fibras, que é de aproximadamente 25 gramas por dia. Ela também é grande fonte de fibras insolúveis, que estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças como diverticulite e câncer de cólon, completa Tânia.

    Grapefruit e suas irmãs
    Quer uma razão para reverenciar essa fruta? Ingerir metade de uma grapefruit ou tomar seu suco antes de cada refeição pode ajudar na perda de até meio quilo por semana, mesmo que você não mude absolutamente nada na sua dieta. Foi essa a conclusão a que chegaram os pesquisadores da Scripps Clinic, na Califórnia, uma rede de serviços de saúde sem fins lucrativos e que investe pesado em estudos. Eles acompanharam 100 obesos por 12 semanas. Passado esse período, descobriram que componentes da fruta ajudam a regular a produção de insulina, um hormônio que está intimamente ligado ao estoque de gordura. Níveis baixos de insulina também contribuem para afastar o apetite por mais tempo quando os índices estão elevados, o hormônio estimula o hipotálamo, região do cérebro que, entre outras funções, regula a fome. Se anda difícil encontrar grapefruit na sua cidade, aposte em duas outras variedades: a laranja-pêra e a laranja-bahia. A sugestão é de Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta, de São Paulo. Elas contêm os mesmos compostos e atuam da mesma forma no emagrecimento, garante.

    Banana verde
    Verdade. Nesse estágio, ela faz a balança se render graças a um amido resistente que ainda marca presença no macarrão integral, no feijão branco, na lentilha, na cevada e no pão com grãos integrais, que têm alto poder de saciedade. Esse efeito ficou mais do que comprovado em uma pesquisa americana realizada pela Universidade do Estado de Louisiana e publicada no Journal of Obesity. De acordo com o estudo, esse amido estimula hormônios que fazem o organismo se sentir satisfeito e sinalizam que é hora de parar de comer. O amido resistente também promove um aumento do peristaltismo intestinal, que pode diminuir a absorção de nutrientes e, consequentemente, de calorias, afirma a nutricionista Luci Uzelin, coordenadora de nutrição do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Outro dado: um pequeno estudo da Universidade do Colorado revelou que a queima de gordura foi 23% maior entre os pacientes que incluíram alimentos ricos nesse amido. Dá para comer banana verde? Sim. Você encontra receitas ótimas na internet ou no livro Yes, nós temos Bananas (editora Senac), de Heloísa de Freitas Valle, uma das pioneiras no uso da fruta verde como ingrediente principal de vários pratos.

    Amêndoas
    Esta também é de cair o queixo: um farto punhado de amêndoas, cheia de gorduras — benéficas, diga-se — é capaz de reduzir o peso. E não só ele: a barriga também! Isso é o que mostra um estudo realizado no City of Hope National Medical Center in Duarte, Califórnia, nos Estados Unidos, e publicado no International Journal of Obesity. Em seis meses, os pacientes que adotaram diariamente 84 gramas da fruta oleaginosa (cerca de 70 unidades!) reduziram 18% do peso e 14% da medida na cintura. O colesterol ruim (LDL) também diminuiu 15% e os triglicérides, 29%. O grupo que se deliciou com as amêndoas perdeu também 56% a mais de gordura corporal em comparação com a turma que ingeriu o mesmo número de calorias na forma de carboidratos complexos, que estão nos cereais integrais, no arroz, nos pães, nas massas e nas batatas. Além das fibras, que afastam a fome por mais tempo, a amêndoa contém ômega-3, gordura do bem que ajuda a estimular os hormônios da saciedade, afirma a médica ortomolecular Heloísa Rocha, do Rio de Janeiro. Também é riquíssima em vitamina E, que regula os hormônios sexuais tanto no homem como na mulher. Nele, a amêndoa facilita a formação de massa magra. E, quanto mais massa magra, maior a queima de gordura. Nela, o mesmíssimo amido resistente evita o estoque das células gordurosas. Ou seja, o peso despenca.

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  • foto-imagem-checkupUm levantamento americano revela que muita gente anda fazendo exames desnecessários. Será que presenciamos o mesmo fenômeno por aqui? Afinal, quais testes merecem mesmo ser realizados em algum momento da vida?

    Quem não aprecia comparações que nos perdoe, mas o checkup nada mais é do que a bola de cristal do médico. É por meio de exames que ele vislumbra o provável futuro do paciente e, se preciso, intervém no presente para lhe proporcionar um destino melhor. Tudo perfeito se não houvesse uma tendência em abusar desse expediente, o que transforma a bola de cristal em um caro truque de ilusionismo.

    O alerta mais recente vem de uma pesquisa do instituto Consumer Reports, nos Estados Unidos, que avaliou cerca de 8 mil americanos acima dos 40 anos submetidos a checkups cardíacos. A entidade concluiu que 44% dos participantes passaram, em algum momento, por exames desnecessários. Eles não portavam história ou condições que justificassem a realização de uma ressonância cardíaca ou de um ultrassom de carótidas, por exemplo.

    No Brasil, a demanda por exames também parece se intensificar, tanto da parte do clínico quanto do paciente. “As pessoas acreditam que, quanto mais testes elas fazem, mais protegidas ficam”, observa a gastroenterologista Patrícia Oliveira, do serviço de checkup do Laboratório Fleury, em São Paulo. Essa crença, além de ilusória, não está isenta de perigos. Segundo Patrícia, quando um exame mal indicado tem um resultado falso positivo, a investigação prossegue à toa com métodos mais invasivos e dotados de riscos — basta pensar, insistindo na área da cardiologia, no cateterismo ou na tomografia do coração, a qual requer uma dose, ainda que mínima, de radiação.

    “Há uma pressão do paciente por exames. Se o médico não os prescreve, ele até procura outro especialista pensando que foi mal atendido”, lamenta o endocrinologista Frederico Marchisotti, da rede Diagnósticos da América, em São Paulo. Também temos o outro lado da história. “Existem profissionais que não ganham muito por consulta, o que os obriga a reduzir o tempo da avaliação clínica e a solicitar mais testes para ganhar segurança”, diz Marchisotti.

    ME VÊ UM EXAME AÍ?
    Uma palavra resume bem a busca pelo checkup inteligente: individualidade. “O ideal é que haja uma lista básica de exames e outros sejam acrescentados de acordo com a idade, as condições e o histórico familiar”, diz o cardiologista César Jardim, responsável pela equipe de checkup do Hospital do Coração, na capital paulista. Não é o mundo inteiro que precisará repetir o hemograma a cada mês, se submeter a um ultrassom de abdômen anualmente… Tudo depende de bom senso — do médico e do próprio paciente. Dado o recado, SAÚDE! convoca uma seleção de testes indispensáveis em algum momento da vida.

    PRESSÃO ARTERIAL
    O QUE É? O médico usa um aparelho para conferir a pressão do paciente.
    QUANDO FAZER? O exame costuma ser feito a partir dos 18 anos — mas deveria ser requisitado ainda na infância. Precisa ser repetido, no mínimo, uma vez por ano.
    POR QUÊ? Detecta alterações na pressão arterial e diagnostica a hipertensão, fator de risco para infartos e derrames.

    HEMOGRAMA
    O QUE É? É o exame de sangue clássico, que registra o estoque de células vermelhas e brancas.
    QUANDO FAZER? É solicitado desde a infância. A menos que haja algum motivo, pode ser refeito anualmente.
    POR QUÊ? Sinaliza o estado do sangue e do sistema imunológico, acusando problemas como infecções.

    COLESTEROL E GLICEMIA
    O QUE SÃO? Testes sanguíneos que avaliam a concentração de gorduras e de açúcar na circulação.
    QUANDO FAZER? Podem ser receitados desde a infância, mas depois dos 18 anos a indicação ganha ainda mais consistência. O prazo para repeti-los varia. Depois dos 40, vale uma picada anual.
    POR QUÊ? Flagram altos níveis de colesterol e triglicérides, que favorecem as placas capazes de obstruir os vasos. Já a medida da glicose acusa a propensão ao diabete.

    ELETROCARDIOGRAMA E TESTE ERGOMÉTRICO
    O QUE SÃO? Ambos se valem de eletrodos sobre o peito para apurar o risco cardiovascular. O primeiro é feito com o paciente deitado e o segundo, em movimento.
    QUANDO FAZER? Podem ser solicitados ainda na casa dos 20 anos e se tornam obrigatórios após os 40 — a partir dessa idade, o repeteco deve ser anual.
    POR QUÊ? Ambos inferem a presença de entupimentos nas artérias, fenômeno que precede ataques cardíacos.

    ECOCARDIOGRAMA
    O QUE É? É o ultrassom do coração.
    QUANDO FAZER? Pode ser receitado na casa dos 20 anos, mas também se torna crucial a partir dos 40. A partir de então, costuma ser refeito anualmente.
    POR QUÊ? O método permite avaliar a capacidade de contração do músculo cardíaco, bem como as válvulas desse órgão, alertando para possíveis disfunções.

    PAPANICOLAU
    O QUE É? O médico raspa células do tecido que reveste o colo do útero. Esse material é analisado no microscópio.
    QUANDO FAZER? No começo da vida sexual da mulher. Deve ser feito anualmente.
    POR QUÊ? Identifica alterações no colo do útero, bem como lesões pelo vírus HPV, que podem abrir caminho para o câncer.

    MAMOGRAFIA
    O QUE É? A mulher é submetida a uma máquina que fornece imagens das glândulas mamárias, o que permite averiguar alterações na região.
    QUANDO FAZER? O exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. Se houver casos de câncer na família, a investigação começa mais cedo, por volta dos 30.
    POR QUÊ? O exame é essencial para a detecção precoce do câncer de mama, um dos mais comuns no sexo feminino.

    PSA E TOQUE RETAL
    O QUE SÃO? O primeiro é um marcador sanguíneo de doenças na próstata. O segundo consiste na avaliação da glândula por meio da introdução do dedo do médico no reto do paciente.
    QUANDO FAZER? A partir dos 40 anos, com repetições que podem ser anuais. Se houver casos de câncer na família, os primeiros exames devem ser feitos por volta dos 35.
    POR QUÊ? A combinação dos exames ajuda a diagnosticar em fase curável o câncer de próstata. Também acusa o crescimento anormal da glândula.

    COLONOSCOPIA
    O QUE É? Com um tubo dotado de uma câmera na ponta, o especialista investiga o intestino grosso (cólon e reto).
    QUANDO FAZER? A partir dos 50 anos. A avaliação deve começar mais cedo se houver casos de câncer na família. Dependendo do resultado do primeiro exame, a repetição é feita a cada dez anos.
    POR QUÊ? O método detecta pólipos, alterações que podem se transformar em tumores. É fundamental, portanto, para a prevenção do câncer de cólon.

    DENSITOMETRIA ÓSSEA
    O QUE É? Um exame de imagem que verifica a densidade e a integridade de ossos como a bacia e o fêmur.
    QUANDO FAZER? É recomendado às mulheres a partir dos 65 anos. Se houver menopausa precoce ou osteoporose na família, o rastreamento deve começar mais cedo.
    POR QUÊ? Diagnostica a perda de massa óssea e a osteoporose.

    EXAMES DE FUNDO E PRESSÃO DO OLHO
    O QUE SÃO? O oftalmologista avalia, por meio de aparelhos, a porção mais profunda do globo ocular e a pressão intraocular.
    QUANDO FAZER? Costumam ser realizados em consultas de rotina, mas a investigação se torna de extrema importância a partir dos 50 anos.
    POR QUÊ? Pesquisam males que danificam a visão, como o glaucoma, caracterizado pelo aumento da pressão dentro do olho.

    DOSAGEM DOS HORMÔNIOS DA TIREOIDE
    O QUE É? Exame de sangue que calcula hormônios como o TSH e o T4.
    QUANDO FAZER? É solicitado sobretudo às mulheres, que sofrem mais de distúrbios na glândula. Pode ser prescrito desde a juventude, com periodicidade variável.
    POR QUÊ? Denuncia disfunções como o hipo e o hipertireoidismo, que repercutem no corpo inteiro.

    CHECKUP X INVESTIGAÇÃO
    Os médicos empregam o termo checkup para se referir a exames que avaliam uma condição específica — o estado das mamas ou o perfil de colesterol — antes da presença de sintomas. Mas, quando as queixas já aparecem, estamos falando de investigação diagnóstica — testes são solicitados para descobrir o que anda errado. Um bom exemplo é a endoscopia, prescrita diante de reclamações como queimação e dores de estômago e que rastreia gastrites e refluxos.

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  • Proteína modificada pode fazer com que vírus fique latente, diz pesquisador.
    Testes com animais devem começar este ano, mas terapia pode demorar.

    Um novo estudo australiano divulgado nesta quarta-feira (16) detalha um método que faz o vírus da Aids “se voltar contra si mesmo”.

    O cientista David Harrich, do Instituto de Pesquisa Médica de Queensland, disse ter conseguido modificar uma proteína no HIV, que passou a funcionar como inibidor da replicação do vírus. Segundo o autor, essa descoberta pode ser um grande avanço em direção à cura da doença. Os resultados foram publicados na revista “Human Gene Therapy”.

    “Nunca vi nada igual. A proteína modificada funciona sempre”, afirmou Harrich. “Se esse estudo se mantiver firme em seu caminho, tendo em mente que há muitos obstáculos a superar, estamos olhando para a cura da Aids”, completou.

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    O pesquisador explicou que a proteína modificada, que ele batizou de “Nullbasic”, demonstrou ter uma habilidade “notável” para conter o crescimento do HIV em laboratório e pode ter implicações animadoras tanto em conter a Aids quanto em tratar os soropositivos.

    “O vírus poderia infectar uma célula, mas não se disseminaria”, disse Harrich. “A pessoa ainda estaria infectada com o HIV – não se trata de uma cura para o vírus –, mas ele permaneceria latente, não despertaria. Portanto, o paciente não desenvolveria a Aids”, acrescentou.

    “Com um tratamento como esse, seria possível manter o sistema imunológico saudável”, destacou.

    Se for comprovada, a terapia genética Nullbasic poderia interromper indefinidamente a escalada do HIV para a Aids, pondo um fim à letalidade da doença. Além disso, segundo Harrich, o potencial de uma única proteína ser tão eficaz para combater a Aids representaria o fim de terapias caras com múltiplos medicamentos, o que significaria uma qualidade de vida melhor e custos menores para as pessoas e os governos.

    Testes dessa proteína em animais estão previstos para começar este ano, mas ainda deve levar alguns anos para que se desenvolva um tratamento a partir dela.

    Quando o HIV vira Aids

    Uma pessoa com HIV desenvolve a Aids quando sua contagem de células imunológicas CD4 cai abaixo de 200 por microlitro de sangue, ou quando ela desenvolve algumas das chamadas doenças definidoras da Aids (22 infecções oportunistas ou cânceres vinculados ao HIV).

    Sem tratamento, a maioria dos infectados pode não desenvolver a Aids por 10 a 15 anos, ou até mais, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E o uso de medicamentos antirretrovirais pode prolongar ainda mais a vida dos pacientes.

    Segundo os dados mais recentes da ONU, o número de pessoas infectadas com HIV em todo o mundo subiu de 33,5 milhões em 2010 para 34 milhões em 2011. A grande maioria dos infectados – 23,5 milhões de pessoas – vive na África Subsaariana, e outros 4,2 milhões no Sul e Sudeste da Ásia.

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  • foto-imagem-coca-colaQuem nunca tomou uma Coca-cola geladinha pra refrescar a sede que atire a primeira latinha, mas você já parou para pensar no que acontece com seu organismo depois que a Coca entra, queimando tudo (por favor, sem trocadilhos)?

    Primeiramente, por que a discriminação com a Coca? (só porque é gringa? só porque não é branca?) Não, não é por conta disso e sim por causa do maldito ácido fosfórico contido apenas em sua fórmula…

    Ao saborear uma Coca-cola, você só não vomita graças ao ácido fosfórico presente na mesma, pois ele quebra o efeito do açúcar do refrigerante… Ufa! E este açúcar vai para onde? Para o seu sangue, colega. Seu fígado acaba transformando-a em gordura.

    Com uma dose alta, você só não fica “nas nuvens” porque os receptores de adenosina (situados no seu cérebro) são bloqueados. Você nem nota, mas sua pressão dá uma leve subida.

    Seu corpo começa a produzir dopamina para estimular aquela sensação de prazer proveniente do uso de alguma droga, que os cientistas comparam à Heroína.

    O ácido fosfórico (o Darth Vader da história), aprisiona o cálcio, o magnésio e zinco (os Jedis) no seu intestino grosso, provocando um aumento no metabolismo. Isso também faz você eliminar cálcio (dos ossos) pela urina (o que, comprovadamente, ocasiona uma osteoporose).

    Tudo o que entra, um dia tem que sair… Os três jedis aprisionados no intestino grosso (que deveriam ter ido para seus ossos) vêem uma luz no fim do túnel e “blargh”, derrepente estão no vaso sanitário junto a outros indivíduos que não serviam mais para você.

    A batalha acabou. Seu entusiasmo foi pelo vaso ralo. Você sente falta do açúcar e pode ficar levemente irritado ou preguiçoso. Cerca de 1 hora e meia após a ingestão, você já despejou toda a Coca (e os nutrientes para fortalecer seus ossos e dentes) através do “nº1”.

    A poeira parece ter baixado. O ácido fosfórico triunfou sobre você, expulsando o que era útil para o seu organismo. Logo sentirá falta da cafeína (que cria dependência). Mas não se abale, para melhorar novamente, é só tomar uma garrafa de Coca-cola 2.5 litros.

    A nutricionista e Doutora em ciências dos alimentos da UFRJ, Maria de Lourdes Giada vai ainda mais longe: “O ideal é não passar de uma lata de Coca-cola por semana, mas o melhor seria tomar apenas de 15 em 15 dias”.

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  • foto-imagem-hamburgerComer fast-food três vezes por semana pode levar crianças a contrair asma ou eczemas, segundo uma pesquisa que analisou padrões de dietas e doenças globais.

    O estudo, que analisou dados de 500 mil crianças de mais de 50 países, indicou que comiam fast-food – como hambúrgueres – com regularidade, corriam mais risco de sofrer condições alérgicas como asma severa, eczemas, coceira nos olhos e olhos lacrimejantes.

    As conclusões, publicadas na revista especializada Thorax, afirma que alimentos do tipo fast-food contêm altas doses de ácidos gordos transsaturados, conhecidos por afetar a imunidade.

    Mas a pesquisa indica ainda que o consumo de frutas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do consumo excessivo de comidas tipo fast-food, já que futas são ricas em antioxidantes e outros componentes benéficos.

    De acordo com o estudo, crianças no início da adolescência que comiam fast-food de três ou mais vezes por semana tinham 39% mais riscos de sofrer de asma severa. E crianças com entre seis a sete anos, tinham 27% a mais de chances de sofrer dessa condição.

    Efeito de frutas

    O consumo de três ou mais porções de frutas por semana reduz o risco de asma, eczema e rinoconjuntivite em 11% a 14%.

    Os autores do estudo, Inneas Asher, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e Hywel Williams, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, afirmam que as conclusões da pesquisa ”têm grande importância para a saúde pública devido ao aumento mundial de consumo de fast food”.
    Em determinados casos, alimentos como leite bovino, ovos, peixe, mariscos, produtos de levedura, nozes e alguns corantes e conservantes, podem agravar os sintomas.

    Malayka Rahman, da entidade Asthma UK, afirma que pesquisas mostram que os hábitos alimentares de uma pessoa podem contribuir para o risco de elas desenvolverem asma e que uma dieta saudável pode ter efeitos benéficos.

    ”As evidências sugerem que as vitaminas e antioxidantes encontrados em frutas e legumes frescos têm um efeito benéfico sobre a asma, portanto aconselhamos as pessoas com asma a manter uma dieta saudável e equilibrada, incluindo cinco porções de frutas ou legumes todos os dias, os peixes mais do que duas vezes por semana , e os pulsos mais do que uma vez por semana”, comenta Malayka Rahman.

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  • O exame de papanicolau, um exame de rotina que as mulheres devem se submeter a cada um ou dois anos para detectar o câncer de colo do útero, pode ajudar a identificar outros tipos de câncer, de acordo com uma pesquisa americana divulgada nesta quarta-feira (9).

    O novo exame utilizaria o fluido extraído do colo do útero para examinar a presença de determinadas mutações específicas do câncer. Desta forma, os cientistas esperam identificar o câncer de ovário e de útero, dois dos carcinomas mais comuns e mortais que, até o momento, não eram detectados em um exame de rotina.

    Atualmente, o papanicolau detecta apenas o vírus do papiloma humano (HPV) e o câncer do cólo do útero. No estudo piloto, o exame foi capaz de detectar com precisão 24 tipos de câncer de endométrio, com uma taxa de êxito de 100%, de acordo com os resultados publicados na quarta-feira na revista “Science Translational Medicine”.

    O exame também encontrou nove dos 22 tipos de cânceres de ovário, uma taxa de sucesso de 41%, durante o estudo piloto. E, em nenhum caso, as mulheres saudáveis do grupo de controle foram diagnosticadas com câncer.

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    Os cientistas advertiram, contudo, que o novo estudo deve ser testado em um grupo muito maior antes de ser colocado à disposição do público. Mas consideram que o exame pode ser uma ferramenta poderosa na luta contra o câncer de ovário e câncer endometrial.

    O câncer de ovário provoca mais mortes do que qualquer outro câncer do sistema reprodutivo feminino, de acordo com a agência de saúde CDC, acrescentando que o tratamento é mais eficaz quando detectado em seus estágios iniciais.

    O câncer de endométrio é o mais comumente diagnosticado, de acordo com o CDC, e também é melhor tratado quando diagnosticado precocemente. De acordo com especialistas, o preço do exame pode ser semelhante ao exame do vírus HPV, que custa nos Estados Unidos cerca de US$ 100.

    A cada ano, cerca de 70.000 mulheres americanas são diagnosticadas com câncer de ovário ou câncer de endométrio, e cerca de um terço delas morre disso, indicaram os autores do estudo.

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