• foto-imagem-lentes-de-contatoDentistas têm usado “lentes de contato” superfinas feitas de porcelana para corrigir imperfeições, manchas leves, lascas e fraturas de dentes de pacientes. A principal vantagem desse método, que custa entre R$ 1.500 e 3.000 por dente e pode durar até 20 anos, é evitar o desgaste do esmalte natural da pessoa, ao contrário do que fazem as facetas dentárias comuns.

    Segundo o especialista em dentística (estética) e próteses Mauro Piragibe Junior, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, a técnica existe há alguns anos, mas agora virou moda.

    A lente tem entre 0,2 mm e 0,4 mm de espessura, enquanto as facetas normais têm pelo menos 0,5 mm. Pode se beneficiar também quem quiser aumentar o tamanho dos dentes, se forem separados – o espaço entre eles é chamado de diastema.

    “Se o dente for torto, dá para corrigir o posicionamento e alinhá-lo com o do lado. E é possível usar a lente em umlentes_1 dente só ou vários, mas em geral isso é feito aos pares, normalmente dos dentes da frente (incisivos) até no máximo o primeiro pré-molar”, explica Piragibe Junior. Assim, de dois em dois, fica mais fácil obter um bom resultado de cor e aparência, sem diferenças entre um dente homólogo e outro.

    Cada lente é colocada após a confecção de um molde e a aprovação do paciente. O material é aplicado em uma única sessão: o profissional primeiro passa um ácido no dente, para torná-lo poroso, depois põe um cimento adesivo e um produto químico chamado silano, composto de silício e hidrogênio, que cola esse cimento na porcelana.

    O especialista em estética e implantes dentários Milton Raposo Junior, que trabalha com lentes de contato há quatro anos, destaca que, em uma raspagem convencional, ainda existe o risco de atingir a dentina, segunda camada do dente, onde há terminações nervosas que podem causar dor ou sensibilidade. Por essa razão, no método convencional, o paciente precisa ser anestesiado – o que não ocorre com a lente.

    De acordo com os dentistas, esse método é contraindicado para quem range os dentes, tem o hábito de roer as unhas ou morder objetos como pontas de caneta. Nesses casos, as facetas mais grossas são melhores.

    A manutenção da lente de contato é feita no próprio consultório, nas consultas de rotina. De acordo com Piragibe Junior, o ideal é voltar ao especialista a cada seis meses no começo, e depois aumentar esse intervalo para um ano.

    “Além disso, não é necessário evitar o consumo de determinados alimentos ou bebidas. A porcelana tem propriedades muito parecidas com as do esmalte do dente, e pode ser até mais resistente que ele”, diz o especialista.

    Tags: ,

  • foto-imagem-saladasUma representante do governo britânico escreveu uma carta para editores de revistas de comportamento em que pede a eles que não promovam dietas milagrosas nas semanas posteriores ao Natal porque elas representam um “risco à saúde”.

    Em carta aberta, a secretária-adjunta da Igualdade, Jo Swinson, pediu às revistas que “eliminem as dietas da moda e os mitos da boa forma” das edições de janeiro.

    No lugar desse tipo de artigo, a britânica sugere que as publicações deveriam “celebrar a beleza da diversidade de formatos de corpos, cores, tamanhos e idades”.

    Swinson é uma das fundadoras da Campaign for Body Confidence, campanha que tenta incentivar as pessoas a se sentirem confortáveis e seguras em relação ao próprio corpo.

    A carta foi enviada a revistas femininas e masculinas, assim como publicações ligadas a saúde e celebridades.

    Consequências negativas

    Após os excessos gastronômicos do Natal, muitas pessoas usam a chegada do Ano Novo como desculpa ou motivação para fazer regimes, perder peso e ficar em forma.

    “Tenho certeza de que vocês querem promover um estilo de vida saudável entre seus leitores, mas, particularmente nesse período do ano, muitas revistas tendem a colocar seu foco em soluções irresponsáveis, de curto prazo, encorajando leitores a entrar na onda das dietas da moda”, diz a carta de Jo Swinson.

    “Como editores, vocês devem mais aos seus leitores do que a promoção descuidada de soluções pouco saudáveis para a perda de peso”, acrescenta.
    “Se seu objetivo é dar conselhos práticos e sensatos sobre como perder peso – e não sobre como perder seis quilos em cinco dias – vocês deveriam promover expectativas razoáveis, em vez das perigosas, aliadas a exercícios e alimentação saudável.”

    Em entrevista à BBC após a divulgação da carta, a ministra disse ser contrária “a qualquer dieta que encoraje você a perder peso em velocidade milagrosa, ou seja, em velocidade pouco saudável, ou a cortar grupos de alimentos (carboidratos, proteínas ou gorduras) ou pular refeições”.

    “Essas dietas da moda podem na verdade ter consequências negativas para a saúde e, de qualquer forma, a maioria das dietas não funciona”, afirma Swinson.

    Especialistas em dietas ouvidos pela BBC dizem que, de fato, cortar grupos de alimentos gera desequilíbrios nutricionais que podem prejudicar o organismo.

    E, quando uma pessoa perde peso muito rapidamente, a tendência é que ela recupere os quilos que perdeu – também com rapidez, segundo os pesquisadores.

    Conselho confiável

    Ao comentar a carta da representante do governo britânico, Jane Johnson, ex-editora das revistas Closer e Fabulous, disse à BBC que as publicações se preocupam com seus leitores e são bastante cuidadosas em relação aos conselhos que publicam.

    Segundo Johnson, a maioria das revistas hoje é influenciada por filosofias de bem-estar “holístico” (ou seja, que abordam o organismo humano como um sistema completo, em vez de separá-lo em partes).

    Para a jornalista, hoje o pensamento mudou e as revistas buscam a confiança e a lealdade dos leitores.

    Por isso, avalia Johnson, artigos que propõe dietas da moda são vistos como “irresponsáveis”.

    Tags: , , , , ,

  • Cair em tentação e cometer excessos diante de uma mesa farta são hábitos que se repetem a cada ceia de Natal. Se você exagerou na dose e não quer ver mais comida pela frente, ou se ainda está pensando em repetir o prato da última noite nas próximas refeições, especialistas ouvidos pelo G1 dão dicas para evitar problemas e se “desintoxicar”.

    A nutricionista Andréia Naves sugere que, se possível, esses abusos alimentares sejam planejados com antecedência. É difícil prever o quanto você vai sair da linha no fim de ano, mas manter uma dieta saudável e uma boa hidratação duas semanas antes das festas ajuda a manter o equilíbrio do organismo.

    Se você, porém, é como a maioria das pessoas e já perdeu a “compostura”, está na hora de correr atrás do prejuízo – que, em alguns casos, chega a até 2 kg extras, dependendo da quantidade de peru, tender, panetone, rabanada e outros doces que comer.

    foto-imagem-ceia-de-natal

    “Fazer um ‘detox’ durante os dez dias seguintes ao Natal ajuda a melhorar o funcionamento do fígado. Para isso, é fundamental ter uma alimentação rica em magnésio, cobre, selênio, ferro e vitaminas do complexo B”, cita Andréia.

    Como fontes de magnésio, estão as castanhas e os vegetais de folhas escuras; de cobre, são os cereais integrais, as oleaginosas (como óleo de soja, milho e oliva) e sementes de abóbora e girassol – estas também contêm ferro e vitamina B.

    Para obter selênio, uma boa opção é a castanha-do-pará. Já o ferro está presente no atum, nas folhas escuras e no feijão. E quem precisa de vitaminas do complexo B também pode consumir cereais integrais.

    “Outros alimentos ainda ajudam a reduzir a carga tóxica no corpo, como frutas (maçã, damasco e frutas vermelhas), couve, couve-flor, brócolis, alho, cebola, limão, mostarda, pimenta preta e vermelha, gengibre, cebola, chá verde e ginseng. Alguns são termogênicos, que contribuem para queimar gordura”, aponta a nutricionista. Além deles, há alternativas como berinjela, nozes, açafrão-da-terra (cúrcuma) e ervas como sálvia, coentro, manjericão, alecrim e orégano.

    Quem quiser pôr essas recomendações em prática pode fazer três receitas “detox”: salada sortida (com rúcula, alface americana, cebola, gengibre e cebolinha. Para o tempero: azeite de oliva, limão e ervas), arroz integral (com brócolis, amêndoas, nozes, cebola, alho e cúrcuma) e suco de frutas vermelhas (morango, cereja, amora e framboesa), água de coco e gengibre.

    foto-imagem-pimenta

    Olho grande
    Um dos grandes perigos das ceias de Natal – que não precisa se repetir neste Ano Novo – é o “olho grande”, aquele desejo quase incontrolável de pôr no prato tudo o que é gostoso, afinal, é só uma vez por ano.

    Segundo o endocrinologista Luciano Giacaglia, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o segredo é dar uma volta primeiro, olhar o que está à disposição e se servir do que mais gosta – em pequenas porções.

    “Dependendo da pessoa, se já é diabética, por exemplo, um único descuido pode ter uma influência muito grande. Às vezes, o indivíduo chega a ficar uma semana descompensado por causa de uma refeição alterada”, alerta.

    Entre os problemas de saúde que o excesso de açúcar, sal e gordura pode causar, estão distúrbios gastrointestinais, como diarreia, gases, inchaço, dor na barriga, azia, má digestão, gastrite, refluxo e náuseas. Isso porque a flora bacteriana que vive entre o estômago e o intestino não está preparada para receber tantos alimentos pesados de uma só vez.

    Quem já tem glicose, colesterol, triglicérides ou ácido úrico alto precisa redobrar os cuidados. Pacientes com hipertensão, arritmia cardíaca e histórico de pedra no rim, idem.

    “Açúcar e sal demais podem favorecer problemas como labirintite, zumbido e tontura. O sódio também incha e aumenta a pressão arterial”, afirma o médico.

    Obedeça à sede
    Giacaglia lembra, ainda, que esta é uma época mais quente do ano, em que as pessoas se desidratam facilmente, dormem pouco e mal, diminuem as atividades físicas e convivem com muito barulho. Ou seja, um ambiente nada saudável, que pode piorar ainda mais com os exageros à mesa.

    “Outro ponto importante é beber bastante líquido antes, durante e depois da comilança. Muitas vezes, a pessoa acha que está com fome, mas na verdade tem sede. Obedeça a isso e ingira água, que é o principal, além de água de coco, chás gelados e sucos de limão, acerola e maracujá”, enumera o endocrinologista.

    Além disso, Giacaglia reforça a dica da nutricionista Andréia Naves de substituir a gordura e o sal por ervas e especiarias para realçar o sabor dos alimentos. Outra boa sugestão é investir em um belo prato de salada antes da refeição principal ou durante, o que aumenta a sensação de saciedade do organismo.

    “Em todos os casos, mastigue lentamente e saboreie a comida antes de engolir. A comunicação entre os hormônios da satisfação e o cérebro leva de 15 a 20 minutos para ser concluída, ou seja, vale esperar esse tempo antes de repetir o prato”, destaca o médico.

    foto-imagem-detox

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-álcool-coração  Médicos britânicos dizem ter salvo a vida de um homem usando um tratamento pouco convencional: a equipe injetou álcool nas artérias que irrigam o coração do paciente.

    Após sofrer um ataque cardíaco, Ronald Aldom, de 77 anos, da cidade inglesa de Portishead, tinha desenvolvido taquicardia ventricular – uma elevação na frequência dos batimentos cardíacos, originada no ventrículo, que pode ser fatal se não for tratada.

    Os médicos do Bristol Heart Institute haviam tentado resolver o problema usando procedimentos convencionais para casos desse tipo, mas sem sucesso.
    Então, decidiram apelar para uma técnica utilizada pouquíssimas vezes na Grã-Bretanha.

    O método usa álcool puro para produzir um ataque cardíaco controlado que, por sua vez, provoca a morte de uma região do músculo cardíaco.

    Ritmo normal
    O procedimento envolve a inserção de um catéter – um tubo longo, fino e flexível – em um vaso sanguíneo na região da virilha. Desse ponto, o catéter é guiado até o coração.

    Uma vez no coração, o catéter identifica a parte do órgão onde está sendo originada a arritmia.

    O álcool é injetado nesse ponto, “matando” aquela região do músculo cardíaco e permitindo que o coração volte a bater em ritmo normal.

    O médico responsável pela cirurgia, Tom Johnson, disse que o estado de Aldom – que já obteve alta do hospital – é “bem melhor” agora.

    Johnson explicou que a equipe não tinha outra opção, e que o paciente não teria conseguido sair do hospital se a taquicardia ventricular não tivesse sido resolvida.

    Tags: , , , ,

  • Primeiro, um esclarecimento: o ar-condicionado, em si, não é um vilão para o corpo. Sem dúvida, a engenhoca dá uma baita ajuda para driblar o calor excessivo do verão. “O problema é que, para diminuir a temperatura, ele suga o ar do ambiente e retira umidade. E a umidade baixa causa uma série de incômodos“, explica o pneumologista Ubiratan de Paula Santos, do Instituto do Coração, em São Paulo. “O ideal é, ao ligar o aparelho, aumentar a oferta de água no cômodo, o que não acontece na maioria das vezes”, completa. Com o ar seco, as vias aéreas ficam prejudicadas e irritadas. Para ficar confortável, a umidade do ar deve permanecer entre 50 e 60%.

    Fora a secura, a boa conservação desse eletrodoméstico é importante para garantir que uma outra dor de cabeça não chegue junto com aquela sensação geladinha. É que, sem limpeza regular, o filtro acumula partículas de poluentes, além de fungos e bactérias. “Com o tempo, a qualidade do ar interno chega a ficar pior do que a da rua”, alerta Santos. Em escritórios, por exemplo, a pouca manutenção do equipamento contribui para a proliferação de vírus como o da gripe, já que a transmissão se intensifica em ambientes fechados. “É a chamada síndrome do edifício doente, quando infecções respiratórias são propagadas entre colegas de trabalho por causa do ar contaminado”, explica o alergologista João Negreiros Tebyriçá, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia.

    Por falar em alergia, quem sofre com ela, aliás, precisa ficar mais atento aos efeitos de tanta refrescância na atmosfera. Além dos senões da umidade e da manutenção, o choque térmico de transitar do calorão para o local climatizado costuma desencadear uma crise em quem sofre com rinite, bronquite e outras ites. Quando o nível do termômetro despenca, um mecanismo conhecido como reflexo colinérgico é acionado na gente como uma espécie de reação de defesa. Essa resposta ao frio repentino provoca espirros, congestão nasal e tosse.

    “Os alérgicos apresentam uma sensibilidade maior no nariz e nos brônquios mesmo quando a mudança não é tão brusca. Some-se isso à baixa umidade e os ataques aparecem”, expõe Tebyriçá. Não ficar prostrado na frente da saída de ar já ameniza a situação. Outras medidas bem fáceis de adotar possibilitam que você alivie o suadouro sem que nenhuma encrenca dê as caras.

    Contra a seca repentina instalada nos cômodos refrigerados, o segredo é hidratar-se e proteger-se contra o frio. E, se você dorme com o ar ligado, melhor maneirar. “Se ele funciona durante várias horas, a recomendação é não deixar a temperatura muito baixa para que as mucosas não ressequem ainda mais”, orienta o alergologista Gustavo Graudenz, da Universidade Nove de Julho, na capital paulista. Uma estratégia eficaz é umedecer o nariz com soro fisiológico antes de cair na cama e deixar um copo d’água por perto para bebericar entre os intervalos do sono.

    Ao acordar, abra as janelas. Afinal, é indispensável que os espaços da casa estejam sempre arejados, não importa quão limpo o filtro do ar-condicionado esteja. “Deixar a janela escancarada traz ventilação natural e aumenta a renovação do ar do ambiente”, conta Graudenz. E isso também é válido para o carro e, se for possível, no escritório, ainda que por pouco tempo.

    Além de todos esses cuidados, acertar na compra é outra atitude que faz toda a diferença. Na hora de escolher, observe a quantidade de BTU/h do equipamento. “Essa unidade de medida representa a quantidade de troca de calor realizada pelo aparelho no intervalo de uma hora”, decifra Renata Leão, gerente da Engenharia de Serviços da Whirpool Latin America, fabricante das marcas Brastemp e Consul. Quanto maiores os BTUs, maior a potência do condicionador de ar. Mas é preciso ajustar essa força de acordo com o tamanho do local e o número de pessoas que circulam por lá.

    Por último, não se esqueça de reparar no total de energia consumida pela máquina e se a limpeza dela é fácil. “Higienizar corretamente não é essencial só para a saúde, mas para que o sistema de refrigeração funcione bem, diminuindo o gasto energético”, explica o ambientalista Jorge Colaço, da empresa Recigases, no Rio de Janeiro. A conta de luz diminui, o planeta agradece e seu corpo, agora refrescado, também.

    Até os pets
    Animais domésticos também são afetados pelo ar seco demais. Os bichos apresentam quase todos os males respiratórios que nós temos, como rinite, bronquite, asma e até gripe. Não deixe o pet exposto por um período prolongado ao frio muito intenso e fique de olho nas variações bruscas de temperatura. Tosse, espirros e desânimo são sinais de que algo vai mal.

    Não esqueça o ar do carro
    O aparelho dos veículos requer uma série de atenções especiais. O filtro precisa ser trocado em média a cada seis meses se você mora em grandes centros urbanos ou perto de zonas industriais. Caso a cidade seja pequena, a reposição pode ser anual. Não fique com as janelas fechadas por longos períodos – uma fresta aberta é sempre bem-vinda para renovar o ar.

    Como funciona um aparelho de ar condicionado
    Por dentro Um circuito composto de um fluido refrigerante, um compressor e duas serpentinas recolhe o ar do ambiente – ou da rua, dependendo do modelo – e o devolve resfriado. A umidade despenca Enquanto a temperatura cai, as minigotículas de água presentes no cômodo, responsáveis pela umidade relativa do ar, reagem dentro do equipamento passando ao estado líquido. Daí, sem o vapor circulando no ar, a secura exacerbada causa uma série de desconfortos nas vias áereas.

    foto-imagem-ar-condicionado

    Tags: , , , , ,

  • foto-imagem-graph-heart-attackCientistas americanos induziram células no coração de porcos-da-índia a se transformar em ‘marca-passos’ ao injetar um vírus modificado com um gene no músculo cardíaco das cobaias.

    Em estudos anteriores, células do músculo cardíaco já haviam sido programadas para adquirir as funções das células que controlam e organizam os batimentos do coração. A diferença, nesse caso, é que os especialistas usaram um único gene – o Tbx18 – para modificar geneticamente as células cardíacas dos animais.

    O trabalho, feito por pesquisadores do Cedars-Sinai Institute, em Los Angeles, no Estado americano da Califórnia, foi publicado na revista científica Nature Biotechnology.

    A equipe responsável disse ter esperanças de que a técnica também funcione em corações humanos porque o Tbx18 é um gene humano.

    Solução Alternativa

    Em seu funcionamento normal, o coração humano é composto por bilhões de células.

    No entanto, os pesquisadores explicam que menos de dez mil delas têm a propriedade de controlar os batimentos cardíacos, e fazem isso por meio de sinais elétricos emitidos em intervalos regulares.

    Com o envelhecimento, ou em consequência de doenças, o ritmo e a frequência desses sinais são alterados, levando o coração a bater muito rápido, ou muito devagar, e em alguns casos, o coração pode deixar de bater completamente.

    Atualmente, a solução para o problema é implantar no organismo do paciente um marca-passo artificial. O aparelho, movido por uma pequena bateria, produz pequenas descargas elétricas ritmadas que impulsionam os batimentos.

    Mas a equipe americana optou por um caminho diferente.

    Os especialistas decidiram gerar, no coração das cobaias, novas células com o poder de controlar seus próprios batimentos cardíacos.

    Para tanto, o grupo injetou o gene Tbx18 em um vírus modificado geneticamente. O vírus foi então usado para “infectar” as células do músculo cardíaco de sete porcos-da-índia.

    O gene Tbx18 foi escolhido por estar associado à formação, no embrião, das células que regulam os batimentos do coração.

    Quando as células foram infectadas, tornaram-se menores, mais finas e menos espessas, à medida que adquiriam as “características singulares das células marca-passo”, indica o estudo.

    Cinco entre os sete porcos-da-índia que receberam as injeções do gene Tbx18 em seu coração passaram a apresentar batimentos cardíacos originados a partir dos seus novos marca-passos.

    Esperanças

    Um dos pesquisadores, Hee Cheol Cho, disse ter esperanças de que a técnica funcione em humanos, já que o Tbx18 é um gene humano. Mas ressaltou que terão de ser feitos muitos outros testes em animais antes de que o método possa ser testado em humanos.

    As vantagens de se usar um marca-passo biológico, segundo o especialista, seriam muitas.

    “Dispositivos elétricos são limitados à vida finita de suas baterias, necessitando de trocas de bateria”, explicou.

    “Complicações como desalojamento, quebras e nós nos fios não são incomuns e podem ser catastróficas. A incidência de dispositivos com infecções bacterianas continua aumentando e, em pacientes pediátricos, o dispositivo não cresce com os pacientes”, disse Hee.

    “Todos esses problemas podem ser resolvidos por um marca-passo biológico”.

    Repercussão
    Comentando o estudo americano, o médico Jeremy Pearson, da Fundação do Coração Britânica, disse: “A capacidade de transformar-se, desta forma, células comuns do coração em células especializadas marca-passo é muito nova e cientificamente fascinante”.

    “Ela cria a tentadora possibilidade de usar-se terapias celulares para restabelecer o ritmo normal do coração em pessoas que, de outra forma, precisariam de marca-passos eletrônicos”.

    “No entanto, muito mais pesquisas precisam ser feitas agora para entendermos se esses resultados podem ajudar pessoas com doenças cardíacas no futuro”.

    Tags: , , , , , ,

  • foto-imagem-mulheres-tomando-solUma entidade de saúde britânica está lançando uma campanha para conscientizar a população do país para os benefícios da ingestão diária de suplementos de vitamina D, cuja deficiência está associada a inúmeras doenças.

    Segundo o Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH, na sigla em inglês), órgão que supervisiona a saúde infantil no Reino Unido, tais suplementos, que são baratos e acessíveis, deveriam ser adicionados às refeições diárias de todas as pessoas, para fortalecer a saúde.

    O RCPCH está concentrando sua campanha no Reino Unido para que grávidas, mulheres que estão na fase de amamentação, crianças de seis meses a cinco anos e adultos acima de 65 anos tomem a vitamina D na quantidade recomendada.

    No país, estima-se que metade da população branca e 90% dos negros e asiáticos sofram de alguma doença relacionada à falta de vitamina D no organismo.

    Em países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia, a ingestão suplementar de vitamina D já é bem mais comum.

    Sintomas
    Os primeiros sintomas da deficiência deste nutriente são dor óssea e muscular e inchaço nos punhos e nas costelas.

    A falta de vitamina D também está associada ao aumento da incidência de diabetes, tuberculose, esclerose múltipla e raquitismo, doença que provoca e enfraquecimento e deformação dos ossos.

    O suplemento pode ser obtido pela luz solar e por alimentos como peixes oleosos, ovos e cogumelos.

    “Sabemos que a falta de vitamina D é um problema crescente e estudos mostram que há altos níveis de deficiência deste nutriente entre certos grupos, incluindo crianças”, disse Mitch Blair, professor do RCPCH.

    “Pegando sol e comendo alimentos que são fontes de vitamina D, as pessoas obtém somente uma parcela de 10% da quantidade diária recomendada”, avalia.

    “Comer um pouco mais de peixe e apanhar um pouco mais de sol não vão resolver o problema”, acrescenta.

    “A falta de vitamina D está relacionada a uma série de doenças graves em crianças e adultos, que podem ser prevenidas com medidas simples, como o uso de suplementos”, explica.

    “Garantir que as pessoas estejam conscientes de que os suplementos estão disponíveis é um passo crucial para diminuir a incidência de doenças. Nós precisamos fazer com que esses suplementos estejam disponíveis para a população, que é algo que já está acontecendo em alguns países”, acrescentou o especialista.

    Tags: , , , ,

  • Um dos mais completos estudos sobre as causas de morte no mundo indicou que a obesidade mata mais do que a desnutrição nos dias atuais.

    De acordo com o relatório da Global Health Burden, ligado à Organização Mundial de Saúde, cerca de 3 milhões de pessoas foram vítimas de obesidade mórbida em 2010. O número é três vezes maior que o de mortos for desnutrição.

    Há vinte anos, o panorama era inverso.

    Segundo um dos pesquisadores, o professor Alan Lopez, da Universidade de Queensland, na Austrália, o resultado surpreendeu. Ele ressaltou que embora esse seja um fenômeno mais acentuado nos países ricos, a obesidade também se tornou um problema nas nações em desenvolvimento.

    “Foi surpreendente para nós a disseminação da obesidade em países em desenvolvimento. Não é como nos países ricos, mas (o fenômeno) está crescendo”, disse.

    Tags: , , , ,


  • Nos dias ensolarados, usar óculos com filtro especial contra os raios deve estar no topo de suas prioridades. Quem se expõe ao sol sem proteção tende a sofrer com doenças como a catarata e a degeneração macular. É imprescindível que as lentes dos óculos de sol tenham filtro contra a radiação. Ou eles até farão mal. “Ao usar lentes escuras, as pupilas e as pálpebras se abrem, porque a luminosidade diminui e isso aumenta a penetração dos raios nocivos”, descreve o oftalmologista Marcelo Martins Ferrero Júnior.

    Devemos usá-los todos os dias?
    Quem trabalha na rua ou vai passar muitas horas ao ar livre não pode abrir mão do acessório. Já as pessoas que costumam ficar em ambientes fechados não expõem seus olhos ao perigo com tanta frequência e intensidade. Mesmo assim, não custa lançar mão do seu par enquanto estiver se deslocando de um lugar a outro.

    Os óculos são válidos mesmo nos dias nublados?
    “Sim!”, responde enfático o oftalmologista Renato Neves. “Da mesma maneira que a pele pode ficar bronzeada quando o céu está encoberto, os olhos também recebem a parcela da radiação que atravessa as nuvens”, compara.

    Dá para confiar no selinho que indica que as lentes têm proteção?
    A olho nu não tem outro jeito, pois não dá para diferenciar os óculos protegidos de outros sem proteção. Mas existe uma máquina chamada fotômetro que mede a quantidade exata de radiação bloqueada pela lente. O aparelho está disponível em consultórios médicos e nas boas óticas do país.

    Lentes cor-de-rosa, azuis… Elas também protegem?
    O que conta mesmo é a presença daquela substância que bloqueia os raios ultravioleta, o que independe da cor das lentes. O fato de o tom ser mais escuro ou mais claro pouco importa nesse caso. O que alguns especialistas afirmam é que tonalidades capazes de distorcer demais as cores do mundo real acabam irritando os usuários. Mas essa é outra história.

    As lentes bem escuras são as mais indicadas?
    Mais uma vez, o que importa é se os óculos são ou não são protegidos contra a radiação solar. Lentes escuras são mais confortáveis para indivíduos com fotofobia, ou seja, que não suportam claridade. Não quer dizer que, sem filtro, protejam seus olhos dos efeitos cumulativos dos raios. Ao contrário.

    Os óculos que escurecem conforme a intensidade de luz são confiáveis?
    Qualquer tipo de lente, mesmo aquelas transparentes de grau ou as de contato, pode receber o tratamento anti-UV. Os modelos fotossensíveis, que mudam de tom conforme a claridade, não são exceção. E, com o devido filtro, podem ser uma boa para quem não gosta de ficar trocando de acessório.

    Aqueles óculos com lentes amarelas, vendidos a quem vai dirigir à noite, protegem os olhos do sol?
    A lente, seja ela qual for, é boa quando bloqueia pelo menos 99% dos raios solares nocivos. As amarelas e as marrons são, de fato, especialmente indicadas para quem vai dirigir. “São cores que neutralizam os tons do asfalto e da neblina”, justifica Renato Neves.

    As crianças também precisam usar óculos de sol?
    “Com certeza!”, responde Marcelo Martins Ferrero Júnior. “Não existe uma idade mínima para o uso do acessório. Assim que o pequeno começar a se expor ao sol já é hora de ganhar o seu par”, acrescenta. “Mas é preciso ter bom senso”, rebate o oftalmologista Élcio Sato. “Se a garotada só ficar sob o sol nos horários considerados seguros – até 10 da manhã e depois das 4 da tarde -, não há tanta necessidade, muito menos se estiver usando um chapéu ou um boné”, comenta.

    Afinal, o que deve ser levado em consideração na hora de escolher o modelo?
    A proteção contra a radiação solar é obrigatória. Além disso, é importante que as lentes sejam de marca confiável. “Do contrário, independentemente da cor, elas podem distorcer a visão, causando dores de cabeça”, alerta Élcio Sato. Outra dica é procurar na peça o selo da Abiótica – Associação Brasileira de Produtos e Equipamentos Ópticos -, que garante a procedência dos óculos. E, para evitar problemas no futuro, compre o seu par numa loja conhecida. “Dessa maneira, é possível reclamar de qualquer defeito”, ensina Élcio Sato.

    Barreira efetiva
    O segredo de um bom par de óculos de sol está em suas lentes. Algumas já recebem substâncias que bloqueiam os raios durante a sua fabricação. Outras passam por um tratamento depois de prontas no qual é aplicada uma substância transparente que tem a ação de um escudo.

    Entenda como o fotômetro mede a quantidade de radiação bloqueada pela lente
    O mecanismo é simples. Na parte de baixo do equipamento existe uma fonte de raios ultravioleta. Na superior, há um sensor que mede a porcentagem de radiação que vai de uma extremidade a outra. Quando uma lente é colocada entre esses dois pontos, o sensor marca a quantidade de raios UV que conseguiu atravessar o material.

    Tags: , , , , , , ,

  • Cientistas chineses afirmam ter conseguido reprogramar células de urina humana em células cerebrais (progenitoras neurais), em uma pesquisa que pode contribuir para futuros avanços no tratamento de males degenerativos como Alzheimer e Parkinson.

    A pesquisa, publicada na mais recente edição do periódico Nature Methods, afirma que células de urina foram isoladas de três doadores, de 37, 10 e 22 anos, e reprogramadas para gerar células progenitoras neurais (NPCs), que são precursoras das células cerebrais. Estas NPCs, por sua vez, foram capazes de se subdividir e “gerar com eficiência neurônios funcionais” distintos in vitro.

    Os mesmos cientistas haviam identificado no ano passado que a urina humana contém células do rim “que podem ser reprogramadas em células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs)”. Agora, dizem ter avançado neste método.

    “Ainda faltam análises, mas reportamos que as células sobrevivem e se dividem quando transplantadas ao cérebro de um rato recém-nascido”, diz o estudo, liderado por Duanquing Pei, da Academia Chinesa de Ciências.

    Células progenitoras neurais são potenciais fontes de neurônios para pesquisa, com a vantagem de se dividirem e, por conta disso, poderem ser “expandidas” em laboratório antes que sejam divididas em neurônios.

    Pesquisa e teste de medicamentos

    “Há um grande interesse em gerar progenitoras neurais de indivíduos com doenças degenerativas”, diz comunicado da Nature Methods.

    “E como as células a serem reprogramadas são derivadas de (processos) não-invasivos, da urina de doadores, os autores da pesquisa propõem que o procedimento deve ser praticável para gerar progenitoras neurais específicas para determinadas doenças”, acrescenta a publicação.

    “Neurônios derivados dessas células podem ser úteis para pesquisas em males neurodegenerativos e para o teste de novos medicamentos”, conclui o comunicado.

    A pesquisa de Duanquing Pei lembra que ainda não há medicamentos eficientes para combater diversas doenças neurológicas.

    Há importantes avanços no campo de células-tronco, mas o método é alvo de questionamentos por alas mais conservadoras porque as células são obtidas de embriões humanos. Além disso, existe o risco de rejeição do sistema imunológico. A vantagem da pesquisa chinesa é evitar esses dilemas.

    Além disso, reportagem da revista Nature aponta que o estudo pode ajudar pesquisadores a produzir mais rapidamente células específicas para cada paciente, em número maior.

    “Progenitoras neurais proliferam em cultura, então os pesquisadores podem produzir diversas células para seus experimentos”, diz a reportagem.

    Um geneticista consultado pela revista afirma que outra vantagem de obter células dessa forma é que a urina pode ser coletada de quase qualquer paciente.

    Tags: , , , , , , ,