• Obesidade e diabete — ao falarmos do impacto de abusos adocicados, é natural nos lembrarmos desses males. Acontece que, quando são criados laços fortes com duas enormes ameaças para a saúde, outras eventuais relações nefastas são muitas vezes ofuscadas. Ainda assim, o chileno Fernando Gomez-Pinilla, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, resolveu investigar um elo diferente: o de doses altas de açúcar com piripaques na massa cinzenta. “Já sabíamos que a substância interfere em mecanismos de saciedade no sistema nervoso central, disparando até compulsão alimentar. Por isso, decidimos estudar se ela também comprometeria o aprendizado e a memória”, conta o neurocirurgião.

    Para verificar a hipótese, Gomez-Pinilla ensinou ratos a encontrar a saída de um labirinto. Na sequência, ofereceu por seis semanas uma dieta rica em frutose, tipo de carboidrato simples presente nas frutas e em produtos industrializados por ser um adoçante forte e barato. E então, mesmo treinados, os animais tiveram dificuldade para vencer o desafio imposto pelos cientistas, sinal de que os circuitos dentro do crânio estavam sofrendo para trabalhar com tanta doçura. “A concentração de frutose utilizada foi bem elevada. Mas, se passarmos isso para seres humanos, é uma quantidade possível de ser atingida pela alimentação, principalmente ao considerarmos o crescente consumo do ingrediente no mundo”, ressalta o autor do artigo. “Acho que chamamos a atenção para outro provável efeito do açúcar”, arremata.

    Além de observar o comportamento das cobaias, os pesquisadores analisaram a massa cinzenta delas para ver se havia algo de errado. A descoberta é que o envio de mensagens entre os neurônios realmente estava problemático. “Embora seja essencial confirmar isso em levantamentos futuros, faz sentido pensar que a ingestão de outros açúcares fora a frutose tenha o mesmo resultado, porque eles agem de maneira semelhante”, afirma Ivan de Araújo, neurocientista brasileiro da Universidade Yale, nos Estados Unidos.

    Uma das apostas dos experts para elucidar como esses carboidratos atrapalhariam o raciocínio recai sobre a insulina. “Enquanto no resto do organismo o hormônio está mais relacionado ao processo de colocar glicose dentro das células, no cérebro ele também é neurotrófico”, analisa o neurologista e geriatra Matheus Roriz Cruz, coordenador do Ambulatório de Neurogeriatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Traduzindo: essa molécula, quando em níveis ideais, promove o bom funcionamento de várias regiões do encéfalo, e em especial o hipocampo, muito ligado à memória e ao aprendizado. E daí? Daí que, ao se empanturrar com chocolate, o pâncreas produz um monte de insulina — e tudo indica que esse excesso destrambelha de alguma maneira sua atuação normal na cabeça.

    “Os mecanismos exatos ainda não estão claros, porém existe a teoria de que receptores específicos do hormônio localizados nas células nervosas fiquem desregulados sob essas condições. Com isso, a substância não exerce seu papel direito”, analisa Gomez-Pinilla. De forma simplista, dá para dizer que é uma espécie de resistência à insulina acima do pescoço.

    Outra explicação é que a glicose, quando em taxas estratosféricas, incita a fabricação dos temidos radicais livres. Por sua vez, essas partículas nocivas danificariam a membrana que reveste os neurônios, afetando sua capacidade de emitir impulsos elétricos, o que, na prática, culmina em uma mente pouco afiada.

    Agora, será que se esbaldar por um período restrito com bolachas recheadas, sorvetes e afins já causaria toda essa confusão? “O tema é controverso, mas, segundo alguns poucos estudos experimentais, sim. Uma dieta desregrada por meses, associada ao sedentarismo, complicaria a cognição temporariamente”, informa, cauteloso, Roriz Cruz. “O que se sabe mesmo é que a ingestão de muitos açúcares ao longo dos anos provoca diabete, uma enfermidade que aumenta o risco de demências”, destaca o nutrólogo Nelson Lucif Júnior, da Associação Brasileira de Nutrologia, em Ribeirão Preto, no interior paulista (entenda mais sobre o elo lendo abaixo O diabete e a cuca).

    Contra-ataque nutritivo
    Naquela pesquisa da Universidade da Califórnia, uma turma dos ratos que antes havia se entupido de refeições adocicadas depois recebeu um cardápio repleto de ômega-3, gordura encontrada em peixes de águas profundas. Acredite se quiser, os bichinhos voltaram a achar a saída do labirinto com facilidade. “Entre outras razões, esse ácido graxo constitui a membrana celular dos neurônios. Assim, atenua os efeitos dos radicais livres”, declara Gomez-Pinilla.

    Já as frutas, por contarem com bastante frutose, em uma primeira vista são quase como vilãs na história. “Só que, na mesa, o nutriente vem acompanhado de outras substâncias benéficas”, diferencia a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora da Equilibrium Consultoria, na capital paulista. Entre eles, temos a vitamina C da laranja, as antocianinas do morango, o resveratrol da uva… Todos antioxidantes que neutralizam os radicais livres. Logo, o problema maior está em se encher de açúcar em si, esteja ele no brigadeiro caseiro ou em bebidas industrializadas.

    A ideia não é banir o carboidrato das refeições. Até porque, dentro do limite, ele contribui para as atividades mentais. “Quando pouca glicose circula pelo corpo, há um impacto negativo sobre a cognição”, reforça Lerário. Contudo, outras inúmeras opções alimentares que, pelo menos do ponto de vista fisiológico, são bem mais completas do que o pó branco também oferecem esse importante nutriente. “Mas nem ele está proibido, porque é uma fonte de prazer. Sempre digo às pessoas para o utilizarem onde realmente faça a diferença”, ensina Cynthia. Em vez de adicioná-lo ao café ou para adoçar frutas, melhor esperar para se deliciar com aquele bolo de aniversário do amigo ou com a sobremesa feita pela sua mãe.

    Atualmente, a recomendação é que não mais do que 10% das calorias diárias venham por meio de açúcar adicionado, embora, de novo, menos é sempre mais nesse contexto. Em uma dieta de 2 000 calorias, isso equivale a cerca de 50 gramas. Para não extrapolar, sempre fique de olho nos rótulos e, claro, atente ao que coloca em receitas de doces ou nas bebidas. Uma colher de chá cheia possui, em média, 5 gramas. Uma de sopa, 24. “Nessa conta não entram as frutas in natura, os cereais integrais e por aí vai”, acrescenta Cynthia.

    Ao manter suas taxas de glicose em ordem, você até melhoraria seu ânimo. “Em períodos de hipoglicemia, são ativados mecanismos de estresse. Ou seja, a pessoa fica irritada e ansiosa”, adverte Araújo. Por outro lado, o excesso de açúcar no sangue também parece influenciar nesse quesito. Na Universidade Loyola, nos Estados Unidos, cientistas mediram frequentemente a glicemia de 23 mulheres por 72 horas ao mesmo tempo que as questionavam sobre seu estado de espírito. Observe o que os autores escreveram na conclusão do trabalho: “Grandes e bruscas variações nesse índice talvez estejam associadas a humores negativos”. Nem precisamos falar que essas oscilações muitas vezes surgem quando colocamos guloseimas demais na boca.

    “Mas devemos ressaltar que o levantamento foi realizado com voluntárias diabéticas. Não dá para saber se essa variação é resultado da alimentação ou da doença em si”, contrapõe Roriz Cruz. Sem contar que o caminho poderia ser o inverso. As integrantes avaliadas, por estarem ansiosas ou mesmo deprimidas, comeriam mais besteiras e deixariam de tomar os remédios de forma adequada, o que geraria as mudanças vistas no sangue. De qualquer jeito, fica o alerta. O açúcar, de acordo com o dicionário Houaiss, pode ser brandura, suavidade e meiguice. Em largas quantidades, porém, transforma-se em algo enjoativo e até perigoso. Cabe a você defini-lo do melhor jeito para sua vida.

    O diabete e a cuca
    Se descontrolado, ele afeta a saúde mental O excesso de glicose no sangue, característica dessa enfermidade, degenera, aos poucos, veias e artérias. “Os vasos se estreitam, inclusive os que irrigam o cérebro”, diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário, da Universidade de São Paulo. Aí, os neurônios morrem de fome, o que culmina em quadros demenciais. Isso sem contar que o diabete tipo 2 faz subir a concentração de insulina. “A enzima que a degrada também é responsável por quebrar a proteína beta-amiloide, precursora da doença de Alzheimer”, diz o neurologista Matheus Cruz. Portanto, para regular os índices do hormônio, a enzima acabaria deixando intactas as moléculas deflagradoras do apagão das lembranças.

    Água com açúcar acalma?
    Talvez essa seja a receita caseira mais conhecida para apaziguar o nervosismo. “Em situações de estresse, há uma demanda por glicose. Ao satisfazê-la, realmente pode surgir a sensação de tranquilidade”, explica Lucif Júnior. Só não vale usar a estratégia sempre. “Caso contrário, o corpo se acostuma com o aporte extra e o benefício se esvai”, esclarece Ivan de Araújo.

    Tipos de doçura
    Cada um dos açúcares tem suas particularidades. Veja abaixo

    1 – Frutose
    Adoça como poucos. Por isso, faz sucesso estrondoso na indústria.
    Onde está: frutas, mel, xarope de milho, bebidas industrializadas.

    2 – Lactose
    É composto de moléculas de glicose e sacarose. Muita gente tem dificuldade para digeri-lo.
    Onde está: leite e seus derivados.

    3 – Sacarose
    Trata-se do resultado da união entre glicose e frutose.
    Onde está: os açúcares refinado, mascavo e cristal são as principais fontes.

    4 – Glicose
    Conhecida por ser a partícula mais usada pelas células para obter energia. É um marcador para o diabete.
    Onde está: frutas, açúcar de mesa.

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  • Quando der a próxima colherada em um iogurte, agradeça aos búlgaros. Afinal, foram eles que há séculos tiveram a excelente ideia de disseminar cepas de bactérias boas — do time das Lactobacillus bulgaricus e das Streptococcus thermophilus — no leite após sua fervura. Juntas, elas transformam a lactose, que é o açúcar natural do alimento, em ácido lático, conferindo um gosto azedo ao produto. Pronto: é a receita do iogurte. O que o povo da Bulgária não devia imaginar é que sua criação, depois de acertar em cheio no paladar de pessoas de cantos muito variados, chamaria a atenção de cientistas mundo afora.

    Recentemente, pesquisadores da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, resolveram olhar com mais afinco para o alimento. É que, depois de avaliar dados referentes aos hábitos de vida e ao ganho de peso de mais de 120 mil indivíduos acompanhados por 20 anos, eles verificaram que o iogurte — seguido pelas oleaginosas, pelas frutas e pelos grãos integrais — era presença certa na dieta daqueles que conseguiram emagrecer.

    Segundo Mariana Del Bosco, nutricionista da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso, o efeito seca-barriga pode estar associado ao cálcio, mineral encontrado aos montes no iogurte. “Uma das hipóteses é que o nutriente estimularia a queima de gordura e, ao mesmo tempo, inibiria seu acúmulo pelo corpo”, revela. Outra explicação plausível é que, ao formar uma espécie de detergente quando chega ao trato gastrointestinal, o cálcio evitaria a absorção de moléculas gordurosas. Se você pensa que é pouco, saiba que há uma terceira teoria. “O mineral aumentaria ainda a termogênese, ou seja, o gasto de calorias”, conta Vânia Sarmento, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

    Para entender melhor o resultado obtido pelo pessoal de Harvard, um time de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, também nos Estados Unidos, decidiu conduzir um trabalho com camundongos — 40 machos e 40 fêmeas. Enquanto uma parte recebeu uma dieta baseada em junk food, a outra seguiu com a alimentação normal. Depois, metade de cada grupo ganhou iogurte probiótico — carregado de bactérias benéficas — no sabor baunilha.

    Como era de esperar, a parcela que se lambuzou com o derivado do leite acabou menos gorda. Mas o que impressionou mesmo os estudiosos foi o fato de os testículos dos machos que comeram iogurte serem mais pesados do que os dos animais que seguiram só com uma dieta padrão ou lotada de tranqueira. E esses roedores de testículos robustos engravidaram depressa suas fêmeas. “A investigação ainda está em andamento. Nossa suposição é que as bactérias do iogurte foram capazes de equilibrar o organismo dos bichos como um todo”, adianta Susan Erdman, uma das líderes do projeto.

    Só para constar, as fêmeas que comeram iogurte também deram à luz grandes ninhadas e conseguiram desmamar os filhotes com sucesso. Tem mais: os animais que se esbaldaram com o alimento, independentemente do sexo, exibiram um pelo brilhante de dar inveja. “Está aí uma possibilidade bem animadora: manter uma aparência jovial com o consumo de iogurtes probióticos”, entusiasma-se Susan.

    Aqui, faz-se necessário destacar que nem todas as versões de iogurte são probióticas. Isso porque as duas bactérias que fermentam o leite não sobrevivem à passagem pelo estômago. “Para ganhar tal definição, o produto precisa concentrar essa dupla e pelo menos 100 milhões de outros micro-organismos por porção. Por isso, fique atento ao rótulo”, avisa Maricê Nogueira de Oliveira, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.

    A especialista está, inclusive, dando início a uma pesquisa para investigar a relação desses micróbios com o emagrecimento. Alguns achados já empolgam a professora e sua equipe. “Sabe-se que a obesidade também é resultado de uma inflamação nas células intestinais. Ao que tudo indica, os probióticos são capazes de aliviar o quadro. Como consequência, ocorre perda de peso”, descreve.

    E olha que maravilha: além de deixá-lo mais magro, determinadas cepas de bactérias podem fortalecer seu sistema imunológico. Isso ficou claro em um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine, no qual pesquisadores notaram que atletas de elite tiveram os sintomas de resfriado e tosse amenizados depois de consumir probióticos do tipo Lactobacillus casei. “Eles estimulam nossas células de defesa, deixando-as mais preparadas para combater vírus e bactérias perigosas”, explica Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica e pesquisadora da Yakult.

    Só que tem um detalhe: nem adianta almejar esses e outros benefícios, como regularização do trânsito intestinal, se incluir o iogurte vez ou outra no cardápio. O recomendado é consumir um potinho todo santo dia. “O tipo desnatado é o mais interessante, já que não tem gorduras”, observa Mariana Del Bosco, da Abeso. Natural ou de frutas, o sabor vai do gosto do freguês, assim como as formas de uso. Cair na mesmice definitivamente não é preocupação para quem pretende investir no alimento.

    E olha que maravilha: além de deixá-lo mais magro, determinadas cepas de bactérias podem fortalecer seu sistema imunológico. Isso ficou claro em um estudo publicado recentemente na revista científica British Journal of Sports Medicine, no qual pesquisadores notaram que atletas de elite tiveram os sintomas de resfriado e tosse amenizados depois de consumir probióticos do tipo Lactobacillus casei. “Eles estimulam nossas células de defesa, deixando-as mais preparadas para combater vírus e bactérias perigosas”, explica Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica e pesquisadora da Yakult.

    Só que tem um detalhe: nem adianta almejar esses e outros benefícios, como regularização do trânsito intestinal, se incluir o iogurte vez ou outra no cardápio. O recomendado é consumir um potinho todo santo dia. “O tipo desnatado é o mais interessante, já que não tem gorduras”, observa Mariana Del Bosco, da Abeso. Natural ou de frutas, o sabor vai do gosto do freguês, assim como as formas de uso. Cair na mesmice definitivamente não é preocupação para quem pretende investir no alimento.

    Dentro do pote
    Isentos de gordura, os iogurtes desnatados geralmente são os mais indicados para um cardápio saudável. Veja o que você encontra em 100 gramas de sua versão natural: 41 kcal • 3,8 g de proteína • 157 mg de cálcio • 60 mg de sódio • 0,3 g de gordura 5,8 g de carboidrato

    Smoothie de frutas vermelhas
    Refrescante, a receita tem cara de sobremesa. Para prepará-la, misture 1/2 copo de iogurte desnatado natural, 1/2 xícara (chá) de mix de frutas vermelhas sortidas, como amora, framboesa, mirtilo e morango, e, por fim, 1/2 copo de suco de laranja. Bata tudo no liquidificador e leve à geladeira.

    Molho para a salada
    O iogurte pode substituir a maionese em receitas de molho para temperar seu prato de folhas. Basta misturar, por exemplo, 2 colheres (sopa) de iogurte natural, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 4 colheres (sopa) de hortelã, 1 colher (sopa) de salsinha picada e finalizar com pitadas de sal a gosto.

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  • Não faltam estudos que comprovem as benesses de condimentos como o alho ou a pimenta. Especialistas ao redor do globo dedicam anos de pesquisa para decifrar cada uma das propriedades de temperos usados quase todos os dias no preparo de refeições. Com ação antioxidante, anti-inflamatória e anticancerígena — só para citar algumas —, são ótimos substitutos do popular sal de cozinha, rico em sódio. Essa estratégia, além de prevenir a hipertensão, bota para dentro do organismo uma lista de substâncias parceiras capazes de afugentar diversas enfermidades. SAÚDE selecionou sete ingredientes bem conhecidos no mundo da culinária que, segundo cientistas, merecem destaque especial na despensa.

    Alho contra intoxicação

    Uma pesquisa da Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, revela que um de seus compostos, o sulfureto de dialilo, combate a Campylobacter, uma bactéria que contamina alimentos, causando febre e diarreia. No caso, por estranho que pareça, o benefício viria até ao limpar os utensílios com o tempero. “E, quando consumido cru, algumas de suas enzimas eliminam as toxinas do organismo”, explica a nutricionista Mirela Fernandes, da Naturalis, em São Paulo.

    Orégano para o bem da próstata

    A erva originária do Mediterrâneo carrega uma substância que ajuda a debelar tumores nessa glândula. É o que confirmam os cientistas da Universidade de Long Island, nos Estados Unidos. “Não se sabe muito bem como, mas uma de suas substâncias, o carvacrol, induz o suicídio das células omprometidas pelo câncer na próstata”, conta a nutricionista Mariana Casseb, do Instituto do Coração, o InCor, em São Paulo.

    Alecrim para diabético

    Um estudo da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo testou o efeito do extrato dessa erva em animais com diabete. “Os compostos fenólicos do alecrim combatem os radicais livres e reduzem o risco de complicações ligadas à doença, como estresse oxidativo das células e várias inflamações”, ensina a nutricionista e responsável pela pesquisa, Ana Mara de Oliveira. O alecrim ainda inibe a multiplicação do vírus da gripe.

    Açafrão anticâncer

    Depois de muitas análises, especialistas da Universidade dos Emirados Árabes Unidos classificaram o tempero como um aliado na luta contra o câncer de fígado. “Ele funciona como um quimioterápico leve e inibe a proliferação das células cancerosas”, esclarece o professor de biologia molecular e principal autor do trabalho, Amr Amin. O condimento também recebe o selo de antioxidante por sua capacidade protetora do DNA e pela prevenção do envelhecimento precoce.

    Curry para as defesas

    A curcumina, um dos componentes desse pó picante e amarelo, dá uma força ao sistema imunológico. “A substância aumenta os níveis de uma proteína que protege contra bactérias e vírus”, explica o bioquímico Adrian Gombart, da Universidade do Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Ele é um dos autores do trabalho que comprovou essa ação. O curry deixa nossas defesas mais do que operantes e nos livra de infecções, principalmente as gastrointestinais.

    Salsa para o sangue

    Um estudo conduzido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que a popular salsinha auxilia na prevenção da trombose, ou seja, ela inibe a formação de coágulos. “Além de propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, esse tempero aumenta o calibre dos vasos”, enumera a nutricionista Ana Miguez, do Paraná. O condimento também evita o aparecimento de alguns tipos de câncer, como o de pulmão.

    Pimenta contra quilos extras

    Também conhecida como pimenta-do-reino, a especiaria, há muito utilizada na medicina oriental, revelou-se como uma nova arma contra a obesidade. Segundo pesquisa publicada na revista científica ACS Journal of Agricultural and Food Chemistry, o benefício se deve à piperina. “Essa substância reduz a atividade dos genes formadores de células de gordura”, afirma a nutricionista Susane Kirchheim, do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

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  • Cientistas do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, na tradução do inglês), nos Estados Unidos, manipularam os genes de uma bactéria para dar a ela a capacidade de produzir um tipo de álcool que pode substituir ou diminuir o uso da gasolina nos automóveis.

    Chamado de Ralstonia eutropha, o micróbio é encontrado no solo, de acordo com o estudo divulgado na publicação científica “Applied Microbiology and Biotechnology” (“Microbiologia e Biotecnologia Aplicada”, na tradução do inglês).

    Quando ocorre redução nas fontes de nutrientes (como nistrato ou fosfato), a Ralstonia eutropha passa a absorver carbono e criar compostos na forma de polímero para estocagem, segundo a pesquisa.

    O polímero criado tem características similares ao plástico produzido a partir do petróleo e é chamado algumas vezes de bioplástico. Retirando alguns genes, inibindo a expressão de outros e inserindo um gene de outro organismo no micróbio, os cientistas conseguiram fazer com que a espécie produzisse álcool isobutanol ao invés do polímero.

    Poluição

    A equipe do MIT está investindo na adaptação da bactéria para que ela possa absorver o dióxido de carbono, um dos gases causadores do aquecimento global, afirma o cientista Christopher Brigham. Com algumas modificações, diz ele no estudo, é possível que o microorganismo use carbono de fontes como resíduos agrícolas e lixo produzido nas cidades.

    Atualmente, a fonte de carbono a que os cientistas estão recorrendo para os testes de produção do álcool pelo microorganismo é a frutose, um tipo de açúcar.

    O próximo passo inclui otimizar a produção a partir dos micróbios e conseguir, no futuro, criar “biorreatores” que usem o processo em escala industrial, pondera Brigham. “Mostramos que, em uma cultura contínua [da bactéria], podemos conseguir quantidades significativas de isobutanol”, afirmou ele no estudo.

    O álcool pode servir como combustível em automóveis ou ser usado em uma mistura com gasolina, de acordo com os pesquisadores.

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  • A alimentação antes de dormir, é uma das mais importantes do dia, visto que você ficará cerca de 8h em jejum. Você sabe o que deve comer antes de dormir?
    Todos nós sabemos a importância de um treinamento com intensidade suficiente para gerar estímulos hipertróficos. A qualidade desse treinamento interfere diretamente na quantidade de descanso ou recuperação necessária para realizar uma nova sessão de treinamentos buscando um progresso ainda maior do que no treino anterior. E é justamente nesse período de recuperação que ocorre a hipertrofia muscular, propriamente dita através de substratos obtidos pela alimentação correta.

    Um dos períodos mais anabólicos do descanso é o sono. Apesar de ficarmos normalmente horas em jejum, vários outros fatores fisiológicos fazem este “custo X benefício” valer a pena. Dentre esses fatores, podemos citar a liberação do hormônio GH(importantíssimo na lipólise e em processos anabólicos), produção de testosterona, síntese muscular, dentre outros. Mas essa relação de custo X benefício somente privilegia indivíduos que conseguem realizar uma alimentação coerente antes deste período médio de jejum, visto que, do contrário, o catabolismo pela falta de nutrientes fará essa relação tender ao prejuízo.

    Todavia, devemos saber o que comer e o quanto comer antes de dormir, não é mesmo? Será que é a mesma coisa comer um pastel de 400Kcal ou ingerir um shake de proteínas com farinha de aveia e castanhas com as mesmas 400Kcal? Claro que não! Mas, afinal, o que e quanto devo comer?

    Essa pergunta é impossível de ser respondida, visto que cada indivíduo possui uma necessidade individual específica. Portanto, o que e quanto comer dependerá do objetivo, das condições fisiológicas, do momento do treino e das necessidades calóricas daquele indivíduo. Todavia, se falarmos um pouco de bons macro-nutrientes e alimentos para serem consumidos neste momento, conseguiremos ter uma base para estruturação de nossas refeições.

    Carboidratos

    Como fonte primária energética, os carboidratos são temidos neste momento. Todavia, não há nada que possa condená-los se utilizados da maneira correta. Obviamente, ninguém contará com a genética (e esteróides anabolizantes) de Dorian Yates e consumirá 1400Kcal vindas de um hipercalórico lotado de glucose e frutose antes de dormir. Porém, ingerir carboidratos de médio e baixo índice glicêmico (normalmente fibrosos) fará com que a manutenção do glicogênio muscular seja feita durante as horas em jejum, tornando-o mais anabólico. Aqui, caso seja a necessidade de consumo de carboidratos, alguns alimentos podem ser utilizados como batata doce, arroz integral ou até mesmo aveia. Aliás, por falar em aveia, devemos nos lembrar do glúten presente nela, o que pode ser extremamente conveniente para indivíduos que treinam logo após a primeira refeição. Assim, consumindo aveia em baixa quantidade antes do sono, teremos um esvaziamento gástrico mais retardado e, portanto, diminuiremos a depleção de glicogênio nas horas em jejum.

    Além disso, carboidratos neste momento são indispensáveis para indivíduos que fazem sua refeição sólida após o treino como última refeição. Ficar sem carboidrato neste instante pode significar ganhos extremamente pífios. Mas, esses carboidratos devem obedecer a regra de, no mínimo serem complexos. Carboidratos simples ou até mesmo algumas combinações de oligossacarídeos podem facilmente contribuir para um aumento de gordura corpórea neste momento.

    Lembre-se que vegetais também entram como carboidratos, porém, pelo baixo valor do macronutriente, apenas contribuirão efetivamente para o retardo no esvaziamento gástrico.

    Lembre-se que o consumo ou não de carboidratos nesta refeição deve ser atendida conforme suas necessidades e avaliando os períodos de treino.

    Proteínas

    Talvez o macronutriente mais importante antes de dormir seja mesmo a proteína. Ela será hidrolisada em aminoácidos e estes servirão de matéria-prima para a síntese protéica de diversos tecidos, inclusive o muscular. Sem proteínas, o anabolismo é praticamente inexistente.

    Neste momento, a regra é consumir proteínas de valor biológico alto, principalmente, ou seja, consumir carnes, ovos, alguns derivados de leite e pronto. Estes podem ser misturados então com uma proteína de valor biológico baixo, como o leite de soja, por exemplo que pode ser usada para mixar pós protéicos como albumina, caseína e blends diversos.

    Independente de proteínas em pó mixadas ou proteínas sólidas, o esvaziamento gástrico não será tão alterado a ponto de prejudicar ou melhorar muito os resultados. Por isso, manter uma variedade é sempre conveniente.

    Alguns aminoácidos podem também ser consumidos neste momento, como a L-Leucina (tomando cuidado com o estímulo de insulina que a mesma faz no corpo), L-Isoleucina e L-Valina. Apesar de não haver comprovação científica, alguns ainda defendem o uso da L-Glutamina. Cabe a você decidir suas condições para tal.

    Lipídios

    Por último e não menos importante, não poderíamos deixar de falar dos lipídios. Esses nutrientes são utilizados no período noturno principalmente como fontes energéticas, para o retardo do esvaziamento gástrico e também como substitutos parciais da glicose.

    Esses Lipídios normalmente não obedecem uma regra da fonte que devem vir, podendo ser de carnes, gemas de ovos, óleos (azeite, linhaça, canola), de oleaginosas etc. Todavia, consumir MCTs nesse período pode não ser a melhor escolha, visto que eles não tem impacto no aumento do tempo do esvaziamento gástrico.

    Conclusão:

    Utilizando a alimentação de maneira correta nos períodos de sono, fica muito mais fácil obter bons ganhos e proporcionar ao corpo um ambiente extremamente anabólico, regrado a nutrientes dequalidade e hormônios altamente potenciais produzidos pelo próprio corpo.

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  • O trabalho, publicado na revista científica Circulation, constatou que pessoas que faziam as duas horas e meia de exercícios recomendadas apresentavam índices menores de marcadores inflamatórios em seu sangue.

    Os marcadores inflamatórios são importantes porque, segundo os especialistas, sua presença em grandes quantidades foi associada a um aumento nos riscos de problemas cardiológicos.

    A pesquisa contou com a participação de mais de 4 mil pessoas e foi conduzida por cientistas da University College London, em Londres.

    A descoberta não é inédita, uma vez que outros estudos já comprovaram os imensos benefícios para a saúde dos exercícios físicos, porém pesquisadores puderam verificar a redução dos problemas cardíacos mesmo para aquelas pessoas que começam a praticá-los na meia-idade.

    A boa notícia é de que não é preciso fazer exercícios pesados na academia – caminhadas vigorosas e até jardinagem já contam para preencher a cota de duas horas e meia de atividade moderada por semana, acrescentaram os especialistas.

    A equipe explicou, no entanto, que o estudo se focou em indicadores de problemas cardíacos de maneira geral e não sobre doenças do coração específicas, e que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto.

    Além disso, o estudo se baseou em relatos dos próprios participantes sobre a quantidade de exercícios que fizeram. É sabido que as pessoas tendem a superestimar a quantidade de exercícios que fazem.

    Mexa-se

    Os participantes que disseram ter praticado a quantidade recomendada de exercícios durante os dez anos de duração do estudo apresentaram os índices mais baixos de marcadores inflamatórios.

    Até aqueles que disseram ter começado a fazer os exercícios bem depois dos 40 apresentaram melhorias. Eles tinham menores índices de marcadores inflamatórios do que os participantes que relataram nunca ter feito exercícios suficientes.

    Os resultados se mantiveram mesmo quando os pesquisadores levaram em consideração outros fatores, como obesidade e o hábito de fumar.
    “Deveríamos estar encorajando mais pessoas a ficar ativas”, disse Mark Hamer, chefe do estudo. “Por exemplo, a andar em vez de pegar o ônibus. Você pode beneficiar sua saúde com atividades moderadas em qualquer momento da sua vida”.

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  • Se você é um chocólatra incorrigível, vai adorar saber que, de acordo com uma notícia publicada pelo site Futurity, pesquisadores da Universidade de Warwick, na Inglaterra, conseguiram substituir metade da gordura presente nas barras de chocolate convencionais por suco de fruta, sem alterar, com isso, a sua tradicional textura.

    Na verdade, um dos aspectos que tornam o chocolate tão saboroso e irresistível é o fato de que ele simplesmente derreta na boca. Isso se deve à quantidade de gordura — ou manteiga de cacau — presente na receita, conferindo ao doce essa característica de se desmanchar em temperaturas entre os 34 e 38 graus Célsius.

    Entretanto, ao eliminar parte da gordura do chocolate, também acabamos eliminando essa característica — por acaso você já comeu uma barra dietética? —, e grande parte do prazer de saboreá-lo. O chocolate desenvolvido pelos pesquisadores, por outro lado, apresenta exatamente a mesma textura das barras tradicionais, mas com a metade da gordura.

    Textura cremosa e sabor de verdade

    Os pesquisadores conseguiram substituir 50% da gordura cristalizada presente nas barras de chocolate ao leite, meio amargo e branco, substituindo essa substância por minúsculas gotículas de suco de frutas — como o de laranja e o de mirtilo — ou por uma mistura de água com ácido ascórbico (vitamina D).

    O resultado é uma barra que derrete na boca, igualzinha aos chocolates tradicionais, que pode ter um sabor levemente frutado — caso seja adicionada a mistura de suco de fruta — ou que mantenha o sabor só de chocolate mesmo, caso seja utilizada a mistura com água e vitamina D. Será que isso quer dizer que poderemos devorar o dobro de barras pela metade da culpa?

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  • Dicas, saúde, Sono 13.08.2012 No Comments

    Crianças que roncam alto, pelo menos, duas vezes por semana são mais propensas a apresentar problemas de comportamento, de acordo com um estudo realizado no Cincinnati Children’s Hospital Medical Center, nos Estados Unidos.

    A pesquisa revela ainda que a amamentação pode proteger as crianças de condições como hiperatividade, depressão e falta de atenção.

    “O estudo sugere que os médicos devem examinar rotineiramente e controlar o ronco, especialmente em crianças de famílias mais pobres, e encaminhar as crianças com ronco alto e persistente para tratamentos. Deixar de examinar, ou optar por uma abordagem de “esperar para ver” pode piorar problemas de comportamento”, afirma o líder da pesquisa Dean Beebe.

    O ronco alto e persistente ocorre em aproximadamente uma em cada 10 crianças.

    Beebe e seus colegas estudaram 249 crianças em idade pré-escolar. Os pesquisadores entrevistaram as mães das crianças sobre o sono de seus filhos e seus comportamentos.

    O estudo mostrou que as crianças que roncavam alto pelo menos duas vezes por semana na idade de 2 e 3 anos apresentaram mais problemas de comportamento do que crianças que não roncavam.

    “Várias crianças roncam muitas vezes, no entanto o ronco alto que dura meses não é normal, e qualquer coisa que coloca as crianças e os jovens em risco de problemas comportamentais é preocupante. Esse tipo de ronco pode ser um sinal de problemas respiratórios reais à noite que são tratáveis. A pesquisa encoraja os pais a falarem sobre isso com os médicos, especialmente se isso persistir ao longo do tempo”, observa Beebe.

    Segundo os autores, o estudo mostrou que o aleitamento materno, especialmente por períodos mais longos, pareceu proteger as crianças contra o ronco persistente, mesmo depois de levados em consideração outros fatores, incluindo a renda familiar.

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  • O ginkgo biloba, um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo, aumenta o risco de convulsões em pessoas com epilepsia e reduz a eficácia de medicamentos anticonvulsionantes. Há algum tempo, pesquisas isoladas apontam nesse sentido. Agora, uma revisão de dez estudos realizada na Universidade de Bonn (Alemanha) soma evidências sobre esses riscos do produto.

    Os autores do estudo afirmam que, pelas evidências atuais, deveria haver maior restrição à venda de medicamentos à base de ginkgo biloba.

    O fitoterápico costuma ser indicado para vários problemas, como Alzheimer, perda de memória e perda auditiva. “Mas não temos evidências que comprovem a sua ação”, diz Elza Márcia Yacubian, professora de neurologia da Unifesp.

    Quanto aos riscos relacionados à epilepsia, Yacubian diz que testes mostram que o ginkgo biloba induz o fígado a produzir uma enzima que é a mesma que faz a metabolização de dois dos medicamentos anti-epilépticos mais usados. “Além disso, a semente do ginkgo biloba tem uma neurotoxina que aumenta a atividade cerebral, desencadeando crises epilépticas e que pode levar à convulsão mesmo pessoas que não têm o distúrbio”, diz Yacubian.

    Segundo a farmacêutica Ivana Suffredini, do laboratório de extratos da Unip (Universidade Paulista), os estudos com extratos vegetais são recentes, e ainda faltam informações sobre os efeitos –benéficos ou adversos– dos fitoterápicos. “As pessoas precisam saber que eles podem ter efeitos indesejados. O maior problema é que muita gente acredita que os produtos que vêm das plantas não têm risco, e passam a consumi-los sem orientação médica”, diz Suffredini.

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  • A vacina normalmente utilizada contra a tuberculose obteve bons resultados no tratamento da diabetes tipo 1 em uma primeira fase de testes em seres humanos, informaram cientistas na edição desta quarta-feira (8) da revista PLoS ONE. A segunda fase de testes já está em andamento no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos.

    Existem dois tipos de diabetes. O tipo 1 é uma doença chamada “autoimune”. Isso significa que ela ocorre quando o organismo ataca a si mesmo – nesse caso, ataca as células produtoras de insulina, o hormônio que controla o nível de açúcar no sangue, no pâncreas. Ela é mais frequente em pessoas com menos de 35 anos, principalmente crianças e adolescentes. Sem controle, pode levar a falência dos órgãos, cegueira, amputações e morte.

    O tipo 2 é o mais comum e também o mais grave, corresponde a 90% dos casos de diabetes e está ligado ao sedentarismo e à obesidade. Nele, o pâncreas começa a falhar parcialmente e para de produzir insulina aos poucos.

    A vacina é voltada apenas ao tipo 1 e feita a partir de uma modificação da vacina usada para evitar a tuberculose, a BCG. Essa vacina causa, como efeito colateral, o aumento de uma substância que causa a morte das células do sistema de defesa que atacam o pâncreas. Com isso, permite um retorno da produção normal de insulina. No caso da diabetes tipo 1, a vacina não é preventiva – ela reverte a doença nos pacientes.

    “Estamos tentando criar um tratamento que de fato seja capaz de reverter a diabetes tipo 1 em pessoas que estão vivendo com essa doença”, explica a líder da pesquisa, Denise Faustman.

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