• Embora esteja na boca do povo há décadas, com frequência duas grandes confusões são feitas a seu respeito. A primeira é chamá-lo de gordura, quando, na verdade, trata-se de um álcool complexo – detalhe químico mais complexo ainda. A segunda é que seu potencial nocivo se restringe ao sistema cardiovascular. “O colesterol circula por boa parte do organismo para formar membranas celulares, ácido biliar e hormônios”, relata Eder Quintão, endocrinologista do Laboratório de Lípides da Universidade de São Paulo. Esse acesso quase irrestrito, apesar de essencial para inúmeras atividades, traz seus inconvenientes. Isso porque dá a possibilidade de ele, quando nas alturas, acarretar estragos em diversas regiões.

    Infográfico explica como o colesterol age pelo corpo. Confira!

    Após analisarem dados epidemiológicos que relacionam altos índices da partícula a demências, por exemplo, cientistas da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, decidiram averiguar o que estaria por trás desse fenômeno. Valendo-se de equipamentos modernos, eles descobriram que o protagonista da reportagem está intimamente ligado ao surgimento das famigeradas proteínas beta-amiloides. “Essas moléculas danificam células nervosas, promovendo a doença de Alzheimer”, ensina o bioquímico Charles Sanders, coordenador da pesquisa.

    “O trabalho americano nos ajuda a compreender o motivo pelo qual observamos um acúmulo de placas beta-amiloides ao colocarmos neurônios em um meio de cultura repleto de colesterol”, enfatiza o neurologista Paulo Caramelli, da Universidade Federal de Minas Gerais. “Mas ele não explica por que existe uma associação, principalmente em pacientes acima dos 75 anos, entre a doença de Alzheimer e problemas vasculares”, contrapõe.

    Há, claro, quem acredite que esse vínculo seja resultado da idade avançada. Em outras palavras, indivíduos nessa faixa etária tenderiam a sofrer mais com ambos os transtornos simplesmente pelo fato de o corpo estar envelhecendo. Essa, entretanto, não é a única hipótese levantada pelos especialistas. “Taxas elevadas de colesterol provocam inflamações nos vasos, que, ao longo dos anos, também dificultam a passagem de sangue”, ressalta Angelina Zanesco, fisiologista do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, em Rio Claro. Se a artéria comprometida é uma que chega à massa cinzenta, as células nervosas deixam de ser abastecidas adequadamente com o líquido vermelho. Resultado: elas param de funcionar direito por falta de nutrientes, o que contribuiria para o extermínio das memórias.

    Outro mal que às vezes implica queima de arquivos mentais atende pelo nome de derrame isquêmico – o bloqueio por completo do fluxo sanguíneo acaba matando os neurônios, digamos, de fome. Em várias situações, a obstrução decorre do excesso de colesterol circulante.

    Quando o assunto é diabete, invariavelmente se fala em glicose. Mas adivinhe que outra molécula está envolvida com a enfermidade. “O excesso de colesterol no pâncreas atrapalha a fabricação de insulina, responsável por colocar o açúcar para dentro das células”, revela Francisco Helfenstein Fonseca, cardiologista e coordenador do Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da Universidade Federal de São Paulo. E, com doses a menos desse hormônio na circulação, a glicemia sobe que nem foguete. Por outro lado, quando você tem bastante HDL, aquela espécie de faxineiro da circulação, a probabilidade de desenvolver ou agravar o quadro diminui.

    Nem as articulações estão a salvo da avalanche de colesterol. “Ele facilita o aparecimento de crises de gota”, exemplifica Ricardo Fuller, chefe do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Esse distúrbio, caracterizado por inchaço e dores intensas nas juntas – principalmente no dedão do pé -, depende de processos inflamatórios para dar as caras. Ao que tudo indica, taxas expressivas da substância em questão auxiliam a alastrar esse incêndio.

    A artrite reumatoide, outro mal que ataca as juntas, propiciando incômodos, perda de movimento e deformações, também pode ser agravada por você já sabe quem. “Aliás, uma pesquisa deste ano verificou falhas na função do HDL de quem possui a doença”, reforça Fuller. Mesmo assim, ainda faltam evidências sólidas de que o tratamento para controlar o colesterol beneficie pessoas com desordens reumatológicas.

    No futuro, a ciência deve oferecer uma resposta definitiva para essa dúvida. Outra pergunta é se a partícula abordada aqui seria o estopim para cânceres. “Segundo alguns estudos, o uso de estatinas, medicamentos que reduzem a concentração dessa molécula no sangue, previne tumores como o de próstata, mama e intestino”, afirma Samuel Aguiar Júnior, cirurgião oncologista e diretor do Núcleo de Tumores Colorretais do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. “Só que esses trabalhos são poucos e ainda controversos”, ressalva.

    Um vestígio extra desse possível elo é o de que levantamentos populacionais definem sujeitos com pouco LDL e muito HDL como mais protegidos contra o câncer. “Resta saber se o dado encontrado é consequência do colesterol ou se hábitos saudáveis, que regulam seus níveis ao mesmo tempo que trazem outras melhorias para o organismo, são os verdadeiros responsáveis pelos números encontrados”, pondera Aguiar Júnior.

    O que doma o colesterol

    Quando descobrimos que grande parte dessa substância é manufaturada no fígado independentemente da alimentação, muita gente supõe que quase não adianta tomar cuidado com o que ingerimos. “Essa impressão não poderia estar mais equivocada”, garante Raul von der Heyde, nutricionista da Universidade Federal do Paraná. “Por exemplo: o consumo de gorduras saturadas, presentes no óleo de dendê, em carnes e no leite, aumenta significativamente os índices de colesterol, sobretudo de LDL, na corrente sanguínea”, argumenta o especialista.

    Se as gorduras saturadas culminam em mais LDL, as poli-insaturadas das nozes e do salmão fazem exatamente o contrário. “Mas elas, se ingeridas além da conta, infelizmente reduzem os níveis de HDL”, lamenta Raul von der Heyde. Por isso, nada de abusar – o ideal é que elas componham não mais do que 10% do total de calorias do dia.

    Também aposte nas fibras solúveis. Junto com a água, elas formam um gel no intestino que impede o colesterol de ser absorvido. Para abastecer seus estoques do nutriente, invista em frutas como maçã, laranja e pera ou lance mão da aveia. Só não se esqueça de beber H2O. Caso contrário, os benefícios se esvaecem.

    Por mais que certos estudos vinculem o azeite de oliva e o abacate, fontes de gordura monoinsaturada, com mais HDL no sangue, não existe uma verdadeira comprovação de que isso ocorre. Se o objetivo é incrementar a concentração dessa aliada da saúde, a melhor estratégia atende pela alcunha de atividade física. “Os exercícios não apenas aumentam o número das moléculas como melhoram a qualidade delas”, acrescenta Maria Teresa Zanella, presidente do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

    Para obter a benesse, são necessários esforço e um pouco de paciência. “A intensidade precisa ser de moderada a alta. Após três meses de prática esportiva constante, as mudanças começam a surgir”, informa a fisiologista Angelina Zanesco. Com o colesterol sob rédeas curtas, as memórias de uma vida livre de diabete, câncer e dores nas articulações têm tudo para ficar na sua cabeça.

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  • Estudo publicado nesta terça-feira (24) no site do “British Medical Journal” aponta que de 63.942 novos casos de melanoma (um tipo de câncer de pele) diagnosticados a cada ano na Europa, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, 3.438 (5,4%) estão relacionados ao bronzeamento artificial.

    O levantamento associa 794 mortes ao uso dos equipamentos de bronzeamento (498 homens e 296 mulheres).
    Os pesquisadores do Instituto Internacional de Pesquisa de Prevenção, na França, e do Instituto Europeu de Oncologia, na Itália, analisaram resultados de 27 estudos sobre câncer de pele e uso de camas de bronzeamento artificial entre 1981 e 2012.

    O número total de casos de câncer de pele incluídos na análise foi 11.428. Os autores chegaram à conclusão de que o bronzeamento artificial implica num aumento de 20 % no risco de ter um melanoma – se o usuário do equipamento tiver menos de 35 anos, as chances dobram. Cada sessão anual de bronzeamento, calculam, oferece um aumento de 1,8% no risco de ter um melanoma.

    Os autores concluem que o melanoma e outros cânceres de pele associados com o uso de equipamentos de bronzeamento artificial podem ser prevenidos simplesmente evitando-se essa prática. Eles argumentam que a indústria não demonstrou uma capacidade de “autorregulação eficaz”.

    A prevenção deve ser baseada em “ações mais duras”, defendem. O bronzeamento artificial para jovens com idade inferior a 18 anos, por exemplo, deve ser restrito, dizem os autores. Sem supervisão, a prática deve deve ser proibida, como acontece na Austrália e vários países da Europa, acrescentam.

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  • A entidade, que oferece aconselhamento sobre a prevenção do câncer, quer que a população consuma menos sal e que a quantidade de sódio nos alimentos industrializados seja indicada mais claramente no rótulo.

    Apenas na Grã-Bretanha, um em sete cânceres do estômago poderiam ser prevenidos se as pessoas seguissem as recomendações diárias de consumo de sal, diz a ONG.

    Sal demais pode provocar pressão alta, doenças cardíacas e acidentes vasculares (derrames), além de câncer.
    O consumo diário recomendado pelas autoridades de saúde britânicas é 6 gramas. Mas, segundo o WCRF, os britânicos consomem, em média, 8,6 g por dia.

    No Brasil, um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), publicado em 2011, revelou que o brasileiro consome, em média, 8,2 g diárias de sal.

    Inimigo Oculto
    “O câncer de estômago é difícil de ser tratado com sucesso porque a maioria dos casos não é detectada até que a doença já esteja bem estabelecida”, disse a diretora de informação do WCRF, Kate Mendoza,
    “Isso enfatiza a importância de escolhermos um estilo de vida que previna a ocorrência da doença – como cortar o consumo de sal e comer mais frutas e legumes”.

    Comer muito sal, no entanto, não é uma questão de virar o saleiro sobre a batata frita. A maior parte do sal – cerca de 75% – que ingerimos já está no alimento.

    Por isso, o WCRF está pedindo que um sistema semelhante às luzes de um semáforo seja adotado nos rótulos de alimentos industrializados. Vermelho para índice alto, amarelo para médio e verde para baixo.

    Resistência
    A proposta da entidade, no entanto, desagrada fabricantes e supermercados, que preferem outras formas de rotular os alimentos.

    Lucy Boyd, da entidade beneficente Cancer Research Uk, disse que a campanha do WCRF corrobora um relatório recente da Cancer Research UK, vinculando o consumo excessivo de sal ao desenvolvimento de câncer.
    Citando o caso específico da Grã-Bretanha, a representante diz que, de maneira geral, os britânicos comem sal demais.

    “E o consumo é maior entre os homens”, acrescenta.
    Ela sugere que uma rotulação melhor, por exemplo, usando o sistema baseado nas cores do semáforo, seria útil para ajudar os consumidores a diminuir a ingestão.

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  • Manter a pele bonita e saudável não é tarefa simples, especialmente se ela for oleosa. Os poros dilatados, pele brilhante, às vezes até com presença de cravos e espinhas, não agradam mulher alguma, e podem acabar até com a auto-estima.

    De acordo com a dermatologista Denise Steiner, a pele oleosa é causada pela produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas e atinge entre 80% e 90% das mulheres jovens.

    A herança genética é o principal motivo, porém, outros fatores também contribuem para a pele oleosa: alterações hormonais, excesso de sol, variações climáticas, stress e alimentação inadequada podem influenciar no aumento da atividade das glândulas sebáceas , afirma a dermatologista.Para melhorar a sua pele, o Cyber Diet preparou algumas dicas.

    Limpeza
    Procure não lavar o rosto mais que duas vezes ao dia, e sempre com água fria, para não estimular a produção de sebo. É importante usar sempre sabonetes neutros ou formulados especialmente para sua pele, com bactericista e anti-sépticos , aconselha a dermatologista Denise. A oleosidade da pele é causada pela produção excessiva de sebo pelas glândulas sebáceas e atinge entre 80% e 90% das mulheres jovens À noite, é fundamental que retire a maquiagem com demaquilante sem álcool. É bom que a pessoa faça uma vez por semana uma esfoliação suave , indica.

    Tonificação
    Segundo Denise, usar produtos adstringentes, sem álcool na fórmula, para fechar os poros e equilibrar o pH, acalma e refresca a pele.

    Hidratação
    Procure usar produtos em gel, fluido, loção ou sérum, sem óleo em sua formulação. Produtos com ácidos na formulação podem ser indicados por um dermatologista para ajudar a controlar a oleosidade , diz.

    Proteção
    Alguns hidratantes possuem filtros anti Uva-B em sua composição, que ajudam a retardar o envelhecimento, além de proteger contra os danos causados pelo sol. Caso seu hidratante não tenha filtro solar, é importante utilizar um protetor em forma de gel , aconselha a Denise.

    Maquiagem
    Para a dermatologista, pós-faciais e compactos ressecam a pele e obstruem os poros. Evite.Bases densas podem obstruir os poros, acentuando a oleosidade e causando até acne , afirma. “Uma opção é usar como base um produto matificante, que absorve o óleo da pele, e não a água, proporcionando uma sensação de pele menos oleosa e prolongando a duração da maquiagem”, aconselha. Depois destas dicas, sua pele não será mais a mesma!

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  • A pesquisa, publicada na revista médica Lancet, estima que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo.

    A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.

    Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.

    Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.

    Segundo a equipe de 33 pesquisadores vindos de centros de vários países diferentes, os governos deveriam desenvolver formas de tornar a atividade física mais conveniente, acessível e segura.

    Um dos coordenadores da pesquisa é Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas. “Com as Olimpíadas 2012, esporte e atividade física vão atrair uma tremenda atenção mundial, mas apesar do mundo assistir a competição de atletas de elite de muitos países, a maioria dos espectadores será de sedentários,” diz ele.

    “O desafio global é claro: tornar a prática de atividades físicas como uma prioridade em todo o mundo para aumentar o nível de saúde e reduzir o risco de doenças”.

    No entanto, a comparação com o cigarro é contestada por alguns especialistas.

    Se o tabagismo e a inatividade matam o mesmo número de pessoas, o número de fumantes é bem menor do que o de sedentários, tornando o tabaco muito mais perigoso.

    Para Claire Knight, do Instituto de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha, “quando se trata de prevenção de câncer, parar de fumar é de longe a coisa mais importante que você pode fazer”.

    América Latina
    Na América Latina e no Caribe, o estudo mostra que o estilo de vida sedentário é responsável por 11,4% de todas as mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon. No Brasil, esse número sobe para 13,2%.

    Os países com as populações mais sedentárias da região são Argentina, Brasil e República Dominicana. O com a população menos sedentária é a Guatemala.

    A inatividade física na América Latina seria a causa de 7,1% dos casos de doenças cardíacas, 8,7% dos casos de diabetes tipo 2, 12,5% dos casos de câncer de mama e 12,6% dos casos de câncer de cólon.

    No Brasil, ela é a causa de 8,2% dos casos de doenças cardíacas, 10,1% dos casos de diabetes tipo 2, 13,4% dos casos de câncer de mama e 14,6% dos casos de câncer de cólon.

    A doutora I-Min Lee, do Hospital Brigham e da Escola Médica da Universidade de Harvard, que dirigiu o estudo, assinalou que todos esses casos poderiam ter sido prevenidos se a população de cada país e cada região fosse mais fisicamente ativa.

    Ela diz que na região das Américas poderiam ser evitadas cerca de 60 mil mortes por doenças coronárias e 14 mil mortes por câncer de cólon.

    Desafio global
    É recomendado que adultos façam 150 minutos de exercícios moderados, como caminhadas, ciclismo e jardinagem, toda a semana.

    O estudo indica que as pessoas que vivem em países com alta renda per capita são as menos ativas. Entre os piores casos está a Grã-Bretanha, onde dois terços da população não se exercitam regularmente.

    A presidente da Faculty of Public Health, órgão que formula políticas e normas de saúde pública da Grã-Bretanha, professora Lindsey Davies, diz que “precisamos fazer o possível para que as pessoas cuidem da sua saúde e façam atividade física como parte da vida cotidiana”.

    “O ambiente em que vivemos tem um papel importante. Por exemplo, pessoas que se sintam inseguras no parque mais próximo vão evitar de usá-lo.”

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  • O estudo, publicado no periódico científico BioMed, analisou o comportamento de 1.314 crianças e concluiu que o máximo de exposição à televisão deve ser de duas horas diárias nessa faixa etária.

    Os pesquisadores concluíram que, no início do estudo, a maioria das crianças assistia a uma média de 8,8 horas de TV por semana.

    O valor aumentou em seis horas nos próximos dois anos até chegar a uma média de 14,8 horas por semana quando as crianças atingiram a idade de quatro anos e meio.

    Entre os participantes do estudo, 50% já estavam assistindo a 18 horas semanais nesta idade, de acordo com os pais.

    A pesquisa concluiu que crianças de quatro anos e meio que assistiam a 18 horas semanais de TV tiveram um aumento de 7,6 milímetros em suas circunferências abdominais até chegarem aos dez anos de idade.

    Tônus muscular
    Além do aumento de circunferência abdominal, os pesquisadores analisaram os efeitos do hábito de assistir à TV sobre o tônus muscular e capacidade atlética da criança.

    O estudo concluiu que cada hora além das duas estabelecidas como máximo por dia pode diminuir em 0,36 centímetros a distância que uma criança consegue saltar.

    Os especialistas admitem que é necessário aprofundar as pesquisas para esclarecer se o comportamento das crianças diante da TV é, de fato, o único fator a influenciar os aspectos analisados.

    Linda Pagani, da Universidade de Montreal, disse que os resultados servem de alerta sobre os fatores que podem levar à obesidade infantil.

    “Na prática, o resultado é que assistir muita televisão – além da quantidade recomendada como o máximo não faz bem”, disse.

    O valor de duas horas diárias citadas pelo estudo é o estipulado como o máximo saudável pela Academia Americana de Pediatria.

    Hábitos
    “Nas últimas décadas, em todo o mundo ocidental houve um aumento drámatico nos níveis de peso além do saudável tanto em crianças como adultos. Nosso padrão de vida também mudou, priorizando práticas sedentárias e alimentos de preparo fácil e ricos em calorias”, acrescenta Pagani.

    Para a especialista é necessário que os pais prestem mais atenção aos hábitos de seus filhos diante da TV.
    “Assistir televisão demais não só coloca em segundo lugar outras formas de educação e a busca por atividades de lazer mais ativas, mas também aumenta o risco de as crianças aprenderem informações incorretas sobre hábitos alimentares saudáveis.”

    O estudo diz que os hábitos adquiridos na infância podem tornar-se parte do comportamento na idade adulta, afetando, por exemplo, a prática de esportes.

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  • Há quem diga que o mundo gira em torno dele. Verdade ou não, ninguém discute que, além de perpetuar a espécie, o sexo é a grande fonte de deleite da humanidade. E, mais do que isso, quem se dedica a essa prática como se fosse uma prazerosa modalidade esportiva ainda conquista outras benesses para o corpo e para a mente. Talvez você questione: afinal, quantas transas por dia, semana ou mês são necessárias para garantir tanta saúde assim? Não há resposta. “Até porque quantidade não tem a ver com qualidade”, diz o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano, de São Paulo. Desde que o casal se sinta bem com uma relação diária ou semanal, o organismo já vai tirar proveito. Mas, diante dos bons efeitos que apontaremos a seguir, talvez você não pense duas vezes para intensificar sua atividade entre os lençóis.

    1 – Proteção cardiovascular
    O coração pode até sair ganhando de verdade quando um sexo mais caliente marca presença no dia a dia. “Durante a relação sexual, como em um exercício físico moderado, há um aumento temporário do trabalho cardíaco e da pressão arterial”, explica o cardiologista José Lazzoli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. Para preservar as artérias, contudo, é preciso suar a camisa no mínimo 30 minutos diários cinco vezes por semana. “E nem todo mundo consegue fazer sexo com essa duração e frequência”, observa o especialista. Então, a mensagem é somar às noites intensas uma corrida ou caminhada no parque pela manhã, por exemplo. Recado à turma que tem hipertensão descontrolada ou doença coronariana: consulte o médico. Nesses casos, tanto o coração pode atrapalhar o sexo quanto ele pode atrapalhar um coração com problemas.

    2 Um remédio contra a dor
    Durante o bem-bom, o corpo fabrica uma porção de substâncias, entre hormônios e nurotransmissores. Uma delas é a endorfina, a mesma que dá as caras quando se pratica um exercício físico por alguns minutos. Essa molécula capaz de aliviar as sensações dolorosas é descarregada para valer no ápice da relação, o orgasmo. “Ela é o maior analgésico do nosso corpo”, afirma a médica Ruth Clapauch, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. E sua ação se prolonga após o ato sexual. Os especialistas estão começando a acreditar que, somada ao trabalho da ocitocina – outro hormônio liberado na hora do gozo -, a endorfina ajuda a aplacar dores crônicas na cabeça e nas juntas.

    3 – Um basta ao excesso de estresse
    Ninguém precisa ser cientista para saber que uma boa transa apaga a quase inevitável tensão do dia a dia. Mas saiba que até os pesquisadores estão cada vez mais interessados nesse potencial, que é maior quanto mais intenso for o sexo. Um estudo da Universidade de Paisley, na Escócia, constatou: os voluntários que faziam questão da penetração respondiam melhor a situações estressantes. “A atividade sexual diminui o nível de ansiedade”, diz o urologista Joaquim de Almeida Claro, da Universidade de São Paulo (USP). “Só se deve tomar cuidado para não transformar o sexo a dois numa mera descarga de estresse”, lembra a psicóloga Ana Canosa, da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. É que, nesse caso, vira algo mecânico, quase obrigatório, sem envolvimento emocional. Aí não tem graça – e nem tanto efeito.

    4 – Autoestima lá em cima
    Qual o órgão do seu corpo que mais se aproveita de uma extenuante sessão a dois? Ele mesmo, o cérebro. Ora, lá se encontra o verdadeiro terminal do prazer. Quem agrada constantemente essa central de instintos e emoções ganha uma baita massagem no ego. “A autoestima melhora porque o indivíduo se sente desejado pelo outro”, resume a psicóloga Ana Canosa, de São Paulo. E não pense que essa guinada no astral se deve apenas ao orgasmo. “As preliminares também são fundamentais, sobretudo para a mulher, que precisa ser tocada e beijada. A excitação promove uma maior liberação de hormônios, aumentando o tamanho do canal vaginal e as chances de chegar ao orgasmo”, diz o ginecologista e obstetra Francisco Anello, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Ou seja, tudo que antecede a penetração tem o seu valor para o corpo e para a mente dos parceiros. É claro que a relação não se restringe ao momento de catarse. “Mas sem orgasmo não se usufrui de todo o bem-estar após aquele acúmulo de tensão”, diz Ana.

    5 – Mais prazer, menos gordura
    Para manter a forma, homens e mulheres podem se dirigir a uma quadra de futebol, a uma piscina ou, por que não, a uma cama. Ora, o sexo é saboroso esporte de dupla. É óbvio que não dá para pensar em eliminar a barriga de chope ou definir a silhueta apostando apenas nisso. Mas ele não deixa de ser um aliado da queima de pneus. “O esforço de uma atividade sexual equivale, em média, a um trote a 7,5 quilômetros por hora”, calcula o cardiologista José Lazzoli. “Dependendo da intensidade da relação, é possível queimar de 100 a 300 calorias”, contabiliza Anello.

    6 – Defesas reforçadas
    Fazer sexo uma ou duas vezes por semana tornaria o sistema imune mais preparado para entrar em combate. É o que sugerem pesquisadores americanos que compararam amostras da saliva de pessoas sexualmente ativas com as de voluntários que pouco se aventuravam na cama. Eles concluíram o seguinte: quem transava com certa frequência abrigava mais anticorpos. O resultado, no entanto, ainda carece de um consenso entre os médicos. Isso porque, para muitos deles, uma defesa mais a postos não seria fruto da atividade sexual em si. “Há, sim, trabalhos mostrando que pessoas felizes têm melhor resposta imunológica. E a atividade sexual sem dúvida traz felicidade e qualidade de vida”, pondera Joaquim Claro.

    7 – Músculos fortalecidos
    Não dá para elevar o quarto à condição de academia, mas a atividade entre quatro paredes exige o esforço de alguns grupos musculares. Tudo depende, por exemplo, das posições na hora agá, mas é possível trabalhar as coxas, o dorso e o abdômen. No caso das mulheres, a relação ainda cobra a movimentação dos músculos da vagina. “Há um aumento do fluxo sangüíneo para a região”, conta a fisioterapeuta especialista em urologia Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, que fica no interior paulista. “Durante o orgasmo, por exemplo, há uma contração dos músculos pélvicos”, diz. Quando unida a exercícios específicos para aumentar o controle da própria vagina, a relação ajudaria a tonificar sua musculatura, diminuindo o risco de problemas como a incontinência urinária.

    8 – Lubrificação nota 10
    Essa é para as mulheres que se aproximam da menopausa ou já atravessam o período marcado pela derrocada do hormônio feminino. Um dos principais reflexos da queda de estrogênio é a falta de lubrificação na vagina – um problema bastante comum, que leva à secura nessa região. “Mas aquelas que, após essa fase, mantêm relações sexuais tendem a apresentar menos atrofia do órgão genital”, conta a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Já as mulheres que raras vezes se divertem com o companheiro não só sofrem mais com o incômodo como também podem sentir mais dores durante a penetração.

    9 – Para dormir pesado
    Sim, uma noite tranquila também depende de uma cama movimentada. O que o casal costuma comprovar na prática a medicina sabe explicar: “A relação favorece o relaxamento muscular”, afirma o urologista e terapeuta sexual Celso Marzano. Isso porque, graças ao orgasmo, o corpo recebe uma enxurrada de substâncias que não demoram a agir, fazendo com que o indivíduo sinta uma mistura de bem-estar e exaustão. “O sono costuma vir depressa depois de um sexo mais vibrante”, observa Marzano. Mas, caro leitor, aguarde mais um pouco antes de rumar ao quarto.

    A ciência está interessada em prolongar a sua atividade sexual. O avanço da idade, não há como negar, cria alguns empecilhos que esfriam uma relação aqui, outra acolá. Mas os profissionais de saúde já têm na manga estratégias para contorná-los. É o caso da terapia hormonal, que, quando bem receitada, dá aquela força para a vida sexual ativa. No caso das mulheres, a reposição de estrogênio atenua a secura vaginal – e o destaque é o creme à base do hormônio aplicado na vagina. “Ele melhora a lubrificação sem ser absorvido pelo corpo”, diz Francisco Anello. Ou seja, não há efeitos colaterais. Para reerguer a libido do casal, já foi aprovada na Europa a reposição de testosterona na forma de adesivo. “A questão é polêmica, mas estudos mostram que ela dobra o número de relações sexuais”, conta Ruth Clapauch. A terapia com o hormônio masculino é receitada há mais tempo, só que por outras vias, para os homens. O seu objetivo, porém, não é corrigir somente o tesão minguado. “Ela beneficia a massa muscular e alivia a depressão, além de melhorar a vida sexual, mas a indicação deve ser rigorosa”, avalia Joaquim Claro.

    De choque a gel
    Já imaginou visitar um fisioterapeuta para turbinar a vida sexual? Pois as mulheres já podem desfrutar desse serviço – a fisioterapia uroginecológica. Por meio de diversas técnicas, os especialistas ensinam as pacientes a assumir um maior controle da musculatura da vagina. A medida é recomendada, por exemplo, àquelas que penam para ter orgasmos. “Além disso, há um aparelho que se vale de um eletrodo introduzido na vagina para estimular sua contração”, conta a fisioterapeuta Floripes de Santi, do Rio de Janeiro. A meta é permitir que, conhecendo e dominando a dita-cuja, suas próprias donas possam usá-la melhor – ou seja, com muito mais prazer. Outra fisioterapeuta expert no assunto, Sophia Souto, da Universidade Estadual de Campinas, pesquisa um gel capaz de aperfeiçoar a atividade sexual feminina. “Ele é um doador de óxido nítrico, uma substância que aumenta a vasodilatação local”, explica. “O produto deve ser aplicado sobre o clitóris nas preliminares para aumentar a sensibilidade da região.” Por não apresentar contra-indicações, tanto as mulheres com perda de libido como as sedentas por mais prazer podem utilizá- lo. A previsão é que ele chegue às farmácias no próximo ano.

    Entre aranhas e genes
    A ala masculina, já presenteada no final da década de 1990 com os medicamentos para disfunção erétil, deve aguardar mais tempo pelas novidades da medicina. “Novas drogas, que podem ter efeito mais rápido ou duradouro, ainda estão sob estudo”, afirma o médico Carlos da Ros, da Sociedade Brasileira de Urologia. Um grupo de cientistas da USP tem avaliado uma substância promissora. “Ela é extraída do veneno de uma aranha brasileira e seria capaz de levar à ereção”, conta Joaquim Claro, que participa da investigação. Será que a solução definitiva estaria nos genes? Talvez. “Mas a terapia gênica só poderá ser uma opção a longo prazo”, estima Da Ros. Enquanto tudo isso não chega, investir num estilo de vida saudável e frequentar o médico de vez em quando continua sendo a garantia do arraso sob os lençóis – ou em qualquer outro lugar.

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  • A pesquisa é a porta de entrada para novos tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance
    da medicina para combater a enfermidade.

    Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético de desenvolver a doença.

    Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o mal de Alzheimer.

    O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos – muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que em geral desenvolvem o mal na casa dos 60 anos.

    Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a doença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade.

    Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído cerebrospinal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes.

    Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer.

    Eles sugerem que a primeira mudança, uma queda nos níveis da proteína conhecida como amiloide – componente-chave dos neurônios – no fluido cerebrospinal, pode ser detectada 25 anos antes do aparecimento dos sintomas da doença.

    Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença, pacientes já apresentavam níveis anormais de placas b-amiloides. Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes.

    Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados.

    Em pacientes que não possuíam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores.

    Os resultados da pesquisa foram publicados no New England Journal of Medicine.

    “Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença, acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro”, afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer.

    “Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença”, disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer.

    “É provável que qualquer novo tratamento para Alzheimer deverá ser iniciado mais cedo para ter a melhor chance de sucesso”.

    “A habilidade para detectar os primeiros estágios da doença de Alzheimer não só permite que as pessoas planejem e tenham acesso aos cuidados e tratamentos existentes mais cedo, mas também permitirá que novas drogas sejam testadas nas pessoas certas, na hora certa”.

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  • Manter as unhas bonitas e bem-cuidadas nem sempre é uma tarefa fácil. O uso excessivo de esmaltes, de acetona, ou o contato frequente com produtos químicos acabam deixando as unhas enfraquecidas, quebradiças e com aspecto ressecado. No entanto, com alguns cuidados simples, é possível reverter esse quadro. A dermatologista Bianca Wiedemann dá seis dicas para fortalecer as unhas, deixando-as lindas e saudáveis:

    1) Não remova a cutícula. Ela funciona como uma proteção para a unhas, impedindo a entrada de bactérias.

    2) Use hidratante nas mãos, diariamente, massageando as unhas e as cutículas. “Se as cutículas estiverem bem hidratadas, não vão deixar as unhas com aspecto de mal-tratadas”, garante a dermatologista.

    3) Fique, pelo menos, três dias por semana sem usar esmaltes. É importante dar uma pausa para que as unhas possam receber hidratação. Substâncias presentes na composição dos esmalte comuns, como tolueno e formaldeído, agridem a lâmina da unha, ressecando-a e fragilizando-a.

    4) Evite usar acetona. Na hora de retirar o esmalte, opte por removedores livres dessa substância.

    5) Sempre utilize luvas quando for manipular produtos de limpeza, como sabão ou detergente, para proteger a pele e também as unhas. Esses produtos contém substâncias abrasivas, que ressecam as mãos e enfraquecem as unhas.

    6) Evite usar bases fortalecedoras sem a recomendação de um dermatologista. Elas podem lesionar e enfraquecer ainda mais as unhas: “Algumas bases podem conter ativos que ressecam a lâmina da unha enfraquecendo-a ainda mais. O produto ainda pode conter formaldeído, que endurece a lâmina e, inicialmente, pode dar a sensação de fortalecimento da unha, mas seu uso indiscriminado pode ocasionar quebras e fraturas nas unhas”, alerta a especialista.

    Não custa lembrar que unhas saudáveis possuem aspecto liso, transparente e bem aderidas ao dedo. Algumas anormalidades, como ondulações, deformações, descamações e colorações amareladas podem ser indícios de carências nutricionais (como deficiência de vitaminas A, C, B 12, zinco etc) ou, então, de algumas doenças, como fungos, anemias, doenças da tireoide, problemas renais ou de fígado:
    “Bases fortalecedoras não solucionam nenhum problema. Caso apareça algum tipo de anormalidade nas unhas, é importante procurar um dermatologista, pois ele vai dar a orientação correta e detectar a verdadeira causa do enfraquecimento das unhas ”, explica Bianca Wiedmann.

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  • Tomar café todos os dias pode fazer bem à saúde e até mesmo aumentar o tempo de vida. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Saúde dos EUA, divulgada em maio, estudou por oito anos um grupo de mais de 400 mil homens e mulhres americanos, de 50 a 71 anos. O resultado da pesquisa sugere que as pessoas que tomavam café tinham um tempo maior de vida.

    O cardiologista Luiz Antônio Machado César afirma que o café não é composto apenas por cafeína, mas outros componentes importantes para o organismo, como antioxidantes.

    Segundo a nutricionista da Associação Brasileira da Indústria de Café, Mônica Pinto, a a bebida é importante também na prevenção de doenças, principalmente para quem toma mais de três xícaras por dia.

    Para preparar o café, ela recomenda aquecer a água e não ferver, além de filtrar sempre para não alterar o sabor. As opções para o preparo são o filtro de papel, o filtro de pano, o café expresso ou solúvel.

    Para meio litro de água, é recomendado usar de 3 a 4 colheres rasas de sopa com pó de café.

    De acordo com a nutricionista, para extrair todas as vantagens da bebida, depende muito mais do tempo de contato da água com o pó do que do modo de preparo.

    Ela alerta que se o pó de café estiver muito escuro, é sinal de que torrou demais e perdeu suas substâncias benéficas. Por isso, é melhor sempre optar pelo pó de café que tenha cor parecida ao chocolate.

    Uma xícara de café de 50 ml, filtrado no pano ou papel, pode ter em média 35 mg de cafeína. Já a mesma xícara de café instantâneo tem 33 mg e, de café expresso, em média 70 mg.

    Embora o contato com a água no expresso seja menor, a pressão é grande e, por isso, é extraída uma boa quantidade de cafeína em pouco tempo de contato. A cafeína em excesso pode também atrapalhar a quantidade de cálcio nos ossos, mas a quantidade na xícara de café é tão pequena que não chega a ser um problema.

    Outro problema do excesso da cafeína é o risco de ataque cardíaco, principalmente para quem não está habituado a tomar.

    Segundo o cirurgião do aparelho digestivo, Fábio Atuí, a cafeína pode irritar a mucosa do estômago e provocar sintomas de queimação. Mas o café sozinho não causa problema; o que pode piorar o quadro é a associação com gastrite ou refluxo, por exemplo.

    A cafeína pode também piorar a doença do refluxo gastro-esofágico, quando o ácido do estômago volta para o esôfago, que não é preparado para receber esse ácido refluxo. Isso provoca a queimação.

    Um paciente com esse problema deve evitar café e outros produtos com cafeína, como chocolate, energético, chá preto, refrigerantes de cola, guaraná e até mesmo alguns remédios para dor de cabeça.

    Há também a relação do café com a osteoporose, mas os estudos são contraditórios. Como a doença não está ligada apenas ao metabolismo do cálcio, só há risco quando a ingestão de café for realmente excessiva ou se a alimentação for pobre em outros minerais envolvidos.

    Infarto no inverno
    Proteger-se do frio pode ajudar na prevenção do infarto. Os médicos alertam para proteger principalmente a região do rosto e tomar cuidado com o choque térmico ao sair de uma região quente para uma região fria.

    Um estudo feito por médicos do Instituto do Coração (InCor) analisou a quantidade de mortes por infarto do miocárdio em pacientes de São Paulo durante temperaturas altas e baixas. A conclusão foi que, no inverno (em temperaturas abaixo de 14°C), houve um aumento de 33% no número de mortes em relação aos dias com temperaturas mais quentes.

    Segundo o cardiologista Luiz Antônio Machado César, um dos autores da pesquisa, nas temperaturas frias enfarta-se mais, os infartos são mais extensos e mais pacientes morrem. Isso acontece por causa do aumento da incidência de infecções respiratórias e por causa da diminuição do calibre dos vasos para manter o corpo aquecido.

    Essa diminuição do calibre das veias, também conhecida como vasoconstrição, é um mecanismo que ajuda a aquecer o corpo principalmente em situações de choque térmico, quando a pessoa sai de um ambiente quente para um ambiente frio. Esse espasmo das artérias pode contribuir para o rompimento de placas e provocar um entupimento das veias. Mas isso somente em pessoas que apresentam fatores predisponentes, como diabetes, colesterol alto e pressão alta.

    Já as infecções respiratórias deixam o corpo inflamado e essa inflamação chega às artérias, fazendo com que algumas partículas de gordura se desprendam, provocando o entupimento de alguma veia. Isso pode causar o infarto.

    Por isso, é importante se proteger no frio, principalmente os idosos e pessoas com pré-disposição para infarto (pressão alta, colesterol alto, diabetes etc). Proteger a região do rosto e evitar situações de choque térmico também ajuda a prevenir. Para evitar as infecções respiratórias, é essencial tomar a vacina contra a gripe A (H1N1).

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