• A insuficiência cardíaca é uma doença do músculo do coração, que resulta em um déficit de bombeamento do sangue pelo coração. Assim, o coração não pode enviar sangue suficiente para os diferentes órgãos do corpo, causando vários efeitos colaterais, incluindo insuficiência renal, edema, insuficiência pulmonar, por exemplo.

    A insuficiência cardíaca afeta principalmente as pessoas mais velhas e ocorre cada vez com mais frequência, devido ao envelhecimento da população.

    Os principais sintomas da insuficiência cardíaca são a fadiga, sonolência, confusão e edema.

    O diagnóstico da insuficiência cardíaca consiste em primeiro lugar em detectar os sintomas, seguido por um exame clínico. O médico também pode realizar uma radiografia, eletrocardiograma, a fim de avaliar a função cardíaca.

    Muitos medicamentos são utilizados para tratar a insuficiência cardíaca. O médico irá recorrer aos medicamentos anti-hipertensivos, com diuréticos ou inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).

    Paralelamente a essas drogas, é possível melhorar o prognóstico cuidando da forma física e da alimentação.

    Definição de Insuficiência Cardíaca

    A insuficiência cardíaca é o resultado de uma diminuição da capacidade de bombeamento do coração. O débito cardíaco é bastante reduzido, causando vários efeitos colaterais, tais com

    – congestão venosa devido ao fraco retorno venoso, o aparecimento de edema, bem como o aumento do volume de certos órgãos como o fígado;

    – a congestão pulmonar, com a estagnação nos pulmões, diminuição da função pulmonar e doenças respiratórias.

    O músculo cardíaco é composto de duas partes (lado esquerdo e direito), entre os jovens, os efeitos podem ser diferentes, dependendo da parte afetada. É necessário especificar se a insuficiência cardíaca ocorreu do lado esquerdo ou direito. Por outro lado, em relação às pessoas mais velhas, os dois lados do coração são geralmente afetados da mesma maneira.

    A insuficiência cardíaca é dividida em dois tipos principais, a insuficiência cardíaca sistólica (mais comum) e a insuficiência cardíaca diastólica.

    Na insuficiência cardíaca sistólica, o coração se contrai menos, não sendo possível enviar todo o sangue. Uma parte do sangue permanece nos ventrículos (cavidades inferiores do coração), e posteriormente causando um acúmulo de sangue nas veias.

    Na insuficiência cardíaca diastólica, o coração não relaxa após a contração. Assim, suas cavidades não são preenchidas normalmente e novamente ocorre um acúmulo de sangue nas veias.

    Causas da Insuficiência Cardíaca

    A insuficiência cardíaca pode ser causada por todas as doenças que afetam o coração, direta ou indiretamente. Em princípio, a insuficiência cardíaca é unilateral. Se ela afeta a capacidade de bombear o sangue do coração para o resto do corpo, é chamada de insuficiência cardíaca sistólica (ICS). Por outro lado, falamos de insuficiência cardíaca diastólica (ICD), quando há uma falha na capacidade de enchimento de sangue no coração. Em pessoas idosas ou com certas doenças, como hipertensão, podem ser encontrados os dois tipos de insuficiência cardíaca, ao mesmo tempo.

    Em todos os casos de insuficiência cardíaca, o corpo vai utilizar um mecanismo de compensação. Este mecanismo vai permitir uma melhor função cardíaca à curto prazo, pois à longo prazo, isso pode agravar ainsuficiência cardíaca.

    Insuficiência Cardíaca Sistólica (ICS)

    Na insuficiência cardíaca sistólica, o coração perde a sua capacidade de contrair de forma adequada, o que permitiria que o sangue fosse enviado para a corrente sanguínea. Na verdade, neste caso, as doenças que causam insuficiência cardíaca sistólica podem danificar o músculo cardíaco. Isto é o caso notadamente das seguintes doenças:

    – Doença arterial coronariana: o coração não é devidamente oxigenado;

    – Miocardite (inflamação do músculo cardíaco) devido às infecções;

    – Doenças das válvulas do coraçã provocam refluxo de sangue para o coração;

    – Arritmias cardíacas;

    – Hipertensão arterial pulmonar: o coração trabalha mais, ele se expande, e provoca uma insuficiência cardíaca sistólica;

    – Embolia pulmonar;

    Algumas outras condições provocam a insuficiência cardíaca sistólica indiretamente, sendo elas as seguintes doenças:

    – Anemia, o coração deve trabalhar mais para prover a quantidade necessária para o resto do corpo;

    – Distúrbios da tireoide (hipotireoidismo e hipertireoidismo). O hipertireoidismo estimula mais o coração, o que o enfraquece, enquanto no hipotireoidismo há uma redução do hormônio da tireoide. Como o coração é um órgão dependente desses hormônios da tireoide, eventualmente, há um enfraquecimento do coração devido à redução desses hormônios.

    – Insuficiência renal: os rins não conseguem eliminar bem. O coração bombeia mais sangue e se fatiga.

    Insuficiência Cardíaca Diastólica (ICD)

    Na insuficiência cardíaca diastólica, o coração tem dificuldade para se preencher, isto normalmente vem com a idade. Com efeito, as paredes do coração tornam-se mais rígidas. Outras causas de insuficiência cardíaca diastólica sã

    – Hipertensão;

    – Infecções que provocam um enrijecimento das paredes do coração;

    – A pericardite (inflamação do revestimento do coração).

    Mecanismo de Compensação

    Na insuficiência cardíaca, o corpo utiliza diversos mecanismos de compensação. Estes mecanismos são muitas vezes úteis e eficazes, após um infarto do miocárdio, por exemplo. No entanto, a longo prazo, eles vão agravar a insuficiência cardíaca.

    Estes mecanismos são:

    – Liberação dos hormônios adrenalina e noradrenalina: este último irá aumentar a frequência e o trabalho cardíaco, a fim de aumentar o débito cardíaco (= aumento da quantidade de sangue bombeada para a circulação);

    – Diminuição da eliminação de sódio e água pelos rins: isso permite o aumento do volume sanguíneo, melhora a pressão;

    – Aumento do volume das paredes dos ventrículos: as contrações são mais fortes, mas, eventualmente, tornam-se duras e causam a insuficiência cardíaca diastólica.

    Pessoas de risco na Insuficiência Cardíaca

    As pessoas com maior probabilidade de desenvolver a insuficiência cardíaca são as pessoas:

    – idosas;

    – que sofrem de hipertensão arterial;

    – que sofrem de insuficiência renal;

    – que sofrem de pericardite;

    – que sofrem de hipo ou hipertireoidismo;

    – anêmicas;

    – que sofrem de uma inflamação do músculo do coração.

    Sintomas da Insuficiência Cardíaca

    Na insuficiência cardíaca, os sintomas serão diferentes para a insuficiência cardíaca sistólica e a insuficiência cardíaca diastólica. Isso quer dizer que, o estado do coração se agrava, quando os mecanismos compensatórios não são mais eficazes. No entanto, podemos dizer que os sintomas de insuficiência cardíaca, em geral, sã

    – Fadiga e fraqueza durante o exercício, devido à falta de oxigenação muscular;

    – Sonolência;

    – Confusão

    Os sintomas se instalam em geral de maneira lenta. Diferentemente do infarto do miocárdio (coração).

    Os sintomas no caso da insuficiência cardíaca direita sã edemas nos pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen. Náuseas e perda de apetite podem ocorrer quando demasiado líquido se acumula no abdômen.Perda de apetite, resultando em perda de peso e perda de massa muscular.

    Quando a insuficiência cardíaca é esquerda, há um acúmulo de líquido nos pulmões. Isso gera uma dificuldade para respirar. Uma crise aguda de insuficiência cardíaca esquerda com um aumento súbito de água nos pulmões provoca desconforto e ansiedade. Uma complicação da insuficiência cardíaca esquerda é o surgimento da insuficiência cardíaca direita. Uma crise aguda requer hospitalização imediata, pois é uma situação de emergência.

    Diagnóstico da Insuficiência Cardíaca

    O surgimento dos sintomas faz com que haja suspeita da presença de insuficiência cardíaca.

    O médico irá então proceder com um exame clínico, radiografia do tórax ou com um ecocardiograma que dá a imagem do coração. O médico irá usar o eletrocardiograma (ECG) a fim de determinar e avaliar as funções cardíacas. A cintilografia e o cateterismo cardíaco com angiografia permitem determinar as causas da insuficiência cardíaca. A biópsia só será realizada quando houver suspeita de infecção.

    Exame Clínico

    Durante o exame clínico, o médico vai olhar para os seguintes sinais clínicos para confirmar a presença da insuficiência cardíaca:

    – Muitas vezes, um pulso fraco e rápido;

    – Pressão arterial baixa;

    – Arritmias;

    – Distensão do coração;

    – Acúmulo de líquido nos pulmões;

    – Fígado “gordo”;

    – Edema presente no abdômen ou membros inferiores (pés, tornozelos e pernas).

    Radiografia do Tórax

    A radiografia do tórax pode mostrar o tamanho do coração e a presença ou ausência de líquido nos pulmões.

    Eletrocardiograma (ECG)

    O eletrocardiograma é um instrumento importante para o médico, que o permite avaliar a função cardíaca. Para determinar se:

    – há um ritmo cardíaco anormal;

    – as paredes dos ventrículos estão mais espessas.

    Ecocardiografia

    A ecocardiografia é uma segunda ferramenta médica utilizada para avaliar a função cardíaca. O médico determinará:

    – a espessura da parede do coração;

    – o funcionamento das válvulas;

    – a contração cardíaca.

    Complicações da Insuficiência Cardíaca

    Na insuficiência cardíaca, o coração para de funcionar corretamente e não pode enviar oxigênio suficiente para o cérebro, especialmente para áreas do cérebro que controlam a respiração. Isto leva à uma respiração periódica de difícil respiração, conhecida com respiração de Cheyne-Stokes. O paciente terá uma respiração profunda e rápida no início, e depois começa a ter apneia.

    O músculo cardíaco tem dificuldade em bombear o sangue para fora das cavidades do coração na insuficiência cardíaca. O sangue estagna e forma coágulos sanguíneos. Estes coágulos são então empurrados para a corrente sanguínea, podendo obstruir as artérias do corpo, causando embolia. Fala-se em Acidente Vascular Cerebral (AVC) quando um coágulo obstrui uma artéria no cérebro. Um acidente vascular cerebral é perigoso e pode custar a vida do paciente, ou sequelas graves se não for tratada rapidamente.

    Outras complicações da insuficiência cardíaca são os mesmos sintomas de insuficiência cardíaca, com o aparecimento de edemas em vários locais do corp os pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen.

    Além disso, a insuficiência cardíaca esquerda pode resultar, eventualmente, em insuficiência cardíaca direita.

    Tratamento da Insuficiência Cardíaca

    O médico irá garantir não só o tratamento da insuficiência cardíaca, mas também das doenças que causam a insuficiência cardíaca ou que a agravam. Para isso, o médico irá utilizar uma variedade de medicamentos. A cirurgia só será realizada em casos de insuficiência cardíaca grave. De fato, a insuficiência cardíaca é uma doença crônica, mas os medicamentos vão melhorar a qualidade de vida e a expectativa de vida dos pacientes. Nota-se que, durante a insuficiência cardíaca aguda, a medicação vai ser diferente. Além disso, medidas de dietas e de um estilo de vida melhor podem ter efeitos benéficos na insuficiência cardíaca.

    Tratamento da Causa

    Dependendo da doença que provoca a insuficiência cardíaca, o médico irá utilizar vários medicamentos:

    – Anti-hipertensivos;

    – Antibióticos;

    – Antianêmicos;

    – Medicamentos contra a hipo ou hipertireoidismo.

    Controle dos fatores associados e que agravam a insuficiência cardíaca

    Ao controlar os fatores associados, diminuímos o risco de doenças coronarianas, de modo que contribuam para um melhor funcionamento do coração.

    – Mudança no estilo de vida, manter a melhor forma possível;

    – Reduzir a obesidade, já que essa condição força o coração a trabalhar mais. Fazer dieta.

    – Parar de fumar, já que o fumo aumenta o risco de infarto do miocárdio;

    – Controle da Diabetes;

    – Diminuir a taxa de colesterol com uma dieta;

    – Evitar dietas com elevado teor de sal, pois interfere com diuréticos;

    – Reduzir o inchaço, elevando as pernas quando estiver sentado ou apoiar a cabeçasobre travesseiros se estiver com água acumulada nos pulmões;

    – Diminuir os edemas utilizando meias de compressão.

    Tratamento da Insuficiência Cardíaca

    A insuficiência cardíaca deve ser cuidadosamente monitorada pelo médico, pois pode piorar de repente. Muitos medicamentos são utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca:

    – diuréticos para reduzir o edema. Existem vários tipos de diuréticos: diuréticos de alça, diuréticos tiazídicos. Estes medicamentos são normalmente administrados por via oral. Em caso de emergência, porém, será administrado por via intravenosa. Nota-se que, os diuréticos provocam perda de potássio, o médico irá usar um diurético poupador de potássio (espironolactona, por exemplo) ou fará uma suplementação com potássio;

    – inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA). Esta é a principal ferramenta para o tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca. Estes medicamentos reduzem os sintomas e prolongam a duração de vida. Os inibidores da ECA causam dilatação das veias e artérias, facilitando a eliminação do excesso de água, reduzindo assim a sobrecarga do coração. Seu principal efeito colateral é o aparecimento da tosse. Razão pelo qual eles preferem os inibidores da ECA ou enzima conversora da Angiotensina II;

    – Vasodilatadores. Hidralazina e nitroglicerina em spray e adesivo são utilizados quando o tratamento com inibidores da ECA não são eficazes;

    -Beta-bloqueadores: melhoram a função cardíaca por abrandar o ritmo cardíaco e a força de contração;

    – Digoxina: diminui a frequência cardíaca e a força dos batimentos cardíacos;

    – Anticoagulantes: são usados para evitar os coágulos sanguíneos;

    – Medicamentos antiarrítmicos: devem ser utilizados em transtornos do ritmo cardíaco;

    – A cirurgia é um transplante do coração que é feita quando os medicamentos não são eficazes e que a insuficiência cardíaca é grave.

    Tratamento da Insuficiência Cardíaca Aguda

    O tratamento da insuficiência cardíaca aguda se faz na urgência do hospital. O médico irá prescrever medicamentos de ação rápida: os diuréticos e nitroglicerina por via intravenosa ou sublingual.

    O médico, por vezes, recorre à morfina, para reduzir a ansiedade, se o paciente sofrer de edema pulmonar agudo.

    Conselhos de prevenção e tratamento da Insuficiência Cardíaca

    Conselhos de prevenção da Insuficiência Cardíaca

    Uma vez que muitas doenças podem causar insuficiência cardíaca, é necessário tratá-las. Estas doenças são a hipertensão, hipo ou hipertireoidismo e anemia severa.

    Um estilo de vida saudável também é aconselhável para manter o coração em boa condição de trabalho. Nós iremos enfatizar a atividade física e uma dieta saudável. De fato, a atividade física fortalece o músculo cardíaco e evita o sobrepeso. O excesso de peso tende a sobrecarregar o coração. Uma dieta com baixo teor de sal, por sua vez, impede a retenção de líquidos. Também evite alimentos ricos em colesterol, pois podem entupir as artérias, causando a sobrecarga do coração.

    Recomendamos também cessar o uso do tabaco, pois ele aumenta o risco de infarto do coração e, consequentemente, da insuficiência cardíaca.

    Conselhos de tratamento da Insuficiência Cardíaca

    Na insuficiência cardíaca, é fundamental manter as medidas tomadas para prevenir a insuficiência cardíaca:

    – Tratar as doenças que podem provocar a insuficiência cardíaca;

    – Manter bons hábitos alimentares e a atividade física;

    Além disso, quando há edemas nos membros inferiores, é fortemente aconselhado a usar meias elásticas, elevar as pernas quando estiver sentado ou deitado. Se o edema for encontrado nos pulmões, deve-se repousar a cabeça sobre vários travesseiros para elevar a parte superior do corpo.

    Finalmente, lembramos que é essencial fazer uma revisão completa dos seus medicamentos e ir ao médico regularmente, pois a insuficiência cardíaca é uma doença crônica que pode mudar rapidamente e colocar a vida dos pacientes em risco.

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  • O prato ao lado frequenta a mesa dos brasileiros com assiduidade. É certo que ele tem lá suas benesses — afinal de contas, estão aí muitos dos ingredientes necessários para uma alimentação salutar. Mas essa refeição dificulta, sim, as tentativas de afinar a cintura. Agora vem a pergunta: por quê? Muitos, em busca de uma resposta rápida, irão atrás do total de calorias presentes nesse cardápio tipicamente verde-amarelo. E o número em questão deve ser considerado, porém está longe de ser o único fator na matemática do emagrecimento.

    Uma revisão de inúmeros artigos feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que comidas gordurosas se transformam em pneuzinhos com mais rapidez do que as ricas em carboidrato, mesmo quando o índice calórico das duas é similar. “O risco de conversão em gordura corporal, no primeiro caso, é de 96%, contra apenas 46% no segundo”, aponta a nutricionista Patrícia Lopes de Campos Ferraz, uma das pesquisadoras que assinaram o estudo. Mais: a gente precisa — sim, precisa! — de carboidrato para acabar com a pança. “Um subproduto dele é essencial na quebra de lipídios no organismo”, ressalta Antônio Herbert Lancha Júnior, outro autor do trabalho e coordenador do Laboratório de Nutrição e Metabolismos Aplicados à Atividade Motora da USP. Sem esse nutriente, o corpo é obrigado a usar substratos provenientes da degradação dos músculos para dar cabo da adiposidade. Ou seja, cortar calorias sem ficar atento ao que está sendo tirado da bandeja pode resultar em perda de musculatura — um verdadeiro tiro no pé. O ponteiro da balança cai, mas a barriga saliente continua lá, incólume. “É por essas e por outras que emagrecer não é só sinônimo de perder peso”, arremata Lancha Júnior.

    Recentemente, o Vigilantes do Peso reformulou sua proposta dietética. Isso ocorreu justamente porque integrantes do programa de emagrecimento, um dos mais conhecidos do mundo, verificaram uma margem de erro de nada menos que 25% nos cálculos que só levam em conta o consumo calórico. Um dos maiores motivos para isso atende pelo nome de termogênese alimentar.

    “Cada alimento exige um gasto energético diferente para ser digerido”, explica o endocrinologista Márcio Mancini, responsável pelo Grupo de Obesidade do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O carboidrato, por exemplo, requer que o organismo queime até 20% das calorias desse nutriente para que ele próprio seja armazenado. Já com a gordura, isso gira em torno de 3%.” É por isso que não dá para focar apenas em um item da tabela nutricional impressa no rótulo dos produtos.

    O emagrecimento, contudo, não se limita a equações energéticas. O nosso apetite também influi, e muito, no sucesso de qualquer regime. E itens gordurosos como um toucinho desregulam a vontade de comer. Aqui vale deixar bem claro que estamos falando de um tipo específico de gordura: a saturada. “Em excesso, ela ativa o sistema imunológico, causando infl amações por todo o corpo, inclusive na cabeça”, explica Marciane Milanski, nutricionista da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Essa resposta do organismo, por sua vez, difi culta a ação da leptina e da insulina, substâncias que, quando agem na massa cinzenta, trazem a sensação de saciedade. Resultado: você ganha uma fome de leão e, aí, fica complicado resistir a doces, batatas fritas e pizzas.

    Para piorar, uma dieta recheada com esse ácido graxo em longo prazo desequilibra a atuação de hormônios gastrintestinais responsáveis por quanto ingerimos durante uma refeição. Essa é a porta de entrada para porções cada vez mais fartas e, consequentemente, mais engordativas. Que fique claro: ninguém está pedindo para banir a gordura do cardápio — sem radicalismos, lembra-se? O que os especialistas sugerem é diminuir sua importância no prato e priorizar as versões mais saudáveis. Pode parecer impossível, porém algumas delas até ajudam a conquistar aquela desejada barriga chapada.

    Um regime equilibrado não é feito apenas de limitações

    Há elementos que devem ser contemplados em porções significativas para esculpir o corpo e, mais importante do que isso, para garantir que a cintura permaneça assim por anos a fio. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, deixaram isso bem claro. Eles selecionaram 773 adultos que haviam emagrecido recentemente e pediram que uma parte deles seguisse uma dieta rica em proteínas por 26 semanas. O restante se alimentou com poucas fontes do nutriente, preocupando-se somente com calorias e, em menor grau, com as gorduras. Conclusão: a maioria dos integrantes do primeiro grupo se manteve nos trinques, enquanto, no segundo, muitos indivíduos voltaram a apresentar aquela barriguinha saliente.

    “A proteína gera muita saciedade e é formadora de músculos, que naturalmente elevam o nosso gasto energético”, aponta Beatriz Botéquio de Moraes, nutricionista da Equilibrium Consultoria, em São Paulo. “O ideal é que ela entre na alimentação por meio de fontes pouco gordurosas, como a soja ou as carnes magras”, sugere. Entretanto, diferentemente do que muitos malhadores de academia pensam, não adianta nada engolir bifes e mais bifes para ficar sarado. Na verdade, o corpo só consegue processar determinada quantidade da substância — em média, 1 grama por quilo de peso corporal. Em longo prazo, o excesso pode culminar em problemas nos rins. Outra coisa que precisa frequentar nosso estômago são as fibras. “Elas retardam o esvaziamento gástrico e diminuem os picos de insulina após uma refeição”, pontua a nutricionista Denise Machado Mourão, do Grupo de Estudos em Nutrição e Obesidade da Universidade Federal de Viçosa, no interior de Minas Gerais. Isso quer dizer que, além de acabarem com o apetite desmedido, ainda mantêm o hormônio em níveis adequados. Explica-se: em doses controladas, ele transmite o sinal de que é hora de parar de comer. Mas, em abundância, enche o estoque de gordura. Para recorrer às fi bras, é fácil. Basta investir em frutas, legumes, verduras e cereais integrais — e é por isso que o arroz com um tom mais escuro entra no prato ao lado.

    Muita gente também se esquece dos minerais. “Sem eles, é como se o seu corpo fosse um carro possante, zeroquilômetro, mas sem nenhum óleo para lubrifi cação. Daí, ele pifa”, alerta Denise. Começam, inclusive, a surgir trabalhos científi cos relacionando o cálcio a um abdômen liso. “Uma das teorias é que esse nutriente dos laticínios participe do processo de quebra de gorduras”, esclarece Durval Ribas Filho, da Abran.

    Pode soar estranho, porém o sucesso de qualquer regime não depende só do que ingerimos. A distribuição de refeições ao longo do dia pode fazer toda a diferença quando o assunto é emagrecimento. “É importante se alimentar muitas vezes, com porções controladas. Caso contrário, o corpo entende que está faltando comida no ambiente e passa a trabalhar em um ritmo mais lento”, reforça Lancha Júnior. Por falar em ritmo lento, quem tenta debelar a obesidade sem sair do sofá difi cilmente conseguirá resultados realmente satisfatórios. É aquela velha história: a pessoa pode até perder peso, mas ao custo de ver toda a musculatura definhar. Além de um corpo magro, mas com barriga, e flácido, o maior problema disso é que, com menos músculos, o gasto energético decai. Aí, qualquer pequeno exagero à mesa repercute com intensidade acima dos quadris. “Isso sem contar que o exercício físico aumenta a adesão aos regimes”, complementa o bioquímico Roberto Carlos Burini, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu, no interior paulista.

    Já que prestar atenção somente no peso não é uma maneira confiável de medir o emagrecimento, a balança deve ser utilizada, no máximo, como mais uma entre outras referências. Médicos e nutricionistas determinam a quantidade de gordura corporal por meio de exames complexos, como a bioimpedância. Nesse teste, eletrodos são fixados pelo corpo e a velocidade com que um impulso elétrico demora a chegar de um ponto a outro ajuda a fornecer esse dado. Mas sejamos sinceros: é complicado e até caro refazer essa espécie de avaliação regularmente. “Um jeito fácil e eficaz é se controlar pelas roupas”, ensina Lancha Júnior. Se você entrar naquela calça antes apertada demais, é um bom sinal!

    AS TENTAÇÕES DOS FERIADOS
    Falar de dieta poucos dias antes de virar a folha do calendário parece tortura, não é mesmo? Não se preocupe. Com poucos rearranjos, comer muito bem nas festividades não precisa ser necessariamente sinônimo de atentado à cintura. Para se deliciar com cardápios, basta seguir algumas recomendações. “Durante a preparação do banquete, evite petiscar todos os quitutes”, indica a nutricionista Beatriz Botéquio de Moraes. E, sempre que possível, opte pelas versões mais magras dos produtos usados na receita.

    Um hábito pouco saudável e muito comum é o de praticamente jejuar durante o dia para se empanturrar na hora da celebração. Em vez disso, que tal fazer um menu leve, que inclua frutas, hortaliças, cereais e carnes magras? Desse modo, dá para manter as gorduras sob controle e extrapolar — com responsabilidade, é claro — nas refeições comemorativas. Quer prova mais clara de que é possível se deliciar sem abrir mão de um corpo invejável?

    DEPOIS DE TRÊS HORAS SEM COLOCAR ALGO NO ESTÔMAGO, SEU ORGANISMO JÁ DIMINUI O PRÓPRIO GASTO ENERGÉTICO. LANCHES LEVES E FIBROSOS, COMO UMA MAÇÃ, SÃO BOAS ALTERNATIVAS PARA FUGIR DESSA ENRASCADA
    SEM NENHUM RADICALISMO

    Muitas são as dietas que pregam a proibição de um nutriente específico. Por serem facilmente assimiladas — basta limar alguns alimentos —, acabam caindo na boca do povo. “Todos procuram a solução mágica, mas isso está por trás de vários problemas”, destaca o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Um deles, acredite ou não, é o acréscimo de quilos indesejados. Isso porque o desequilíbrio vindo das restrições exageradas, após algum tempo, diminui a efi ciência do organismo em se desfazer da massa gorda.

    LEIA (TODO) O RÓTULO
    Alguns produtos são bastante calóricos, mas, por outro lado, têm uma menor quantidade de gorduras saturadas ou trans. Vale a pena conferir se eles estão repletos das versões insaturadas, que, consumidas moderadamente, são benéficas para o sucesso de uma dieta. Também fique de olhos abertos para a porção indicada. Às vezes os números apresentados são pequenos, ou até nulos, mas só porque a dose é igualmente minúscula — e inviável.

    LÍQUIDO OU SÓLIDO?
    As frutas são belas parceiras da boa saúde, não importa a forma como são apresentadas na mesa. Agora, quando o objetivo é secar os excessos gordurosos, aposte nas versões in natura. Assim você aproveita melhor suas fibras. Para quem acha que é pouco, o suco ainda carrega mais frutose, um açúcar que, em demasia, contribui para o ganho de quilos indesejados.

    POTENCIALIZE O EXERCÍCIO

    Antes da atividade física, é sempre bom ingerir fontes de carboidratos simples, como uma fruta leve. “Também é necessário estar hidratado”, conta Roberto Carlos Burini, bioquímico da Unesp. Essas atitudes aumentam a resistência e, indiretamente, benefi ciam o desenvolvimento muscular. Evite fi car sem comer ou, por outro lado, engolir alimentos fi brosos e refrigerantes. Após a suadeira, lance mão de alimentos proteicos, como o peito de peru, mas sem exagerar.

    OS TIPOS DE GORDURA…

    Insaturadas: desde que ingeridas com parcimônia, protegem o sistema cardiovascular das placas gordurosas. Presentes em peixes e no azeite, também combatem infl amações. Com isso, atenuam os efeitos engordativos de outras gorduras. ›› Trans: ela foi praticamente banida no Brasil. Ainda encontrada em alguns biscoitos ou margarinas, danifica a membrana das células e eleva os níveis de colesterol.

    Saturadas: aparecem nas carnes gordas, no leite e em seus derivados. Como estão ligadas a problemas cardíacos, recomenda-se que não mais do que 7% das calorias ingeridas diariamente venham delas. E vale reforçar: são as que mais prejudicam tentativas de se manter em forma e de fazer um regime deslanchar.

    E DE CARBOIDRATO
    Simples: ideais para aumentar a disposição, estão nas frutas e no arroz branco. A parte ruim da história é que catapultam as taxas de açúcar, algo nada bom para os diabéticos.

    Complexos: eles constituem os cereais integrais e aumentam a sensação de saciedade, além de evitar picos de glicose na circulação. Para melhorar, difi cilmente se transformam em pneus ao redor do abdômen. Só não são indicados para antes dos exercícios físicos.

    O EXCESSO DE CARBOIDRATOS
    Por mais que eles estejam saindo do banco dos réus, é fundamental não abusar. “Indícios científicos mostram que sedentários que consomem 3 mil calorias de carboidratos por dia apresentam mais facilidade para transformá-los em gordura corporal”, avisa Lancha Júnior, do Laboratório de Nutrição e Metabolismos Aplicados à Atividade Motora da USP. O corpo se adapta a esse aporte extra e, para não desperdiçá-lo, começa a armazená-lo para eventuais tempos de escassez que, cá entre nós, dificilmente virão. A boa notícia é que, para reunir 3 mil calorias provenientes de arroz, frutas, batatas e massas, você precisará comer muito, mas muito mesmo.

    TIPICAMENTE BRASILEIRO
    As calorias já mostram que o combinado tupiniquim é um pouco pesado. Para agravar, é preciso ficar de olho na quantidade de gordura saturada do popular prato feito, considerada alta para quem tem dobras de sobra. Nas próximas páginas, você verá que, com poucas alterações, dá para deixá-lo mais magro.

    3 folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    1 concha média de feijão-preto (140 g) — 109,9 Kcal e 0,14 g de gordura saturada
    1 fatia de picanha de 150 g — 357 Kcal e 6,75 g de gordura saturada
    5 colheres de sopa de arroz (125 g) — 155,25 Kcal e 0,31 g de gordura saturada
    1 ovo frito (50 g) — 148 Kcal e 2,67 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    781,55 Kcal
    9,87 g de gordura saturada

    CORTES PROVIDENCIAIS

    Repare que o arroz não foi o único a perder espaço no prato, como muitas pessoas costumam fazer quando querem ficar de bem com o espelho. A picanha, uma bela fonte de proteínas, mas que também tem muita gordura saturada, acabou sendo reduzida pela metade. Vire a página e descubra quais toques fi nais deixarão esta opção mais equilibrada e verdadeiramente light para o emagrecimento não estacionar.

    folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    1 concha pequena de feijão-preto (70 g) — 54,95 Kcal e 0,07 g de gordura saturada
    1 fatia de 75 g de picanha — 178,5 Kcal e 3,37 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa e meia de arroz (60 g) — 74,52 Kcal e 0,15 g de gordura saturada
    1 ovo frito (50 g) — 148 Kcal e 2,67 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    467,37 Kcal
    6,26 g de gordura saturada

    É ASSIM QUE SE FAZ
    Esta opção tem mais calorias do que a anterior. Mas o que interessa é sua menor taxa de gorduras saturadas. Integral, o arroz é rico em fibras. Já o ovo, cozido, fi ca magro. Na salada, o azeite fornece gorduras insaturadas na dose certa, enquanto os vegetais trazem vitaminas e minerais que fazem o organismo funcionar como uma máquina nova.

    1 colher de sopa de azeite (8 g) — 72 Kcal e 1,19 g de gordura saturada
    1 concha pequena de feijão-preto (70 g) — 54,95 Kcal e 0,07 g de gordura saturada
    3 folhas de alface (30 g) — 3,03 Kcal
    3 rodelas de tomate (45 g) — 8,37 Kcal
    2 colheres de sopa de cenoura cozida (50 g) — 15,9 Kcal
    2 colheres de sopa de abobrinha cozida (50 g) — 14,22 Kcal
    1 fatia de 75 g de picanha — 178,5 Kcal e 3,37 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa de couve-manteiga refogada (40 g) — 13,52 Kcal
    3 colheres de sopa de arroz integral (60 g) — 73,56 Kcal e 0,18 g de gordura saturada
    1 ovo cozido (50 g) — 63,49 Kcal e 1,19 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    497,54 Kcal
    6 g de gordura saturada

    ATÉ NO ANO NOVO
    Sim, está liberado: você pode se permitir uma refeição mais calórica em comemorações. O pernil oferece proteínas, enquanto a farofa e o arroz garantem um bom aporte de carboidratos. A salada verde e a lentilha dão aquele gosto especial, além de fornecerem minerais e vitaminas que fazem o organismo trabalhar a ponto de bala. E, claro, não pode faltar a taça de champanhe para brindar o começo de um novo ano. Só cuidado com as porções.

    1 romã — 62 kcal
    15 bagos (100 g) de uva — 76 kcal e 0,3 g de gordura saturada
    2 taças de champanhe — 170 kcal
    2 colheres de sopa de lentilha com calabresa — 300 kcal e 3,19 g de gordura saturada
    2 colheres de sopa de arroz — 80 kcal e 0,05 g de gordura saturada
    1 fatia (100 g) de pernil de porco assado — 262 kcal e 4,2 g de gordura saturada
    1 colher de sopa de farofa — 70 kcal e 0,045 g de gordura saturada
    1 prato pequeno de salada verde com maionese — 90 kcal 1,3 g de gordura saturada

    CONTA FINAL
    1 110 Kcal
    9,08 g de gordura saturada

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  • Se você sempre carrega muito peso de forma errada, seja na bolsa ou nos aparelhos da academia, pode ser um candidato a desenvolver hérnia no futuro.

    Isso porque o problema está associado a esforços incorretos em quem tem a parede muscular enfraquecida. Também pode aparecer após uma cirurgia, onde foi feito o corte.

    Segundo os cirurgiões do aparelho digestivo Fábio Atui e Marcelo Borba, a hérnia pode aparecer no abdômen, no umbigo, na virilha e até no testículo. Ela ocorre quando a parte de um órgão como intestino ou o tecido gorduroso invade um local indevido, o que pode causar dor. No caso das hérnias umbilicais, a maior parte das que aparecem antes dos 6 meses de idade some sozinha até os 4 anos.

    Na Amazônia, onde a equipe do Bem Estar acompanhou o trabalho dos Expedicionários da Saúde, um dos maiores problemas dos índios são as hérnias.

    Como eles são trabalhadores braçais, precisam carregar muito peso, e os doentes acabam excluídos da comunidade, pois perdem sua função. Lá, foram feitas muitas operações desse tipo.

    Se a região da hérnia inchar, mudar de uma hora para a outra ou houver dor intensa, procure imediatamente o pronto-socorro. Se o fluxo de sangue for interrompido, o médico primeiro tentará empurrar a hérnia para dentro e, caso necessário, fará a cirurgia. Quando o procedimento é bem feito, o problema dificilmente volta. Dependendo da técnica, a reincidência chega a apenas 1%.

    Em 2011, o Sistema Único de Saúde (SUS) fez 45 mil cirurgias de hérnia no país, 3 mil delas só na cidade de São Paulo, segundo o médico Marcelo Borba.

    Dicas
    Evite erguer peso
    Consuma fibras
    Emagreça
    Não pressione a hérnia com faixas ou peso

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  • Em última análise, eles esperam que células-tronco possam ser utilizados para tratar pacientes com insuficiência cardíaca.

    Como as células transplantadas são do paciente, o problema da rejeição de tecidos seria evitado, disseram os cientistas ao European Heart Journal.

    Os primeiros testes em animais mostraram-se promissores, mas o tratamento ainda está a anos de ser usado em pessoas.

    Especialistas têm usado cada vez mais células-tronco para tratar uma variedade de problemas cardíacos e outras condições como a diabetes, doença de Parkinson ou Mal de Alzheimer.

    As células-tronco são importantes porque têm a capacidade de se transformar em diferentes tipos de células, e os cientistas estão trabalhando para levá-las a reparar ou regenerar órgãos danificados ou tecidos.

    Nova e emocionante
    No mais recente estudo, uma equipe de Israel usou células da pele de dois homens com insuficiência cardíaca e as misturou, em laboratório, a um coquetel de genes e produtos químicos.

    As células-tronco que eles criaram eram idênticas às células musculares saudáveis do coração. Quando estas células foram transplantadas para um rato, eles começaram a fazer ligações com o tecido do coração no entorno.

    O professor pesquisador Lior Gepstein, disse: “O que é novo e instigante nessa pesquisa é que mostramos que é possível retirar células da pele de um paciente idoso com insuficiência cardíaca avançada e chegar a uma amostra de laboratório de células saudáveis e jovens – em estágio equivalente ao das células do coração quando o paciente nasceu”.

    Os pesquisadores dizem que mais estudos são necessários antes que possam começar os testes em seres humanos.
    Dr. Mike Knapton, da Fundação Britânica do Coração, disse: “Esta é uma área muito promissora de estudo. No entanto, ainda temos um caminho a percorrer antes que essas descobertas possam ser aplicadas.”

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  • Pessoas que roncam muito e sofrem de graves distúrbios respiratórios durante o sono têm uma probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de câncer, segundo uma pesquisa americana.

    Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison acreditam que a correlação pode ser explicada pelo suprimento inadequado de oxigênio durante a noite nos pacientes com o problema.

    Testes de laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores.

    ‘Sem ar’
    Os pesquisadores analisaram dados de mais de 1,5 mil pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos.

    A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar. Isso provoca ronco e a interrupção do sono e o problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames.

    Os participantes do estudo nos Estados Unidos passaram por testes a cada quatro anos que incluíam análises de sono e respiração.

    Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por câncer aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio.

    Enquanto pacientes com uma forma leve de DROS tinham apenas 0,1 vez mais chance de morrer de câncer que aqueles não sofrem com o problema, nos pacientes com uma forma moderada de DROS a chance de morte por câncer dobrava.
    Já naqueles com distúrbios graves de respiração, o risco aumentava 4,8 vezes.

    Diagnóstico e tratamento
    O estudo – apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society, em San Francisco, e que será publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine – fez ajustes para levar em conta outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal e fumo, que poderiam influenciar o resultado.

    “A consistência dos indícios dos experimentos com animais e deste novo estudo epidemiológico em humanos é muito convincente”, disse o líder do estudo Javier Nieto, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin.

    Agora, os cientistas querem ampliar os estudos sobre a questão e examinar a relação entre DROS, obesidade e mortalidade por câncer.

    Se a relação entre DROS e mortalidade por câncer for confirmada em outros estudos, o diagnóstico e tratamento de DROS em pacientes com câncer pode ser indicado para aumentar a sobrevida.

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  • O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (17) que, nos primeiros quatro meses deste ano, foram registrados 286.011 casos confirmados de dengue no Brasil. O número representa queda de 44% em relação ao mesmo período de 2011, quando foram registrados 507.798 casos. No entanto, sete estados brasileiros ainda registraram alta no número total de casos confirmados: Tocantins, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Roraima e Mato Grosso.

    A dengue é causada por um vírus, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A doença pode ser apresentada em duas formas: a clássica, que causa febre e dores na cabeça e nas articulações, e a hemorrágica, que, além desses sintomas, provoca sangramentos e pode levar à morte.

    O governo ainda informou que houve diminuição de 87% nos casos graves da doença – os que requerem hospitalização, geralmente pela dengue hemorrágica. Neste ano, foram registrados 1.083 casos graves e em 2011, foram 8.630 entre janeiro e abril.

    Em relação à mortalidade, foi constatada redução de 80% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos quatro primeiros meses de 2012, 74 pessoas morreram de dengue, enquanto no mesmo período do ano passado houve 374 mortes.

    Já em comparação a 2010, o Ministério constatou queda de 91% dos casos graves da doença — naquele ano houve 11.845 notificações. A mortalidade em 2012, se comparada ao mesmo período de 2010, diminuiu 84% — foram constatadas 467 mortes. Os casos confirmados em todo país registraram queda de 58% frente 2010, ano que teve 682.130 casos registrados.

    O número de mortes de 2012, no entanto, ainda pode ser maior. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, pode haver um aumento de até 20% até que o balanço seja finalizado — no final de maio. Segundo ele, há casos de mortes que ainda faltam ser confirmados pelo Ministério. Os quatro primeiros meses do ano são considerados o período de maior incidência da doença.

    Vírus tipo 4
    O vírus tipo 4 da dengue, que era raro até 2011, já é o que mais circula no país. Foi ele que causou 59,3% dos casos registrados nesses quatro meses. Em segundo lugar, aparece o tipo 1, com 36,4% dos casos. Os vírus tipo 2 e tipo 3 também foram registrados.

    A presença dos quatro tipos diferentes do vírus é uma ameaça a mais para a saúde pública. Cada pessoa só pode ter dengue uma vez por cada tipo do vírus. Em outras palavras, quem já teve dengue devido ao vírus tipo 1 só pode ter a doença novamente se for infectado pelos tipos 2, 3 ou 4.

    A possibilidade da reincidência da doença é preocupante. Caso ocorra um segundo episódio da dengue, os sintomas se manifestam com mais severidade, o que é um problema. Pode causar inflamações e, por isso, aumenta o risco de lesões nos vasos sanguíneos, o que levaria à dengue hemorrágica. Um terceiro episódio poderia ser ainda mais grave, e um quarto seria mais perigoso que o terceiro.

    O Ministério reconheceu que o surgimento do novo tipo de vírus representa um “risco real” de aumento de casos, mas explicou que não há ações específicas para combater este vírus no Brasil.

    Por regiões
    De acordo com o Secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, 81,6% dos casos – 233.488 – notificados neste ano ficaram concentrados em dez estados. O Rio de Janeiro foi o estado com maior número de casos notificados, com 80.160 notificações. Em segundo lugar, ficou a Bahia, com 28.154 casos, e em seguida vem Pernambuco, com 27.393.

    A cidade do Rio de Janeiro foi a que teve mais por dengue em 2012 foi o Rio de Janeiro, com 15 óbitos confirmados. Em 2011, foram 43 mortes, enquanto em 2008 foram 161. Barbosa explicou que mais de 90% dos casos de dengue acontecem nos primeiros quatro meses do ano.

    De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda há uma situação de epidemia de dengue em alguns municípios do país. O Ministério da Saúde considera cidades em situação epidêmica aquelas que tenham acima de 300 casos para 100 mil pessoas. Padilha afirmou que alguns municípios que ainda vivem nesta situação são Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Palmas, Cuiabá e Aparecida de Goiânia.

    Amazonas e Acre foram os estados que tiveram maior queda de casos da dengue. Em 2012, foram registrados no Amazonas 3.009 casos, enquanto em 2011 foram 56.176 casos. No Acre, foram 2.051 casos neste ano e 17.431 no ano passado. “Amazonas e Acre tiveram maior queda porque tiveram grande epidemia no ano passado, grande circulação do vírus tipo 4. Foram os primeiros estados com circulação do novo vírus”, disse o ministro.

    Prevenção
    De acordo com o Ministério, a diminuição dos números relativos à dengue é resultado de ações do governo. Neste ano foram repassados R$ 92,8 milhões a 1.158 municípios para ações de prevenção e controle da doença.
    O ministro afirmou que a decisão do governo de criar incentivos aos municípios de acordo com o desempenho das equipes nas ações de vigilância e controle à dengue pode ter ajudado a diminuir os números. “No ano passado decidimos colocar 20% a mais de recurso nos municípios desde que fossem cumpridas as exigências na vigilância da saúde”, disse.

    Padilha também acredita que o conceito de que se enfrenta a dengue ao matar os mosquitos transmissores é ultrapassado. “É preciso integrar as equipes, reduzir tempo de espera para tratamento, para diagnóstico e para início do cuidado de identificação dos riscos dos casos graves. O controle do mosquito é uma das ações”, explicou.

    O governo prometeu continuar combatendo a dengue, principalmente no segundo semestre do ano, período em que a epidemia não se manifesta. Ele ainda alertou aos municípios que passarão por período eleitoral para que não haja desmobilização ou redução do trabalho contra a dengue.

    Para o ministro, mudanças na quantidade de chuvas não justificariam a queda, pois têm pouca influência sobre as grandes cidades, que registram a maioria dos casos. “Provavelmente não foram mudanças climáticas que tiveram a maior influência no número de casos no país”, apontou.

    Padilha também falou sobre as pesquisas para desenvolver a vacina contra a dengue. “Vamos continuar investindo para desenvolver uma vacina contra a dengue. Nós temos três estudos em andamento e vamos realizar um seminário no segundo semestre deste ano sobre o assunto”.

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  • O segredo da pele bonita e bem cuidada vai muito além da aplicação de loções e cremes hidratantes. Existem muitos vilões que estão infiltrados na nossa rotina diária e dificilmente são notados. No entanto, eles trazem um prejuízo muito grande para a saúde da pele.

    Dormir mal, se alimentar inadequadamente e tomar sol em excesso são alguns dos fatores que contribuem para o envelhecimento precoce da pele, favorecendo um aspecto de cansaço e descuido. Por isso, além de investir em loções e cremes adequados para cada idade e cada tipo de pele, precisamos combater esses vilões diariamente.

    Para ter uma pele sempre bonita e com um aspecto jovem, conheça melhor quais são os maus hábitos que influenciam diretamente a sua pele e aprenda como lidar com eles. Para ajudar nessa busca por uma pele mais saudável, conversamos com a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner, professora de Dermatologia na Universidade Federal do Paraná e integrante do corpo clínico da Cepelle, em Curitiba.

    Uma questão de tempo

    Passar por algumas mudanças nunca é tão simples quanto parece. Contudo, assim como você levou algum tempo para conquistar os hábitos que constituem sua rotina hoje, com um pouco de disciplina e paciência é fácil reverter essa situação.

    É preciso saber que as mudanças não trarão resultados rápidos, mas mesmo assim é importante seguir sua nova rotina diária de cuidados com a pele. Com o tempo, você verá que os bons resultados irão muito além do seu corpo e farão com que você se sinta bem consigo mesma e tenha uma vida mais equilibrada e livre do stress.

    O papel dos radicais livres

    Acordar radiante, com aquele toque aveludado e brilho suave na pele é o sonho de toda mulher. Mas para que isso se torne realidade, é preciso estar atenta desde o momento em que acordamos até a hora de dormir. Os problemas a serem combatidos podem aparecer a qualquer hora do dia e em qualquer estação do ano. Por esse motivo, cuidar da pele é um desafio que deve ser encarado a todo o momento.

    Contudo, é fundamental ressaltar que os radicais livres são grandes responsáveis pelo aspecto da pele. Essas substâncias químicas produzidas naturalmente pelo organismo agem de forma a atacar as células, agredindo e destruindo suas estruturas. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner alerta para o fato de que os radicais livres diminuem a capacidade de cicatrização, levando assim à flacidez e ao envelhecimento da pele.

    Além dos maus hábitos trazerem prejuízos específicos, eles contribuem consideravelmente para a produção de mais radicais livres e assim o ciclo continua. A mudança de hábitos favorece a neutralização dos radicais livres, assim como o uso de cremes com propriedades antirradicais livres – ou antioxidantes – e vitaminas, que agem diretamente sobre a pele e diminuem os efeitos dessas substâncias na superfície cutânea. Assim você estará nutrindo a sua pele e evitando que o envelhecimento chegue antes da hora.

    Os vilões da pele saudável

    Tomar sol sem proteção

    Os raios solares são fundamentais para a nossa saúde. Contudo, isso não significa que devemos nos expor diretamente ao sol por horas e mais horas sem qualquer proteção. O excesso de sol e a falta de cuidados podem acabar trazendo mais prejuízos do que ganhos para a saúde e, principalmente, para a pele. Entre todos os hábitos ruins que adquirimos ao longo da vida, a Dra. Fabiane elege a exposição solar inadequada como um dos piores.

    “O sol traz manchas de envelhecimento precoce, flacidez e rugas, podendo levar ao aumento do câncer de pele, especialmente em peles claras”, ressalta a dermatologista. É importante lembrar que os raios ultravioletas ainda penetram nas camadas epiteliais e atingem as fibras de colágeno e elastina, favorecendo o enfraquecimento da pele. Além disso, pode causar o ressecamento e tornar a pele áspera.

    Para evitar que o sol provoque todos esses danos na sua pele, basta adquirir o hábito de utilizar protetor solar. Em geral, as pessoas não se adéquam ao filtro por acharem que eles deixam um cheiro desagradável ou uma sensação pegajosa no corpo. No entanto, em uma simples consulta com um dermatologista ele pode recomendar um produto que atenda exatamente às suas necessidades e não cause incômodos. Já existe no mercado versões de protetores solar sem cheiro, com fórmulas oil free, com secagem rápida e até mesmo em spray.

    Assim que você escolher a melhor opção para a sua pele, é só se acostumar a aplicá-lo diariamente – mesmo em dias nublados – e, quando precisar se expor ao sol, lembre-se de reaplicar o produto regularmente.

    Cigarro

    Os profissionais de saúde sempre insistem nos malefícios que o cigarro traz para o organismo. Então, quando o assunto é pele, o problema dos fumantes são as rugas. Junto com a exposição solar, a dermatologista Fabiane Mulinari Brenner considera o tabagismo um dos maus hábitos que mais prejudicam a pele.

    Isso porque “o cigarro retarda a capacidade de cicatrização e diminui a produção de colágeno. Em casos crônicos, modifica a cor da pele, aumenta as rugas e pode favorecer o câncer de boca”, informa a Dra. Fabiane. Além disso, o cigarro é um dos grandes desencadeadores da formação de radicais livres, que contribuem para o envelhecimento da pele, deixando a aparência opaca e desvitalizada.

    A saída mais certeira é parar de fumar – ou nem mesmo começar. Além de trazer uma grande melhora para a pele, o restante do seu organismo também será beneficiado com o abandono do cigarro. Para compensar, vale investir em cremes e alimentos ricos em antioxidantes para neutralizar a grande quantidade de radicais presentes no organismo.

    Noites mal dormidas

    Além de causar o aparecimento de olheiras, comprometer o funcionamento adequado do organismo e resultar em um cansaço e mau humor que parecem insuperáveis, dormir mal também pode afetar a saúde da sua pele. O sono é parte fundamental do seu dia, por isso privar-se do descanso noturno causa uma série de incômodos.

    Algumas substâncias químicas presentes no nosso corpo só se metabolizam a noite, então não deixe de tirar as suas seis ou oito horas de descanso diárias. É muito importante que esse sono tenha qualidade, então evite levar seus problemas para cama, assim como os especialistas recomendam que se evite a ingestão de cafeína ou de refeições pesadas, a prática de exercícios intensos e o uso da televisão e do computador logo antes de dormir.

    Comece a desacelerar algumas horas antes de deitar e garanta um sono reparador para poder desfrutar de uma pele impecável e muita disposição pela manhã.

    Alimentação inadequada

    Aquele ditado que diz que nós somos o que comemos se encaixa perfeitamente aqui. Tudo o que comemos se reflete no exterior do nosso corpo, por isso uma alimentação repleta de nutrientes e vitaminas é essencial para ter pele e cabelos radiantes. Para cuidar especialmente da pele, investir em uma dieta que conte com a presença de alimentos ricos em antioxidantes é uma ótima maneira de neutralizar a ação dos radicais livres.

    Abuse dos benefícios das frutas cítricas, frutas vermelhas, saladas, carnes magras e alimentos com fibras. Se tiver dúvidas, consulte um nutricionista e ele certamente indicará as melhores opções para que sua alimentação seja saudável, balanceada e resulte em uma pele impecável.

    Usar cosméticos por conta própria

    Você já deve ter reparado que as prateleiras das lojas especializadas exibem uma imensa quantidade de produtos que prometem atender a todas as necessidades da sua pele. Isso faz algum sentido, mas você também já deve ter ouvido falar de pessoas que tentaram vários cremes diferentes e não conseguiram se adaptar a nenhum deles.

    A pele é um órgão delicado que merece cuidados especiais para estar sempre bonita. Por esse motivo, não vale a pena arriscar fazer experiências com a sua pele. Muitas vezes, o produto que funciona muito bem para sua amiga pode não ser a melhor opção para você.

    Os dermocosméticos para finalidades específicas ainda são produtos que costumam ter um preço mais alto do que cremes e loções comuns encontrados em supermercados e farmácias. Por esse motivo, investir em um produto desses sem saber se o resultado estará de acordo com a sua expectativa pode não ser uma boa ideia.

    Então, a melhor maneira de garantir a beleza e a saúde da sua pele é consultar um dermatologista. O profissional é capacitado para analisar a sua pele e receitar um produto que supra exatamente as suas necessidades. Existe ainda a possibilidade de manipular um produto com as substâncias que você precisa e apenas um médico poderá fazer isso por você.

    Esfoliação excessiva

    Fala-se tanto de esfoliação e outros métodos abrasivos que proporcionam a renovação celular da pele que, muitas vezes, acabamos nos confundindo e achando que a única solução para uma pele impecável está nesse tipo de tratamento. Mas não é bem assim…

    A esfoliação é um método que retira as impurezas que ficam retidas e acumuladas sobre a pele, deixando assim uma sensação mais suave e renovada. No entanto, sua indicação depende de cada tipo de pele. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner sugere que uma esfoliação leve seja feita no máximo duas vezes por semana.

    A especialista lembra que a esfoliação excessiva pode resultar em efeitos indesejados, como o ressecamento ou machucados em peles que apresentam lesões de acne. Se você quiser investir em um tratamento diário, prefira a hidratação. Passar cremes todos os dias só vai garantir que você tenha uma pele cada vez mais bonita e macia.

    Tomar banhos muito quentes

    O jato de água quente caindo nas costas proporciona uma sensação de relaxamento inigualável, principalmente quando as temperaturas estão mais baixas. Porém, enquanto você relaxa, sua pele sofre com o calor excessivo da água.

    Banhos muitos quentes são a melhor receita para o ressecamento da pele. A alta temperatura da água retira a oleosidade natural da pele e estimula a dilatação dos poros. Então, a solução é tomar banhos mornos e preferencialmente mais rápidos, mesmo no inverno.

    Stress

    Controlar o stress é outro fator importante para manter sua pele sempre bonita. Manter sua mente ocupada com preocupações o tempo todo pode elevar os níveis de stress e desregular todo o seu organismo, deixando seu sistema neurológico e imunológico mais suscetíveis.

    Além disso, existem doenças cutâneas que podem se agravar em situações de stress, como a psoríase e a queda de cabelo. Lembre-se que o nervosismo e a ansiedade também podem prejudicar o seu sono e resultar em uma noite mal dormida e uma manhã com cansaço e olheiras.

    Evite essas situações separando os problemas da faculdade ou do trabalho da rotina da casa com seu companheiro e/ou filhos. Para liberar as tensões acumuladas, eleja uma atividade relaxante para ser feita uma ou duas vezes por semana. Vale dar aquela corridinha no parque, fazer uma aula de ioga, treinar um esporte, por em prática alguma habilidade manual ou até marcar um bate papo descontraído com as amigas mais próximas.

    Dormir sem retirar a maquiagem

    Ao chegar em casa depois de uma festa, tudo o queremos é nos livrar do salto e cair na cama, então a limpeza da maquiagem acaba ficando só para o dia seguinte. Contudo, mesmo sendo difícil, retirar a maquiagem antes de dormir é um passo essencial para manter a saúde da pele.

    No entanto, essa atitude que parece inocente é um dos maiores erros que cometemos com a nossa pele. Base, pó, blush e outros produtos obstruem os poros e não permitem que a pele respire adequadamente. A Dra. Fabiane lembra que a maquiagem que permanece sobre a pele ainda pode agravar a acne e facilitar infecções na pele e nos olhos. Além disso, durante a noite nosso organismo passa por processos naturais de regeneração que não ocorrem quando existe o depósito de maquiagem na pele.

    Se a preguiça for tanta que não dá para ir até o banheiro para lavar bem o rosto, tenha sempre por perto os lencinhos demaquilantes. Esses produtos retiram a maquiagem e alguns deles até mesmo hidratam a pele. No entanto, é importante lembrar que eles não dispensam uma boa lavagem com água abundante e um sabonete adequado para o seu tipo de pele.

    Poluição

    Driblar a poluição é praticamente um desafio. Quem vive em grandes cidades não tem como escapar da exposição ao ar sujo, fumaça de escapamentos e outras impurezas que são eliminadas no ar a todo o momento.

    Quando a poluição entra em contato com a pele, os poros são obstruídos, resultando no surgimento de cravos e espinhas e no aumento da oleosidade. A única maneira de combater esses efeitos é investir pesado na limpeza, principalmente do rosto.

    Consulte um dermatologista para escolher um sabonete para o rosto que esteja de acordo com a sua pele e use de manhã e à noite. Para complementar a limpeza, uma loção adstringente pode ser aplicada na pele logo após a lavagem para eliminar a sujeira mais pesada e deixar um ar de frescor.

    Problemas hormonais

    Muitas vezes, sofremos com o aspecto ruim da pele e nem chegamos a desconfiar que a causa do problema possa ser as variações hormonais. Como mulheres, estamos cientes de que a mudança que ocorre com os hormônios em certos períodos da vida – e, mais especificamente, em certos dias do mês – são capazes de alterar o funcionamento normal do organismo e mexer bastante com as emoções.

    O mesmo raciocínio vale para as alterações que sofremos na pele. Mulheres que têm ovário policístico costumam apresentar uma pele mais oleosa – que resulta em espinhas e queda de cabelo –, pois o problema faz com que a presença de hormônios masculinos no corpo seja maior do que o normal. Já aquelas que passam pela menopausa têm que lidar com o ressecamento, o aparecimento de rugas e a falta de brilho na pele, causados pela ausência do estrogênio, o hormônio feminino.

    Para solucionar esses problemas e ficar em dia com a sua pele e seus hormônios, visite seu dermatologista e seu ginecologista. Pílulas anticoncepcionais com dosagens controladas e reposição hormonal são dois tratamentos comuns que podem facilmente eliminar os incômodos, regular os hormônios e, de quebra, deixar sua pele muito mais bonita.

    Espremer cravos e espinhas

    Outra tarefa complicada é resistir à tentação de espremer cravos e espinhas que surgem eventualmente na pele. Mas isso deve ser evitado, pois a acne já representa um tipo de lesão inflamatória que, quando pressionada, pode deixar marcas permanentes na pele.

    Existem ainda aqueles casos em que esprememos a pele, mas a ferida não é eliminada e a insistência pode acabar ocasionando machucados muito piores. Apertar a pele com persistência fere o tecido e o contato com as unhas não higienizadas facilita a proliferação de bactérias e o surgimento de novas inflamações. A dermatologista Fabiane Mulinari Brenner aconselha aguardar a evolução da espinha até que ela seque naturalmente para evitar marcas na pele.

    Se uma espinha estiver causando muito incômodo, a especialista recomenda a aplicação de calor no local – isso pode ser feito durante o banho ou com compressas. E para evitar o aparecimento de cravos e espinhas, siga uma rotina de limpeza profunda com produtos específicos para essa finalidade. Caso sua pele seja muito afetada, a melhor maneira de resolver o problema é procurar um dermatologista que indicará os tratamentos ou os produtos desenvolvidos especialmente para o combate da acne.

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  • Jeffry Life, ‘garoto-propaganda’ da empresa de reposição hormonal Cenegenics. Companhia diz que fotos não são montagem (Foto: BBC)

    Executivos e profissionais nos Estados Unidos vêm procurando um polêmico e caro tratamento de reposição hormonal para combater efeitos normalmente associados ao estresse e ao envelhecimento.

    Com pouco mais de 30 anos, o executivo americano J.G. começou a se sentir deprimido e ansioso. Tinha dificuldades para dormir, sua libido já não era mais a mesma e, por mais que se esforçasse na academia e cuidasse da alimentação, não conseguia atingir os resultados que queria.

    ‘O trabalho também ia mal. Ter que lidar com o estresse, e a competição ampliava os sintomas, quando não era combustível para eles’, conta o executivo, que pediu para não ter seu nome divulgado.

    ‘Isso acabava com o desejo e ambição de ser bem sucedido’, disse.

    Depois de tentar tratamentos com antidepressivos e ansiolíticos, J.G. aceitou o conselho de um colega de academia e começou a fazer reposição hormonal por conta própria.

    Mesmo sem consultar um médico, experimentou tomar uma pequena dose de testosterona, um hormônio secretado pelos testículos do homem e em menor quantidade pelos ovários da mulher. Sua concentração no corpo masculino diminui com a idade e devido a problemas de saúde.

    ‘Tomei minha primeira dose e, uau, pareceu que tudo deu uma volta de 180 graus’, disse o executivo à BBC Brasil.

    Desconfiado de que poderia estar sofrendo com os sintomas do declínio de testosterona em seu corpo, procurou um médico. Após alguns exames, ele receitou uma terapia de reposição hormonal.

    Atualmente com 40 anos, J.G. segue com o tratamento. Duas vezes por semana, injeta em si mesmo pequenas doses de testosterona e garante que sua vida melhorou em vários aspectos.

    ‘Pergunte à minha namorada modelo de 27 anos’, brinca o executivo, que dirige uma consultoria de administração de capital de risco em Nova York.

    Apesar dos elogios ao tratamento, alguns médicos têm dúvidas quanto à eficácia e eventuais danos colaterais do uso de hormônios, que poderiam incluir câncer e problemas no coração.

    Hormônios

    A deficiência de testosterona entre homens pode estar ligada a problemas congênitos, doenças, estresse e efeitos colaterais de certos medicamentos.

    Além disso, a partir dos 30 anos de idade, inicia-se um declínio gradual da produção do hormônio no organismo.

    A maior parte da testosterona utilizada em terapias de reposição hormonal é produzida em laboratório a partir de vegetais como soja e inhame.

    Embora o tratamento mais comum para a deficiência de testosterona causada por problemas de saúde seja a reposição hormonal, não há estudos conclusivos sobre a eficácia da injeção do hormônio no combate a sintomas normalmente associados à idade.

    Mesmo assim, um grande número de médicos defende os benefícios do tratamento no combate ao envelhecimento. Eles vêm oferecendo terapias de reposição hormonal a pacientes que se queixam de fadiga, de dificuldades para perder peso, de concentração e de redução da libido.

    Entre eles está Lionel Bissoon, que ficou conhecido por desenvolver um tratamento para celulite e atualmente administra um programa de reposição hormonal para homens e mulheres em sua clínica em Nova York.

    Segundo ele, até meados da década passada, a maior parte de seus pacientes era formada por mulheres entre 45 e 69 anos. Mas a situação se inverteu. Atualmente, cerca de 85% é de homens entre 30 e 69 anos, muitos deles executivos de Wall Street.

    ‘As maiores queixas dos homens são fadiga, cansaço e dificuldades de concentração. Alguns reclamam de dores musculares. Muitos não têm interesse em sexo. Alguns sentem que não são mais quem costumavam ser’, disse Bissoon à BBC Brasil.

    O médico conta que, após uma bateria de exames, o paciente pode iniciar o tratamento. A reposição hormonal pode ser feita por meio de injeções, adesivos ou via oral. O próprio paciente aplica suas doses de testosterona.

    ‘Eu ensino meus pacientes a se aplicarem, é bem fácil. Não é possível para um executivo ocupado ter que ir a um consultório para tomar uma injeção duas ou três vezes ao mês, não é prático’, diz.

    Custos

    O grande interesse dos homens por tratamentos de reposição hormonal não se restringe a Nova York.

    Na filial que serve os Estados americanos da Carolina do Sul e da Carolina do Norte da rede de clínicas Cenegenics, por exemplo, 68% dos pacientes são homens entre 35 e 70 anos.

    ‘Está se tornando mais comum homens mais jovens, com pouco mais de 30 anos (procurarem o tratamento)’, diz Michale Barber, médica e diretora-executiva da Cenegenics Carolinas.

    Embora a aplicação dos hormônios possa ser feita pelo próprio paciente, é necessário que ele passe por um acompanhamento periódico por médicos e seja submetido a exames regularmente, o que pode aumentar os custos do tratamento.

    Para realizar um tratamento hormonal de combate aos efeitos do envelhecimento na Cenegenics, é preciso desembolsar em média US$ 1 mil por mês.

    ‘Os nossos pacientes estão pagando pelo acesso a médicos, fisiologistas, nutricionistas e acompanhamento de laboratório’, diz Barber.

    Com 20 centros médicos espalhados pelos Estados Unidos e mais de 20 mil pacientes, a Cenegenics usa como garoto-propaganda o médico Jeffry Life, que atua na empresa e é paciente do programa de combate aos efeitos do envelhecimento.

    Para mostrar os resultados do tratamento, a empresa usa fotos e vídeos ao estilo ‘antes e depois’ de Life. Na primeira foto, o médico aparece com um corpo comum para um homem de meia-idade. A outra é uma dessas imagens que à primeira vista parecem montagens (a empresa garante que não é) e mostra a mesma pessoa com um corpo de fisiculturista.

    Câncer

    Apesar dos efeitos aparentemente milagrosos, ainda restam dúvidas sobre a segurança dos tratamentos de reposição hormonal para combater os efeitos do envelhecimento em homens saudáveis.

    Embora os médicos adeptos da terapia garantam que ela é segura e pode prevenir doenças, outros apontam que ela pode estimular o desenvolvimento de câncer de próstata e causar problemas cardíacos.

    Além disso, pesquisas apontam entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento atrofia dos testículos e infertilidade, problemas hepáticos, retenção de líquidos, acne e reações de pele, ginecomastia (crescimento anormal das mamas em homens) e apneia do sono.

    Embora tratamentos do tipo estejam sendo utilizados nos EUA desde a década de 1990, há poucos estudos amplos sobre seus efeitos e riscos.

    Em 2009, o National Institute of Health dos Estados Unidos deu início a um amplo estudo sobre os efeitos do tratamento de reposição de testosterona em homens acima de 65 anos. Os primeiros resultados, no entanto, devem ser divulgados só em junho de 2015.

    Enquanto isso, um relatório publicado em 2004 pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, órgão de consultoria do governo americano, alerta para a falta de pesquisas conclusivas sobre o tema.

    ‘Apesar da crescente popularidade do tratamento com testosterona, não há uma quantidade considerável de dados que sugiram a eficácia da terapia de testosterona em homens mais velhos que não se encaixam na definição clínica de hipogonadismo. Além disso, os efeitos da testosterona na próstata e suas implicações para o câncer inspiram cuidados no uso não terapêutico extensivo’, diz o documento.

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  • Um painel de especialistas diz que o exame OraQuick In-Home é seguro e eficiente e que seu potencial de prevenir o contágio é maior do que o risco de resultados falsos.

    O FDA, agência americana responsável pela regulação de alimentos e medicamentos, deve decidir ainda neste ano se aprova ou não o teste, que deve custar cerca de US$ 60.

    O exame, que leva 20 minutos, tem exatidão de 93% para resultados positivos e 99,8% para negativos, indica o fabricante.

    Atualmente os EUA têm cerca de 1,2 milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV e aproximadamente 50 mil novos casos são registrados todos os anos.

    Mudança

    Os especialistas do Comitê de Recomendações de Produtos Sanguíneos votaram pela comercialização do teste por unanimidade, com 17 votos a favor e zero contra.

    Na visão do painel, o teste ajudaria as pessoas que descobrirem ter o vírus a conseguir acesso a tratamentos médicos e serviços sociais.

    Eles recomendaram à OraSure, fabricante do exame, que a embalagem do produto contenha alertas visíveis sobre a possibilidade de resultados negativos falsos.

    Também foi feita a recomendação de que a embalagem contenha um telefone gratuito de atendimento às pessoas cujo resultado for positivo.

    Carl Schmidt, vice-diretor do Instituto de Aids, disse que a aprovação pode representar um marco importante na luta contra a doença.

    “Estamos sempre procurando por grandes mudanças positivas, e acreditamos que esta é uma delas. Não só (o teste) vai ajudar a reduzir o número de infecções mas também levará mais pessoas a buscar tratamento e cuidados”, avaliou.

    Truvada

    Recentemente outro comitê que aconselha a FDA apoiou um medicamento para evitar a contaminação pelo HIV.

    Os especialistas aprovaram o uso do Truvada, um comprimido de uso diário que deve ser usado por pessoas não infectadas que estariam correndo risco maior de contrair o vírus da Aids.

    O uso do medicamento foi aprovado pelo comitê, com 19 votos a favor e três contra, para que seja receitado para o grupo considerado de maior risco, homens não infectados que têm relações sexuais com múltiplos parceiros também homens.

    Também foi aprovada, por maioria dos votos, a prescrição do Truvada para pessoas não infectadas que têm parceiros portadores do HIV e para outros grupos considerados em risco de contrair o vírus através de atividade sexual.

    O uso do Truvada já foi aprovado pela FDA para pessoas que já têm o vírus HIV, e é tomado junto com outros medicamentos.

    Estudos realizados em 2010 mostraram que a droga reduziu o risco de infecção pelo HIV entre 44% e 73% em homossexuais masculinos saudáveis e entre heterossexuais saudáveis que são parceiros de portadores do vírus HIV.

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  • A vacina contra quatro tipos de Papilomavírus Humano (HPV), disponível em Portugal desde 2007 para o sexo feminino, vai estar disponível também para homens. De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), o HPV provoca anualmente mais de 11 mil novos casos de lesões genitais no sexo masculino.

    De acordo com o comunicado do Portal de Oncologia Português (POP), a vacina, até agora indicada para mulheres até aos 45 anos, vai poder ser aplicada em homens, para que beneficiem de proteção dos tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.

    O POP refere que a infeção é muito frequente, “estimando-se que 75 a 80% dos homens e mulheres sexualmente ativos sejam infetados pelo HPV ao longo da vida”. A ideia de que o homem é apenas transmissor do vírus é errada, uma vez que também eles são afetados, podendo sofrer vários tipos de cancro e outras doenças genitais.

    O estudo da ENSP indica ainda que os condilomas genitais são a doença por HPV mais frequente em Portugal, surgindo em cerca de 11.100 novos casos por ano no sexo masculino, o que representa um custo de cerca de 2,5 milhões de euros em diagnóstico e tratamento.

    Os dados preliminares do estudo “HPV Vaccination – Quantitative Market Assessment for Boys and Young Men”, conduzido pelo IFOP (Market Research and Opinion Poll Institute) e pela Sanofi Pasteur MSD, apontam para que apenas 50% dos homens portugueses, com idades entre os 18 e 26 anos, tenham conhecimento da existência do HPV.

    Do grupo que conhece o HPV, apenas 55% acredita estar em risco de contacto com o vírus. Quando confrontados com o facto de o HPV causar cancros e doenças genitais também no sexo masculino, 68% dos homens portugueses mostram-se surpreendidos.

    Com a nova indicação da vacina, dados do mesmo estudo estimam que 85% dos homens portugueses são favoráveis ou muito favoráveis à vacinação contra o HPV.

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