• O mau hálito, também chamado de halitose, é um problema que atormenta a humanidade há milênios. Existem relatos de tratamentos para o mau hálito desde há três mil anos. Até na Bíblia, no livro Gênesis, há menção de tratamentos para refrescar o hálito.

    É importante salientar que muitas pessoas que não têm halitose se preocupam exageradamente com seu hálito, enquanto boa parte das que realmente tem mau hálito não suspeita do fato. Até 25% das pessoas que procuram atendimento médico queixando-se de mau hálito, na verdade não o tem. É muito difícil para o indivíduo notar se o próprio hálito ruim é crônico ou aparece apenas pontualmente.

    Causas do mau hálito

    Existes mais quarenta causas diferentes para o mau hálito. Vamos focar apenas nas mais comuns.
    Mais de 80% dos casos de halitose se originam na própria boca. São causados pela ação da flora bacteriana natural da nossa orofaringe sobre os alimentos que ingerimos. Possuímos mais de 600 tipos de bactérias na nossa cavidade oral, muitas delas capazes de produzir gases com odor devido à metabolização de materiais orgânicos, principalmente proteínas.

    Dois pontos da cavidade oral são críticos: os dentes e a região posterior da língua, onde frequentemente ocorrem acúmulo da bactérias. O cheiro da halitose provém da produção de gases por bactérias após a metabolização de alimentos que ficam depositados nestas regiões.

    Como é previsível, quanto menor for higiene bucal, mais bactérias existirão, mais detritos alimentares permanecerão na cavidade oral e mais intenso será o mau hálito. Inflamações como gengivites e periodontites, causadas por má higine oral, também favorecem a halitose.

    A saliva é uma anti-séptico bucal natural. Além de possuir substâncias antibacterianas, ela ajuda no enxague da orofaringe, diminuindo os resíduos de bactérias e alimentos. Quanto mais ressecada for a boca, pior é o hálito.

    A saburra lingual, ou língua saburrosa, é outra causa comum de mau hálito. Esta alteração se manifesta como uma placa esbranquiçada composta por bactérias e células descamadas que se aderem à língua. A saburra costuma surgir por falta de hidratação na cavidade oral, geralmente por falta de saliva ou por uma deficiente escovação da língua. Entre outros fatores de risco para a saburra estão dormir de boca aberta, roncar, uso de antissépticos bucais à base de álcool e uso de aparelhos ortodônticos. Escovar a língua e beber bastante água para manter a boca sempre hidratada são simples modos de diminuir a incidência da saburra e, consequentemente, do mau hálito.

    Ainda na boca, outro ponto que pode dar origem ao mau hálito são as amígdalas. Um mau hálito que surge subitamente pode ser o primeiro sinal de um faringite ou amigdalite em desenvolvimento. Isto é particularmente real nas crianças.

    Os pacientes com amigdalite de repetição costumam apresentar pequenas criptas em suas amígdalas, que favorecem a deposição de alimentos e de restos celulares, formando o cáseo (ou caseum). De vez em quando pequenas “pedrinhas” extremamente mal cheirosas se soltam destas criptas levando o paciente a imaginar que o seu hálito é tão ruim quanto este odor. Na verdade, nem sempre o cáseo amigdaliano é causa de mau hálito. O fato da “pedrinha” ser mau cheirosa não significa que o hálito seja igual. (leia: DOR DE GARGANTA – FARINGITE E AMIGDALITE ).

    Outro sítio que pode ser a causa da halitose é o nariz, ocorrendo principalmente devido a quadros de sinusite. A existência de gotejamento pós-nasal pode levar ao acúmulo de substâncias mal cheirosas na base da língua (leia: SINUSITE | Sintomas e tratamento).

    Muito raramente, um tumor oculto da orofaringe ou laringe pode ser a causa do mau cheiro.

    Um tipo de mau hálito extremamente comum e normalmente passageiro é aquele que ocorre ao acordarmos. Dois fatos contribuem para essa halitose:

    1. Muitas pessoas dormem de boca aberta, levando a um ressecamento da boca durante a noite que, como já foi explicado anteriormente, leva ao mau hálito.

    2. Porém, o fator mais importante é outro. Durante o sono, chegamos a ficar mais de 10 horas em jejum. O corpo precisa produzir energia constantemente e em períodos de jejum há pouca glicose disponível como combustível. O organismo passa então a queimar gorduras para produzir energia. A metabolização de gorduras leva à produção de corpos cetônicos, substâncias com odor forte que são eliminadas pelos pulmões. Reparem que toda vez que estamos com muita fome, ou em longos períodos de jejum, ficamos com mau hálito. Felizmente este é fácil de resolver; é só comer.

    O hálito cetônico do jejum é o mesmo que ocorre nos pacientes com diabetes mal controlados (leia: DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES MELLITUS para maiores explicações).

    Outras doenças sistêmicas que podem causar mau hálito são a cirrose (leia: CIRROSE HEPÁTICA | Sintomas e causas) e a insuficiência renal avançada. Esta última causa um hálito com cheiro de urina devido ao acúmulo de uréia e outras substâncias que não são devidamente eliminadas pelos rins (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA). Infecções nos pulmões também podem causar halitose.

    Costuma-se supervalorizar o papel do estômago na halitose, todavia, raramente doenças deste são causas do mau hálito. A exceção ocorre no pacientes com refluxo gastroesofágico que podem ,em alguns casos, apresentar halitose (leia: HÉRNIA DE HIATO E REFLUXO GASTROESOFÁGICO). Porém, não se justifica uma investigação do estômago se o paciente apresentar mau hálito sem outros sintomas do refluxo.
    Nossos hábitos diários também influenciam no hálito. O tabagismo, o consumo regular de bebidas alcoólicas e excesso de café são causas de mau hálito. Existe também uma relação ainda pouco entendida entre obesidade e halitose.

    Alguns alimentos como alho e cebola são capazes de causar mau hálito por várias horas. No caso do alho, um dos gases produzidos pela sua digestão consegue ser absorvido pela circulação sanguínea, sendo eliminado pelos pulmões. Por isso, após a ingestão de alho, o hálito ruim pode permanecer por horas mesmo após a escovação dos dentes.

    Tratamento do mau hálito

    Como a grande maioria dos casos têm origem na boca, o dentista costuma ser o melhor especialista para diagnosticar e tratar a halitose. Já o otorrinolaringologista pode ser o melhor médico nos casos de mau hálito originado nas amígdalas, faringe ou nariz.

    Algumas dicas podem resolver, ou pelo menos aliviar o problema:
    •Adequada higiene oral e uso frequente de fio dental.
    •Check-up dental regular.
    •Gargarejos com anti-sépticos orais, principalmente à noite.
    •Escovação da língua. Molhe sua escova com anti-sépticos orais em vez de pasta de dente (dentífrico) para limpar a língua.
    •Ingestão de líquidos para evitar desidratação e ressecamento da boca.
    •Chicletes sem açúcar aumentam a salivação e ajudam a “lavar” a boca. Cinco minutos de mastigação são suficientes.
    •Evitar álcool, café e cigarro.
    •Evitar longos períodos de jejum.
    •Alimentar-se bem no café da manhã.

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  • Em conversa com profissionais do mercado esta semana, surgiu o tema: como a tecnologia pode ajudar nos cuidados com a saúde. Todos sabemos como a medicina vem evoluindo, e a existência de bons hospitais no Brasil, especialmente em São Paulo, é prova disso. Mas a conversa era outra. Nos últimos dois ou três anos, cresceu incrivelmente a oferta de soluções tecnológicas, de baixo custo, para quem precisa cuidar da saúde. E muitas dessas soluções podem (devem) ser associadas com os sistemas eletrônicos de entretenimento que as pessoas já conhecem.

    Na semana que vem, um webinar sob o título Connecting in Uncertainty (“conectando-se na incerteza”) irá discutir as tendências do mercado conhecido genericamente como eHealth, que engloba justamente esses novos recursos. Nos EUA e na Europa, esse é um segmento emergente, puxado por dois fatores irreversíveis: as pessoas estão vivendo mais tempo e as tecnologias estão ficando mais baratas e, portanto, acessíveis. Viver mais não significa necessariamente viver melhor, como sabe qualquer pessoa que tenha um parente idoso exigindo cuidados especiais. Investir em recursos para facilitar esses cuidados passa a ser natural para quem monta, por exemplo, um home theater ou um sistema de automação.

    Com dez anos de existência, uma entidade chamada eHealth Initiativepromove esse mercado nos EUA com a ajuda de fabricantes voltados aos cuidados com a saúde, como Johnson & Johnson, Philips, Siemens e diversos laboratórios farmacêuticos. Em janeiro, durante a CES 2012, haverá um grande painel sobre o tema PERS (Personal Emergency Response Service), que representa uma grande oportunidade de negócio para profissionais de tecnologia. E o site CE Pro mostra, nesta reportagem, como algumas empresas do ramo já estão faturando alto ao oferecer essas soluções a seus clientes residenciais.

    Enfim, para quem quer descobrir novas oportunidades profissionais, aí está uma delas.


  • Exames de ressonância magnética de 40 atletas que se preparavam para participar de eventos esportivos extremos, como triatlos ou competições de ciclismo em montanha, revelaram que a maioria apresentava distensões no músculo cardíaco.

    A maior parte se recuperou completamente depois de uma semana, mas cinco dos atletas, que vinham treinando há mais tempo, apresentaram cicatrizes – possivelmente um indício de danos permanentes.

    A equipe da Universidade de Melbourne disse à revista científica European Heart Journal que as alterações encontradas poderiam, no futuro, provocar problemas cardíacos como a arritmia.

    Mas eles enfatizaram que não se deve concluir, com base nesse estudo, que esportes extremos sejam ruins para a saúde.

    Para a maioria dos atletas, uma combinação de treinamento sensato e recuperação adequada deve trazer melhorias na função do músculo cardíaco, os pesquisadores disseram.

    A equipe disse que são necessários mais estudos.

    Treinamento extremo

    O diretor médico da Maratona de Londres, Sanjay Sharma, disse que os resultados convidam à reflexão, mas concordou que é preciso fazer mais pesquisas.

    “Minha opinião é de que exercícios extremos provavelmente causam danos ao coração em alguns atletas. Não acredito que o corpo humano seja desenhado para (suportar) exercícios durante até 11 horas por dia, então danos ao coração não são implausíveis.”

    Shama disse, no entanto, que era cedo para dizer se a prática de esportes radicais causa danos a longo prazo.

    Doireann Maddock, representante da British Heart Foundation, disse que as pessoas não devem deixar de fazer exercícios com base no novo estudo.

    “É importante lembrar que os benefícios da atividade física para a saúde estão bem estabelecidos. Os atletas altamente treinados envolvidos nesse estudo estavam competindo em eventos de longa distância e treinavam mais de dez horas por semana”, afirmou.

    “Mais pesquisas de longo prazo serão necessárias para determinar se os exercícios extremos podem causar danos ao ventrículo direito em alguns dos atletas.”

    Formato alterado

    Como parte do estudo, os cientistas avaliaram os atletas duas semanas antes das competições, imediatamente após os eventos e cerca de uma semana depois.
    Logo após a competição, os corações dos atletas tinham o formato alterado. O ventrículo direito do órgão – uma das quatro câmaras do coração envolvidas em bombear o sangue pelo corpo – parecia dilatado e não funcionava tão bem como nas semanas que antecederam a competição.

    Níveis de uma substância química chamada BNP (Peptídeo Natriurético tipo B), que é fabricada pelo coração em resposta a distensões extremas, haviam aumentado.

    Uma semana mais tarde, os corações dos atletas haviam voltado à condição em que estavam antes da competição.

    Nos cinco atletas que vinham treinando e competindo há mais tempo, os exames revelaram indícios de cicatrizes no tecido cardíaco. Além disso, a função do ventrículo direito nesses atletas continuava diminuída em comparação com os resultados anteriores ao evento.

    “É importante lembrar que os benefícios da atividade física para a saúde são bem estabelecidos. Os atletas altamente treinados envolvidos nesse estudo estavam competindo em eventos de longa distância e treinavam mais de dez horas por semana. Mais pesquisas de longo prazo serão necessárias para determinar se os exercícios extremos podem causar danos ao ventrículo direito em alguns dos atletas”

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  • As manchas pele correspondem a quaisquer mudanças na cor normal de pele da pessoa e representam um verdadeiro tormento para homens e mulheres de qualquer idade, que buscam uma pele jovem e saudável . Infelizmente ainda não existe uma borracha mágica que simplesmente “apague” as manchas na pele, principalmente as manchas rosto. Exatamente por isso, as manchas pele estão entre as maiores preocupações das mulheres que vão ao dermatologista — ficando atrás apenas da acne e micose. Essa preocupação com as manchas pele é perfeitamente justificada, ja que elas podem aparecer mesmo em pacientes jovens, na faixa dos 20 anos, como manchas castanhas rosto, naqueles pacientes que abusam do sol ( melanoses solares). Garotas jovens que tomam pílula anticoncepcional podem notar o surgimento de manchas que geralmente marcam a maçã do rosto, testa ou buço por causa da ação dos hormônios (os melasmas). E quem nasceu com a pele morena pode perceber, de repente, uma nova mancha escura na pele depois de tomar uma picada de mosquito ou resultante da cicatrização de uma espinha bem inflamada. Até os 25 anos, existe maior homogeneidade da distribuição dos melanócitos, responsáveis pela produção do pigmento na pele. Depois disso, a cor do rosto começa a ficar irregular. Felizmente, a dermatologia estetica encontra-se bastante avançada, oferecendo diversos tratamentos para deixar a pele mais bonita e uniforme.

    Em sua consulta de avaliação, o dermatologista irá avaliar as caracteristicas da mancha apresentada, para determinar o melhor tipo de tratamento do seu caso, que podem incluir cremes, peelings, laser, etc. A formulação de cremes manipulados com substancias despigmentantes , que interferem no mecanismo de regulação da síntese da melanina , geralmente se constituem na primeira opção de tratamento . A formulação do creme dependerá do tipo de pele, profundidade da mancha e outros fatores individuais que são analisados pelo dermatologista em cada caso. Em algumas ocasiões, recebem corticóides para aumentar a eficiência das fórmulas. Os efeitos colaterais são descamação e pele levemente rosada. Eles devem ser aplicados de preferencia à noite. Entre as principais substancias despigmentantes utilizadas pelos dermatologistas temos:

    1. Hidroquinona: Utilizada geralmente na concentração de 2 a 5%, é a substancia despigmentante mais utilizada, e tem a função de inibir a ação da tirosinase, uma enzima envolvida na produção de melanina. A hidroquinona pode ser usada por no máximo 9 meses, pois pode provocar irritação em quem tem pele sensível.

    2. Ácido kójico: Substancia despigmentante derivada do arroz, promove um resultado mais leve. Pode ser associado ao Ácido Glicólico, aumentando seu poder clareador manchas pele.

    3. Clarinskin II: Agente despigmentante extraído do gérmen do trigo que possui uma grande vantagem : é liberado para o uso em gestantes, vantagem raríssima no mundo dos cremes clareadores.

    4. Idebenona: Essa substancia despigmentante possui efeito clareador tão forte quanto o da hidroquinona, porem sem tantas reações adversas.

    5. Cosmocair C250 : Agente despigmentante que equilibra a sintese da melanina e regula a passagem desse melanina para as células da epiderme.

    6. Nano White : Substancia que associa o despigmentante arbutin a outros ingredientes de efeito antioxidante, como as vitaminas C e E e a glutationa.

    < Outra arma da dermatologia estetica bastante eficiente para o combate as manchas no rosto é a realização de um peeling facial. O peeling é um tratamento estético feito por dermatologistas por meio de ácidos e outros cremes manipulados. Durante o processo de peeling ocorre uma destruição da camada superficial, média ou profunda da pele , que sofre uma descamação de suas camadas, eliminando células mortas e dando lugar a uma pele nova , livre de rugas, manchas, acne e outras imperfeições. Entre os agentes quimicos para peeling mais comuns temos : o Ácido Retinóico, o Ácido Salicílico, a Solução de Jessner, o Resorcinol e o Ácido Tricloroacético – TCA. O peeling superficial de ácido glicólico ou retinóico, é o peeling mais utilizado nos consultorios dermatologicos, ja que não interfere com as atividades sociais do paciente ( devido a baixa descamação ) e proporciona excelentes resultados no tratamento manchas pele, quando utilizado de forma seriada ( peelings semanais ou qunzenais ).

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  • O homem expele pela urina grandes quantidades de sais de cálcio, ácido úrico, fosfatos, oxalatos, cistina e, eventualmente, outras substâncias como penicilina e diuréticos. Em algumas condições a urina fica saturada desses cristais e como conseqüência formam-se cálculos. Não é um fenômeno raro até a idade de 70 anos. Aproximadamente 12% dos homens e 5% das mulheres podem ter, pelo menos, um cálculo durante suas vidas. A primeira década da vida não está imune ao surgimento de cálculos, havendo um pico de incidência entre quatro e sete anos de idade. A doença é mais comum no adulto jovem, em torno da 3 ª ou 4 ª década de vida, predominando na raça branca e não havendo diferença de sexo. A recorrência é mais comum no adulto jovem, 15% em um ano, 40% em até 5 anos e 50% em até 10 anos. A população negra tem menos litíase renal que a branca.

    Como se desenvolve?

    A formação de cálculos é um processo biológico complexo, ainda pouco conhecido, apesar dos consideráveis avanços já realizados. Hoje, constata-se que mudanças nos regimes alimentares, promovidas pela industrialização dos alimentos, mais ricos em proteínas, sal e hidratos de carbono, aumentaram a formação de cálculos.

    Todo o indivíduo produtor de cálculos tem envolvimento com um ou mais fatores geradores de cálculo:

    Epidemiológicos (herança, idade, sexo, cor, ambiente, tipo de dieta)
    Anormalidades urinárias (saturada de sais, volume diminuído e alterações do pH)
    Ausência de fatores inibidores da formação de cálculos (citrato, magnésio, pirofosfato, glicosaminoglicans, nefrocalcina, proteína de Tam Horsfall)
    Alterações metabólicas (calcemia, calciúria, uricemia, uricosúria, oxalúria, cistinúria, citratúria, hipomagnesúria)
    Alterações anatômicas e urodinâmicas

    Infecções urinárias

    As anormalidades da composição urinária têm, no volume urinário diminuído, o principal fator na formação de cálculos. Fruto de uma hidratação inadequada, esta pode ser a única alteração encontrada em alguns portadores de litíase. O volume urinário permanentemente inferior a 1 litro ocorre por maus hábitos alimentares ou por situações ambientais como clima muito seco, atividades profissionais em ambientes secos (aviões, altos fornos) que favorecem a supersaturação urinária de sais formadores de cálculos.

    Principais tipos e componentes dos cálculos renais:

    Cálcio:

    Mais de oitenta por cento dos pacientes formam cálculos de cálcio. A maioria destes têm cálcio aumentado na urina (hipercalciúria) e/ou cálcio aumentado no sangue (hipercalcemia).

    Magnésio:

    É um elemento que participa na urina como inibidor da cristalização. Por isso, quando se encontra o magnésio urinário inferior a 50 mg/24h (magnesiúria), a formação de cálculo poderá ser facilitada.

    Oxalato:

    Mesmo com o oxalato urinário normal, alguns cálculos de cálcio têm oxalato na sua constituição.

    Cistina:

    Como a cistina tem pouca solubilidade na urina, ela propicia a formação de cálculos por supersaturação.

    Ácido úrico:

    Os cálculos de ácido úrico puro ocorrem em cerca de 5% da população mundial, com exceção da zona mediterrânea e dos países árabes, onde as taxas podem atingir até 30%. Vinte e cinco por cento dos pacientes gotosos podem apresentar cálculos de ácido úrico.

    Citrato:

    Uma excreção diária menor do que 450 mg é considerada hipocitratúria. As crianças, mulheres e idosos excretam mais citrato. Hipocitratúria isolada, como agente formador de cálculo, ocorre em cerca de 5% das nefrolitíases, podendo ser esta a única alteração metabólica encontrada nestes pacientes.

    O que se sente e como se faz o diagnóstico?

    A litíase pode ser assintomática, reconhecida somente em exames ocasionais. Na maioria das vezes, a litíase se apresenta com manifestação de dor (cólica) e hematúria. Muitas vezes, os cálculos podem obstruir a via urinária. A cólica renal é o sintoma agudo de dor severa, que pode requerer tratamento com analgésicos potentes. Geralmente, a cólica está associada a náuseas, vômitos, agitação. A cólica inicia quase sempre na região lombar, irradiando-se para a fossa ilíaca, testículos e vagina. No sedimento urinário, pode-se observar hematúria que, com a dor em cólica, nos permite pensar na passagem de um cálculo. A investigação clínica, na fase aguda, inclui além do exame comum de urina, um RX simples de abdômen e uma ecografia abdominal.

    Principais complicações dos cálculos

    Infecção urinária
    Obstrução urinária: perda do rim por destruição obstrutiva e/ou infecciosa
    Insuficiência renal crônica
    Hipertensão arterial
    Complicações cirúrgicas nas retiradas dos cálculos
    Complicações da litotripsia (hematúria, destruição de tecido renal, hipertensão)

    Como se trata?

    Tomar bastante líquidos é o principal item do tratamento, visando reduzir a concentração e supersaturação dos cristais urinários, e dessa forma, diminuir a formação de cálculos.

    O ideal de tratamento é suprimir a recorrência e evitar que os cálculos existentes cresçam. Como os cálculos têm origem heterogênea e freqüentemente são manifestações de doenças multissistêmicas, é impossível haver um só esquema terapêutico. Por isso, o tratamento é diversificado e prolongado, requerendo o comprometimento permanente do paciente. Após seis meses de tratamento, deve-se repetir a seqüência de exames para avaliar a eficiência da ação terapêutica. A revisão é fundamental para ajustar as medidas usadas no controle da recorrência e estimular o paciente na continuidade do tratamento.

    Os cálculos maiores de 0,8 cm não saem espontaneamente, por isso é necessária a intervenção do urologista para a retirada do cálculo por métodos cirúrgicos ou métodos extracorpóreos, endoscópicos ou litotripsia.

    Perguntas que você pode fazer ao seu médico

    Existe só um tipo de cálculo?
    Vou repetir esse tipo de cólica?
    Como posso evitar a formação de novos cálculos?
    Se for o caso, quando devo retirar o cálculo?
    Devo fazer alguma dieta?
    Ingerir líquidos/ingerir citratos é importante?
    Existe somente um tipo de tratamento?
    Os cálculos pode crescer dentro de mim?

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  • Pode já ter acontecido com você. Em uma visita ao médico, para aquele check-up anual, você recebe o resultado do exame de colesterol e não consegue entender direito o que aqueles números querem dizer. Para simplificar, o que geralmente se aprende é o seguinte: colesterol baixo significa alívio, colesterol alto representa preocupação, e risco de ataque cardíaco. Médicos americanos afirmam, no entanto, que essa relação não é tão direta.

    Primeira revelação: o nível de colesterol de quem tem problemas cardíacos é quase igual ao de pessoas saudáveis, não há diferença notável. Para se ter uma ideia, o nível médio de colesterol LDL (o chamado “colesterol ruim”) de quem está no hospital, com problemas no coração, é de 105, o que se considera “quase ótimo”. Metade dos pacientes americanos, em 2009, tinha LDL abaixo de 100, cuja classificação é “de baixo risco”.

    É também em apenas metade dos pacientes com ataque cardíaco que se verificou “colesterol alto” (acima de 240), e 20% deles tinham essa taxa abaixo de 200, o que os coloca na taxa “segura” quanto a problemas no coração. O colesterol analisado isoladamente, portanto, não representa um bom diagnóstico para nada.

    Isso se explica, segundo os médicos, porque os exames medem o colesterol a partir do sangue. Essa medida desconsidera, por exemplo, o LDL que se acumula em placas na parede dos seus vasos sanguíneos, e é justamente isso que entope artérias e pode causar infartos.

    Este engano causa dois problemas. Uma pessoa pode ter a parede limpa de LDL, mas uma taxa elevada de colesterol. Não é motivo para preocupação, mas ela provavelmente vai gastar um bom tempo em consultórios até se convencer disso. O inverso é ainda pior. O paciente recebe a taxa de colesterol no sangue, que está normal, mas ignora que suas artérias estão se obstruindo com muros de LDL, e o ataque cardíaco pode ser fulminante.

    Os dois colesterois, “LDL” (o ruim) e o “HDL” (bom) coexistem no corpo. A “virtude” do HDL é justamente a capacidade de retirar as placar de LDL das paredes da artéria e limpar as vias sanguíneas. Quando a quantidade de LDL ultrapassa capacidade de limpeza do HDL, a artéria começa a se obstruir.

    A genética desempenha importante papel nesse quesito: há pessoas com mais ou menos tendência de acumular LDL. Pressão Sanguínea, obesidade, cigarros e doenças inflamatórias também jogam a favor do colesterol ruim.

    Os ataques cardíacos, apesar disso, não são causados pelo estreitamento gradual e contínuo de uma artéria. O que acontece, em determinado ponto, é a ruptura de uma placa, como uma bolha, em uma artéria que está com menos de 50% de “entupimento”. Isso é uma ocorrência imprevisível, e é justamente por isso que você não deve confiar plenamente quando seu índice de colesterol é dado como bom. Apenas uma análise de vários outros indicadores de saúde pode dizer se sua artéria está ou não em bom estado. [CNN]

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  • Dicas, saúde 02.12.2011 No Comments

    Por que o índice de mortes por doenças cardíacas é tão alto? O palpite de especialistas é que as pessoas são muito lentas na hora de notar os sintomas e fazer exames, para descobrir se estão doentes e procurar tratamento.

    Tudo bem, se você sente pontadas violentas no coração vai direto ao hospital, mas há alguns sintomas que não são tão óbvios ou intensos – e eles podem variar de pessoa para pessoa. Um exemplo é que homens tendo um ataque cardíaco sentem muita dor e falta de ar, já as mulheres se sentem cansadas e enjoadas.

    Porque um coração partido realmente dói?

    Justamente porque é difícil entender esses sintomas, médicos alertam: pessoas do grupo de risco (idosos, obesos, fumantes, diabéticos ou pessoas que tenham outros casos de problemas cardíacos na família) devem ir para o hospital se sentirem uma pequena queimação no coração ou, por exemplo, uma dor muscular muito forte, em vez de esperar que o sintoma vá embora.

    Confira nessa lista mais 12 sinais de problemas cardíacos que não devem ser ignorados:

    1. Ansiedade – o ataque cardíaco pode causar ansiedade e medo. Pessoas que já tiveram a experiência de um ataque cardíaco comentam que sentiram como se o apocalipse estivesse próximo.

    2. Desconforto no peito – dor no peito é o sintoma mais clássico, mas nem todos os ataques cardíacos causam dor. A dor geralmente é localizada um pouco mais a esquerda do centro do peito e é comumente descrita como “um elefante sentado no peito” e, mais raramente, como pressão ou como “peito estufado”. E, no caso das mulheres, elas podem sentir queimação.

    3. Tosse – uma tosse persistente pode ser um sintoma de falha no batimento cardíaco, que pode resultar em acúmulo de líquido nos pulmões.

    4. Tontura – o ataque cardíaco pode causar tontura e até mesmo desmaios. Isso vem das arritmias cardíacas, uma mudança brusca no batimento, ou uma aceleração muito grande do pulso.

    5. Fatiga – acontece especialmente entre as mulheres. O cansaço constante pode ser um sintoma de falhas cardíacas. A dica dos especialistas é que você não tente buscar informações na internet nem em livros e vá direto ao médico.

    6. Náusea e falta de apetite – não é incomum as pessoas sentirem o estômago incomodar ou vomitarem durante um ataque cardíaco.

    7. Dor em outras partes do corpo – a dor pode começar nos braços, cotovelos, no pescoço, na mandíbula e no abdômen.

    8. Pulso irregular – os médicos dizem que você não deve se preocupar com uma eventual mudança no batimento cardíaco, mas que um pulso irregular acompanhado de tontura é sinal de arritmia. E arritmias podem levar a ataques cardíacos e morte súbita.

    9. Dificuldade de respirar – além de indicar asma ou de obstrução crônica pulmonar, esse sintoma é indicativo de ataque cardíaco.

    10. Suor – começar a suar frio de repente é um sinal claro de que você deve ir para o hospital.

    11. Inchaço – assim como aumento de peso, acontece porque problemas cardíacos fazem com que os fluidos se acumulem no corpo.

    12. Fraqueza – nos dias anteriores ao ataque cardíaco as pessoas sempre dizem sentir fraqueza.

    13. Bônus: Impotência – Disfunção erétil pode ser sinal de problema cardíaco, já que a boa circulação do sangue é fundamental para uma ereção.

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  • O que é?

    Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como “gordo”. Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.
    O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes.
    Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém “normal” pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno mas deve ser levado muito a sério pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hostpital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.

    Como é o paciente com anorexia?

    O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações. Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçadamente e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental.
    Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.
    Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.
    Há dois tipos de pacientes com anorexia. Aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüetarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.

    Qual o curso dessa patologia?

    A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.

    Sobre quem a anorexia costuma incidir?

    As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando. Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderá pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.

    Tratamento

    O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer. As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família.A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a isso torna-se necessário também conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.

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  • IMPOTENCIA SEXUAL : DISFUNÇÃO ERÉTIL E A SEXUALIDADE MASCULINA

    Todo homem, em algum ponto da vida, deve aceitar o fato de que passará por algum episodio de impotencia. Devido a complexa sexualidade humana, milhares de razões podem afetar a potencia do homem. Estresse e ansiedade são algum dos fatores mais comuns que podem acarretar a impotencia psicogênica ( forma mais comum de impotencia sexual, que tem origem em fatores psicológicos ). Quando os episódios de impotencia passam a se tornar uma constante na vida do homem, o mais indicado é procurar auxilio médico de um profissional da area da andrologia, especializado no tratamento das disfunções sexuais masculinas. Experimentar a impotencia sexual nunca é facil. A sexualidade é parte importantissima da vida cotidiana de qualquer individuo, tanto quanto o trabalho ou relações afetivas.

    O QUE É A IMPOTENCIA SEXUAL MASCULINA ?

    Impotencia sexual se refere a inabilidade do homem em produzir ou manter uma ereção peniana tempo o bastante para realização do intercurso sexual. A impotencia é um problema mais comum do que se imagina, afetando cerca de 30 milhões de homens somente no Brasil. Por volta dos quarenta anos, a maior parte dos homens ja passou por pelo menos um episódio de impotencia sexual em algum ponto da vida.

    Quando ocorre apenas um episódio de impotencia, a melhor coisa a fazer é esquecer o assunto. Não ha razão para se preocupar com algo com o qual praticamente todo homem ira passar em algum ponto da vida. Falha em obter uma ereção em menos de 20% do tempo não é fora do comum, e raramente requer tratamento. A impotencia sexual se torna realmente um problema quando passa a ocorrer regularmente. Episódios recorrentes de impotencia sexual geralmente comeeçam a se manifestar por volta dos 40 anos, sendo mais comum em homens com 60 anos de idade ou mais. Independente da idade, a medicina atual oferece tratamentos realmente efetivos capazes de curar a impotencia, desde que a mesma seja corretamente diagnosticada e tratada.

    CAUSAS DA IMPOTENCIA SEXUAL MASCULINA

    A impotencia sexual masculina pode ter uma grande variedade de fatores desencadeantes. Como em qualquer doença, quando o paciente passa a experimentar repetidamente o problema, deve procurar auxilio médico. Durante a consulta andrológica, devem ser investigadas a possibilidade de doença, traumas ou efeitos colaterais associados a medicamentos, que possam estar ocasionando a impotencia masculina.

    Muitas vezes, doenças em outras partes do organismo, também podem prejudicar o funcionamento do órgão sexual masculino, sendo nesses casos uma condição secundaria a essas outras alterações orgânicas. Outro mito que deve ser desmentido é que , ao contrario do que muitos pensam, a impotencia sexual não está associada somente a idade. Um número significativo de pessoas jovens sofrem com a impotencia sexual, embora que, nesses casos, predomina sem dúvida, fatores ligados principalmente a distúrbios psicológicos. Deve-se lembrar: 70% dos homens impotentes o são porque alguma coisa esta errada em seu organismo, alguma doença esta prejudicando seu mecanismo de ereção. Para fins de estudo, convencionou-se classificar a impotencia sexual em 2 tipos basicos:

    1. Impotência Orgânica

    A Impotência orgânica esta associada a algum disturbio organico no paciente e tem como caracteristica principal o fato de possuir inicio gradual que vai piorando lentamente, se tornando cada vez mais frequente. As formas mais comuns de impotência orgânica são:

    a. Dificuldade para alcançar a ereção: Freqüentemente ligada a dificuldade de transmissão nervosa das mensagens químicas que desencadeiam a ereção, estando presente também nas insuficiências hormonais, esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesões de coluna, cirurgias pélvicas radicais, neuropatia diabética com comprometimento da inervação pudenda. Além disso, temos como causas importantes de impotencia organica o uso de drogas, álcool em excesso, e tabagismo ( fumo ) , que trazem danos ao sistema circulatório com conseqüentes danos a qualidade da ereção. Alguns medicamentos como os antihipertensívos, os medicamentos utilizados para tratamento de ulceras do aparelho digestivo, diuréticos e outros podem em algumas situações interferir drasticamente com o mecanismo de ereção. Os medicamentos mais comumente responsáveis por disturbios relacionados a impotencia são:

    * Estrogenio: para homens com cancer de próstata .
    * Antiandrogenicos (flutamida): para homens com cancer de próstata .
    * Lupron: remedio para tratamento do cancer de próstata.
    * Proscar: para homens com hipertrofia prostática, pode diminuir o volume ejaculatório.
    * Diureticos: para tratamento de doenças cardiacas e hipertensão.
    * Metildopa: para tratamento de hipertensão.
    * Beta bloqueadores: para tratamento de doenças cardiacas e hipertensão.
    * Bloqueadores do Canal de Calcio: tratamento da hipertensão.
    * Tranquilizantes.
    * Decongestionantes.
    * Anti convulsivantes.
    * Cimetidina: tratamento de úlceras gastricas.
    * Digoxina : para tratamento de doenças cardiacas..

    b. Dificuldade de obter uma ereção com rigidez, também associada com a oclusão do sistema venoso, arteriosclerose, hipertensão, diabetes, fluxo arterial diminuído, etc.

    c. Dificuldade para manter uma ereção, geralmente associada com traumas pélvicos, hipertensão, diabete, infarto prévio, e etc, que geram uma incapacidade no sistema venoso de cumprir sua função oclusiva e reter o sangue nos corpos cavernosos. Estima-se que 50-60% dos homens diabéticos sofram com a impotência.

    2. Impotência Sexual Psicológica

    Toda vez que o paciente apresenta queixas de impotência é preciso obter uma boa história clínica, ou seja, uma hostoria com dados a respeito de , quando iniciou, quantas vezes aconteceu, com que frequência ocorre a impotencia, e onde ocorrem suas dificuldades, pois eventuais falhas no desempenho sexual fazem parte da vida de todos os homens. Impotência relacionada com stress profissional, financeiro, com problemas no relacionamento conjugal são em geral passageiras e não orgânicas. Deve-se compreender que um dos mecanismos básicos da ereção peniana é a dilatação arterial com relaxamento da musculatura lisa dos corpos cavernosos, e que o hormônio liberado pelo organismo em estados de ansiedade ou estresse é a ADRENALINA, que possui ação vaso constritora periférica ou seja, a Adrenalina em excesso fecha as artérias penianas quando , o que precisamos para obter uma ereção é que as mesmas se relaxem, se dilatem. Quanto maior a ansiedade do paciente, maior será a liberação de adrenalina na corrente sanguinea e menos sangue chegará ao pênis, resultando na impotencia masculina.

    Quando do inicio da crise financeira mundial, que causou problemas de caixa em várias empresas, os consultórios dos médicos que trabalham na área, principalmente, Urologistas, Andrologistas e Sexólogos, receberam um número quatro vezes maior de executivos com queixas de impotencia, ou seja estes homens estavam na época enfrentando problemas tão sérios do ponto de vista profissional e financeiro que o estresse provocado e a adrenalina conseqüente impediam que a ereção ocorresse. O interessante e que alguns deste executivos conseguiram entender a relação existente entre seu estado de estresse e a sua ereção , de modo que voltaram suas atenções para a busca de soluções profissionais e financeiras que quando encontradas mesmo que parcialmente , trouxeram a tranqüilidade necessária para o restabelecimento de sua normalidade sexual. Um outro grupo destas pessoas infelizmente trilhou um caminho diferente: passou a questionar sua capacidade de ereção e adquiriu a partir daí a chamada Ansiedade de Desempenho, ou seja, a preocupação excessiva com a ereção e, a cada vez que havia uma possibilidade de relação sexual, entravam em estado de ansiedade e descarga adrenérgica, pela duvida , pela insegurança e pelo medo de que uma ereção não ocorresse e ai realmente a ereção não ocorria, completando o círculo vicioso que gera a impotencia. A Ansiedade de Desempenho é uma causa muito freqüente de impotencia de fundo psicológico. A depressão nas suas mais variadas formas, como as que ocorrem nas situações de luto e separações , desemprego, falências e etc, causam diminuição da libido (interesse sexual) e consequentemente levam, a um prazo variável de pessoa a pessoa, a dificuldade no desempenho sexual e impotencia.

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