• Células que armazenam gordura na região do estômago e dos intestinos podem ser um reservatório de nutrientes que ajudam no crescimento do câncer de ovário, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira (31) por uma equipe da Universidade de Chigado, nos Estados Unidos. O trabalho foi divulgado em uma das divisões da revista “Nature”.

    A doença é a quinta causa de morte por câncer em mulheres no mundo. O câncer de ovário tende a se espalhar na cavidade abdominal. Em 80% das mulheres, quando o tumor é descoberto, as células adiposas na região da barriga já foram atingidas. Muitas vezes o crescimento do câncer no tecido gorduroso é maior do que no próprio órgão do sistema de reprodução feminino.

    Testes com camundongos mostram que células de ovário com câncer levam apenas 20 minutos para encontrar o tecido adiposo quando injetadas em animais saudáveis.

    Para Ernst Lengyel, professor de obstetrícia e ginecologia na universidade explica que o tecido gorduroso é rico em lipídios e serve como fonte de energia para que o câncer de ovário cresça e se espalhe. Compreender como essa “alimentação” acontece pode ajudar os médicos a tentarem impedir o processo.

    O primeiro passo do estudo norte-americano foi descobrir como uma proteína chamada FABP4 no tecido gorduroso “atrai” células cancerígenas. Inibidores usados pelos pesquisadores diminuíram esse efeito em 50%.

    Quando as células de câncer do ovário atingem a região adiposa, elas rapidamente desenvolvem uma maneira de se aproveitar da energia ali armazenada. Com o tempo, todo o tecido gorduroso é rapidamente convertido em uma massa sólida de células com câncer.

    Os autores do artigo acreditam que o mesmo mecanismo pode ser reproduzido por células cancerígenas de outros órgãos. Eles afirmam que tumores em regiões com muitas células adiposas, como as mamas, podem apresentar o mesmo tipo de fenômeno.

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  • Introdução
    O músculo esquelético é dividido em dois tipos de fibras, dependendo de sua atividade metabólica e sua função mecânica.

    As fibras tipo 1, conhecidas como vermelhas, lentas, têm baixa velocidade de contração e grande força de contração. Elas funcionam aerobicamente e são resistentes à fadiga.

    As fibras tipo 2, conhecidas como fibras rápidas ou brancas, são subdivididas em dois tipos, de acordo com seu nível de atividade metabólica. Ambos os tipos são fibras de contração rápida e têm elevadas força e velocidade de contração.

    Acredita-se que a proporção de fibras tipo 1 e 2 nos indivíduos sejam definidas geneticamente, com pouca capacidade de interconversão de um tipo a outro. Já a interconversão entre os tipos 2, A e B, é muito mais comum, dependendo do tipo de treinamento atlético.

    Prevenção de lesões musculares

    As lesões musculares podem ser evitadas através de um bom condicionamento físico, aeróbico, trabalhando a força muscular adequadamente e mantendo um bom alongamento da musculatura esquelética.

    Mecanismos de Lesão Muscular

    As lesões musculares podem ocorrer por diversos mecanismos, seja por trauma direto, laceração ou isquemia. Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória, entre 6 e 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização inicia-se cerca de três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas. A restauração completa pode levar de 15 a 60 dias para se concretizar.

    As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável.

    As lesões musculares podem ser classificadas em quatro graus: grau 1 é uma lesão com ruptura de poucas fibras musculares, mantendo-se intacta a fáscia muscular; grau 2 é uma lesão de um moderado número de fibras, também com a fáscia muscular intacta; lesão grau 3 é a lesão de muitas fibras acompanhada de lesão parcial da fáscia; grau 4 é a lesão completa do músculo e da fáscia (ou seja, ruptura da junção músculo-tendínea.

    O lesão muscular por estiramento pode ocorrer nas contrações concêntricas ou excêntricas, sendo muito mais comum nesta última, com a falha freqüentemente ocorrendo na junção miotendínea.
    O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, em que se percebe a nítida impotência funcional e pelos exames complementares que podem auxiliar também no tratamento e na prevenção de novas lesões.

    Exames laboratoriais, como de Sódio, Potássio, Cálcio, Fosfato, Magnésio, VHS, podem ser úteis em determinadas situações, a critério do médico.

    Na suspeita de uma doença da tireóide, em que podem ocorrer lesões musculares de repetição, pode se solicitar exames de marcadores desta glândula.

    Na suspeita de lesões ósseas, como avulsões, os exames radiográficos podem ser úteis.

    A Ultrassonografia, a Tomografia e a Ressonância Magnética também podem ser consideradas para auxiliar no diagnóstico e tratamento, tendo em vista que a correta localização anatômica da lesão é fundamental para o tratamento e previsão de retorno ao esporte.

    Tratamento

    A imobilização do músculo após a lesão, como em qualquer outro tecido, pode levar a atrofia e portanto deve ser evitada. A perda de massa muscular ocorre rapidamente e depois tende a estabilizar e a perda de força ocorre simultaneamente. A resistência à fadiga diminui rapidamente.

    Já a mobilização precoce aumenta a resistência das fibras à tensão, melhora a orientação das fibras e mantém uma adequada vascularização do músculo, evitando a atrofia muscular.

    Deve-se instituir de imediato a aplicação de gelo local, repouso relativo e medicações anti-inflamatórias. Após dois a três dias inicia-se então o tratamento fisioterápico, com ênfase na mobilidade e fortalecimento muscular e melhoria da resistência. A seguir trabalha-se a propriocepção e o condicionamento geral do atleta, inclusive aeróbico e o retorno gradativo às atividades, com liberação completa ao esporte quando o atleta se encontrar nas mesmas condições pré-lesão e sentir segurança para retornar.

    Para o retorno do atleta à atividade, este deve possuir uma amplitude de movimento articular normal, estar completamente sem dor, edema ou derrame, com uma força muscular de no máximo 20% da normal e condicionamento cardio-respiratório normal.

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  • Os esteróides anabolizantes são variações produzidas sinteticamente do hormônio masculino testosterona. Tanto homens como mulheres têm testosterona produzida no corpo: homens nos testículos e mulheres nos ovários e outros tecidos. O nome completo dessa classe de droga é esteróides (classe da droga) anabólicos (construtor de tecidos) androgênicos (que promove características masculinas). Alguns dos anabólicos mais usados inapropriadamente são Deca-Durabolin , Durabolin , Equipoise , e Winstrol.
    Os dois principais efeitos da testosterona são androgênicos e anabólicos. O termo androgênico refere-se às mudanças físicas sofridas pelo homem durante a puberdade no desenvolvimento da masculinidade. Efeitos androgênicos pode ser experimentados similarmente em mulheres. Essa propriedade é responsável pela maior parte dos efeitos colaterais do uso de esteróides anabolizantes. O termo anabólico refere-se à promoção do anabolismo, que é a construção de tecido, principalmente muscular, acompanhada pela promoção da síntese de proteínas.

    Esteróides anabolizantes cujo mau uso é mais comum

    O mercado ilegal de esteróides anabolizantes inclui fluoximesterona (Halotestin), metiltestosterona, nandrolona (Deca-Durabolin , Durabolin), oxandrolona (Oxandrin), oximetolona (Anadrol), testosterona, e estanozolol (Winstrol).

    O que é nandrolona ou deca durabolin

    A nandrolona é um esteróide anabolizante análogo à testosterona como efeitos androgênicos, anabólicos e estimulante da eritopoietina. Além do uso ilegal, nandrolona também é disponibilizada legalmente como Deca-Durabolin, e Durabolin, para uso médico legítimo.

    Por que há o mau uso dos esteróides anabolizantes

    Os esteróides anabolizantes são principalmente usados por bodybuilders, atletas e “viciados” em boa forma que acham que eles lhes darão vantagem competitiva e/ou melhorarão sua performance física. Esteróides anabolizantes são usados por aumentar a massa corporal magra, força e agressividade. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes também acreditam que eles reduzem o tempo de recuperação entre os treinamentos, o que torna possível treinar mais forte e melhorar a força e resistência. Algumas pessoas que não são atletas também usam esteróides anabolizantes para melhorar a força e massa muscular. Alguns também usam esteróides anabolizantes por acharem que os tornam mais atraentes.

    Como os esteróides anabolizantes são tomados e ciclos

    Os esteróides anabolizantes tomados sem propósitos médicos legítimos são administrados de várias formas, incluindo injeção intramuscular ou subcutânea, pela boca, implante de pequenas esferas abaixo da pele, ou pela aplicação na pele de gels ou adesivos. Pessoas que abusam de esteróides anabolizantes podem tomar desde 1 até 100 vezes as doses terapêuticas normais. Isso muitas vezes inclui a prática de tomar dois ou mais tipos de esteróides anabolizantes ao mesmo tempo. Aqueles que abusam de esteróides anabolizantes geralmente o fazem em períodos alternados de ciclos de 6 a 16 semanas, alternando períodos de altas doses com de baixas doses ou sem uso. Exemplos de esteróides anabolizantes orais são: Anadrol, (oximetolona), Oxandrina,(oxandrolona), Dianabol, (metandrostenolona) e Winstrol, (estanozolol). Alguns esteróides anabolizantes injetáveis são: Deca-Durabolin, (decanoato de nandrolona) , Durabolin, (fenpropionato de nandrolona) e Depotestosterona, (cipionato de testosterona).

    Efeitos colaterais e perigos físicos e psicológicos do uso de esteróides anabolizantes

    Os usuários de esteróides anabolizantes ficam vulneráveis a efeitos colaterais físicos e psicológicos, muitos dos quais podem ser irreversíveis. Os efeitos colaterais físicos a curto prazo do abuso de esteróides anabolizantes são bem conhecidos. Entretanto, os efeitos colaterais a longo prazo ainda não foram tão estudados.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em homens: calvície, desenvolvimento de seios, ereções dolorosas, diminuição dos testículos, perda da função dos testículos.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes em mulheres: crescimento de pêlos faciais e pelo corpo, voz grossa, redução dos seios, clitóres aumentada, irregularidades menstruais.
    * Efeitos colaterais dos esteróides anabolizantes tanto em homens quanto em mulheres: acne, icterícia, retenção de fluidos, crescimento interrompido em adolescentes, elevação dos níveis de colesterol ruim, diminuição do colesterol bom, alterações de humor, hostilidade, agressividade, alguns tipos de câncer.

    Dependência aos esteróides anabolizantes

    Uma parte dos usuários de esteróides anabolizantes desenvolve dependência, como evidenciado pelo uso contínuo apesar dos problemas físicos, efeitos negativos nas relações sociais, e irritabilidade. Usuários de esteróides anabolizantes podem enfrentar sintomas de abstinência como alterações no humor, fadiga, agitação e depressão. Se não tratados, alguns sintomas de depressão associados à interrupção dos esteróides anabolizantes podem persistir por anos.

    Como combater o abuso de esteróides anabolizantes

    O aspecto mais importante do combate ao abuso de esteróides anabolizantes é a educação a respeito dos efeitos colaterais. Atletas e outros devem entender que podem ter sucesso no esporte e obter um grande corpo sem esteróides anabolizantes. Eles devem focar em ter dieta apropriada, descanso, e boa saúde geral física e psicológica. Esses são os fatores que contribuem para o bom condicionamento físico. Milhões de pessoas tiveram sucesso nos esportes ou obtiveram boa aparência sem esteróides anabolizantes.

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  • Medicina 18.10.2011 No Comments

    Variação faz célula comum no cérebro atacar os neurônios motores.
    Atualmente, não existe tratamento nem para frear avanço da doença.

    Cientistas descobriram um novo tipo de célula neural que parece estar ligada ao desenvolvimento da esclerose lateral amiotrófica. Não existe hoje nenhum tratamento para essa doença e, segundo os cientistas, qualquer maneira de frear seu avanço já teria um grande impacto para a medicina.

    A esclerose lateral amiotrófica mata, aos poucos, os neurônios motores. O paciente sofre paralisias e, em alguns anos, morre em decorrência dos sintomas, na maioria dos casos. A doença também é conhecida como mal de Lou Gehrig, em homenagem a um jogador de beisebol que morreu dela.

    O novo tipo de célula descrito no estudo – publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences – é uma variação do astrócito. Os astrócitos são células muito comuns no cérebro, que ajudam a fornecer energia aos neurônios e a protegê-los. Porém, há casos em que esses astrócitos se tornam tóxicos e matam os neurônios.

    Os astrócitos descobertos na pesquisa são dez vezes mais tóxicos do que qualquer outra célula do tipo já conhecida e atacam somente os neurônios motores. A essa variação os cientistas deram o nome de “astrócitos aberrantes” – ou células AbA.

    “Essas células são um novo alvo, uma base para tratar essa doença”, diz Joe Beckman, pesquisador da Universidade do Estado de Oregon, nos EUA, que desenvolveu a pesquisa em parceria com o Instituto Pasteur, de Montevidéu, no Uruguai.

    “Isso deve nos permitir encontrar pesquisar rapidamente entre drogas novas e já existentes para identificar as que possam matar as células AbA, que são facilmente cultiváveis em laboratório. Isso é muito empolgante”, comemora o cientista.

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  • A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite.”

    Introdução

    O estômago é um órgão de extrema importância para o processo de digestão dos alimentos. Nele, encontramos vários tipos de células com diferentes funções. Algumas produzem enzimas que ajudam na quebra dos alimentos e outras produzem ácido clorídrico, que é responsável pelo ambiente ácido característico desse órgão. Normalmente, há produção de um muco que reveste internamente a parede do estômago, protegendo as células da agressão pelo ácido.

    O que causa a gastrite?

    A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.

    • Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.

    • Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.

    • Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.

    • Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.

    • Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.

    • Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.

    • A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.

    Quais os sintomas?

    A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes. Comumente, os sintomas são:

    • Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem relatar dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.

    • Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.

    • Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.

    • Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.

    Como se faz o diagnóstico?

    O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga os hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.

    Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.

    Se a causa da gastrite for evidente já na história, como por exemplo, o uso de antiinflamatórios, o médico já indica o tratamento adequado. No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.

    Como é feito o tratamento?

    O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos como a aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides, bebidas alcoólicas e cigarro.

    O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina em todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.

    Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. Em alguns tipos de gastrite pode ser necessário o uso de corticóide, para conter o processo inflamatório e prevenir complicações.

    Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, politraumatizados e grandes queimados, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.

    Os medicamentos utilizados para melhora sintomática podem atuar melhorando o esvaziamento gástrico ou reduzindo a secreção de ácido. Os que melhoram o esvaziamento gástrico são os chamados pró-cinéticos, que reduzem a estase alimentar no estômago e auxiliam na digestão, como por exemplo, a metoclopramida e a bromoprida. A redução da secreção de ácido é eficiente para combater a dor e a azia, e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:

    • Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina. São também usados para a prevenção da gastrite aguda nos pacientes hospitalizados.

    • Inibidores da bomba de prótons: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol.

    Outros medicamentos que podem ser usados, eventualmente, são os protetores da mucosa gástrica, como o sucralfato, por exemplo.

    Algumas orientações

    • Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.

    • Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.

    • Evitar os famosos “fast-foods”.

    • Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.

    • Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.

    • O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.

    • Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

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  • Dicas, Insônia 15.10.2011 No Comments

    Excesso de vigília, incapacidade de começar a dormir ou de manter o sono. A insônia não é considerada doença, mas conseqüência de algum problema ou enfermidade mais grave.

    O que é?
    Há dois tipos comuns de insônia: as situacionais, que atingem pessoas que passam por dificuldades ocasionais, como seqüestro ou assalto; ou que sofrem de doenças psicofisiológicas mais graves, como depressão ou ansiedade. Também atormenta profissionais com atividades em turnos alternados e pilotos de avião que trabalham em vôos internacionais. Eles não conseguem criar uma rotina para o sono.

    O sono
    O fato de uma pessoa dormir muito tempo – 14 ou 16 horas por dia – não quer dizer que ela tenha um sono de qualidade. Apesar de um indivíduo ter comportamento diferente de outro, há um certo padrão fisiológico de sono. Recém-nascidos dormem cerca de 20 horas por dia. Jovens e adultos se satisfazem com a média de oito horas diárias de sono. Já os idosos necessitam apenas de cinco ou seis horas para descansar.

    Proibições e conselhos para manter a higiene do sono

    Bebidas
    Alguns optam por beber enquanto o sono não vem. Péssima idéia. Além de o álcool fazer mal à saúde, o sono pode demorar cada vez mais para chegar (ou ser de má qualidade) na medida em que o insone fica empolgado sob o efeito da bebida e esquece de dormir.

    Televisão
    Os médicos aconselham aos insones que retirem a televisão do quarto. Se estiver passando algum programa interessante, será difícil conseguir começar a dormir ou continuar o sono interrompido. Também não é aconselhável ter videocassete no quarto. Para alguns a televisão é hipnótica.

    Leite
    Não é crendice popular! Os médicos confirmam que um copo de leite antes de dormir é bastante salutar para incentivar o sono. Além de fazer bem para a saúde, o leite evita que a pessoa durma de estômago vazio, o que atrapalha o sono. De preferência, morno.

    Livro
    Os livros interessantes, que prendem a atenção do leitor, devem ficar longe da cama do insone. Ele pode se empolgar e só dormir quando terminar a leitura. Os médicos aconselham, no caso de o sono ser interrompido, que o insone leia apenas livros que considere ”sem graça”.

    Cigarro
    Assim como o consumo de bebida alcoólica, o cigarro também deve ser esquecido durante a noite, pelo menos enquanto a pessoa estiver procurando dormir. Usar o cigarro como desculpa para continuar acordado só atrapalha o reestabelecimento do descanso.

    Posição
    Um conselho simples e eficaz: quando o insone acorda no meio da noite e não consegue recomeçar a dormir, deve tentar mudar de posição na cama. É uma forma de evitar a chamada ”posição da insônia” – a postura habitual que o insone adota para tentar dormir.

    Exercício
    Uma ótima opção para os que têm dificuldades para começar a dormir é fazer exercícios ao entardecer. Quatro horas depois da malhação, a temperatura do corpo começa a baixar e isso provoca preguiça e sono. Exercitar-se tarde da noite pode atrapalhar ainda mais o insone, pois ele só conseguirá pegar no sono durante a madrugada.

    Sedativos
    Quando a insônia é provocada por problemas psicofisiológicos, os remédios para dormir chegam a ser perigosos. O uso do medicamento pode se tornar um vício e a insônia raramente é resolvida dessa forma. Apenas quando a insônia é situacional, o uso de medicamento é aconselhável. Sempre com acompanhamento médico.

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  • A incidência de tuberculose e as mortes causadas pela doença caíram de forma significativa no mundo no ano passado, em parte por causa de avanços em países como Brasil e China, informou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).

    No entanto, a OMS ressalta que é necessário mais US$ 1 bilhão para enfrentar a doença, além de esforços para financiar o combate a variações resistentes a medicamentos.

    Em seu 16º relatório sobre o tema, a organização contabilizou 8,8 milhões de pessoas que adoeceram de tuberculose no ano passado – contra 9,4 milhões de novos casos registrados em 2009.

    O número de mortes caiu para o nível mais baixo da década: 1,4 milhão em 2010. Para efeito comparativo, o ano com o maior número de mortes da década foi 2003, com 1,8 milhão.

    O relatório cita avanços em países como Brasil, China, Quênia e Tanzânia.

    No caso brasileiro, diz o relatório, “o declínio (da tuberculose) tem sido significativo e sustentado” nos últimos 20 anos. Em 1990, o país registrava mais de 80 casos a cada 100 mil habitantes, mas esse número caiu para cerca de 40 em 2010.

    Na China, o número de mortes por tuberculose no ano passado foi reduzido para cerca de 25% do que era em 1990.

    No mundo inteiro, as taxas de mortalidade (excluindo-se as mortes em portadores do vírus HIV) caíram para cerca de um terço dos níveis de 20 anos atrás, e “as previsões atuais sugerem que a meta de 50% de redução (da incidência da doença) até 2050 será cumprida” nos países que concentram o maior número de casos, diz a OMS.

    ‘Prevenção e cuidados’
    “Menos pessoas estão morrendo de tuberculose, e menos estão adoecendo. É um grande progresso. Mas não é motivo para complacência”, disse em comunicado o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

    “Muitos milhões ainda desenvolvem tuberculose anualmente, e muitos morrem. Peço apoio sério e constante para prevenção e cuidados, especialmente para os mais pobres e vulneráveis”, afirmou.

    A doença é causada por uma bactéria que danifica o tecido do pulmão do paciente. Por meio da tosse, a doença pode ser facilmente transmitida para outros.

    Ainda que um pequeno número de infectados com a bactéria desenvolva a doença, ela tem altas taxas de mortalidade caso o paciente não receba o tratamento adequado.

    O problema é especialmente grave entre portadores do vírus HIV, mais suscetíveis a desenvolver a doença – que é a maior causadora de mortes nesse grupo. Além disso, muitas pessoas HIV positivas se deparam com variações de tuberculose cada vez mais resistente a medicamentos.

    Os maiores desafios agora são o diagnóstico e o tratamento adequado a essa tuberculose resistente.

    “A maior parte do financiamento para aumentar o tratamento da tuberculose resistente é necessária nos Brics (Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul) e em países de renda média”, diz o relatório da OMS.

    Outro alerta da organização é que, “apesar da disponibilidade de tratamentos altamente eficazes há décadas, a tuberculose segue sendo um grande problema global”.

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  • Dicas 11.10.2011 No Comments


    Boa postura ou má postura? Adotar a primeira atitude com disciplina pode significar uma vida melhor, sem dores nas costas.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% da população ainda irá sofrer do mal pelo menos em alguma fase da vida.
    Ou seja, em maior ou menor grau, um dia quase todos serão vítimas desse incômodo que compromete a qualidade de vida sob diversos aspectos, entre eles físicos, emocionais e até sociais.

    A principal vilã é a lombalgia, um desconforto que afeta a região inferior da coluna vertebral (que vai da última costela até o início dos glúteos) e aparece em destaque no ranking das reclamações nos consultórios.

    Qualquer sinal de dor nas costas merece atenção. No entanto, os cuidados devem ser redobrados em duas situações. Primeiro, se as dores vêm acompanhadas do que os médicos chamam de sinais de alerta, como febre ou perda de peso. “Nesses casos, o desconforto indica a presença de algo mais grave – desde má-formação congênita, osteoporose e tumores até hérnia de disco, cálculos renais e distúrbios neurológicos. Portanto, o tratamento varia de acordo com a causa diagnosticada”, explica Alexandre Fogaça Cristante, especialista em cirurgia de coluna da Clínica Ortocity.

    Outra situação preocupante é quando não há uma razão aparente para o incômodo. “Trata- se da lombalgia mecânico-postural. Os pacientes com este perfil tentam buscar uma razão ‘física’ para suas lamentações e não encontram nada. Isso porque as dores não estão relacionadas a desvios ou a algum tipo de lesão na coluna, mas a vícios de postura que a deixam sobrecarregada constantemente”, esclarece Cristante.

    Quando se fala de dor nas costas, convém lembrar que outras doenças também colaboram para causar a dor. “Estão nessa lista as infecções urinárias, as infecções pulmonares, o infarto do miocárdio, o herpes zoster e os tumores ovarianos e prostáticos”, afirma o especialista.

    Maus hábitos
    Posturas incorretas também são responsáveis por distúrbios articulares. “Quem sofre de dor nas costas não se senta nem se levanta corretamente, não dorme em colchão adequado ao seu peso, levanta objetos do chão dobrando a coluna e não os joelhos, estica-se todo para colocar os objetos em prateleiras ou em armários e executa tarefas diárias em má posição”, diz Cristante.

    Obesidade
    Segundo o médico, a cada dia a população se cuida menos (do ponto de vista físico), o que causa obesidade. “O excesso de peso e outras alterações musculares levam a pessoa à sobrecarga dos discos intervertebrais”.

    Stress e Depressão
    Ambos levam à contratura muscular importante. “A depressão não permite o relaxamento voluntário dos músculos levando a compressões importantes nas raízes nervosas que emergem da coluna vertebral”, explica o cirurgião.

    Tratamento
    O tratamento é dividido em duas fases. “Na fase da dor aguda, o médico vai receitar analgésicos e antiinflamatórios, fisioterapia convencional e outros métodos. Depois, é recomendável que o paciente se submeta a tratamento mais prolongado que pode incluir a Reorientação Postural Global (RPG), hidroterapia, condicionamento físico, ajuda de um nutricionista e também de um psicólogo”, aconselha Cristante.

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  • Doenças, HIV 10.10.2011 No Comments

    A vacina desenvolvida pelo Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha se chama MVA-B e foi testada em 30 voluntários saudáveis, 24 receberam o tratamento com a vacina e outros seis receberam um placebo.
    Os testes clínicos estão na primeira fase e, além dos 90% dos voluntários terem desenvolvido uma resposta imune ao vírus, 85% deles mantiveram esta resposta durante, pelo menos, um ano.

    Os resultados da pesquisa foram publicados nas revistas especializadas Vaccine e Journal of Virology.

    Treinamento

    O sucesso do tratamento tem como base o fato de que o sistema imunológico pode ser treinado para responder a partículas do vírus e células infectadas.

    Segundo o professor Mariano Esteban, o pesquisador responsável pelo desenvolvimento da vacina, o processo com a MVA-B funciona como “mostrar uma foto do HIV para que (o sistema imunológico) seja capaz de reconhecê-lo se o encontrá-lo no futuro”.

    As células principais desta experiência são os linfócitos T e B, os “soldados” encarregados de detectar substâncias estranhas no organismo e enviar os sinais necessários para destruí-las.

    “Nosso organismo está repleto de linfócitos, cada um programado para lutar contra uma patogenia diferente”, disse o cientista.

    “É preciso submetê-los a um treinamento quando se trata de uma patogenia que não podem vencer naturalmente, como é o caso do HIV”, acrescentou.

    Os linfócitos B produzem os anticorpos que atacam o vírus antes que eles infectem as células. Os exames de sangue dos voluntários feitos na 48ª semana do tratamento revelaram que 72,7% dos voluntários tratados mantiveram os anticorpos específicos contra o HIV.

    Os linfócitos T, por sua vez, são encarregados de detectar e destruir as células infectadas. Os exames de sangue realizados na 48ª semana do tratamento, 32 semanas depois da última aplicação da vacina, revelaram que 38,5% desenvolveram um tipo de linfócito T que luta contra o HIV, chamado CD4+. Outros 69,2% tinham desenvolvido outro tipo de linfócito T que luta contra o vírus, chamado CD8+.

    Cautela e próximos passos

    Os pesquisadores informaram que não ocorreu nenhum efeito adverso e a saúde dos voluntários no teste da vacina não foi afetada.

    Mas, apesar do otimismo, os médicos envolvidos nos testes recomendam cautela.

    “Os resultados precisam ser encarados com cautela, já que o tratamento só foi feito em 30 voluntários e, ainda que estimulem uma resposta potente na maioria dos casos, é cedo para prever se as defesas induzidas (pela vacina) vão evitar a infecção”, disse o médico Felipe García, responsável pela equipe de pesquisa da vacina no Hospital Clínic, em Barcelona.

    O próximo passo da pesquisa espanhola é verificar a eficácia da vacina em pessoas infectadas com o HIV, para verificar se ela realmente reduz a contagem viral.

    O pesquisador Mariano Esteban demonstra otimismo com as próximas fases.

    “A vacina MVA-B provou ser tão potente como qualquer outra vacina em estudo atualmente, ou ainda mais”, afirmou.

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  • Droga 08.10.2011 No Comments

    O governo decidiu reclassificar a maconha mais potente e inclui-la na mesma categoria destinada às drogas pesadas.
    De acordo com as autoridades holandesas, o principal agente químico da droga, o THC, está mais forte, o que fez com que a maconha consumida atualmente esteja mais potente do que a que era consumida pela geração anterior.

    Com isso, os cafés terão de deixar de vender as altamente populares diferentes variantes da maconha de alta potência.

    Segundo os políticos holandeses, a maconha extra-forte, conhecida como ”skunk”, é hoje em dia mais perigosa do que antes.

    Cocaína e ecstasy

    No futuro, qualquer modalidade da droga que contiver mais do que 15% de THC será classificada como droga pesada, a mesma classificação usada para a cocaína ou o ecstasy.

    A medida é um sério revés para os cafés e significa que eles terão de substituir 80% de seus estoques com variantes mais fracas.

    Marc Josemans, que é proprietário de um café em Maastricht, diz acreditar que a nova determinação esteja sendo tomada por influência dos partidos de extrema direita na política holandesa.

    ”Você pode sentir a diferença. Tudo que é considerado incomum para eles – que eles chamam de ‘passatempos da esquerda’, eles procuram banir, como o uso de maconha”, disse Josemans, em entrevista à BBC.

    A medida significa que a tradicional tolerância da Holanda em relação às drogas consideradas mais suaves está em vias de se tornar uma coisa do passado.

    O veto à venda de ”skunk” deve entrar em vigor no ano que vem, quando a polícia passará a realizar inspeções aleatórias em cafés holandesas.

    A partir de 2012, o governo holandês pretende também impor restrições à entrada de turistas nos cafés que vendem maconha em diferentes partes do país.

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