• Infecção alimentar ocorre ao consumir alimentos ou bebidas contaminadas com micróbios causadores de doenças, ou patogênicos, que incluem uma variedade de bactérias, vírus e parasitas. Os micróbios entram no organismo através do trato gastrintestinal e geralmente causam os primeiros sintomas lá, de modo que náusea, vômito, cólica abdominal e diarréia são comuns em muitas infecções alimentares.

    Muitos micróbios podem se espalhar de mais de uma forma, de modo que não é possível sempre saber se a doença foi de origem alimentar. Essa distinção é importante, uma vez que as autoridades públicas precisam saber como uma doença está se espalhando, para tomar as medidas apropriadas, a fim de combatê-la.

    Infecções alimentares mais comuns

    As infecções alimentares mais comuns são aquelas causadas pelas bactérias Campylobacter, E. coli O157:H7 e Salmonella, e também por um grupo de vírus chamado calicivirus.

    Campylobacter é uma bactéria patogênica, que causa febre diarréia e dor abdominal. É a bactéria mais comumente idenficada como causa de diarréia no mundo. Essa bactéria vive no intestino de pássaros saudáveis e a maioria das carnes de frango cruas têm a Campylobacter. Comer frango sem cozinhá-lo é a causa mais comum dessa infecção.

    Salmonella também é uma bactéria que vive no intestino de pássaros, répteis e mamíferos. Ela pode infectar humanos por vários tipos diferentes de alimentos de origem animal. A doença tipicamente inclui febre, diarréia e dor abdominal. Se a pessoa tiver o sistema imunológico fraco, a bactéria pode invadir a corrente sanguínea e causar infecção que precisa de tratamento por toda a vida.

    E. coli O157:H7 é uma bactéria patogênica que tem como hospedeiros gado e animais similares. A infecção em humanos geralmente segue-se ao consumo de alimentos ou água que foi contaminada com quantidades microscópicas de fezes de gado. Os sintomas da doença causada pela E. coli O157:H7 geralmente são diarréia grave com sangue e cólicas abdominais fortes, sem muita febre. De 3 a 5% dos casos há uma complicação chamada síndrome hemolítica urêmica, que pode ocorrer várias semanas depois dos sintomas iniciais. Essa complicação grave inclui anemia temporária, sangramento forte e falha renal.

    Os vírus Calicivirus são uma causa muito comum de infeccção alimentar, embora raramente diagnosticados porque os teste laboratorial não é amplamente disponível. Esse tipo de infeccção alimentar causa doença gastrintestinal aguda, geralmente com mais vômito do que diarréia, que costuma passar em dois dias. Acredita-se que a forma de contaminação desses vírus seja de uma pessoa infectada para a outra através do contato com alimentos.

    Diagnóstico da infecção alimentar

    A infecção alimentar geralmente é diagnosticada através de testes laboratoriais específicos, que identificam o organismo causador. Bactérias como a Campylobacter, E. coli O157 e Salmonella são encontradas em culturas de amostras de fezes. Parasitas podem ser identificados ao examinar as fezes no microscópio. Vírus são mais difíceis de identificar, uma vez que são muito pequenos para serem vistos ao microscópio e difíceis de fazer cultura. Os vírus geralmente são identificados ao testas amostras de fezes com marcadores genéticos que indicam que um vírus específico está presente. Muitas infecções alimentares não são identificadas por procedimentos laboratoriais rotineiros e precisam de testes experimentais, especializados ou caros, que geralmente não estão disponíveis.

    Quando deve-se consultar o médico em caso de diarréia

    Deve-se consultar o médico se a diarréia for acompanhada de uma dessas:
    * Febre alta.
    * Sangue nas fezes.
    * Vômito prolongado que impede manter os líquidos ingeridos.
    * Sinas de desidratação como diminuição na urinação, boca ou garganta seca, tonteira quando levanta.
    * Diarréia que dura mais de 3 dias.

    Não fique surpreso se o médico não receitar antibiótico. Muitos casos de diarréia causados por vírus melhorarão em 2 ou 3 dias sem antibióticos. De fato, antibióticos não têm efeito em vírus e podem causar mais mal do que bem se usados sem necessidade. Outros tratamentos podem aliviar os sintomas e lavar as mãos cuidadosamente pode prevenir que a infecção se espalhe para outras pessoas.

    Como prevenir a infecção alimentar

    Precauções simples podem reduzir os risco de infecção alimentar:
    * Cozinhe carne, aves e ovos cuidadosamente.
    * Separe os alimentos de modo que um não contamine o outro.
    * Coloque o que sobrou de comida na geladeira prontamente.
    * Lave bem as frutas e vegetais.

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  • Uma pesquisa comparou a sibutramina – um remédio para emagrecer – à Pholia Negra – uma substância feita a partir de plantas – e sugeriu que os dois podem ter o mesmo potencial para reduzir o peso das pessoas. O estudo pré-clínico foi feito com ratos nos laboratórios da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), sob a orientação da professora Maria Martha Bernardi.

    A sibutramina está na mira da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em fevereiro, o órgão manifestou interesse em proibir remédio e outros três inibidores de apetite – femproporex, dietilpropiona e mazindol – porque acreditar que os efeitos colaterais poderiam ser superiores aos benefícios adquiridos. Esses emagrecedores podem ser banidos no país ainda em 2011.

    A Pholia Negra é um extrato natural de várias ervas brasileiras. Seus produtores afirmam que ela aumenta a sensação de saciedade porque retarda a digestão. Hoje, a substância é registrada junto à Anvisa como um insumo e, na teoria, pode ser consumida como complemento alimentar, mas não como remédio.

    O estudo
    Os pesquisadores engordaram os ratos e os dividiram em dois grupos; um tomaria a Pholia Negra e o outro receberia a sibutramina. Ao fim de um mês, os dois grupos tinham emagrecido na mesma medida.

    “O que a gente fez foi um estudo pré-clínico”, ressaltou Bernardi. “É um estudo com animais para prever efeitos no ser humano”.

    Questionamento
    Para médicos consultados pelo G1, o estudo pré-clínico é insuficiente para que os pacientes recorram ao fitoterápico. “Enquanto não comprovar no ser humano, não vale nada esse estudo dizendo que a Pholia Negra emagrece”, afirmou Márcio Mancini, endocrinologista e ex-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).
    O toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clinicas da Universidade de São Paulo (Ceatox), também disse que esse estudo ainda não pode ser aceito pela comunidade médica, pois os testes com ratos devem ser apenas uma etapa do processo.

    Depois, é preciso desenvolver a pesquisa com animais maiores – não-roedores – e, por fim, com humanos, antes que um produto possa ser considerado eficaz e seguro como remédio.

    Wong falou ainda que o fato de o fitoterápico ser derivado de uma planta não é garantia de segurança. “Das dez substâncias mais tóxicas do mundo, nove são naturais”, afirmou o toxicologista.

    Para Mancini, da Abeso, há interesses comerciais nessa área, que atrapalham a divulgação de informações confiáveis. “Existe um mercado que explora a esperança do obeso”, apontou o endocrinologista.

    Para Wong, o uso de substâncias para ajudar na perda de peso sempre traz efeitos colaterais. O toxicologista faz parte do grupo de especialistas da Anvisa que propôs a proibição dos inibidores de apetite e não acredita em fórmula mágica na luta contra a balança.

    Você tem realmente que controlar a ingestão de alimentos e ter hábitos saudáveis de vida”, concluiu.

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  • Ai, ui, ufa!!! Quem nunca sentiu uma dorzinha muscular que atire a primeira pedra! Seja a famosa dor do dia seguinte ou uma comprometedora lesão muscular, é sempre importante estar atento aos supostos e milagrosos tratamentos caseiros afim de não colocar o treinamento físico por água abaixo e agravar as dores musculares, causando lesões mais complicadas.

    Segundo a fisioterapeuta Dra. Elaine de Lima da Cruz, “toda distensão, estiramento ruptura ou contusão do tecido muscular é considerada uma lesão muscular”. Por isso, não se trata de uma simples dorzinha do dia seguinte * – dor muscular conhecida pelos esportistas iniciantes. As lesões são problemas mais sérios e devem ser acompanhadas por médicos especialistas. Essas lesões podem originar em tendinites, contusões no joelho, tornozelo e coluna, por exemplo.

    Causas das lesões musculares?

    De acordo com a Dra. Elaine de Lima, são diversas as causas das lesões musculares, dentre elas: trauma direto (pancada ou corte, por exemplo) ou indireto ( estiramento excessivo das fibras musculares, contração brusca – onde não há tempo suficiente para a acomodação das fibras – , inflamações, exercícios físicos/movimentos inadequados e esforços repetitivos (LER: Lesão por Esforço Repetitivo), por exemplo).

    Para Raquel Abrantes (fisioterapeuta), é comum nos depararmos com alunos que insistem na prática de atividades físicas a fim de exterminar a dor do dia seguinte mas, o ideal é que a pessoa procure o seu Personal ou professor de ginástica para analisar a melhor alternativa de treinamento, sem comprometer a musculatura. Segundo Raquel, a simples atitude de insistir nos movimentos pode acarretar em lesões sérias e, por vezes, irreversíveis.

    Quente ou Frio? É possível tratar as próprias lesões musculares sem orientação médica?

    De acordo com Raquel Abrantes (Fisioterapeuta), a lesão é considerada um problema mais sério do qualquer outro tipo de dor muscular , o que impede que o paciente trate por si só esse tipo de trauma.

    Mas, desde que acompanhado e receitado por um bom profissional – e dependendo do grau de gravidade do trauma – o paciente pode tratar as próprias lesões em casa. Mesmo assim, é comum vermos alunos colocando bolsas de gelo ou compressas de água quente ao primeiro sinal de dor e o que é pior: sem a orientação médica.

    “É importante destacar que, em alguns casos, e dependendo da natureza/causa da lesão, é necessário realizar exames específicos (tais como ultra-sonografia, por exemplo) para investigar a extensão e/ou gravidade da lesão”, declara a fisioterapeuta Elaine.

    Tratando a dorzinha incômoda: O que os especialistas recomendam?

    Antes de iniciar os tratamentos por conta própria a fim de exterminar as dores musculares, é importante alertar sobre a importância do acompanhamento médico durante todo o processo de tratamento. De qualquer maneira, vale ficar por dentro das recomendações médicas:

    De acordo com Dra. Elaine, “o tratamento inicial indicado é a aplicação de gelo (crioterapia), devidamente acondicionado em bolsas ou toalhas, evitando-se assim lesões do tipo “queimadura” pela ação do gelo diretamente sobre a pele. Esta aplicação deve ser administrada por período de 20 a 30 minutos várias vezes ao dia. Segundo a fisioterapeuta, “a crioterapia (aplicação de gelo) gera uma vasoconstricção (contração dos vasos sangüíneos e linfáticos), evitando hemorragias e acúmulo de líquidos, prevenindo a ação de bactérias. Por todos estes efeitos, podemos afirmar que a aplicação de gelo possui propriedades anti-inflamatórias e analgésicas”.
    Por outro lado, o uso de compressas quentes deve ser administrado com muita cautela pois, caso haja presença de sinais inflamatórios, como edemas, calor ou vermelhidão na região lesionada, somados ao calor – no caso a compressa quente – podem agravar seriamente a lesão.

    De um modo geral, quando aplicada de forma correta “a compressa quente causa uma vasodilatação, o que facilita a absorção dos líquidos e restos metabólicos acumulados na região da lesão, aumentando o aporte de oxigênio, acelerando assim a reconstituição do tecido lesionado e trazendo o relaxamento para a região da lesão e adjacências”, afirma a fisioterapeuta Dra. Elaine da Cruz.
    Assim como as compressas quentes e bolsas de gelo, a administração de géis e pomadas também deve ser controlada por um médico especialista.

    Prevenir continua sendo a melhor alternativa!

    Prevenir para não remediar! Essa continua sendo a melhor alternativa para passar longe das lesões musculares. Por isso, antes de cair na malhação faça uma avaliação física, procure orientação de um bom profissional de Educação Física, alongue os músculos antes e após os exercícios e respeite os limites do seu corpo.

    E lembre-se! Ao primeiro sinal de dor, procure ajuda do seu PROFESSOR! Afinal, não adianta forçar a musculatura num dia e não conseguir sair da cama no dia seguinte…

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  • Dicas 26.09.2011 No Comments


    Ao realizar exercício, os seus músculos utilizam glicogénio como fonte de energia, até que as reservas do mesmo acabem. Restabelecendo o mesmo depois dos treinos de musculação. Aquando o exercício, nós perdemos bastante líquido, no entanto, ao contrário do glicogénio, temos que restabelecer o que perdemos durante a prática do esforço, podendo mesmo correr risco de irmos desta para melhor.

    Porque são os líquidos importantes?

    Se perdermos 5% do nosso peso corporal através da transpiração o desempenho no ginásio poderá cair até 35%, sendo isto algo a evitar a todo o custo. Assim, recomenda-se que ingiramos entre 3500 a 600ml de água 2 ou 3 horas antes do exercício aeróbico ou da musculação. Esta bebida irá evitar choques térmicos, desacelerando a perda de líquidos, aumentando a transpiração e reduzindo as probabilidades de aumento da temperatura corporal.

    Mas enquanto está a fazer o seu treino também é importante que se hidrate. Caso o exercício dure menos de 1 hora, realizar unicamente a ingestão de agua é suficiente, sendo os valores recomendados entre 150 e 200ml de água a cada 20 minutos. Caso o treino dure mais de 1 hora, poderá pensar em beber uma solução isotónica. Isto porque corpo irá perder sódio e potássio com a transpiração, além de gastar as reservas de carboidratos (açucares) para gerar energia. No entanto recorde-se: se o treino possuir como objetivo a perda de gordura, não lhe servirá de nada ingerir carboidratos.

    Após o exercício físico, é preponderante que continue a beber líquidos. Deve evitar ingerir bebidas como café, uma vez que estes produtos acabam por desidratar o corpo. Bebidas com sódio, potássio e carboidratos de alto índice glicémico podem ser uma boa opção! O sódio vai reter o líquido e ajudar contra a desidratação, o potássio vai auxiliar no equilíbrio hídrico e intramuscular e os carboidratos fornecerão energia rápida ao organismo.

    O seu corpo necessita de estar hidratado para que consiga realizar o exercício na perfeição. De forma a cumprir este requisito deve ingerir agua antes de iniciar qualquer exercício de musculação, durante e após o mesmo. Beber bebidas isotónicas deve ser algo planeado e de acordo com o seu treino.

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  • O risco de um ataque do coração é maior no período de cerca de seis horas depois que a pessoa é exposta à fumaça, para em seguida diminuir, segundo os cientistas.
    “Este estudo em larga escala mostra de forma conclusiva que o risco de se ter um ataque do coração aumenta temporariamente, (sendo) em níveis mais altos (de risco) cerca de seis horas depois de se respirar a fumaça de veículos”, afirmou o professor Jeremy Pearson, diretor-médico da British Heart Foundation, que ajudou a financiar o estudo que teve participação da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

    “Sabemos que a poluição pode causar problemas para a saúde do coração, possivelmente porque ‘engrossa’ o sangue e aumenta a possibilidade de coágulos.”

    O estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, afirma que a poluição provavelmente acelera o ataque cardíaco ao invés de causar diretamente o ataque.

    Mas, segundo os pesquisadores, a exposição repetida à poluição faz mal à saúde, diminuindo de forma significativa a expectativa de vida.

    “Nosso conselho aos pacientes ainda é o mesmo, se você foi diagnosticado com problemas cardíacos, tente evitar passar períodos mais longos em áreas onde há maior possibilidade de níveis altos de poluição ou perto de ruas movimentadas”, acrescentou Pearson.

    Pacientes

    A pesquisa britânica examinou os registros médicos de quase 80 mil pacientes que tinham sofrido ataques cardíacos na Inglaterra e País de Gales. Os cientistas então cruzaram estes dados com as informações sobre poluição do ar.

    Isto permitiu que os pesquisadores comparassem os níveis de poluição do ar com os sintomas de ataque do coração para tentar encontrar alguma ligação.

    Os dados comparados indicavam que os níveis mais altos de poluição do ar estavam relacionados com o início de um ataque cardíaco seis horas depois da exposição à fumaça. Depois deste prazo, o risco caiu novamente.

    Krishnan Bhaskaran, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que liderou a pesquisa, afirmou que as descobertas sugerem que a poluição não é um dos fatores que mais contribuem para a ocorrência de ataques cardíacos.

    O pesquisador cita como exemplo o fato de que ser exposto a níveis médios de poluição, ao invés de níveis baixos, aumenta o risco de um ataque cardíaco em 5%, de acordo com seus cálculos.

    “Estes eventos cardíacos teriam acontecido de qualquer jeito”, afirmou.

    No entanto, Bhaskaran afirmou que as descobertas não mudam o fato de que a exposição crônica à poluição do ar é prejudicial à saúde.

    “Dietas pesadas, fumo etc, representam um risco muito maior para ataques cardíacos, mas a poluição vinda dos carros é a cobertura do bolo”, disse Jeremy Pearson, da British Heart Foundation

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  • O cálcio é um nutriente que deve ser consumido ao longo do dia. Responsável principalmente pela saúde óssea do organismo, ele previne contra doenças a longo prazo, como a osteoporose.

    Por isso, desde o desenvolvimento dos ossos, na fase infantil, como na prevenção de doenças, na fase adulta, o cálcio é indispensável, e por essa razão, a alimentação é fator fundamental para manter esse mineral sempre em dia. Confira o quanto é preciso ingerir de cálcio ao longo da vida.

    1 a 5 anos – três copos de leite por dia, ou um copo de leite enriquecido com cálcio ou dois iogurtes. O leite materno é um leite enriquecido com cálcio, por isso, pode ser dado a crianças de até os dois anos de idade.

    6 a 12 anos – quatro a cinco copos por dia. Duas sardinhas assadas ou uma porção de alfafa equivalem a um copo de leite. Praticar com regularidade uma atividade física favorece a massa óssea do esqueleto. Crianças a partir dessa idade podem iniciar um esporte.

    13 a 18 anos – cinco a seis copos de leite diariamente. Outras alternativas equivalente a um copo seriam dois iogurtes ou uma fatia de queijo gorgonzola ou uma concha de feijão. No final da adolescência o jovem pode fazer musculação, um exercício recomendável para os ossos.

    19 a 30 anos – o cálcio necessário nessa fase é de quatro a cinco copos por dia. Também podem ser substituídos por duas porções de acelga ou por duas porções de agrião, ou ainda, por quatro porções de azeitonas verdes. Outra dica é tomar um banho de sol durante uns 20 minutos, todo dia, evitando o pico das 11h às 17h. A luz do sol ajuda a metabolizar vitamina D, necessária para absorção de cálcio nos ossos.

    31 a 35 anos – quatro copos de leite por dia. Das fatias de queijo minas ou uma porção de couve-manteiga, também é uma sugestão, equivalente a um copo de leite.

    36 a 50 anos – também quatro copos de leite diários ou três porções de nozes. Vale ainda trocar – a cada um copo de leite – por uma porção e meia de castanhas-do-Pará ou substituir por uma porção de salada verde.

    Acima de 50 anos – nessa fase, são recomendados cinco a seis copos de leite por dia. Se preferir, substitua um copo de leite por um filé grande de badejo, ou quatro porções de aveia. Avalie também a possibilidade de usar suplemento de cálcio.

    Outras dicas importantes: Faça caminhadas no início da manhã, elas valem pelos exercícios e pela exposição ao sol. Evite emagrecedores e antidepressivos, por exemplo, pois eles aceleram a perda óssea.

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  • Dicas, dieta 22.09.2011 No Comments


    Desde o início da comercialização dos alimentos diet, a maioria dos consumidores associaram esses produtos como sendo de baixo valor calórico e, conseqüentemente, permitidos para as pessoas que precisam ou desejam perder os quilos extras. Depois, vieram os light e a confusão se formou.

    Diabéticos, hipertensos, pessoas com nível de colesterol alto ou com excesso de peso podem consumir o mesmo alimento diet ou light? Pão e refrigerante light ou diet, sal light, margarina light, chocolate diet. Diet e light viraram “sobrenome” de diversos alimentos, mas o que os diferenciam?

    Alimento Diet

    De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o termo diet pode ser usado em dois tipos de alimentos:

    1. Nos alimentos para dietas com restrição de nutrientes (carboidratos, gorduras, proteínas, sódio);

    2. Nos alimentos para dietas com ingestão controlada de alimentos (para controle de peso ou de açúcares).

    Mas, o que quer dizer ingestão controlada ou restrição de nutrientes?

    Os alimentos para dietas controladas não podem ter a adição de nutriente. Assim, para ingestão controlada de açúcar, não pode haver inclusão de nutrientes que possuam o açúcar natural do alimento como, por exemplo, a geléia diet que tem como açúcar natural a frutose.

    É importante que fique claro que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, devem ser evitados pelas pessoas que querem emagrecer.

    Alimento Light

    A definição de alimento light deve ser empregada nos produtos que apresentem redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias comparado com o alimento convencional.

    Dessa maneira, a primeira diferença entre o alimento diet e light está na quantidade permitida de nutriente. Enquanto que o diet precisa ser isento, o light deve apresentar uma diminuição mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional.

    A segunda diferença é conseqüência da primeira: o alimento light não é, necessariamente, indicado para pessoas que apresentem algum tipo de doença como diabetes, colesterol elevado, celíacos ou fenilcetonúricos. Se, o alimento light apresentar eliminação do nutriente, por exemplo, açúcar (refrigerante light), poderá ser consumido pelos diabéticos.

    Confusão é fácil de acontecer; por isso, leia os rótulos com muita atenção. Compare os produtos light e diet com os alimentos convencionais. É muito importante verificar se eles atendem às suas necessidades.

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  • Os especialistas da Universidade de Bristol defendem mudanças na classificação dos filmes, impedindo que jovens com menos de 18 anos possam ser expostos a cenas que contenham alguém fumando.
    O estudo, publicado na revista científica Thorax, entrevistou 5 mil jovens de 15 anos de idade e analisou sua exposição a 360 sucessos de bilheteria americanos lançados entre 2001 e 2005, como Homem-Aranha, Bridget Jones e Matrix, que mostram pessoas fumando.

    Classificação

    De acordo com os resultados, os adolescentes que veem mais filmes com cenas com fumantes têm 73% mais chance de experimentar um cigarro e 50% mais chance de se tornar fumantes que aqueles menos expostos.

    Sabendo que outros fatores influenciam a decisão de começar a fumar, como se os pais e amigos do jovem fumam, os pesquisadores também reuniram informações sobre a vida dos adolescentes.

    Mesmo controlando essas variáveis, eles concluíram que aqueles expostos a cenas deste tipo tinham uma chance 32% maior de experimentar um cigarro.

    “Verificamos uma ligação linear entre o fumo na adolescência e o número de filmes vistos que tinham cenas com fumantes. Mais da metade dos filmes apresentados na Grã-Bretanha tem classificação de 15 anos ou menos, então as crianças e jovens estão claramente expostos”, disse a líder da pesquisa, Andrea Waylen.

    Segundo ela, uma classificação de 18 anos para estes filmes diminuiria o número de fumantes jovens.

    Autoritarismo

    A recomendação já foi feita pelo Centro Britânico de Estudos para o Controle do Tabaco ao órgão responsável pela classificação de filmes no país, alegando que crianças precisam ser protegidas de “imagens especialmente sugestivas”.

    Mas grupos de defesa do fumo discordam.

    “A ideia de que filmes precisam ser reclassificados para criar um mundo utópico, sem fumaça, para crianças mais velhas não só é intolerante, como é completamente desnecessária”, diz Simon Clark, diretor do grupo de fumantes Forest.

    “Hoje, é difícil achar um personagem principal que fume em qualquer filme com as dez maiores bilheterias. O que virá depois disso? Será que o governo deve reclassificar filmes que mostram pessoas gordas também, caso eles possam vir a ser maus exemplos?”

    “Nós vamos ao cinema para escapar do Estado controlador. A indústria contra o tabaco deveria nos deixar em paz e levar sua agenda autoritária para outro lugar.”

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  • saúde 18.09.2011 No Comments

    Mas não é apenas o doce, aquele alimento que tem gosto de açúcar, o responsável por aumentar as taxas de glicose no sangue – o chamado índice glicêmico, que deve ser levado em conta também antes e depois dos exercícios. Cenoura, bolacha de água e sal e uva passa, a princípio inofensivos, são capazes de elevar o índice de açúcar na corrente sanguínea.

    Já alimentos como iogurte, pera e cereais têm o poder contrário. No meio termo, ficam arroz, feijão, suco de laranja e chocolate, entre outros.

    Para explicar como funciona o processamento do açúcar no corpo humano e por que é importante observar o que se come – para não ter uma crise de hipoglicemia ou diabetes –, o Bem Estar desta quarta-feira (14) contou com a presença do endocrinologista Alfredo Halpern e da nutricionista Mônica Beyruti.

    Segundo a nutricionista, a melhor hora para comer um doce é depois de uma refeição completa e variada. Dessa forma, o açúcar é absorvido mais devagar, por causa das fibras dos outros alimentos. Além disso, como o doce costuma ser mais calórico, quando a pessoa se satisfaz com a refeição primeiro se sente mais saciada e tende a ingerir menos doce.

    Alimentos com fibras (que estão presentes em cascas, bagaços e polpas de frutas, na celulose das verduras e legumes, e nos grãos integrais) têm uma absorção mais lenta do que alimentos de carboidratos complexos, como o arroz branco, o macarrão, o pão francês e a batata, por exemplo. Ou seja, os produtos fibrosos tendem a ter um índice glicêmico menor que os carboidratos complexos.

    Em geral, tudo o que uma pessoa come e bebe aumenta a taxa de açúcar no sangue, enquanto todo tipo de atividade física precisa de energia e, portanto, diminui a glicemia (os músculos absorvem mais o açúcar).

    Alimentos de índice glicêmico maior são indicados para quem está em uma crise de hipoglicemia, porque são uma descarga rápida de energia no corpo, ou então para quem acabou de fazer exercício e precisa recuperar o que foi gasto.

    No dia a dia, prefira alimentos de índice glicêmico menor, porque são absorvidos de forma mais gradual pelo corpo, o que é mais saudável. Uma boa dica para quem quer comer algo e não abrir o apetite é a fruta. A frutose, que é o açúcar da fruta, é outro tipo de carboidrato simples, mas que exige um processamento diferente do corpo, pois não precisa insulina. Sem isso, não há quedas nos níveis de glicemia e a fruta não dará mais fome.

    Hipoglicemia

    Quando uma pessoa come, o alimento é absorvido, digerido, e o açúcar vai para o sangue, o que aumenta a taxa da substância dentro dos vasos.

    Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, hormônio que carrega o açúcar para o interior das células, onde será usado como fonte de energia.

    Alguns indivíduos têm um pâncreas “atrasado”, o que significa que o intervalo de tempo entre a ingestão de um alimento com teor de açúcar e a produção de insulina é maior que o normal. Quando isso acontece, o nível de açúcar no sangue cai.

    O cérebro, então, percebe a queda de energia e aciona dois hormônios. A adrenalina sai da glândula suprarrenal, que fica acima dos rins, e se espalha pelo corpo para avisar que a glicose é necessária. Esse processo acaba causando ansiedade, tremor, transpiração e palidez.

    Já o glucagon é liberado pelo pâncreas e retira açúcar do fígado para distribuir pelo resto do organismo e compensar a perda de açúcar. É pela ação desses dois hormônios que se sente fome em uma crise de hipoglicemia.

    Segundo Alfredo Halpern, uma taxa de glicose em jejum superior a 100 mg/dl é considerada pré-diabetes. Se for acima de 126 mg/dl, a doença já existe.

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  • A infecção é maior no leste da Europa, enquanto no oeste do continente, Londres tem o maior índice de ocorrências da doença entre as capitais.

    A OMS estima que há 81 mil casos do tipo resistente de tuberculose por ano na Europa, embora muitos países apresentem falhas nos diagnósticos.

    O plano pretende aumentar os diagnósticos e os acessos a tratamentos. Especialistas acreditam que ele tenha o potencial de economizar 120 mil vidas, além de vários bilhões de dólares, até 2015.

    Problema europeu

    A Rússia, a Ucrânia e o Azerbaijão estão entre os países com a maior incidência da doença.

    Os casos de tuberculose na Grã-Bretanha estão concentrados nas grandes cidades. Há 3.500 casos em Londres por ano.

    Em 2009, foram registrados 58 casos do tipo resistente da tuberculose no país. A resistência pode aumentar casos os pacientes não sigam a medicação à risca.

    “Embora os números gerais sejam baixos, a tendência é de aumento nos casos na última década”, afirma o médico Ibrahim Abubakar, especialista em tuberculose da Agência de Proteção à Saúde britânica.

    “Não podemos ser complacentes. O custo de administrar cada caso pode ser aumentado para várias centenas de milhares de libras”, diz.

    “Enquanto uma pessoa está infectada, outras podem pegar a tuberculose. Os grandes números no leste europeu representam uma falha na tomada de ação.”

    O especialista pede que médicos e centros de atendimento estejam vigilantes para detectar possíveis casos.

    A tuberculose é uma infecção contraída pelo ar que, embora tenha tratamento, ainda é fatal em cerca de 7% dos casos. Quase metade dos pacientes que contraem a forma resistente a medicamentos da doença acabam morrendo.

    No Brasil, segundo dados do governo federal, a tuberculose é a terceira causa de mortes por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com Aids.

    A OMS elogiou o serviço britânico para tratar da doença, que utiliza uma van com equipamento portátil de raio-X para examinar moradores de rua e dependentes de drogas.

    “Todos nós podemos estar expostos (à tuberculose), e não apenas as populações vulneráveis, como os imigrantes e os prisioneiros”, disse Ogtay Gozalov, do escritório europeu da OMS.

    “Se os Estados-membros não agirem agora, pode haver uma situação dramática no futuro.”

    Coquetel

    A advogada inglesa Anna Watterson contraiu o tipo resistente de tuberculose enquanto estudava Direito e morava no noroeste de Londres.

    Ela afirma ter se recuperado totalmente, mas perdeu um ano de estudos e passou quatro meses no hospital.

    “Eu tinha uma tosse que não acabava nunca, perdi peso e tive sudorese noturna”, disse ela à BBC.

    “Eu visitei meu médico de família algumas vezes, mas não havia suspeita de tuberculose devido ao meu retrospecto e à minha idade – eu estava na faixa dos 20 anos”, afirmou.

    “Assim que entrei no hospital, comecei com o tratamento básico com três medicamentos. Mas seis semanas depois, veio a notícia deprimente de que nenhum deles havia funcionado”, disse.

    “Com o novo coquetel de remédios, fiquei me sentindo mal. Eu tive hematomas por injetá-los, e um dos efeitos colaterais era sensibilidade com o Sol. Sendo uma ruiva de cor pálida, isto me obrigava a sair de luvas na rua durante o verão.”

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