• saúde 30.08.2011 No Comments


    O consumo de chocolate em grandes quantidades pode estar associado a uma redução de um terço nos riscos de desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico.

    O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.

    Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator.

    A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, nesta segunda-feira, em Paris.

    Investigação

    Vários estudos recentes indicam que comer chocolate teria uma influência positiva sobre a saúde humana devido às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do alimento. Segundo esses estudos, o chocolate teria o poder de reduzir a pressão sanguínea e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina (o que ajudaria a evitar a diabetes).

    Entretanto, ainda não está claro de que forma o chocolate afetaria o coração.

    Em uma tentativa de esclarecer a questão, o pesquisador Oscar Franco e seus colegas da Universidade de Cambridge fizeram uma revisão em grande escala de sete estudos sobre o assunto envolvendo cem mil pessoas, com e sem problemas no coração.

    Os especialistas estavam particularmente interessados em avaliar os efeitos do consumo de chocolate sobre ataques cardíacos e acidentes vasculares (ou derrames).

    Em cada estudo, a equipe comparou o grupo de participantes que comia a maior quantidade de chocolate ao resultado do grupo que comia a menor quantidade do alimento. Para evitar distorções, a equipe levou em conta diferenças de metodologia e qualidade dos estudos.

    Cinco estudos encontraram uma associação positiva entre índices mais altos de consumo de chocolate e um menor risco de problemas cardiovasculares.

    “Os índices mais altos de consumo de chocolate foram associados a uma redução de 37% em doenças cardiovasculares e uma redução de 29% na incidência de derrames em comparação aos índices mais baixos (de consumo)”, os autores escreveram.

    Não foram encontradas evidências significativas de redução em casos de falência cardíaca.

    Os estudos não especificaram se o chocolate ingerido era meio-amargo ou ao leite. Entre os alimentos consumidos pelos participantes estavam barras de chocolate, bebidas, biscoitos e sobremesas contendo chocolate.

    Segundo a equipe britânica, as conclusões do estudo precisam ser interpretadas com cautela, porque o chocolate vendido comercialmente é altamente calórico (contendo cerca de 500 calorias por cada cem gramas) e sua ingestão em grandes quantidades poderia resultar em ganho de peso, o que aumentaria os riscos de diabetes e doenças cardíacas.

    Entretanto, os especialistas recomendam que, dados os benefícios do chocolate para a saúde, iniciativas para reduzir a quantidade de gordura e açúcar nos produtos deveriam ser exploradas.

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  • Cirurgia 29.08.2011 No Comments


    Um recente estudo publicado na Revista Internacional de Obstetrícia e Ginecologia revelou que o número de procedimentos do tipo realizados pelo sistema público de saúde aumentou cinco vezes em dez anos e muitas das pacientes são meninas em idade escolar.

    A pesquisa foi a primeira a analisar especificamente as dimensões dos lábios vaginais de mulheres interessadas em passar pela operação. Entres os 33 casos estudados – todos eles de pacientes que requisitaram o procedimento e receberam indicação de clínicos gerais para passar pela cirurgia pelo sistema público -, a média de idade era de 23 anos. Oito delas estavam em idade escolar.

    Todas as pacientes foram examinadas por um ginecologista e tiveram a largura e comprimento dos pequenos lábios vaginais medidos e comparados com os tamanhos considerados normais.

    Auto-estima

    O estudo descobriu que todas as mulheres e meninas analisadas tinham os pequenos lábios de tamanho normal. Três delas realizaram a cirurgia para resolver uma assimetria significativa.

    Entre as que tiveram o pedido de cirurgia rejeitado, 40% disseram ainda estar interessadas em passar pelo procedimento de outra forma, algumas aceitaram indicação para tratamento psicológico e uma foi indicada para tratamento de doença mental.

    “É surpreendente que todas as participantes do estudo tivessem pequenos lábios de tamanho normal e apesar disso, quase a metade ainda estava interessada em fazer a cirurgia. Uma preocupação específica é a idade de algumas das pacientes indicadas, uma delas tinha apenas 11 anos. O desenvolvimento da genitália externa continua durante a adolescência e os pequenos lábios particularmente podem se desenvolver assimetricamente no início e ficarem mais simétricos com o tempo”, diz a pesquisadora da University College London Sarah Creighton.
    Quando questionadas sobre a razão de seu interesse pela cirurgia, 60% das mulheres responderam que queriam diminuir o tamanho dos lábios e melhorar sua aparência. Outras razões citadas incluíam desconforto, melhoria de auto-estima e desejo de melhorar as relações sexuais.

    O estudo também buscou identificar as razões que fizeram com que as mulheres ficassem insatisfeitas com sua aparência e em que idade isso ocorreu. Entre os motivos citados estavam comentários de um parceiro sexual e programas de TV sobre cirurgia plástica. Para a maioria das mulheres estudadas (30%), a insatisfação surgiu entre 11 e 15 anos de idade.

    Os pesquisadores alertaram que as cirurgias de redução de pequenos lábios são irreversíveis e os efeitos a longo prazo não são completamente conhecidos. Além disso, há risco de infecção e de perda de sensação.

    Os pesquisadores dizem que as operações realizadas pelo sistema público de saúde britânico são apenas “a ponta do iceberg”.

    “No setor privado, (a cirurgia plástica vaginal) é um setor que vive um enorme boom”, diz Creighton.

    A Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos pediu que os clínicos gerais do país sejam mais rigorosos na hora de decidir quais mulheres precisam passar pelo procedimento.

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  • Dicas 25.08.2011 No Comments

    O que fazer em caso de machucado exposto ?

    O ideal é passar gelo no lugar, para que os vasos sanguíneos dilatados se fechem e a lesão sare mais rapidamente. A baixa temperatura diminui o inchaço, a dor e o sangramento, se houver.

    Ao lado dos médicos, o maquiador e cenografista Adriano Gianolla, que faz treinamentos de socorro com o Corpo de Bombeiros, mostrou machucados de mentira.

    Segundo os especialistas, usar anti-inflamatório demais pode causar lesões no estômago, fígado e outros problemas. Se a criança ou o adulto vomitar ou ficar sonolento após uma queda, é preciso procurar imediatamente um pronto-socorro.

    Os médicos também disseram que pessoas de pele muito clara têm mais tendência a ter hematomas visíveis. Além delas, idosos e crianças costumam ser mais frágeis.

    Composição sanguínea
    O sangue é formado por glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Os primeiros transportam oxigênio pelo organismo, os segundos defendem o corpo de invasores e as plaquetas fazem a cicatrização.

    Quando uma pessoa se machuca, a dor e o inchaço quase imediatos são os “cartões de visita” da inflamação, um mecanismo de defesa do corpo.

    A região lesada libera substâncias químicas que chamam a atenção do sistema imunológico. Os vasos sanguíneos, então, se dilatam para a passagem de mais plasma, que é a parte líquida do sangue e leva os glóbulos brancos até o local.

    Essa concentração de plasma provoca inchaço, e o aumento do calibre dos vasos deixa a área mais quente e as terminaçóes nervosas mais sensíveis, o que eleva a sensação de dor.

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  • Temperatura ideal do corpo

    A temperatura do corpo considerada normal é 37º Celsius. Esta é a temperatura ideal de acordo com o ambiente para manter a homeostase do corpo. Este nível de temperatura é regulado através do hipotálamo, uma glândula abaixo do cérebro que tem como função regular a temperatura corporal, apetite, sede e outras funções. Existem vários mecanismos naturais para aquecer e resfriar o corpo conforme a necessidade de manter esta temperatura ideal.

    É importante entender que este número ideal de 37º C é apenas uma média. Poucas pessoas medem a temperatura do corpo quando não existem sintomas, logo não há uma base para identificar mudanças de temperatura durante uma infecção, não sabendo se a temperatura do corpo está acima ou abaixo do seu normal.

    Estudos em crianças saudáveis demonstram variações de temperatura entre 36 e 37º C, sendo que estas variações são consideradas normais para cada um. Também é normal que durante o dia a temperatura oscile dependendo das atividades, refeições, etc. e não está relacionada a nenhuma infecção.

    Para que um aumento de temperatura indique alguma patologia devem-se levar em consideração outros fatores como: contato recente com toxinas, químicas, pessoas com infecção, contato hospitalar ou exposição excessiva ao calor.

    Como Medir a Temperatura

    A maneira de medir a temperatura também muda a leitura. Pode ser oral, retal ou axilar (embaixo do braço). Temperatura medida pelo reto em crianças normalmente mede 1 grau a mais do que a temperatura oral. Temperaturas axilares em crianças normalmente medem um grau a menos. Em bebês os três pontos de medição são mais ou menos padrão, então qualquer local serviria, mas o mais seguro e mais prático é o método axilar. Ao medir a temperatura pelo reto corre-se o risco de perfurá-lo e em metade dos casos isso poderia ser um acidente fatal e desnecessário.

    Como o Corpo Mantém Sua Temperatura

    No inverno, quando estamos mais expostos ao frio, é necessário que o corpo trabalhe para aquecer e preservar sua temperatura. Alguns mecanismos naturais do corpo para aquecê-lo são:

    • Tremor – é o resultado de pequenas contrações musculares que produzem calor.
    • Vasoconstrição – é um mecanismo para remover o sangue periférico e mantê-lo mais profundamente no organismo, evitando assim a perda desnecessária de calor do corpo.
    • Pêlo arrepiado – ocorre quando os poros da pele se fecham impedindo que o corpo transpire, evitando a perda de calor
    • Retenção de água
    • Desejo natural de procurar um ambiente aquecido

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Aumento da atividade física
    • Roupas adequadas
    • Mantas e cobertores
    • Banho quente
    • Chás naturais

    No verão existe a necessidade do corpo se resfriar para não aquecer demais. Novamente o corpo tenta manter a temperatura ideal. Alguns mecanismos naturais incluem:

    • Vasodilatação – aumenta o fluxo sangüíneo periférico para liberação do calor
    • Liberação do líquido através da urina e das fezes
    • Os poros da pele se abrem liberando o suor

    Você também pode facilitar este processo através de:

    • Banho morno
    • Eliminação de roupas desnecessárias
    • Ingestão de líquidos mornos
    • Diminuição da atividade física

    Febre

    Definição

    Tecnicamente a febre é qualquer temperatura acima de 37º C, mas febre não é considerada significativa até 38º C. Mesmo assim é importante entender que o fato de ter febre não necessariamente indica algum problema. É preciso considerar outros fatores de saúde incluindo o estado do paciente.

    Importância da Febre

    Existem momentos em que há a necessidade do corpo aumentar a temperatura ideal para preservar a homeostase. Normalmente isso ocorre em resposta à invasão de uma bactéria ou virose.

    A febre saudável normalmente aumenta em ondas que duram entre 2 e 3 horas, iniciando baixa e aumentando até atingir o “set point”. Esta é a nova temperatura ideal para o corpo combater o invasor e precisa manter este nível até resolver a infecção. Depois naturalmente ela vai baixando novamente até 37º C ou qualquer temperatura que seja ideal ou normal para seu corpo.

    Nestes casos é benéfica e, portanto, é necessário que a temperatura esteja acima de 37º C, gerando um ambiente inadequado para o invasor. Tentativas para diminuir a temperatura acabam trabalhando contra os mecanismos naturais do corpo e facilitam o ambiente do organismo que invadiu o corpo, retardando a melhora do paciente.

    Quando estamos com febre, o corpo aproveita todos os mecanismos para manter uma determinada temperatura, porém neste momento a temperatura ideal não é mais 37º C, pois agora é importante manter uma temperatura mais elevada por motivos de defesa e preservação do corpo.

    Esta nova temperatura é uma resposta de vários processos imunológicos do corpo servindo para destruir o invasor e demonstrar a importância da febre por sua participação crítica na defesa do corpo.

    Como a Temperatura Sobe

    Os seguintes mecanismos explicam o que é a causa e a importância da febre:

    • Químicas chamadas citocinas e mediadores são produzidos no corpo em reposta à invasão de um organismo, malignidade ou outro invasor.
    • O corpo está gerando um número maior de macrófagos. Esses são os “lixeiros” do corpo e literalmente “comem” a infecção presente.
    • Interferons que bloqueiam a metástase do invasor para outras células saudáveis do corpo.
    • O corpo está aumentando o número de anticorpos que lutam contra a infecção. Esses novos anticorpos mantêm registrada a infecção e futuramente reconhecem se este invasor retornar.
    • Induzir padrões de sono para preservar a energia do corpo.
    • Reduzir níveis de ferro no sangue e armazenar o ferro no fígado para inibir o crescimento de viroses e bactérias.
    • O próprio aumento de temperatura impede o crescimento de bactérias e viroses que se adaptam melhor a temperaturas mais baixas que a temperatura ideal do corpo.

    As causas mais comuns de gerar infecção e estimular a febre são:

    • Bactérias
    • Viroses
    • Doenças infecciosas
    • Medicamentos
    • Vacinas

    Conseqüências da Febre

    Mesmo que a febre seja uma resposta natural e tem benefícios enormes para seu corpo, ela exige muito estresse do mesmo. Alguns sintomas são normais como:

    • O metabolismo aumenta aproximadamente 13% para cada 1º C
    • Aumentam os batimentos cardíacos de 16 a 20% para cada 1º C
    • Aumenta a demanda de oxigênio (respiração)
    • Aumenta a demanda cardiovascular
    • Aumenta o desconforto e mal-estar do corpo

    Quando a Febre é Perigosa?

    Bebês recém-nascidos podem correr mais risco em função dos procedimentos hospitalares durante e logo após o nascimento. Nestes casos a febre não é ocasionada por um processo natural e pode ser resultada de atos agressivos, ou seja, atos que não são naturais para o corpo enfrentar.

    Medicamentos para a mãe, intervenções pós-parto como vacinas, circuncisão, infecção hospitalar, são exemplos de infecções em recém-nascidos que podem indicar um risco maior do que uma infecção natural.

    Febre em recém-nascidos, especialmente quando o parto foi realizado no hospital e/ou foi cesariana, merece mais atenção do que as outras e deve ser notificada ao médico ou responsável.

    Em bebês, adolescentes e adultos, febre até 41º C, não é considerada perigosa quando em função de infecção bacteriana ou viral (as mais comuns de encontrar) e quando a febre não está relacionada a nenhuma infecção hospitalar. O risco maior nestes casos ocorre em função de desidratação após diarréia, vômito e suor severo. É importante manter o paciente hidratado usando água natural, chás naturais, sucos, etc. Não é aconselhável tomar sucos prontos em caixa, etc. porque eles contêm alta dose de açúcar, adoçantes, conservantes, corantes e químicas em forma de sabores artificiais.

    E fácil identificar a febre devido à infecção bacteriana ou viral porque normalmente é acompanhada de tosse, coriza, lágrimas, etc. (os sintomas da “gripe”). Nestes casos, basta observar o paciente tomando os cuidados mencionados acima.

    Relação Entre Grau da Febre e Severidade da Infecção

    Não existe nenhuma prova que demonstre que febres altas indiquem infecções perigosas ou severas. Quando for determinado que a febre iniciou devido à infecção bacteriana ou viral não é necessário, nem saudável medir a temperatura de hora em hora. Isso não fornecerá informações pertinentes e servirá somente para causar mais pânico.

    Febre até 41º C, quando não envolve vômitos ou dificuldades de respirar não é perigosa e deve ser respeitada sem intervenções, além de líquidos e outros cuidados citados acima.

    Febre causada por virose ou bactéria não passará dos 41º C. Nosso corpo tem mecanismos que o protege contra isso. Não é necessário baixar a temperatura e na maioria dos casos até é prejudicial. Novamente é importante lembrar que a febre é uma resposta natural e uma defesa do corpo que deve ser respeitada apenas com repouso e alimentação correta. Tentativas que interferem neste processo natural geram mais danos, pois permitem que o organismo que invadiu o corpo cresça e ocasione mais infecção e desconforto.

    Como Eu Posso Amenizar os Sintomas da Febre

    É importante tomar bastante líquido: água natural sem gás, chás naturais, canjas, etc. Se você tem fome é importante comer, mas enquanto estiver ingerindo líquido não é preocupante que não se consuma comida por algum tempo. Portanto evite comida artificial e consuma alimentos saudáveis, sempre respeitando a vontade de comer.

    Diminua suas atividades. Exercícios e atividades em geral desgastam seu corpo e seus recursos imunológicos. Não é necessário repouso constante, mas é importante descansar e permitir que seu corpo combata o invasor. Muitas pessoas têm a idéia errônea de acabar com a febre, gripe, etc. e acabam passando muito tempo lutando contra o invasor, usando recursos antipiréticos e antibióticos que seriam desnecessários se tivessem tomado os cuidados básicos inicialmente.

    Se você ainda não consegue resistir à “vontade” de acabar com a febre, use uma esponja com água morna (não fria) nas axilas ou virilha. Não é a temperatura da água que baixa a febre, mas simplesmente o contato da água com a pele que reduz o calor do corpo.

    Como Eu Posso Diminuir a Febre?

    Em primeiro lugar lembre-se que diminuir a febre não é uma boa idéia. A febre é uma resposta natural e, portanto, é necessária para seu corpo em vários momentos. A febre deve ser respeitada com repouso e líquidos para ajudar seu corpo.

    Antipiréticos, como Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol), quando receitados para baixar a febre, inibem processos naturais do organismo contra viroses e bactérias. Existem pesquisas que relatam a ocorrência de seqüelas em crianças tratadas com antipiréticos. O fato é que baixar a temperatura permite que o organismo infeccioso cause mais danos como: asma, infecções respiratórias, infecções vaginais e/ou urinária, e até autismo.

    Quando a temperatura do corpo aumenta são estimulados vários processos imunológicos para combater o invasor. Baixar a febre afeta o movimento normal do sistema imunológico, criando desordens associadas ao desenvolvimento neural em certos pacientes que estão expostos ao Tylenol ou outros agentes imunossupressivos.

    Quando a febre existe em função de toxinas ingeridas, calor excessivo, etc. é importante baixá-la e procurar ajuda clínica.

    Aspirina – O AAS também pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINES), o mesmo dos famosos diclofenaco, ibuprofeno, nimesulida e cetoprofeno.

    Aspirina é suspeita de ser uma das maiores causadoras de intoxicação em crianças. Aspirina é uma forma de ácido salicílico que é o mesmo princípio ativo usado em veneno para ratos. Ácido salicílico impede a coagulação do sangue e causa a morte em ratos por sangramento interno. Muitas crianças que tomam aspirina sofrem de sangramento intestinal.

    Também foi comprovado que a aspirina é uma das causas da Síndrome de Reye quando receitada para crianças acometidas por influenza e catapora. Essa doença afeta o cérebro e o fígado e, muitas vezes, é fatal. Pediatras não aconselham o tratamento da febre com aspirina ou qualquer outro medicamento à base da mesma.

    Tylenol

    A maioria dos sites e muitos médicos ainda receitam Tylenol (Acetaminofen ou Paracetamol) para baixar a temperatura e ajudar contra o desconforto associado à gripe. O uso deste medicamento aumentou após serem comprovados os riscos da aspirina.

    Nos Estados Unidos, o Acetaminofen (Tylenol) é a causa número um de toxicidade do fígado e é um dos motivos mais comuns de entradas na sala de emergência. Existem pesquisas que relatam a participação deste medicamento associado ao autismo em crianças e deve ser evitado nos casos de febre infantil.

    Acetaminofen em mulheres grávidas também prejudica o feto.

    Vacinas e Febre

    É comum que crianças e adultos tenham febre após fazerem uma vacina. É importante entender que a vacina é uma agressão ao corpo. As vacinas foram criadas com a intenção de reduzir e eliminar certas doenças infecciosas. Mesmo que exista muita informação questionando a eficácia, e até a segurança das vacinas, não iremos explorar este assunto neste texto.

    Basta entender que em função das vacinas é normal que a temperatura do corpo aumente. No momento em que a vacina é administrada no corpo, está sendo introduzida também uma doença com químicas e conservantes estranhos ao corpo.

    O corpo reagirá para se defender de uma infecção, só que neste caso existe um perigo maior do que uma infecção normal, em função do fato de que a agulha atravessou todas as defesas naturais do corpo, incluindo pele, mucosa, etc.

    Devido à febre ter sido ocasionada após uma vacina deve-se ter mais atenção e comunicar ao seu médico.

    Lembre-se que Aspirina e Tylenol não são aconselháveis para baixar a febre do corpo.

    Como Lidar Com Tremor ou Calafrios

    O tremor é uma resposta natural para aquecer o corpo e não é nada mais do que pequenas contrações musculares para gerar fricção e aumentar o calor do corpo. É importante colocar uma manta ou um cobertor em cima do paciente para preservar a temperatura do corpo e diminuir a necessidade do corpo tremer. Normalmente, pouco tempo depois, a sensação passa. É quando o corpo alcança a temperatura correta.

    Quando É Necessário Procurar Ajuda do Médico

    • Crianças menores de 2 anos, com febre persistente acima de 41º C. É importante continuar amamentando. O leite materno além de fornecer alimentos e líquido para o bebê fornece também anticorpos que ajudam a combater a infecção
    • Febre acima de 41º C, acompanhada de vômitos e/ou dificuldade de respirar
    • Quando existem sinais de toxicidade, como manchas na pele
    • Paciente não está respondendo
    • Pescoço rígido (possibilidade de meningite)
    • Convulsão (ataque)
    • Dificuldades para urinar (queimação)
    • Manchas na pele
    • Dificuldade para respirar mesmo que as narinas estejam desobstruídas
    • Dificuldade de engolir ou o paciente está babando
    • Qualquer outro sintoma não esclarecido

    Febre e Convulsões

    Não existe nenhuma prova que a febre alta cause episódios de convulsões. Existe a possibilidade de que a febre alta possa desencadear convulsões em crianças com predisposição, porém é importante entender que a febre associada a infecções virais ou bacterianas não pode causar danos cerebrais ou físicos permanentes. Febre associada a este tipo de infecção não ultrapassará 41º C. Lembre-se novamente, a febre é uma resposta natural do corpo e serve para manter a homeostase. Além disso, seu corpo tem condições de regular a temperatura e não permitirá que a convulsão lhe cause danos.

    Febre alta não provoca convulsões. Convulsões são conseqüências da febre que sobe rápido demais e ocorre independente do nível da temperatura. É estimado que somente 4% das crianças com febre sofrem convulsões. Não existe prova que convulsões associadas à febre causem morte ou danos motores.

    É importante lembrar que as convulsões ocorrem em função da febre que sobe rápido demais. A convulsão em si não é perigosa, certificando-se que o ambiente em que a criança está se debatendo seja seguro e não cause danos para a mesma.

    Porque a Gripe Causa Mal-Estar?

    O mal-estar é causado pelas citocinas que estão em maior número para estimular as reações de defesa do hipotálamo. A febre em si não causa o mal-estar.

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  • O ecstasy, composto geralmente de anfetaminas, já era conhecido por matar algumas células cancerígenas, mas uma equipe de pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, e da Universidade da Austrália, diz que conseguiu aumentar a eficiência da droga em cem vezes.

    O estudo foi divulgado na publicação científica internacional Investigational New Drugs.

    Experimentos preliminares mostraram que a substância pode matar células de leucemia, linfoma e melanoma em um tubo de ensaio.

    No entanto, os cientistas dizem que qualquer tratamento pode levar pelo menos uma década para ser desenvolvido.

    A organização britânica de Pesquisa sobre Leucemia e Linfoma disse que as conclusões do estudo são “um significativo passo à frente”.

    Modificações

    Em 2006, uma equipe da Universidade de Birmingham mostrou que ecstasy e antidepressivos como Prozac tinham potencial para impedir o crescimento de cânceres.

    O problema é que, para isso, os pacientes teriam que consumir doses muito altas – e possivelmente fatais – das drogas.

    Em colaboração com a Universidade da Austrália, os pesquisadores modificaram quimicamente o ecstasy, retirando alguns átomos da substância e substituindo-os por outros.

    Uma das variações testadas aumentou a eficiência no enfrentamento das células cancerígenas em 100 vezes. Isso significa que se 100 gramas de ecstasy não modificado fossem necessárias para conseguir o efeito desejado, somente 1 grama da substância será necessário para atingir o mesmo efeito.

    Segundo os cientistas, a modificação também reduz o efeito tóxico no cérebro.

    O chefe da pesquisa, professor John Gordon, da Universidade de Birmingham, disse à BBC que, em alguns casos, foi possível eliminar 100% das células cancerígenas com os novos compostos.

    “Nós precisamos identificar com precisão quais são os casos mais sensíveis, mas (a substância) tem o potencial de eliminar todas as células nesses exemplos.”

    “Isso aconteceu no tubo de ensaio, poderia ser diferente no paciente, mas por enquanto é excitante”, disse Gordon.

    Células ‘ensaboadas’

    Os cientistas acreditam que a nova droga é atraída pela gordura nas membranas das células cancerígenas.

    De acordo com eles, a ligação com a substância faz com que as células se comportem como se estivessem “um pouco ensaboadas”, o que pode romper a membrana e matar o núcleo celular.

    Durante o experimento, as células cancerígenas se mostraram mais suscetíveis a este efeito do que as saudáveis.

    No entanto, os médicos não devem começar a prescrever ecstasy modificado para os pacientes com câncer no futuro próximo. Ainda seria preciso fazer estudos com animais e testes clínicos antes de considerar a alternativa.

    Antes do próximo passo, químicos na Grã-Bretanha e na Austrália tentarão refinar a droga, já que acreditam que ela pode ser ainda mais potente.

    Mas mesmo que tudo dê certo, a droga só poderia ser comercializada dentro de pelo menos dez anos.

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  • Depressão 19.08.2011 No Comments

    Generalidades

    Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem “para baixo” de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
    Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa. O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.

    Como é?
    Os sintomas da depressão são muito variados, indo desde as sensações de tristeza, passando pelos pensamentos negativos até as alterações da sensação corporal como dores e enjôos. Contudo para se fazer o diagnóstico é necessário um grupo de sintomas centrais:

    Perda de energia ou interesse
    Humor deprimido
    Dificuldade de concentração
    Alterações do apetite e do sono
    Lentificação das atividades físicas e mentais
    Sentimento de pesar ou fracasso

    Os sintomas corporais mais comuns são sensação de desconforto no batimento cardíaco, constipação, dores de cabeça, dificuldades digestivas. Períodos de melhoria e piora são comuns, o que cria a falsa impressão de que se está melhorando sozinho quando durante alguns dias o paciente sente-se bem. Geralmente tudo se passa gradualmente, não necessariamente com todos os sintomas simultâneos, aliás, é difícil ver todos os sintomas juntos. Até que se faça o diagnóstico praticamente todas as pessoas possuem explicações para o que está acontecendo com elas, julgando sempre ser um problema passageiro.

    Outros sintomas que podem vir associados aos sintomas centrais são:

    Pessimismo
    Dificuldade de tomar decisões
    Dificuldade para começar a fazer suas tarefas
    Irritabilidade ou impaciência
    Inquietação
    Achar que não vale a pena viver; desejo de morrer
    Chorar à-toa
    Dificuldade para chorar
    Sensação de que nunca vai melhorar, desesperança…
    Dificuldade de terminar as coisas que começou
    Sentimento de pena de si mesmo
    Persistência de pensamentos negativos
    Queixas freqüentes
    Sentimentos de culpa injustificáveis
    Boca ressecada, constipação, perda de peso e apetite, insônia, perda do desejo sexual

    Diferentes tipo de depressão
    Basicamente existem as depressões monopolares (este não é um termo usado oficialmente) e a depressão bipolar (este termo é oficial). O transtorno afetivo bipolar se caracteriza pela alternância de fases deprimidas com maníacas, de exaltação, alegria ou irritação do humor. A depressão monopolar só tem fases depressivas.

    Depressão e doenças cardíacas
    Os sintomas depressivos apesar de muito comuns são pouco detectados nos pacientes de atendimento em outras especialidades, o que permite o desenvolvimento e prolongamento desse problema comprometendo a qualidade de vida do indivíduo e sua recuperação. Anteriormente estudos associaram o fumo, a vida sedentária, obesidade, ao maior risco de doença cardíaca. Agora, pelas mesmas técnicas, associa-se sintoma depressivo com maior risco de desenvolver doenças cardíacas. A doença cardíaca mais envolvida com os sintomas depressivos é o infarto do miocárdio. Também não se pode concluir apressadamente que depressão provoca infarto, não é assim. Nem todo obeso, fumante ou sedentário enfarta. Essas pessoas enfartam mais que as pessoas fora desse grupo, mas a incidência não é de 100%. Da mesma forma, a depressão aumenta o risco de infarto, mas numa parte dos pacientes. Está sendo investigado.

    Depressão no paciente com câncer
    A depressão costuma atingir 15 a 25% dos pacientes com câncer. As pessoas e os familiares que encaram um diagnóstico de câncer experimentarão uma variedade de emoções, estresses e aborrecimentos. O medo da morte, a interrupção dos planos de vida, perda da auto-estima e mudanças da imagem corporal, mudanças no estilo social e financeiro são questões fortes o bastante para justificarem desânimo e tristeza. O limite a partir de qual se deve usar antidepressivos não é claro, dependerá da experiência de cada psiquiatra. A princípio sempre que o paciente apresente um conjunto de sintomas depressivos semelhante ao conjunto de sintomas que os pacientes deprimidos sem câncer apresentam, deverá ser o ponto a partir do qual se deve entrar com medicações.
    Existem alguns mitos sobre o câncer e as pessoas que padecem dele, tais como”os portadores de câncer são deprimidos”. A depressão em quem tem câncer é normal, o tratamento da depressão no paciente com câncer é ineficaz. A tristeza e o pesar são sentimentos normais para uma pessoa que teve conhecimento da doença. Questões como a resposta ao tratamento, o tempo de sobrevida e o índice de cura entre pacientes com câncer com ou sem depressão estão sendo mais enfocadas do que a investigação das melhores técnicas para tratamento da depressão.
    Normalmente a pessoa que fica sabendo que está com câncer torna-se durante um curto espaço de tempo descrente, desesperada ou nega a doença. Esta é uma resposta normal no espectro de emoções dessa fase, o que não significa que sejam emoções insuperáveis. No decorrer do tempo o humor depressivo toma o lugar das emoções iniciais. Agora o paciente pode ter dificuldade para dormir e perda de apetite. Nessa fase o paciente fica ansioso, não consegue parar de pensar no seu novo problema e teme pelo futuro. As estatísticas mostram que aproximadamente metade das pessoas conseguirá se adaptar a essa situação tão adversa. Com isso estas pessoas aceitam o tratamento e o novo estilo de vida imposto não fica tão pesado.

    A identificação da depressão
    Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.

    Causa da Depressão

    A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.
    Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos.

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  • Cientistas britânicos dizem ter descoberto de que forma células cancerosas conseguem sair de tumores e se espalhar pelo corpo, um avanço que abre caminho para o desenvolvimento de drogas que impeçam o alastramento da doença.

    Os pesquisadores, do Institute of Cancer Research, em Londres, Inglaterra, dizem ter identificado uma proteína conhecida como JAK que ajuda as células cancerosas a gerar força necessária para o alastramento.
    Em artigo publicado na revista Cancer Cell, a equipe diz que as células se contraem como músculos para gerar a energia que permitirá que se movam, forçando seu caminho pelo organismo.

    Quando um câncer se espalha – um processo conhecido como metástase – ele se torna mais difícil de tratar, já que tumores secundários tendem a ser mais agressivos.

    Estima-se que 90% das mortes provocadas pelo câncer ocorram após a metástase – o que torna imperativo que o processo de alastramento da doença seja controlado.

    A proteína JAK

    Após estudar substâncias químicas envolvidas no processo de alastramento das células em melanomas – câncer de pele -, a equipe concluiu que as células cancerosas se alastram de duas formas.

    Elas podem forçar sua passagem para fora de um tumor ou o próprio tumor forma corredores por meio dos quais as células podem escapar.

    O líder do estudo, Chris Marshall, disse que ambos os processos são controlados pela mesma substância.

    “Existe um padrão comum de uso da força gerada pelo mesmo mecanismo, uma mesma molécula, chamada JAK”, ele disse.

    A proteína JAK já é conhecida por especialistas que estudam o câncer. Ela já foi, por exemplo, associada à leucemia. Por conta disso, já há drogas sendo desenvolvidas para atuar sobre ela.

    “Nosso novo estudo sugere que essas drogas possam, talvez, interromper também o alastramento do câncer”, disse Marshall.

    “O teste vai ser quando começarmos a ver se qualquer desses agentes vai impedir o alastramento. Estamos pensando em (realizar) testes clínicos nos próximos anos”, acrescentou.

    Desafio

    Uma representante da entidade de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que o grande desafio no tratamento da doença é impedir o alastramento pelo corpo e manter o câncer que já se alastrou sob controle.

    A representante, Lesley Walker, disse: “Descobrir como as células cancerosas podem abrir passagem pelos tecidos, saindo dos tumores primários e se espalhando por outras áreas, dá aos cientistas uma melhor compreensão a respeito de formas de parar o alastramento”.

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  • Droga 16.08.2011 No Comments


    São Paulo- Pesquisadores testam com sucesso uma nova droga capaz de identificar e eliminar qualquer célula do corpo infectada por um vírus.

    A medicação ataca um tipo de material genético produzido apenas pelo invasor e, em tese, funcionaria com qualquer tipo de vírus.
    Em testes, a equipe do dr. Todd Rider, do Massachusetts Institute of Technology, curou ratos com gripe e, em laboratório, eliminou 100% da infecção de células humanas e de outros animais.

    Os testes, que ao todo eliminaram 15 tipos diferentes de vírus, como gripe, H1N1, poliomielite e dengue, foram publicados no jornal científico PLoS One.

    Inspiração celular

    Os vírus são criaturas incapazes de se reproduzir sozinhos: eles precisam usar a estrutura das células, seu “maquinário”, para se multiplicar. Durante esse processo, um tipo especial de RNA é produzido – o chamado dsRNA, que não existe em humanos.

    Como parte de seus sistema normal de defesa contra infecções virais, as células humanas produzem proteínas que se ligam ao dsRNA, disparando uma reação em cadeia que impede que o vírus se replique. No entanto, muitas vezes esse sistema falha, pois o vírus consegue bloquear uma dessas etapas da reação.

    Foi inspirado nesse mecanismo próprio do organismo que os pesquisadores criaram a droga, batizada de DRACOs (Double-stranded RNA Activated Caspase Oligomerizers). Ela combina essa proteína específica que se liga ao dsRNA com outra, que induz a célula à morte.

    O DRACO entra em qualquer célula mas, se não encontra vestígios de dsRNA, vai embora deixando-a ilesa.

    Após o sucesso do teste da gripe em ratos, os pesquisadores pretendem testar “in vivo” outros vírus. A expectativa é que a pesquisa leve à criação de uma droga “universal” contra infecções virais.

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  • A pressão exercida sobre os discos da coluna pelo levantamento excessivo de peso pode danificá-los ao reduzir o fluxo de nutrientes até eles, segundo um estudo feito na Espanha.
    Eles usaram modelos computadorizados dos discos humanos e observaram os efeitos nutricionais e mecânicos da pressão exercida sobre os discos na parte inferior da coluna.

    Este tipo de pesquisa não poderia ser conduzida em seres humanos vivos.

    Estudos anteriores indicavam que 80% da população ativa sofre de dores na parte inferior das costas em algum momento da vida, mas pouco se sabe sobre o processo que degenera os discos da coluna.

    Ácido láctico

    Os especialistas dizem que um nível normal de pressão ajuda a nutrição das células

    Mas a pesquisa feita na Espanha mostra que as pressões excessivas nos discos influenciam negativamente a quantidade de glicose e ácido láctico presentes no disco.

    As células precisam de glicose, mas o excesso de ácido láctico pode ser prejudicial porque ele interrompe a nutrição e pode dar inicio ao processo degenerativo.

    A interrupção do balanço nutricional nos discos pode acarretar em doenças degenerativas.

    Um dos autores do estudo, Jerome Noailly, diz que a pesquisa mostra que os nutrientes podem ser um fator chave para as dores.

    “Se soubermos que a falta de nutrientes está envolvida na aceleração do processo degenerativo e as características de um disco degenerado interrompem a nutrição, isso leva a um aumento do número de células mortas e o tecido dos discos vai se degenerar mais e mais”, disse ele.

    “Assim, para recuperar as funções do disco degenerado, devemos combater o problema da nutrição.”

    “Isso significa restaurar o volume de água e do disco. Um disco degenerado é como uma esponja murcha que precisa voltar a seu tamanho normal”, finaliza.

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  • Câncer, Doenças 10.08.2011 1 Comment

    O Sistema Linfático

    O sistema linfático faz parte da defesa natural do organismo contra infecções. É composto por inúmeros gânglios linfáticos, conectados entre si pelos vasos (canais) linfáticos.

    Os gânglios linfáticos estão situados no pescoço, axilas e virilha. Internamente, são encontrados principalmente no tórax (mediastino) e abdome. As amídalas, o fígado e o baço também fazem parte do sistema linfático.

    Os vasos linfáticos transportam um fluido claro chamado linfa, que circula pelo corpo e contém células chamadas linfócitos. Essas células atuam como defesa contra infecções. Os gânglios linfáticos funcionam como filtros, retirando da circulação restos de células que passam por eles. Se, por exemplo, você tem dor de garganta, poderá notar que os gânglios do seu pescoço poderão estar aumentados. Isso é um sinal de que seu organismo está combatendo a infecção.

    Por motivos ainda desconhecidos, em algum momento os linfócitos agrupados nos gânglios linfáticos começam a multiplicar-se e crescer de forma desordenada. Como resultado dessa desordem, haverá um excesso de produção desse tecido, dando origem a um tipo de câncer denominado linfoma. O linfoma se inicia a partir de linfócitos anormais. Eles podem se espalhar por meio do sistema linfático por muitas áreas do organismo e circular no sangue.

    Gânglios Linfáticos

    São glândulas do tamanho de um grão de feijão que podem ser encontradas em todo o corpo. Acumulam-se em certas áreas como pescoço, axilas, peito, abdome e virilha.

    Linfócitos

    São tipos de glóbulos brancos. Acumula-se nos gânglios linfáticos.

    Vasos Linfáticos

    Conectam os gânglios. Contêm linfa, um fluido que transporta os linfócitos.

    Outros órgãos do corpo que integram o sistema linfático

    Amídalas
    Baço
    Medula óssea (a porção interna macia dos ossos)
    Intestinos
    Pele

    O que é Linfoma?

    Linfomas são cânceres que se iniciam a partir da transformação de um linfócito no sistema linfático. O prefixo “linfo” indica sua origem a partir da transformação de um linfócito, e o sufixo “oma” é derivado da palavra grega que significa “tumor”. Os linfomas o são resultado de um dano ao DNA de uma célula precursora de um linfócito, isto é, uma célula que irá se transformar em linfócito. Esse dano ao DNA ocorre após o nascimento e representa, portanto, uma doença adquirida e não hereditária. Essa alteração ou mutação do DNA do linfócito gera uma transformação maligna: resulta no crescimento descontrolado e excessivo dos linfócitos, que se multiplicam sem controle. O acúmulo dessas células resulta em massas tumorais inicialmente nos linfonodos (gânglios linfáticos), mas com a evolução da doença pode acometer outras regiões do corpo.

    Os linfomas geralmente têm início nos linfonodos (gânglios linfáticos). Por essa razão o linfoma pode se desenvolver em qualquer dos linfonodos contidos e distribuídos nas diversas regiões do corpo: periféricos ou profundos (no tórax e abdome). Em alguns casos, os linfomas podem envolver a medula óssea, bem como outros órgãos tais como sistema nervoso central, testículos, pele, entre outros.

    Causas e fatores de risco

    A incidência anual de linfomas praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento. Verifica-se um aumento aparente de incidência do linfoma em comunidades predominantemente agrícolas. Estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma, porém, em termos quantitativos, a contribuição de tais agentes para o aumento da freqüência do mesmo ainda não foi definida.

    Indivíduos infectados pelos vírus HTLV ou pelo vírus HIV apresentam maior risco de desenvolver linfoma. Há casos ocasionais de manifestações concentradas em uma família, similarmente ao que se verifica em outros tipos de câncer. Verifica-se um aumento na incidência de linfoma em irmãos de pacientes que apresentam a doença. Entretanto, a imensa maioria dos casos da doença ocorre em indivíduos sem fatores de risco identificáveis e a maioria das pessoas com supostos fatores de risco nunca contraem a doença.

    A incidência do linfoma de Hodgkin atinge um pico de 5 a 6 casos/100.000 indivíduos em torno de 20 anos de idade. Essa taxa cai para menos da metade na meia idade e volta a aumentar em freqüência em indivíduos mais idosos. Esse padrão difere entre grupos étnicos. O linfoma de Hodgkin ocorre mais freqüentemente em indivíduos mais jovens (de 10 a 40 anos) de descendência européia, do que naqueles de descendência africana, asiática ou hispânica.

    A incidência do linfoma não-Hodgkin aumenta progressivamente com a idade. Em torno de 4 casos/100.000 indivíduos ocorrem aos 20 anos de idade. A taxa de incidência aumenta 10 vezes, passando para 40 casos/100.000 indivíduos com 60 anos e mais de 20 vezes, chegando a 80 casos/100.000 indivíduos após os 75 anos de idade.

    Linfoma de Hodgkin

    O termo utilizado para descrever essa doença tem contexto histórico. O linfoma de Hodgkin foi assim chamado devido à descrição de vários casos em 1832 por Thomas Hodgkin, os quais foram reconhecidos como uma nova condição maligna que envolve os linfonodos. Foi aproximadamente 40 anos mais tarde que um novo conceito de linfoma (originalmente denominado linfossarcoma), diferente do linfoma de Hodgkin, foi proposto por Virchow, Conheim e Billroth, três proeminentes médicos do final do século XIX.

    Os pacientes com linfoma de Hodgkin, apresentam células características denominadas: células de Reed-Sternberg.

    O linfoma de Hodgkin geralmente se dissemina de uma cadeia para outra de maneira ordenada por meio dos vasos linfáticos, chagando aos gânglios linfáticos (conforme mostra a figura acima).

    Sintomas

    O sintoma inicial mais comum do linfoma de Hodgkin é um aumento indolor dos linfonodos no pescoço, porção superior do peito, interior do peito, axilas, abdome ou virilha. O envolvimento de linfonodos em outros locais ocorre com menor freqüência. Outros sintomas incluem febre, suor, principalmente à noite, perda de peso e coceira. É possível que os pacientes sintam dor nos linfonodos após a ingestão de álcool, um achado incomum, porém, característico do linfoma de Hodgkin. Pode também ocorrer um aumento do baço.

    O médico, após um histórico e exame físico do paciente, se suspeitar da doença, poderá solicitar alguns exames para confirmar a suspeita desse diagnóstico. Essas técnicas podem revelar linfonodos aumentados no peito, no abdome ou em ambos. Massas tumoriais podem ocorrer fora dos linfonodos nos pulmões, ossos ou outros tecidos.

    Diagnóstico

    Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

    Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

    Na maioria dos casos, estes procedimentos incluem tomografia computadorizada ou ressonância magnética. As informações reunidas a partir desses estudos permitem que o “estádio” da doença do paciente seja determinado, conforme segue abaixo:

    Estádio I – representa o envolvimento de um único grupo de linfonodos.

    Estádio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

    Estádio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (músculo que divide o tórax e o abdome).

    Estádio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

    Os quatro estádios do linfoma de Hodgkin podem ser ainda divididos em categorias “A” e “B”. A categoria “A” indica a ausência de febre, suor exagerado e perda de peso. Pacientes que apresentam esses sintomas pertencem à categoria “B”. Por exemplo, o estádio IIB indica que o paciente possui dois grupos vizinhos de linfonodos atingidos pela doença e apresenta febre, suor exagerado e perda de peso.

    A extensão da doença e a presença dos sintomas determinam o tratamento a ser seguido, denominado pelos oncologistas de protocolo. O tratamento da doença envolve quimioterapia e radioterapia, que podem ser mais ou menos extensas de acordo com o estádio da doença.

    Tratamento

    Os passos tomados para se determinar a presença e a extensão do linfoma de Hodgkin são importantes para o diagnóstico e para a avaliação da abordagem terapêutica. O diagnóstico definitivo do linfoma de Hodgkin requer biópsia de um linfonodo envolvido ou de outro local acometido pelo tumor. A avaliação da biópsia denomina-se: anátomo-patológico e após a avaliação do patologista, podemos ter a certeza do diagnóstico da doença.

    Para definir a extensão da doença são necessários vários exames que os oncologistas denominam estadiamento. Estes exames definem a localização e a distribuição dos linfonodos aumentados, bem como um possível envolvimento de outros órgãos além dos linfonodos.

    O objetivo do tratamento é a cura do paciente. O protocolo utilizado de acordo com o estádio da doença é estudado para que o paciente alcance a cura. A quimioterapia é utilizada em conjunto com a radioterapia.

    Radioterapia: a radiação é gerada por aparelhos especiais que produzem raios de alta energia capazes de matar as células tumorais. A proteção dos órgãos não envolvidos, como os pulmões e o fígado, minimiza os efeitos colaterais. Além disso, melhorias contínuas dos dispositivos que geram a radiação permitem focar mais precisamente as áreas a serem tratadas. Ela é geralmente feita em grandes áreas delimitadas, denominada campos. Os campos são definidos de forma que tanto os linfonodos doentes como os vizinhos sejam tratados. Esses campos são denominados “manto” para designar o pescoço e o peito; “abdominal” quando se referem à porção inferior do peito e superior do abdome; e “pélvico” quando se referem à porção inferior do abdome e a virilha.

    Quimioterapia: é um conjunto de drogas que são escolhidas e utilizadas para que haja maior destruição das células doentes visando maior índice de cura ao paciente. Como dito anteriormente, o protocolo utilizado depende do estádio da doença.

    Prognóstico

    A eficácia da terapia depende da idade do paciente e da extensão (estádio) da doença. Uma grande proporção dos pacientes se cura após o tratamento inicial. Para aquela pequena porcentagem que apresenta recidiva da doença, um segundo tratamento com radioterapia ou quimioterapia geralmente é bem-sucedido. Esses pacientes podem se curar ou apresentar longos períodos sem a doença após o segundo tratamento.

    Em pacientes com evidência de doença progressiva, o uso de infusões de células-tronco da medula óssea autóloga (transplante autólogo de medula óssea) permite a aplicação de quimioterapia mais intensiva com re-infusão da medula óssea, podendo curar a doença.

    Mais de 75% dos pacientes com diagnóstico de linfoma de Hodgkin podem ser curados por meio das abordagens atuais de tratamento.

    Uma das características importantes do linfoma de Hodgkin é o comprometimento do funcionamento do sistema imunológico. As células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T, não reagem normalmente. Isso pode fazer com que os pacientes se tornem suscetíveis a certos tipos de infecção. Os efeitos da radioterapia e da quimioterapia podem aumentar essa suscetibilidade, já que esses tratamentos colaboram para a supressão do sistema imunológico.

    As melhorias no tratamento do linfoma de Hodgkin, a maior consciência em relação ao risco de doenças infecciosas e uma melhor terapia antimicrobiana disponível tornaram as complicações infecciosas menos problemáticas para os pacientes. A função imunológica dos pacientes costuma melhorar após a cura, fazendo com que o risco de complicações infecciosas graves ou pouco comuns diminua durante o período pós-tratamento.

    Linfoma não-Hodgkin

    Existem trinta ou mais subtipos de linfomas específicos, mas para simplificar a classificação muitos oncologistas agrupam os vários subtipos de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo). Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, pode-se determinar a possibilidade de progressão lenta ou rápida e os tipos de terapia necessários a esses subtipos.

    A classificação dos tipos específicos de linfoma leva em consideração o padrão da biópsia do linfonodo feita ao microscópio e o tipo celular predominante dos linfócitos (T ou B).

    Sinais e Sintomas Comuns

    Muitos pacientes costumam notar linfonodos aumentados no pescoço, axilas ou virilha. Esse aumento dos linfonodos é menos freqüente próximo às orelhas, cotovelo, na garganta ou próximo às amídalas.

    Raramente, a doença pode se iniciar em outro local, como ossos, pulmões ou pele. Nesses casos, os pacientes costumam apresentar sintomas referentes ao envolvimento local, como dor óssea, tosse, dor no peito, erupções ou nódulos na pele.

    Os pacienteS podem também apresentar sintomas inespecíficos como febre, calafrios, suor exagerado (principalmente à noite), fadiga, perda de apetite ou perda de peso e durante o exame médico, pode ser percebido o baço aumentado.

    Em alguns casos, é possível que a doença seja descoberta somente durante um exame médico “de rotina” ou enquanto o paciente esteja sob tratamento de uma condição não relacionada.

    Fatores de Risco

    Os fatores que provocam o linfoma ainda são desconhecidos, mas há muitas pesquisas em andamento em relação às causas dessa doença. O risco pode ser mais alto para indivíduos que:

    1. Apresentam, alguma doença que enfraquece seu sistema imunológico ao nascer: denominadas imunodeficiências congênitas ou posteriormente como a infecção pelo HIV.

    2. Tomam medicamentos devido ao transplante de órgãos.

    3. Sejam do sexo masculino, uma vez que a incidência do Linfoma não-Hodgkin é mais comum em homens do que em mulheres.

    4. O trabalho com produtos químicos inseticidas e herbicidas pode aumentar o risco de linfoma não-Hodgkin.

    É importante salientar que muitos indivíduos com linfoma não se incluem nesses grupos de risco, e também que a maioria dos que se encontram nesses grupos nunca desenvolve a doença.

    Diagnóstico

    Na maioria das vezes, linfonodos aumentados significam geralmente uma reação a uma infecção e não são sinônimos de câncer. O médico pode suspeitar de linfoma e encontrar linfonodos aumentados durante um exame físico ou um teste de diagnóstico por imagem (por exemplo, raios-X do peito) sem que haja uma explicação para o aumento, como, por exemplo, uma infecção na região.

    O diagnóstico deve ser estabelecido através da biópsia de um linfonodo ou de outro órgão envolvido, como osso, pulmão, fígado ou outros tecidos.

    Em alguns casos, o diagnóstico pode ser feito a partir de células do linfoma na medula óssea (mielograma), obtidas como parte de uma avaliação diagnóstica inicial.

    A biópsia do gânglio geralmente pode ser realizada sob anestesia local. Ocasionalmente uma cirurgia do peito ou do abdome pode ser utilizada para o diagnóstico. A biópsia cirúrgica requer anestesia geral. No entanto, abordagens mais recentes utilizando a laparoscopia permitem que sejam feitas biópsias no interior de cavidades do corpo, sem grandes incisões e manipulações.

    Após a biópsia, o tecido é preparado e examinado microscopicamente por um patologista, para que o padrão das anormalidades do tecido e o tipo de células envolvidas sejam analisados e a agressividade do tumor.

    O tecido da biópsia deve ser estudado por imunohistoquímica para que se obtenham evidências adicionais do tipo de linfoma, isto é se trata-se de um linfoma do tipo T, B ou NK.

    O tecido também pode ser estudado para verificar se anormalidades cromossômicas estão presentes. Esse tipo de exame é conhecido como citogenética.

    Esses exames denomidados imunuhistoquímica e citogenética são importantes na identificação do tipo específico de linfoma, auxiliando na escolha do protocolo (grupo de medicamentos) a serem utilizadas no tratamento.

    Se a biópsia determinar o diagnóstico de linfoma, há necessidade de avaliar a extensão da doença, que denominamos estadiamento: radiografia de tórax, ultra-som e tomografia computadorizada do abdome, cintilografia óssea e biópsia da medula óssea realizada sob de anestesia local, com punção no osso bacia, a fim de obter uma alíquota de medula óssea para ser examinado ao microscópio.

    Tratamento

    Os tratamentos utilizados no tratamento do linfoma não-Hodgkin são, geralmente, quimioterapia e radioterapia. O paciente poderá ser submetido a um ou outro, ou até mesmo à combinação dos dois tratamentos.

    O plano de tratamento definido pelo seu médico dependerá de vários fatores, como seu histórico médico, a localização dos gânglios aumentados, o estadiamento da doença e o seu estado geral de saúde.

    Cada organismo responde ao tratamento de forma individual. Por essa razão, algumas vezes o médico irá propor ao paciente o tratamento denominado protocolo, que determina o tipo de tratamento que o paciente irá receber. O diagnóstico com base na biópsia e no estadiamento fornece informações muito importantes para o planejamento do tratamento a ser proposto pelo médico. O tipo específico de linfoma (de células T ou B) e a localização dos linfonodos ou órgãos envolvidos são fatores determinantes para a seleção dos medicamentos e para a duração do tratamento.

    O médico e equipe multidisciplinar darão instruções específicas sobre cuidados a serem tomados com o uso da quimioterapia e/ou radioterapia assim como os possíveis efeitos colaterais que poderão surgir durante a terapia.

    Linfoma Cutâneo de células T

    O linfoma cutâneo de células T é uma enfermidade dos linfócitos T. O linfoma cutâneo de células T habitualmente se desenvolve lentamente em períodos de vários anos. Nas etapas iniciais o paciente pode sentir coceiras na pele e apresentando áreas secas e escuras.

    À medida que a enfermidade avança, podem aparecer tumores na pele, uma condição clínica chamada de micose fungóide.

    Quanto maior a área cutânea afetada pela enfermidade, maior é a possibilidade de que a pele seja infectada. A enfermidade pode se disseminar para os nódulos linfáticos e a outros órgãos do corpo, como baço, pulmões e fígado. Quando um número elevado de células tumorais é encontrado nos linfonodos, essa condição é denominada de Síndrome de Sézary.

    O paciente que apresenta sintomas de linfoma cutâneo deve consultar um médico para a realização de uma biópsia (retirada de uma parte crescida da pele para ser observada no microscópio).

    Prognóstico e Tratamento

    A probabilidade de recuperação e a escolha pelo tratamento ideal dependerão do estágio em que se encontra a enfermidade, na pele ou se já foi disseminada para outras partes do corpo e seu estado de saúde em geral.

    Outros cânceres

    Existem muitos tipos de câncer que se originam na pele. O mais comum é o câncer de células basais e o câncer de células escamosas e o chamado melanoma. O Sarcoma de Kaposi é um tipo pouco comum de câncer que ocorre com mais freqüência na pele, mas acomete comumente pacientes com aids.

    Etapas do linfoma cutâneo de células T

    Uma vez detectado o linfoma cutâneo de células T, serão necessários mais exames para determinar se as células cancerosas já foram disseminadas para outras partes do corpo. Esse processo é conhecido como “classificação por etapas”. O médico necessita saber a etapa em que se encontra a enfermidade para planejar o tratamento adequado. Para a classificação do linfoma cutâneo de células T, as seguintes etapas devem ser empregadas:

    – Etapa I: o linfoma afeta somente algumas partes da pele, as quais apresentam partes roxas, secas e escamosas. Tumores não são verificados e os nódulos linfáticos estão em seu tamanho normal.

    – Etapa II: pode ser verificada qualquer das seguintes situações
    – A pele apresenta partes roxas, escamosas, mas tumores ainda não são verificados. Os nódulos linfáticos estão maiores do que o normal e não contêm células cancerosas.
    – A pele apresenta tumores. Os nódulos linfáticos estão normais ou maiores do que o normal e não contêm células cancerosas.

    – Etapa III: quase toda a pele está roxa, seca e escamosa. Os nódulos linfáticos estão normais ou maiores que o normal e não apresentam células cancerosas.

    – Etapa IV: Além de toda a pele estar comprometida, alguma das seguintes situações são observadas

    – Células cancerosas são encontradas nos nódulos linfáticos.

    – O câncer já está disseminado para outros órgãos, como fígado e pulmão.

    – Recorrente: significa que o câncer voltou após ter sido tratado, denominamos esse aspecto da doença de recidiva.

    Tratamento do linfoma cutâneo de células T

    O tratamento pode ser utilizado com sucesso no linfoma cutâneo de células T, dependendo do da classificação há três tipos de tratamentos que podem ser empregados:

    – Radioterapia: uso de raios de alta energia para eliminar células cancerosas.

    – Quimioterapia: uso de medicamentos para destruir as células cancerosas.

    – Fototerapia: uso de luz e medicamentos especiais para fazer com que as células cancerosas fiquem mais sensíveis à luz.

    A radioterapia consiste no uso de raios de alta energia para destruir células cancerosas, reduzindo o tamanho dos tumores. Para o tratamento do linfoma cutâneo de células T, geralmente se utilizam raios especiais de pequenas partículas chamadas elétrons, que são aplicados em toda a pele.

    A quimioterapia consiste no uso de medicamentos para destruir as células cancerosas.
    A quimioterapia administrada pode ser sistêmica, onde o medicamento entra na corrente sangüínea, viaja através do corpo e elimina células cancerosas, podendo ser administrada por via oral, intravenosa ou intramuscular.

    No linfoma cutâneo de células T, os medicamentos quimioterápicos podem também ser administrados em forma de creme ou loção, quando a doença é localizada, com a aplicação diretamente na pele, chamada de quimioterapia tópica.

    A fototerapia consiste no uso de luz para eliminar as células cancerosas na pele. O paciente recebe um medicamento que torna as células cancerosas tornem-se sensíveis à luz e, em seguida, é focada uma luz especial sobre as células cancerosas para eliminá-las.

    O transplante alogênico de medula óssea é usado na substituição da medula óssea afetada por uma medula óssea sã. O procedimento consiste na destruição da medula óssea do paciente com doses elevadas de quimioterapia, com ou sem radioterapia. Em seguida, a medula de um doador é transplantada. O paciente recebe a medula do doador por meio de infusão endovenosa.

    No transplante autólogo de medula óssea a medula óssea do paciente é coletada e tratada com medicamentos para eliminar as células cancerosas. Em seguida, a medula é congelada e conservada. O paciente recebe, então, doses elevadas de quimioterapia, com ou sem radioterapia, para destruir o restante de sua própria medula. Após esse procedimento, a medula conservada é descongelada e infundida no paciente substituindo, então, sua a medula óssea.

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa I: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica.
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Provas clínicas de fototerapia
    6 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa II: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa III: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    2 – Radioterapia
    3 – Quimioterapia tópica
    4 – Terapia local
    5 – Quimioterapia sistêmica com ou sem terapia da pele
    6 – Quimioterapia para micose fungóide e Síndrome de Sézary
    7 – Fotoquimioterapia extracorporal
    8 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica
    9 – Retinóides

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Etapa IV: o tratamento pode ser um dos seguintes:

    1 – Quimioterapia sistêmica
    2 – Quimioterapia tópica
    3 – Radioterapia
    4 – Fototerapia com ou sem terapia biológica
    5 – Quimioterapia para micose fungóide e Síndrome de Sézary
    6 – Fotoquimioterapia corporal
    7 – Interferon Alfa ou Interferon Alfa combinado com terapia tópica
    8 – Terapia de anticorpos monoclonais
    9 – Retinóides

    Linfoma Cutâneo de Células T:
    Recorrente: o tratamento dependerá de vários fatores, incluindo o tipo de tratamento previamente recebido. Dependendo da condição do paciente, ele poderá receber qualquer tratamentos citados anteriormente, isolados ou em combinação.

    Fatores que influenciam o tratamento

    1) Tipo de Linfoma – Trinta ou mais subtipos de linfomas específicos foram categorizados. Para simplificar a classificação, são agrupados de acordo com a velocidade média de crescimento e progressão do linfoma: muito lentamente (baixo grau) ou muito rapidamente (alto grau ou agressivo) e em relação ao padrão predominante microscópico do linfonodo biopsiado em relação aos lifócitos: T ou B. Graças ao conhecimento da maneira pela qual os tipos específicos de linfoma progridem, lenta ou rapidamente, bem como o tipo celular predominante, o tratamento escolhido é aquele com maior chance de cura.

    2) Estádios da doença (determinação de sua extensão) – Após a confirmação do diagnóstico, a extensão da doença deve ser determinada. Isso é denominado estádio ou estadiamento. Técnicas de imagem, como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, são utilizadas para procurar linfonodos que podem estar aumentados em tórax ou abdome. Uma punção da medula óssea denominada mielograma é realizada para determinar se há presença de células do linfoma naquele território.

    Uma punção lombar e/ou a obtenção de imagem do cérebro ou da coluna vertebral pode ser requerida em casos em que o tipo de linfoma ou os sintomas do paciente sugerem que o sistema nervoso central (cérebro ou medula espinhal) possa estar afetado. Após a realização de todos os exames, o médico determina quais são as áreas envolvidas pela doença e determina o tipo e a duração do tratamento.

    O linfoma não-Hodgkin é classificado em 4 estádios:

    Estádio I
    Quando há envolvimento de um grupo de gânglios linfáticos em uma área restrita do corpo, ou quando um único órgão ou local é afetado sem o envolvimento de gânglios linfáticos.

    Estádio II
    Quando há envolvimento de mais de um grupo de gânglios linfáticos, acima ou abaixo do diafragma, ou quando está afetado um único órgão ou local com gânglios linfáticos adjacentes do mesmo lado do diafragma.

    Estádio III
    Quando há envolvimento de gânglios linfáticos, várias localizações, podendo ser no mesmo lado do diafragma. Quando há envolvimento de gânglios do mediastino (dentro do tórax).

    Estádio IV
    Quando estão afetados além dos gânglios outros órgãos não considerados gânglios denominados extranodais como medula óssea, osso, coluna vertebral, sistema nervoso central.

    3) Tipo de células – O tipo de células do linfoma (relacionadas às células T, B ou NK) pode fornecer ao médico a escolha do tratamento a ser utilizado. Essa classificação celular é feita por meio de imunohistoquímica realizada pelo patologista. As técnicas de diagnóstico molecular (citogenética) definem translocações específicas das células doentes.
    A agressividade do linfoma bem como a resposta ao tratamento é definida a partir da determinação do tipo celular da doença.

    4) Envolvimento extranoda – A abordagem terapêutica geralmente é afetada quando há envolvimento de órgãos externos aos linfonodos. Se o Sistema Nervoso Central, fígado ou ossos estiverem envolvidos, por exemplo, a abordagem terapêutica deve levar em consideração essas áreas externas aos linfonodos.

    5) Idade – A idade avançada do paciente (mais de 60 anos) e as condições médicas coexistentes são também importantes pontos a serem considerados.

    6) Sintomas associados – A presença de reações ao linfoma também define a abordagem terapêutica. Fatores como febre, suor exagerado e perda de peso de mais de 10% do peso corporal, podem definir o tipo de tratamento a ser escolhido pelo médico.

    Objetivos do Tratamento

    O objetivo do tratamento é a destruição das células malignas, induzindo à remissão completa, ou seja, o desaparecimento de todas as evidências da doença.

    A remissão é atingida na grande maioria dos pacientes, por essa razão é uma doença com altas chances de cura. A quimioterapia é o principal tratamento utilizado para a cura dos pacientes portadores de linfoma não-hodgkin.

    Nos linfomas denominados indolentes, isto é, de crescimento muito lento, o tratamento de escolha é para manter a doença controlada por muitos anos, e o paciente pode permanecer com uma boa qualidade de vida.

    O período de tratamento pode ser longo, mas a maior parte da terapia é administrada em regimes ambulatoriais: o paciente visita periodicamente o médico e recebe as medicações no ambulatório e retorna para casa e suas atividades rotineiras.

    Se houver febre ou outros sintomas de infecção, no entanto, pode ser necessária a hospitalização para administração de antibióticos.

    Diferente do linfoma de Hodgkin, a radioterapia é utilizada com menos freqüência como única ou principal terapia para os linfomas não-Hodgkin. Ela pode, no entanto, ser uma forma de tratamento auxiliar muito importante em alguns casos.

    Além dos tratamentos citados, a imunoterapia e o transplante de células-tronco hematopoéticas podem também ser opções de tratamento do linfoma não-Hodgkin.

    Recidiva

    A recidiva (reincidência) do linfoma, meses ou anos após o tratamento, pode ocorrer em alguns pacientes. Nesses casos, um tratamento adicional é freqüentemente bem sucedido no restabelecimento da remissão. Existem tantas drogas e abordagens diferentes para o tratamento do linfoma que o médico possui muitas possibilidades terapêuticas para oferecer ao paciente que mesmo após recidiva pode ser curado. Se a recidiva ocorrer muito tempo após o tratamento, os mesmos quimioterápicos ou agentes similares podem ser efetivos. Em outros casos novas abordagens podem ser utilizadas.

    Efeitos Colaterais do Tratamento

    Os efeitos colaterais dependem de vários fatores: da intensidade, da combinação e do tipo de quimioterapia, da localização da radioterapia, da idade do paciente e de condições médicas coexistentes (por exemplo, diabetes mellitus e doenças renais).

    Os principais efeitos colaterais durante o tratamento são:

    1. Diminuição da formação das células do sangue: baixas contagens de células sangüíneas podem ocorrer em pacientes tratados com quimioterapia, levando a anemia, neutropenia (queda dos glóbulos brancos) e plaquetopenia (queda no número de plaquetas que tem como principal função a coagulação do sangue).

    Transfusões de sangue e plaquetas podem ser necessárias para esses pacientes. Se a diminuição do número de glóbulos brancos for severa e prolongada, há maior risco de infecção, requerendo tratamento com antibióticos.

    Algumas vezes, as doses da quimioterapia ou o intervalo entre os ciclos quimioterápicos precisam ser alterados para permitir que as células sangüíneas do paciente se recuperem dos efeitos do tratamento.

    2. Efeitos orais e gastrointestinais: feridas na boca, náusea, vômitos, diarréia, constipação intestinal.

    3. Efeitos renais e urológicos: irritação da bexiga e sangue na urina, alteração na função renal.

    4. Outros efeitos: fadiga, erupções na pele, perda de cabelo, fraqueza, sensações de formigamento nas mãos e pés e outros efeitos. Esses efeitos dependem do tipo de medicação, da dose utilizada e da suscetibilidade do paciente.

    Embora tal quadro pareça desanimador, a maioria dos pacientes apresenta poucos efeitos colaterais sérios. Quando os efeitos colaterais ocorrem, costumam ser de curta duração e desaparecem 2 a 3 dias após a infusão da quimioterapia.

    Nos últimos anos, novas drogas aumentaram as possibilidades de controle dos efeitos colaterais como náuseas e vômitos, que podem ser muito desagradáveis para alguns pacientes. Na maioria dos casos os benefícios do tratamento, ou seja, a remissão e a grande possibilidade de cura, compensam os riscos, o desconforto e o incômodo.

    Por essa razão converse sempre com seu médico a respeito do tratamento, efeitos colaterais e chances de cura.

    Há também na maioria dos serviços que tratam pacientes portadores de câncer, uma equipe multidisciplinar composta de enfermeira, psicóloga, assistente social, nutricionista, que também podem sempre auxiliar o paciente durante seu tratamento.

    Os efeitos colaterais após tratamento:

    1. Perda da Fertilidade: os pacientes podem ter a fertilidade diminuída após o tratamento. O risco de infertilidade varia de acordo com a natureza do tratamento, dependendo do tipo e quantidade de quimioterapia e da idade. Homens com risco de infertilidade podem considerar a utilização de bancos de esperma. Mulheres que apresentam problemas nos ovários após o tratamento apresentam menopausa precoce e necessitam de terapia de reposição hormonal.

    Quando uma criança é gerada após um dos parceiros ou ambos tiverem recebido tratamento contra o câncer, a incidência de aborto e as doenças que os filhos apresentam, inclusive o câncer, são idênticas aquelas geradas de casais que não receberam esse tipo de tratamento.

    2. Existe um risco aumentado de câncer secundário em pacientes tratados dos linfomas de Hogdkin e não – Hogdkin. A exposição à quimioterapia tem sido associada com um aumento da incidência da leucemia mielóide aguda.

    Aspectos Emocionais

    O diagnóstico de linfoma pode provocar uma resposta emocional profunda aos pacientes, membros de sua família e amigos. Negação, depressão, desespero e medo são reações comuns.

    O não entendimento do que está acontecendo, o desconhecido, o que acontecerá a seguir, são temas que os pacientes devem discutir a fundo e freqüentemente com suas famílias, médicos e enfermeiras. O estresse emocional pode ser agravado por dificuldades no trabalho, nos negócios ou na interação com a família e os amigos. Explicações abrangentes, abordando perspectivas de remissão e planos de tratamento, podem trazer alívio em termos emocionais, auxiliando o paciente a focar-se no tratamento que tem pela frente e nas perspectivas de recuperação.

    Membros da família ou entes queridos podem ter perguntas a respeito da quimioterapia e de métodos alternativos de tratamento. É melhor conversar diretamente com o médico a respeito de todas as dúvidas em relação ao tratamento. Os problemas e reações devem ser discutidos com os profissionais de saúde, que compreendem a complexidade das emoções e as necessidades especiais daqueles que convivem com o linfoma.

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