• O café é uma das bebidas mais consumidas ao redor do mundo. São poucas as pessoas que não degustam ao menos uma xícara logo pela manhã para acordar, depois do almoço ou durante o expediente. No entanto, pouca gente sabe que doses moderadas da bebida podem trazer muitos benefícios à saúde, além do simples prazer da degustação.

    Os estudiosos já consideram o café como um alimento funcional, que previne doenças, ou até mesmo nutracêutico, ou seja, proporciona benefícios tanto para a manutenção da saúde como também para fins terapêuticos, incluindo o tratamento de doenças.

    E não é só de cafeína que o café é composto. Ele ainda é rico em sais minerais, como potássio, cálcio, zinco, ferro e magnésio, contém vitamina B, umas grande quantidade de ácidos clorogênicos, antioxidantes naturais e nutrientes que ajudam na prevenção da depressão e suas consequências, tais como o tabagismo, alcoolismo e consumo de drogas. Essas substâncias estão presentes em uma proporção de 7% a 10%, isto é, de 3 a 5 vezes mais que a cafeína, com um índice que vai de 1% a 2,5%.

    Os especialistas recomendam o consumo de 3 a 4 xícaras diárias de café, o que representa cerca de 500 mg de cafeína, o que estimula a atenção, concentração, memória e aprendizado. O consumo diário e moderado pelos adultos pode ainda auxiliar no combate à depressão, a quarta maior causa de morte no mundo nos dias atuais, que pode chegar a ser a segunda até 2020, conforme informações da OMS.

    Estudiosos da Universidade de Harvard também concluíram que o consumo de cerca de 6 xícaras de café por dia pode diminuir risco de desenvolvimento do diabetes tipo 2 em 28%, devido aos antioxidantes, que ajudam a controlar o dano causado às células que contribuem para o desenvolvimento da doença. Os antioxidantes, aliás, também são substâncias que combatem a temida celulite. Um estudo feito na Universidade de Vanderbilt provou que homens que bebem café regularmente previnem-se em 80% do desenvolvimento do mal de Parkinson. A bebida ainda reduz o colesterol, auxilia no combate de doenças coronárias, no processo de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de cólon e o do reto

    .

    Existem ainda estudos recentes que indicam que algumas substâncias presentes no café podem ajudar a prevenir demências e o Alzheimer. A revista médica norte-americana Neurology indica, ainda, que a cafeína retarda a deterioração mental em mulheres idosas. A bebida atua sobre a memória de portadores de doenças degenerativas porque a cafeína age como um estímulo no sistema nervoso central.

    Colocando na balança, os impactos positivos do café parecem superar os negativos, no entanto, deve-se consumir no máximo 6 xícaras da bebida por dia, para não haver saturação de cafeína. O café feito em casa tem de ser ingerido até 15 minutos depois de coado, senão, oxida.

    Tags: , ,

  • Dicas 27.07.2011 No Comments

    Em decorrência de mudanças de temperatura, exercícios físicos ou fatores emocionais – como nervosismo ou estresse –, o corpo sua. Essa quantidade liberada varia ao longo do dia e das estações do ano, mas serve para equilibrar o corpo com o meio externo (de no mínimo 35,5° C a no máximo 36,5° C) e eliminar substâncias tóxicas.
    Cada pessoa tem de 2 a 5 milhões de glândulas atuando nesse processo de transpiração, que é mais frequente nas axilas, mãos, pés, virilha, rosto e couro cabeludo. Elas liberam água (95%) e alguns elementos do sangue (5%), como sal.

    O suor não tem odor, que vem da degradação desse líquido pelas bactérias, cujos lugares preferidos do corpo são os mais úmidos, quentes e escondidos, como as axilas, a virilha e os pés.

    Na pele, os chamados termoreceptores percebem que a temperatura ambiente ou corporal está elevada e avisam o cérebro, que ativa o sistema nervoso simpático, responsável por emitir um sinal para as glândulas sudoríparas.

    Quem bebe muita água não tende a suar mais, mas o contrário ocorre, pois para se preservar o organismo libera menos líquido. Já as pessoas mais gordinhas podem transpirar mais. Entre as técnicas para evitar o suor excessivo, estão o uso de antitranspirantes, toxina botulínica (que tem efeito temporário) e cirurgia.

    Tipos de glândulas
    – Écrinas: são estimuladas pelo calor, regulam a temperatura e produzem uma solução de água e sal. Distribuem-se pelo corpo todo.

    – Apócrinas: são mais estimuladas pela emoção, reúnem uma mistura de proteínas, lipídios e aminoácidos (são mais gordurosas) e concentram-se nas axilas e na virilha. A secreção tem um cheiro forte, resultado da degradação de bactérias. Na puberdade, essas glândulas começam a funcionar e é por isso que aparece um odor intenso.

    Desodorante x antitranspirante

    A venda de antitranspirantes representa 83,5% do mercado e a de desodorantes, 16,5%. Para ser antitranspirante, o produto precisa conter pelo menos 20% do suor, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O máximo da redução chega a 60%.

    Cinco dicas
    1 – Ao usar o antitranspirante, espere secar antes de se vestir, para evitar manchas na roupa e favorecer a ação do produto, que pode ser em roll on, spray ou talco.

    2 – Sempre passe desodorante ou antitranspirante com o corpo seco, para evitar alergias e melhorar o resultado.

    3 – Em momentos de nervosismo, você pode usar um antitranspirante para suar menos.

    4 – Se seu produto for do tipo aerossol, afaste-o a uma distância segura de 15 cm para evitar queimaduras na pele.

    5 – Agite bem antes de aplicar os produtos, para poder fazer efeito e não entupir a embalagem.

    Alimentos
    Produtos termogênicos, riquíssimos em carboidratos, são “bombas de suor”, pois elevam a temperatura do corpo e fazem com que o metabolismo se acelere na digestão.

    Alguns exemplos:

    – Pimenta

    – Feijoada e tutu de feijão

    – Churrasco

    – Café, chá mate e refrigerante de cola

    Roupas

    Antes de usar um tecido, observe se ele é arejado ou não. Os que permitem a passagem do ar (como algodão e linho) facilitam muito a vida de quem costuma suar.

    Já os supersintéticos, impermeáveis ou plásticos (como poliéster e nylon) são mais complicados. Quanto mais fechado for o tecido, mais difícil será para o corpo se resfriar. Ele, então, fica abafado e transpira mais.

    Fonte:Bem Estar

    Tags: ,

  • Especialistas britânicos e noruegueses concluíram que remédios para dor diminuíram significamente sintomas como agitação e comportamento agressivo, comuns em pessoas que sofrem da condição.
    Tendo em vista os resultados do trabalho, a Alzheimer’s Society – entidade britânica que promove pesquisas sobre várias formas de demência e oferece suporte a pacientes e profissionais – quer que os médicos passem a considerar outros tratamentos para aliviar esse tipo de sintoma em seus pacientes.

    Os autores do trabalho acreditam que a descoberta pode ajudar pacientes com demência a conviver melhor com a condição.

    O estudo foi publicado no site da revista científica British Medical Journal (BMJ).

    Comunicação

    Segundo especialistas, anualmente, na Grã-Bretanha, cerca de 150 mil pacientes com demência que apresentam sintomas como agitação e agressividade são tratados com antipsicóticos.

    Esses remédios têm um poderoso efeito sedativo e podem piorar os sintomas de demência, além de aumentar os riscos de derrames e morte.

    Mas os pesquisadores do Kings College, em Londres, e da Noruega, suspeitavam de que os sintomas poderiam, em alguns casos, resultar de dor (que os pacientes, por causa de sua condição, teriam dificuldade em expressar).

    Eles fizeram um experimento com 352 pacientes com demência grave ou moderada que vivem em lares para idosos na Noruega.

    A metade passou a tomar analgésicos junto com as refeições, os outros continuaram a seguir o tratamento convencional.

    Supervisão

    Após oito semanas, o grupo que tomou analgésicos apresentou uma redução de 17% nos sintomas agitação e agressividade. Esse grau de melhora foi superior ao que se poderia esperar de tratamentos à base de antipsicóticos.

    Os pesquisadores concluíram que, se a dor do paciente for tratada de forma adequada, os médicos poderão reduzir o uso de drogas antipsicóticas.

    O especialista Clive Ballard, diretor de pesquisas da Alzheimer’s Society e um dos autores do estudo, disse que as revelações são importantes.

    No momento, a dor é pouco tratada em pessoas com demência porque é muito difícil reconhecê-la“, disse.

    “Acho que (a descoberta) pode fazer uma grande diferença na vida das pessoas, pode ajudá-las a conviver melhor com a demência”.

    Ballard ressalta, no entanto, que analgésicos devem ser receitados sob supervisão médica.

    A Alzheimer’s Society está publicando novas orientações sobre o assunto, sugerindo a médicos que pensem muito antes de receitar antipsicóticos e que procurem receitar analgésicos.

    A National Care Association – organização britânica que representa entidades que oferecem serviços a idosos e os usuários desses serviços – disse que o estudo ressalta algumas das complexidades da demência.

    “A dor em si já é debilitante, então identificá-la como a causa da agitação e do comportamento agressivo é um grande avanço, que permitirá que cuidemos das pessoas de forma apropriada”, disse a presidente da organização, Nadra Ahmed.

    Fonte:BBC

    Tags: , ,

  • Em Biologia, mutações são mudanças na sequência dos nucleotídeos do material genético de um organismo. Mutações podem ser causadas por erros de copia do material durante a divisão celular, por exposição a radiação ultravioleta ou ionizante, mutagênicos químicos, ou vírus. A célula pode também causar mutações deliberadamente durante processos conhecidos como hipermutação. Em organismos multicelulares, as mutações podem ser divididas entre mutação de linhagem germinativa, que pode ser passada aos descendentes, e mutações somáticas, que não são transmitidas aos descendentes em animais. Em alguns casos, plantas podem transmitir mutações somáticas aos seus descendentes, de forma assexuada ou sexuada (em casos em que as gemas de flores se desenvolvam numa parte que sofreu mutação somática. Assim, essa classificação é pouco eficiente para plantas, se ajustando melhor a animais. Uma nova mutação que não foi herdada de nenhum dos pais é chamada de mutação de novo. A fonte da mutação não se relaciona com seus efeitos, apesar de seus efeitos estarem relacionados com quais células são afetadas pela mutação.

    Mutações geram variações no conjunto de genes da população. Mutações desfavoráveis (ou deletérias) podem ter sua frequência reduzida na população por meio da seleção natural, enquanto mutações favoráveis (benéficas ou vantajosas) podem se acumular, resultando em mudanças evolutivas adaptativas. Por exemplo, uma borboleta pode produzir uma prole com novas mutações. A maioria dessas mutações não terá efeito. No entanto, uma delas pode mudar a cor dos descendentes desse indivíduo, tornando-os mais difíceis (ou fáceis) de serem vistos por predadores. Se essa mudança de cor for vantajosa, a chance dessa borboleta sobreviver e produzir sua própria prole será um pouco maior, e com o tempo o número de borboletas com essa mutação constituir formar uma maior proporção da população.

    Mutações neutras
    São definidas como mutações cujos efeitos não influenciam a aptidão dos indivíduos. Essas mutações podem se acumular ao longo do tempo devido à deriva genética. Acredita-se que a imensa maioria das mutações não tem efeito significativo na aptidão dos organismos. Essa teoria neutralista foi desenvolvida por Motoo Kimura em seu livro “The Neutral Theory of Molecular Evolution“. Além disso, mecanismos de reparo de DNA são capazes de corrigir a maior parte das mudanças antes que elas se tornem mutações permanentes, e muitos organismos têm mecanismos para eliminar células somáticas que sofreram mutações.

    As mutações são consideradas o mecanismo que permite a ação da seleção natural, já que insere a variação genética sobre a qual ela irá agir, fornecendo as novas características vantajosas que sobrevivem e se multiplicam nas gerações subsequentes ou as características deletérias que desaparecem em organismos mais fracos.

    Fonte:Wikipédia

    Tags: ,

  • Não adianta: por mais que você se exercite, algumas regiões continuam flácidas. É o caso do tríceps – o famoso “músculo do tchauzinho” –, da panturrilha e da parte interna da coxa. E essa não é uma preocupação exclusiva feminina ou dos mais gordinhos.

    Segundo o preparador físico , as pessoas começam a perder massa muscular após os 30 anos e acumular gordura nesse espaço. Isso porque os músculos vão se atrofiando se não exercitados.

    O tríceps é mais difícil de ser “domesticado”, porque, quando a pessoa carrega muito peso, ele dói mais que o bíceps, por exemplo. Por isso, é preciso acostumá-lo ao movimento. A parte superior, em geral, é menos treinada que a inferior, motivo pelo qual se torna mais sensível.

    Já a parte interna da coxa, cujo nome oficial é músculo adutor, acaba encostando uma perna na outra na hora de andar de shorts ou minissaia, no caso das mulheres. Algumas, além da malhação, apelam para drenagem linfática na tentativa de enrijecer o local, que junto com o bumbum e a barriga forma o centro de atenção feminina.

    A panturrilha é importante para o sistema circulatório, tanto que é considerada o “coração de baixo”, pois ajuda no trajeto de volta do sangue das pernas para o músculo cardíaco. Para aumentar a massa e a resistência dela, alguns optam por andar de bicicleta, correr, “puxar ferro” ou subir escadas.

    Todos esses músculos são difíceis, mas não impossíveis de serem transformados. A recomendação é mexê-los repetidas vezes, e não precisa ser na academia. Dependendo da profissão de cada um, o trabalho já é um treino e tanto para braços e pernas.

    Tipos de músculos

    A musculatura lenta, de cor mais avermelhada, é menos elástica e aguenta menos peso. É o grupo em que o tríceps se encaixa.

    A rápida, por sua vez, é mais esbranquiçada, elástica e resistente ao peso. Mas, assim que é usada, se cansa. É o caso dos músculos das costas.

    A panturrilha e a região interna da coxa são um misto dos dois tipos de fibras.

    Fonte:Bem Estar

    Tags: , , , ,

  • Droga 16.07.2011 No Comments

    A esclerose múltipla é uma doença autoimune sorrateira, que provoca uma espécie de curto-circuito nervoso. E assim desencapa os neurônios responsáveis pela troca de informações da central de comando com o resto do corpo, comprometendo, em questão de anos ou décadas, funções como a fala, a visão, a memória e a locomoção. Os responsáveis por esse tilt são alguns agentes tresloucados do sistema de defesa, que começam a agredir as bainhas de mielina, capas de gordura que revestem a cauda das células nervosas, e criam lacunas de conexão em sua rede de comunicação. A boa notícia é que o arsenal terapêutico ganha um novo aliado para amenizar os efeitos dessa falha no hardware: uma droga capaz de preservar os fios nervosos encapados.

    O medicamento, testado em 75 mil pacientes mundo afora, traz esperança sobretudo a pessoas com o tipo remitente-recorrente do distúrbio, que representa 85% dos casos e ainda não tem cura. O remédio se chama natalizumabe, um anticorpo injetável desenvolvido pelos laboratórios Biogen Idec, dos Estados Unidos, e Elan, da Irlanda. Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária desde 2008, ele recebeu em 2010 a chancela para integrar as diretrizes terapêuticas da esclerose múltipla reconhecidas pelo Ministério da Saúde e deve ser liberado, em breve, a pacientes do Sistema Único de Saúde. “O natalizumabe tem entre 70 e 80% de eficácia na redução das inflamações do sistema nervoso, contra 30 a 40% dos fármacos convencionais”, atesta o neurologista Rodrigo Thomaz, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

    Segundo ele, pelo menos 200 pessoas já fizeram o tratamento no Brasil, entre elas a atriz Cláudia Rodrigues, que acaba de voltar à TV depois de mais de um ano afastada. A droga concede a indivíduos em estágio mais avançado da doença a oportunidade de não passar o resto da vida em uma cama. “A indicação do remédio, porém, deve acontecer apenas depois de tentativas com a terapia à base de imunomoduladores, as drogas de primeira escolha”, observa Thomaz. Isso porque, apesar de tanto benefício, a terapia com o natalizumabe também prevê riscos, especialmente o de infecções oportunistas graves. “Essa é a razão de ele só ser aplicado em centros de referência em esclerose múltipla, habilitados para monitorar os pacientes”, diz o neuro.

    A esclerose múltipla costuma se manifestar em pessoas na faixa de 20 a 50 anos, principalmente mulheres — e sua origem permanece desconhecida. Na fase inicial, a pessoa pode apresentar problemas de fala e dificuldade de engolir e, com o tempo, vêm a fadiga sem fim e os lapsos de memória. Há ainda relatos de depressão e alterações de humor. Outros sintomas são problemas de bexiga e intestino, visão dupla ou embaçada, falta de equilíbrio e coordenação, rigidez ou formigamento dos membros, além de disfunções sexuais.

    Quando a desordem não é progressiva, o tratamento depende de imunomoduladores, drogas que ajudam a suprimir a sede de ataque das células de defesa malucas. Já nos casos mais agressivos, são usados os imunossupressores, que abalam toda a imunidade do paciente. Há médicos, no entanto, que apostam em outras estratégias de controle. O neurologista Cícero Galli Coimbra, da Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, defende o tratamento com vitamina D. “Quanto mais baixos os níveis dessa molécula, mais ativa é a doença. Ou seja, as crises se tornam frequentes e aumentam o risco de sequelas”, afirma. Para o médico, o déficit da vitamina seria um dos gatilhos do distúrbio.

    No campo das promessas, há o transplante de células-tronco, realizado experimentalmente há dez anos pela equipe do imunologista Júlio Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. “Os primeiros resultados indicam que o procedimento evita o avanço da doença em 70% dos casos”, conta o pesquisador. Segundo a reumatologista Daniela Moraes, da Unidade de Terapia Imunológica da instituição, foram concluídos cerca de 50 transplantes com essa meta. “A doença não regride, mas um paciente que andava de muleta continua andando de muletas”, exemplifica a médica. Um avanço e tanto se pensarmos que seu destino poderia ser uma cama.

    Rede preservada

    O novo remédio natalizumabe neutraliza a ação das células de defesa agressoras ao impedir sua passagem do sangue para o cérebro

    A doença

    Na doença, o sistema imune ataca a bainha de mielina, massa esbranquiçada e gordurosa que reveste a cauda dos neurônios. Isso prejudica ou destrói a comunicação da célula com a sua vizinha. Em larga escala, há um comprometimento do sistema nervoso e da comunicação entre o cérebro e o corpo, afetando funções motoras, sensoriais e cognitivas.

    A droga em ação

    O natalizumabe é injetado na veia e se conecta às células de defesa que atacariam a bainha de mielina. Com essa ligação, os linfócitos não conseguem abandonar os vasos sanguíneos para detonar os nerônios. Isso reduz a inflamação, fenômeno que limita a comunicação entre as células nervosas.

    As células-tronco

    Tratamento reinicializa o sistema imune para que ele não agrida os nervos

    1. O paciente é internado e submetido a sessões de quimioterapia para matar as células do seu sistema imunológico que estavam comprometidas pela doença e atacavam o sistema nervoso.

    2. Células-tronco não afetadas por fatores ambientais são retiradas da medula óssea do indivíduo previamente. São essas unidades que, mais tarde, vão se transformar em células de defesa novinhas em folha, sem aquela memória que as incitaria a mirar os neurônios.

    3. As células, após um período no laboratório, são devolvidas ao paciente e se multiplicam até formar um novo sistema imune, desta vez não agressivo. O tratamento envolve riscos, já que o paciente fica sem imunidade por um tempo, mas sua eficácia chega a 70%. Mesmo depois do procedimento, os pacientes continuam a tomar medicamentos por segurança.

    Fonte:Saúde

  • AIDS, Doenças, HIV 13.07.2011 No Comments

    Dois estudos realizados na África corroboram dados anteriores que mostram que drogas usadas para tratar o HIV podem reduzir o risco de infecção quando administradas diariamente.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que os estudos, revelados em antecipação a uma conferência sobre Aids em Roma, podem ter “impacto enorme” em prevenir a transmissão do HIV.
    “Este é um grande avanço científico que confirma o papel essencial que os remédios antirretrovirais devem desempenhar na resposta à Aids”, disse Michel Sidibé, diretor-executivo do Programa Conjunto da ONU para o HIV/Aids (Unaids).
    Estes estudos podem nos ajudar a atingir o ‘ponto de virada’ na epidemia da Aids.”

    Esperanças futuras

    Um teste realizado pela Universidade de Washington (EUA) seguiu quase 5 mil casais no Quênia e em Uganda, nos quais uma pessoa tinha o HIV e a outra, não.

    A pessoa livre do vírus tomou diariamente um remédio para HIV (tenofovir), uma combinação de duas drogas contra o vírus (tenofovir e emtricitabina) ou um placebo.

    Houve 62% menos infecções pelo HIV no grupo que tomou apenas um remédio, e 73% menos infecções no grupo que tomou a combinação, em comparação com quem tomou o medicamento falso.

    O outro teste, feito pelos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos, seguiu 1,2 mil homens e mulheres heterossexuais sem o HIV no Botsuana. Eles receberam diariamente, em uma única dose, ou uma combinação de comprimidos, ou um placebo.

    No geral, os medicamentos anti-HIV reduziram em 63% o risco de contrair o vírus. Um teste anterior descobriu que a combinação de duas drogas contra o HIV reduzia o risco de infecção em homens gays e bissexuais em 44%.

    Pesquisa divulgada em maio e realizada pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA com 17 mil casais de diversos continentes também apontou uma alta redução nas contaminações após o uso de antirretrovirais.

    No entanto, um estudo semelhante realizado com mulheres sob risco de infecção pelo HIV no Quênia, na Tanzânia e na África do Sul trouxe resultados decepcionantes.

    Novas ferramentas

    A instituição de caridade britânica contra o HIV Terrence Higgins Trust descreveu as recentes descobertas como “genuinamente estimulantes”.

    “Um medicamento (para a Aids a ser tomado) antes da exposição (ao vírus) não estará disponível da noite para o dia, mas nós estamos explorando se essa é uma possibilidade que pode reduzir daqui em diante a transmissão do HIV”, disse à BBC a diretora da instituição, Lisa Power.

    Ela afirmou, no entanto, que as descobertas ainda precisam ser devidamente testadas. “Se você atualmente está tentando evitar o HIV, não desista das camisinhas ainda.”

    A OMS e a Unaids recomendam que, na hora de optar por uma forma de prevenção à Aids, as pessoas tomem decisões com base em técnicas já comprovadas.

    As entidades afirmam que nenhum método protege 100% contra o HIV, e que drogas antirretrovirais para prevenção precisam ser combinadas com outros métodos preventivos, tais como preservativos.

    “Novas ferramentas eficazes para a prevenção contra o HIV são urgentemente necessárias, e esses estudos podem ter enorme impacto em prevenir a transmissão nas relações heterossexuais”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan.

    “A OMS vai trabalhar com os países para usar essas novas descobertas e proteger mais homens e mulheres da infecção pelo HIV”, afirmou.

    Mais detalhes sobre as pesquisas serão apresentadas na reunião em Roma, que ocorre entre 17 e 20 de julho.

    Fonte:BBC

    Tags: ,

  • É difícil encontrar alguém que esteja 100% satisfeito com o próprio corpo. A maioria das pessoas sempre tem alguns quilinhos que quer perder. E a parte mais complicada de ir embora é a gordura localizada, principalmente no abdômen, que resiste a dieta e malhação.
    E não são apenas os pneuzinhos que incomodam: após um grande emagrecimento ou gravidez, a flacidez da pele também. A mulher sofre mais com essa gordura superficial, subcutânea, que é uma reserva natural para que ela consiga gerar filhos e amamentar mesmo em situações extremas.

    É importante prestar atenção na hora de escolher um cirurgião plástico e um anestesista. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, 97% das complicações ocorrem por procedimentos feitos por não especialistas. Também já foram registradas mortes durante ou após intervenções em consultórios, sem o suporte de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Hidrolipo, minilipo, lipolaser e lipo light são vendidas como alternativas à lipoaspiração, mas têm as mesmas indicações e os mesmos riscos. Para o Conselho Federal de Medicina, não existem esses outros termos, e não há uma normatização para cada método.

    Muitas vezes, diferentes nomenclaturas são usadas para burlar as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para realizar uma cirurgia, o local deve ter centro cirúrgico, gerador de energia, carrinho de emergência com desfibrilador para casos de parada cardiorrespiratória, ar-condicionado com filtragem para evitar contaminações e uma sala de recuperação após a anestesia.

    A operação costuma ser uma solução rápida e temporária, que deve ser acompanhada de reeducação alimentar e exercício físico. Outra questão importante é se, depois disso, a pele ficará uniforme ou com contornos irregulares.

    Para fazer a lipoaspiração, o indivíduo precisa ter uma boa elasticidade da pele e não pode estar muito acima do peso: o índice de massa corporal (IMC) deve estar em média entre 25 e 28. A plástica, se for necessária, retira o excesso de pele deixado pela lipo.

    A lipoescultura envolve mais detalhes, modelagens e cânulas mais finas. Depois do procedimento, o paciente deve usar cintas ou macaquinhos, fazer drenagem linfática e exercícios. É recomendado, ainda, que as mulheres não usem calças muito baixas e apertadas, para não evidenciar ainda mais os pneuzinhos.

    Fonte:G1

    Tags: ,

  • É muito comum, neste período de férias de julho, crianças e adolescentes se unirem com suas turmas para diversas atividades (balada, jogar conversa fora, namorar ou praticar atividade física). Esse é um momento fértil para estimular entre os mais jovens a prática do exercício de forma social, esportiva e emocional.

    A atividade física para o jovem, além de propiciar o aumento da força, resistência muscular, agilidade, flexibilidade e condição cardiorrespiratória, melhora a composição corporal e diminui o percentual de gordura, ajudando a evitar a obesidade.

    Além disso, a prática esportiva ensina o jovem a conviver em grupo, a ter disciplina, afastar-se das drogas, superar-se e resolver problemas e dificuldades.

    Como consultor de atividade física do Bem Estar, recomendo a todos os jovens em férias que abram um espaço para o exercício, mesmo que seja sob a forma de diversão e brincadeiras, como um jogo de futebol, uma roda de amigos, um bambolê, uma peteca, enfim…o que a criatividade de vocês permitirem, e a vontade do grupo prevalecer.

    Suar também aumenta a energia e o vigor para retomar seu semestre escolar e demais compromissos com mais disposição. O videogame deve ser usado em menor escala, para que sua saúde e forma física deem um upgrade.

    Fonte:Bem estar

    Tags:


  • Humanos com o dobro de músculos: culpa de uma mutação genética

    Um bebê capaz de ficar em pé dois dias depois de nascer;  um garotinho que, antes dos 5 anos, aguentava halteres de 3kg com o braço esticado.

    Esses são os dois únicos casos registrados em humanos de uma mutação famosa por dobrar ou até mesmo triplicar a massa muscular também em  vacas, ratos, ovelhas e cachorros.

    A mutação que dá músculos super definidos e, muitas vezes, uma agilidade superior a quem a possui ocorre no gene responsável pela produção da proteína myostatin (MSTN), que inibe o crescimento muscular. Na sua ausência, portanto, os músculos podem crescer muito mais.

    “A relação entre ganho muscular e as mutações do chamado gene MSTN é conhecida desde 1997, mas a relação direta entre a força e a mutação só ficou clara um pouco depois, com a descoberta de humanos e cachorros que a apresentavam”, explica a Dra. Anneleen Stinckens, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.

    No mês passado, ela e seus colegas publicaram uma extensa revisão das informações sobre as mutações do gene. Eles avaliaram os casos encontrados em humanos e também as pesquisas feitas em peixes que, modificados, passaram a ter até 45% mais músculos.

    À INFO Online, a Dra. Anneleen explicou um pouco mais sobre a curiosa mutação, os casos encontrados em humanos e os possíveis usos ou riscos associados a ela.

    INFO OnlineComo uma mutação em uma proteína pode afetar tanto um organismo?

    Anneleen Stinckens- Apesar de muitas proteínas terem papel na estimulação do desenvolvimento da massa muscular, somente a myostatin tem papel inibidor. Assim, a ausência ou diminuição dessa proteína devido a mutações no gene tem um efeito direto na massa muscular.

    Em quantas espécies essa mutação já foi observada?

    Em gado, ratos, humanos, ovelhas e cachorros ela ocorre naturalmente. Em peixes, embora nunca tenhamos visto uma ocorrer na natureza, é possível induzí-la. Peixes transgênicos já foram criados para servir de modelo para pesquisas.

    E os casos em humanos?

    Só conseguimos achar informações sobre dois garotos com a deficiência na proteína. O primeiro, um alemão,  tinha músculos protuberantes nas coxas e bíceps logo que nasceu. Antes dos cinco anos, ele podia segurar mais de três quilos com os braços estendidos. Seus músculos são o dobro do tamanho dos de outras crianças de sua idade e ele possui apenas metade da gordura corporal. Sua mãe era relativamente musculosa, já seu tio e três outros parentes próximos homens eram também incomumente fortes.

    O segundo garoto com uma condição parecida é Liam Hoekstra. Ele é uma criança de Michigan  e seu corpo produz níveis normais da proteína, porém acredita-se que um defeito em seus receptores impeça que ela aja adequadamente nas células musculares. Ele tem 40% a mais de músculos do que o normal, muita força, agilidade, metabolismo super acelerado e quase nenhuma gordura corporal. Ele nasceu prematuro, de oito meses, e apenas dois dias após o nascimento podia se sustentar de pé e aguentar seu peso.

    Existem problemas de saúde associados à mutação?

    Nas duas crianças humanas não há registro de problemas – mas elas ainda são pequenas. Os cientistas temem que o coração dos garotos possa não conseguir dar conta de suportar seu crescimento, mas isso ainda terá que ser estudado. Em vacas, alguns efeitos colaterais da mutação MSTN foram descritos, como dificuldade no parto e línguas musculosas.

    O estudo dessas mutações poderia ajudar a curar algumas doenças?

    Sim. A pesquisa com a myostatin é útil para a busca de curas de doenças musculares, que estão entre as disfunções herdadas mais comuns e incluem, por exemplo,  a distrofia muscular.

    O gene poderia ser alterado em um adulto humano que quisesse ter músculos mais definidos – ou a pesquisa poderia acabar sendo deturpada como alguma forma de tratamento estético?

    Basta uma busca na internet para ver que a manipulação do gene myostati em humanos está na lista de prioridades de muitos fisiculturistas. Provavelmente, na teoria, é possível modificar geneticamente um adulto ou construir algo que bloqueie a função dessa proteína. No entanto, não temos a menor ideia dos problemas que essa mutação poderia causar, especialmente em pessoas que não nasceram com ela. Provavelmente, o coração de uma pessoa “normal” não é de forma alguma feito para dar conta de um corpo com deficiência da proteína myostatin.

    Fonte: Info

    Tags: , , , , , , , ,