• Dicas 28.04.2011 No Comments

    Conhecer o seu tipo de pele – seca, mista ou oleosa – é importante para prevenir cravos e espinhas, um problema que atinge 90% dos adolescentes e metade da população adulta.
    Os homens costumam procurar mais o médico – são dois em cada dez – e a região Centro-Oeste é campeã de casos: sete em dez moradores apresentam alterações na pele. E cuidar dela não é questão de vaidade ou estética, mas de saúde.

    As médicas ensinaram que não se deve espremer cravos e espinhas em casa, apenas no consultório ou com profissional especializado. Apertar uma região inflamação sem o devido cuidado pode ser perigoso, por espalhar bactérias para uma área maior. Os micro-organismos das mãos e unhas podem contaminar a pele e o sangue se um vaso se romper.

    Clima, alterações hormonais na adolescência, tendências individuais e até ansiedade antes de eventos importantes podem causar o problema. Quanto aos alimentos, nenhuma pesquisa ainda conseguiu provar que têm a capacidade de agravar esse distúrbio. O recomendado é prestar atenção nos produtos que podem desencadear uma reação e evitá-los.

    O repórter Raphael Prado foi às ruas de São Paulo ao lado de uma esteticista, que deu orientações para as pessoas que sofrem de acne. Segundo Luciana Molina, a diferença entre cravo e espinha é que o primeiro é uma lesão inicial do processo de acne, ou seja, entupimento de uma glândula sebácea. Quando ocorre a inflamação, com o aparecimento de bactérias, chama-se espinha.

    O folículo onde o pelo nasce é uma espécie de casulo. Ligada a ele, está a glândula sebácea, que produz um líquido formado por óleos – uma “sopa” que as bactérias adoram e serve para que elas se nutram, reproduzam e multipliquem. A quantidade de sebo aumenta, mistura-se ao pus (resultado da digestão dos micro-organismos) e aí surge a inflamação, que é a espinha. Por conta disso, a pele pode ficar avermelhada e dolorida.

    No caso dos cravos, não há a presença de bactérias. Em uma pele com poros abertos e dilatados, o sebo entra em contato com o ar, oxida e aparece como um pontinho preto.

    Além de grau de oleosidade, o rosto pode ser classificado de acordo com as seguintes frutas: pêssego (liso e não tão oleoso), laranja (seco e já danificado após muitos cravos e espinhas), fruta do conde (cheio de espinhas; precisa de tratamento específico), maracujá (seco, enrugado e envelhecido) e pera (com pontos pretos, manchas ou espinhas que aparecem de vez em quando, mas nada anormal).

    Lavar o rosto com sabonete e usar esfoliantes para reduzir a oleosidade da pele é uma saída contra a acne. A melhor limpeza é a que retira manualmente os cravos. Vaporizadores e sugadores ajudam a abrir os poros, mas não a eliminar os pontos pretos.

    Uso de cosméticos, remédios com vitamina B, xaropes para tosse, corticoides e anabolizantes podem provocar ou acentuar o problema. O tratamento exige dedicação e paciência, pois costuma ser demorado. Medicamentos à base de isotretinoína só devem ser usados com acompanhamento profissional.

    Graus da acne (por intensidade)

    1 – Leve: em que predominam os cravos
    2 – Moderado: em que há mais espinhas
    3 – Intenso: em que existem cistos e nódulos inflamados
    4 – Grave: com lesões intensamente inflamatórias

    fonte:G1

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  • saúde 26.04.2011 No Comments

    Para se movimentar não é preciso frequentar a academia, ser sócio de clube ou ir à praia. Caminhar com regularidade é uma forma simples e grátis de evitar doenças cardíacas.

    Mais importante que ter treinamento, é a frequência: de 5 a 7 dias por semana, durante 30 minutos. Com isso, o risco de ataque do coração cai mais de 30%. Idosos com mais de 75 anos que caminham sempre têm até 45% menos chances de infarto

    .Por ano, 315 mil brasileiros morreram por doenças do aparelho circulatório – mais da metade delas por hipertensão. Os médicos destacaram o que ocorre com os vasos sanguíneos e a pressão de uma pessoa sedentária. A prática esportiva limpa o organismo e deixa o sangue fluir.

    Na reportagem de Filippo Mancuso, as pessoas ouviam música durante o exercício. Quem está começando pode fazer no ritmo de 60 passos por minuto.

    Os mais preparados podem acelerar a cem por minuto, ao som de Ivete Sangalo (“Berimbau Metalizado”, com 90 batidas por minuto), Bruno Mars (“Billionaire”, com 90) ou Justin Bieber (“Baby”, com 130).

    Veja outras opções:

    – “Meteoro”, de Luan Santana – 135 batidas por minuto

    – “Voa Beija Flor”, de Jorge e Mateus – 103 batidas por minuto

    – “Amo Noite e Dia”, de Jorge e Mateus – 133 batidas por minuto

    – “Sitting, Waitting, Wishing”, de Jack Johnson – 105 batidas por minuto

    fonte:G1

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  • saúde 25.04.2011 1 Comment

    A salada de bacalhau, aquela massa al dente, os frutos do mar e até mesmo a pizza não teriam um sabor tão especial sem ele: o sagrado azeite de todo dia. E não é só na mesa que essa famosa iguaria faz uma social. De médicos a curandeiros, há tempos que o azeite de oliva é apontado como um ingrediente precioso para a nossa saúde. Até na Bíblia podemos encontrar citações sobre o uso do óleo da azeitona no tratamento de doenças.

    Foi lembrando disso que a jornalista e escritora americana Cal Orey decidiu escrever o livro “O poder de cura do azeite de oliva” (R$ 29,90), editado pela Larousse e distribuído recentemente no Brasil. Entre outras boas notícias, a obra reforça que uma dieta à base de azeite de oliva extra-virgem (aquele extraído da primeira prensagem a frio das azeitonas) é o segredo da longevidade.

    Combater o colesterol, prevenir o Acidente Vascular Cerebral (AVC), reduzir a pressão arterial, aliviar dores e afastar a diabetes são alguns dos heroísmos desse benfeitor. E, como Cal Orey reitera, o azeite ainda pode ser grande praceiro na hora de cuidar da beleza e manter a forma.

    — Há poucos meses, comecei a adicionar uma colher grande de azeite à minha refeição matinal e já perdi sete quilos — revela a autora.

    Saúde

    O azeite de oliva ajuda a amenizar a dor causada por infecções na bexiga, reduz danos de hematomas, diminui o pigarro da tosse, ameniza a dor de cabeça causada pela ressaca e relaxa a musculatura em casos de tendinite.

    Beleza

    Reduz o ressecamento das cutículas das unhas; é rico em ácido graxo, dá saúde, maciez e brilho ao cabelo; pode ser usado como demaquilante para a área dos olhos; misturado à água morna, torna-se um ótimo creme de barbear; e disfarça estrias se passado nas áreas mais afetadas pelo menos duas vezes ao dia.

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  • Antes de chegar às prateleiras de supermercados, padarias e chocolaterias, os ovos de Páscoa passam por um longo e delicado processo, que garante a textura e o sabor perfeitos ao doce mais tradicional desta época do ano. A receita parece simples: o chocolate é composto, basicamente, de massa de cacau, açúcar e leite. Ainda assim, o chocolate como o conhecemos exige produção sem pressa e matéria-prima bem selecionada.

    “O chocolate é um alimento muito delicado e influenciado por qualquer descuido, por isso a importância de uma produção atenciosa. A temperatura e a umidade relativa do ar do ambiente em que o chocolate é preparado, por exemplo, são fundamentais para a qualidade do produto final”, afirma Dirceu Batista, diretor técnico e comercial da Munik.

    Para garantir todo esse cuidado, a figura do “degustador” aparece em todo o processo de produção e o chocolate é provado em todas as suas fases. Na Munik, por exemplo, as degustações dos produtos ocorrem a cada três meses e consideram tanto os próprios produtos quanto os de fábricas concorrentes. Já a degustação de todas as fases da produção (liquor, manteiga de cacau e de cacau) ocorre quando há troca de fornecedores.
    Na degustação, é possível avaliar, principalmente, três aspectos: a textura do produto, e se ela contribuiu ou não para a percepção do sabor do chocolate; a capacidade que o chocolate tem de “derreter” na boca e o que tempo que ele leva para iniciar esse processo; e o equilíbrio dos ingredientes, principalmente em casos de enriquecimento com amêndoas, avelã ou outro ingrediente que fuja do convencional.

    “O tempo de derretimento do chocolate na boca depende da quantidade de manteiga de cacau, que derrete em contato com a temperatura do corpo. Quanto mais produtos de origem animal na receita, mais rápido o derretimento do chocolate, como é o caso de grande parte dos produtos europeus. Já quanto maior o uso de gordura vegetal, maior a demora para o início do derretimento”, afirma Batista.

    O diretor trabalha com chocolates há 30 anos e explica que as elevadas temperaturas no Brasil, por exemplo, dificultam a produção de chocolates tão macios e de derretimento tão rápido como os europeus.
    Produzindo chocolates
    A produção do chocolate começa ainda na fazenda, com a colheita do cacau. Suas sementes, envolvidas em uma substância gelatinosa, fermentam por cerca de sete dias depois de retiradas do fruto e são, em seguida, encaminhadas para a secagem. Depois de seca, a casca da semente é retirada e a substância dura no interior da semente é descartada. Só então o cacau estará pronto para ser manipulado e virar chocolate.

    O cacau passa então por um processo de refino e dele é extraída a massa de cacau ou liquor – que é muito amargo e não contém açúcar. “Quanto mais liquor um chocolate tiver, mais saudável ele é como alimento, porque é mais puro e contém menor quantidade de açúcar e manteiga de cacau”, diz Batista.

    O liquor é então prensado e dele é obtida a parte líquida do cacau (manteiga de cacau) e a parte sólida, o pó de cacau. No caso do chocolate ao leite, a receita é acrescida de leite (em pó), açúcar e manteiga de cacau. Já o chocolate amargo não leva leite.

    Depois, o chocolate segue para um novo processo de refino que irá definir a granulometria ou cremosidade do alimento. Só então a matéria-prima líquida será temperada e segue para a fabricação de bombons, barras e ovos de páscoa.
    “É a quantidade de liquor, leite e açúcar que definirá o chocolate ao leite e o amargo e, entre os amargos, quão intenso será o sabor. Já o chocolate branco, ‘o menos autêntico’ dos chocolates, não possui liquor. Ele é composto apenas de manteiga de cacau, açúcar e leite”, diz Dirceu Batista.

    A temperatura ambiente do local em que o cacau é produzido pode, segundo o diretor, determinar sua suavidade. “O maior produtor de cacau atualmente é a Costa do Marfim, que possui um cacau mais suave. O cacau brasileiro costuma ser mais intenso, principalmente o produzido na Bahia. No Amazonas, temos um cacau um pouco mais suave. Por isso, em geral, fábricas costumam misturar o cacau importado com o brasileiro, para obter sabores diferentes e característicos de cada marca.”

    Fonte:G1

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  • Uma mudança genética em mosquitos que transmitem a malária pode ser a chave para frear o avanço da doença. A sugestão é de uma pesquisa da Imperial College, em Londres, Inglaterra, e da Universidade de Washington, em Seattle, EUA.

    A pesquisa mostrou como mudanças genéticas podem ser introduzidas em grandes populações de mosquitos com alterações em apenas poucos indivíduos.

    Em laboratórios, os cientistas introduziram um gene verde fluorescente – um marcador de fácil observação – em 99% dos mosquitos de uma população. Eles foram misturados com mosquitos que carregavam um segmento de DNA com uma enzima capaz de desativar o gene fluorescente

    Depois de 12 gerações, mais da metade dos indivíduos já não tinham mais o marcador verde fluorescente. Foi a primeira vez que um experimento do tipo obteve sucesso, e sugere que uma técnica similar possa ser usada em populações selvagens.

    “É um desenvolvimento tecnológico empolgante, que eu espero que abra caminho para soluções para muitos problemas de saúde mundo afora. Demonstra um potencial significativo para controlar mosquitos que espalham doenças. Esperamos conduzir muitos outros experimentos para determinar a segurança e a confiabilidade”, afirmou o professor Andrea Crisanti, um dos autores da pesquisa.

    O estudo foi publicado pela revista científica “Nature”.

    Fonte: G1

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  • saúde 21.04.2011 No Comments

    Principais regiões do corpo humano onde as bactérias vivem

    Os cientistas estão, nos últimos anos, começando a entender como vivem os trilhões de bactérias que há no intestino de cada ser humano. Ainda que seja você quem come chocolate todos os dias, uma flora intestinal que não ajuda pode ser a culpada pelos seus pneuzinhos, dizem os pesquisadores.

    Em 2006, um estudo na “Nature” mostrou que gordos tinham um tipo diferente de flora intestinal. Não se sabia bem se a obesidade era causa ou consequência.

    Três anos depois, um pesquisador americano, Jeffrey Gordon, da Universidade Washington, propôs na “Science Translational Medicine” que engordar era consequência. Ele dizia que as pessoas deveriam saber que tipo de bactérias há em seu intestino para saber se eram vulneráveis à obesidade.

    Agora, um outro trabalho na “Nature” mostra que existem três diferentes tipos de flora intestinal. Do mesmo jeito que cada ser humano tem um tipo sanguíneo, todos tem um “tipo intestinal”.

    Cada um representa um tipo de bactéria diferente que predomina no intestino. Assim, ao menos por enquanto, esses tipos não tem nomes fáceis como “O positivo” ou “A negativo”, mas “predominância de Bacteroides” ou “predominância de Prevotella”.

    Ficou claro para os pesquisadores que o tipo intestinal nada tem a ver com com a etnia do indivíduo, com o seu país de origem ou com a sua maneira de se alimentar.

    Como cada bactéria tem uma eficiência diferente na hora de extrair energia dos alimentos, é possível que aquele amigo que come feito quem nunca viu comida e continua magro tenha tido a sorte de nascer com o tipo de flora intestinal certa.

    Os cientistas, de várias instituições europeias (com colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais), não conseguiram, porém, apontar qual das três floras intestinais é de gordinho e qual é de “magro de ruim”. Estudaram bactérias de europeus, americanos e japoneses.

    Era um grupo de poucas dezenas de pessoas. Os cientistas estão planejando repetir o trabalho agora com 400.

    Mesmo que eles consigam novos resultados, certamente o tipo intestinal não será a única explicação para a obesidade. Outros fatores, como a alimentação e questões genéticas não relacionados ao intestino, certamente têm um peso grande.

    De qualquer forma, não é possível subestimar o papel das bactérias no organismo humano.

    Elas são muitas: enquanto o corpo humano tem cerca de 10 trilhões de células, cada pessoa carrega consigo mais de 300 trilhões de bactérias de todos os tipos.

    Ou seja: há bem mais células de bactérias em você do que células de você mesmo.

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  • Na receita médica de quem não quer sofrer com a doença deve estar prescrito o levantamento de peso. Somado ao exercício aeróbico, ele tem o mesmo poder de um medicamento no controle do açúcar no sangue.[ad]

    O halter é mais do que um instrumento em prol do vigor e da beleza. Peça básica das academias, ele também dá uma força e tanto para domar o mal que eleva a glicose na circulação. É o que comprova um trabalho da Universidade do Estado da Louisiana, nos Estados Unidos. Lá, cientistas separaram 262 diabéticos do tipo 2 em dois grupos: um se concentrava nas práticas aeróbicas, como a corrida; já outro aliava as passadas a exercícios anaeróbicos — a famosa musculação. Após nove meses, os pesquisadores averiguaram o índice de açúcar dos últimos 90 dias. Entre os que adotaram a combinação, houve uma redução de quase 7% nesses níveis, o dobro em relação à outra turma. “Estudos feitos com remédios mostram diminuição semelhante”, diz Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, no interior do estado.

    Além disso, o aumento no uso de medicamentos ficou em torno de 18% nos participantes que fizeram o treino duplo, contra 22% em quem se limitou às pedaladas. “Aparentemente, atividades aeróbicas e resistidas são complementares, porque mexem com mecanismos diferentes no corpo”, ressalta o fisiologista Timothy Church, que assina o estudo. Na hora de tirar um peso do chão, a via utilizada pelo organismo para conseguir energia é diferente da empregada em uma caminhada. “A atividade anaeróbica tende a usar glicose, enquanto a aeróbica se vale, dependendo da duração, mais da gordura”, esclarece o educador físico William Komatsu, da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp.

    Não custa reforçar: é a mistura entre supino e esteira que traz melhores resultados. Isso porque, se por um lado erguer barras pesadas torra glicose aos montes, são as passadas largas e rápidas que diminuem a barriga. “E o acúmulo de gordura na região abdominal prejudica o trabalho da insulina”, explica Marisa Passarelli, fisiologista do Laboratório de Lípides da USP. Se esse hormônio não funciona corretamente, a glicose fica fora das células e, logo, sobra nas artérias. Mais do que esvaziar os pneus da cintura, esportes como a natação condicionam o sistema cardiovascular. Isso, além de facilitar o trabalho da insulina, serve como proteção contra infartos e afins. “Problemas no coração são, disparado, a principal causa de morte entre diabéticos”, reforça Nabil Ghorayeb, médico do esporte e cardiologista do Hospital do Coração, na capital paulista.

    Para se valer dos benefícios dessa união, no entanto, é importante visitar a sala de ginástica com frequência. Em contrapartida, exagerar na malhação é um tiro pela culatra (saiba o porquê no quadro acima, à esquerda), especialmente para quem tem diabete e, portanto, necessita de cuidados antes de pôr o calçado esportivo. Um deles, aliás, é usar tênis adequados e meias para evitar feridas nos pés que podem passar despercebidas e, então, culminar em problemões (observe na lista ao lado outras medidas essenciais). Desde que tudo esteja em ordem, tenha certeza: qualquer academia é bem-vinda aos diabéticos em busca de uma vida saudável.

    NADA DE EXCESSOS!
    Os níveis de açúcar de quem não maneira na atividade física ficam instáveis. Em alguns casos, caem drasticamente, gerando hipoglicemia. Em outros, são catapultados. “A sobrecarga pode aumentar a presença de hormônios como a adrenalina, que estimulam a descarga de glicose na circulação”, atesta William Komatsu, da Unifesp. Esse quadro, se mantido por muito tempo, afeta os vasos sanguíneos.

    CHECKLIST DO DIABÉTICO
    ›› Fazer testes ergométricos regularmente
    ›› Medir a glicose antes, ao longo e depois da atividade
    ›› Realizar exames oftalmológicos
    ›› Não se exercitar com glicemia acima de 250 mg/dL
    ›› Andar com identificação de diabético
    ›› Coordenar, com o médico, o uso dos medicamentos
    ›› Fazer uma avaliação cardiológica completa
    ›› Levar sachê de açúcar líquido para eventual hipoglicemia

  • Homens apresentam mais excesso de peso do que as mulheres.
    Ministério divulgou pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas.

    O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (18) pesquisa que aponta que 48,1% da população brasileira está acima do peso e 15% são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Os dados fazem parte da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010).

    Segundo a pesquisa, se for considerada somente a população masculina, mais da metade dos homens está acima do peso (52,1%). Entre as mulheres, a proporção é de 44,3%, com aumento significativo nos dois sexos. Em 2006, a pesquisa apontava excesso de peso em 47,2% dos homens e em 38,5% das mulheres.

    Para Deborah Malta, coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o expressivo crescimento no número de pessoas com sobrepeso e obesidade, em um curto período, é uma tendência mundial.

    “A ocorrência do excesso de peso decorre do sedentarismo e de padrões alimentares inadequados. Essa é uma tendência mundial e o Brasil não está isolado. Ela é um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física”, explicou Deborah Malta.

    O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, disse que, mantido o ritmo atual, o Brasil terá em 13 anos o mesmo número de obesos que os Estados Unidos têm atualmente. “Se nós mantivermos o rtimo de crescimento [no índice de obesidade] que o Brasil vem tendo, em 13 anos nós vamos ter o mesmo índice de prevalência que os Estados Unidos têm atualmente”.

    A pesquisa mostra que 14,2% dos adultos não fazem nenhuma atividade física no tempo livre e que 30,2% dos homens e 26,5% das mulheres assitem televisão por mais de três horas ao dia. A Organizaçãundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de 30 minutos de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

    Fonte: G1

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  • Aparelho de ultrassom que destroe tumores malignos

    Aparelho de ultrassom que destroe tumores malignos

    Pulsos de ondas sonoras queimam o tecido doente.

    Instituto vai pesquisar aplicação da técnica em tumores malignos em ossos.

    O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) inaugurou nesta quinta-feira (14) um serviço de ultrassom – ondas sonoras de alta frequência que o ouvido humano é incapaz de escutar – para destruir células cancerígenas, sem a necessidade de cirurgia e anestesia. O novo equipamento estará disponível à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Apesar do efeito do ultrassom em tumores já ser conhecido, o novo equipamento consegue focar até mil feixes em um único ponto – com a ajuda de um aparelho de ressonância magnética. Com o calor, as células cancerígenas são queimadas, sem que o aumento de temperatura afete os tecidos saudáveis vizinhos.

    Único na América Latina, o aparelho é de tecnologia israelense e custou R$ 1,5 milhão. Segundo Marcos Roberto de Menezes, diretor do setor de diagnóstico por imagem do Icesp, seis mulheres já foram atendidas com sucesso para casos de miomas – tumores benignos, de tecido muscular e fibroso, conhecidos por afetar o útero.

    O Icesp já solicitou protocolos de pesquisa para testar a eficiência da técnica em metástases – câncer que se espalharam pelo corpo – ósseas.

    “Essa tecnologia ainda é experimental, não só no Brasil, como em outros centros do mundo”, afirma Marcos. “No caso das metástases, a aplicação seria um paliativo, mais indicada para reduzir as dores causadas pelo tumor e aumentar a qualidade de vida do paciente.”

    Como funciona

    O tratamento, no entanto, não serve para qualquer paciente. Um estudo anterior precisa ser feito para saber quem pode passar pelo ultrassom.

    “Dois fatores que são levados em conta na escolha das pacientes são o local do tumores e o tamanho deles”, explica o médico do Icesp.

    A técnica dispensa o uso de anestésicos. “As pacientes ficam conscientes durante toda a operação, recebem apenas sedativos”, explica Marcos. Segundo o médico, o procedimento não causa dor intensa. “As pacientes costumam reclamar de dores parecidas com cólicas menstruais, mas isso somente durante o exame.”

    No caso do uso da terapia contra miomas, as pacientes deitam, de bruços, em uma esteira usada comumente em exames de ressonância magnética. O aparelho de ultrassom fica logo abaixo da cintura.

    O diagnóstico por imagem permite conhecer as áreas onde estão os miomas. Após definir os pontos que serão destruídos pelo calor, os médicos começam a disparar as ondas sonoras em pequenos pontos dos tumores. Cada pulso demora apenas alguns segundos. Vários são necessários para queimar uma área inteira. Toda a operação pode levar até, no máximo, 2 horas.

    O ultrassom eleva a temperatura das células cancerígenas até 80º C.

    “Esse calor destrói qualquer tipo de célula”, diz Marcos. “A grande vantagem é que as áreas ao redor do tumor não são afetadas, a técnica é muito precisa, só ataca o que é necessário.”

    Novo laboratório

    O Icesp também inaugurou o Centro de Investigação Translacional em Oncologia – uma rede com 20 grupos de pesquisa em câncer. O espaço foi aberto em cerimônia que contou com a presença do governador Geraldo Alckmin e de Paulo Hoff, diretor do instituto.

    Com uma área de 2 mil metros quadrados, o andar no Icesp vai permitir o avanço em estudos sobre o câncer que reúnam conhecimentos de áreas diversas como a biologia molecular, epidemiologia e a engenharia genética. O custo do investimento foi de R$ 2 milhões.

    O objetivo, segundo Roger Chammas, professor de oncologia do Icesp e responsável pelo espaço, é reunir todo o conhecimento que se encontra espalhado nas frentes de pesquisa de órgãos como a USP, o Hospital A.C. Camargo e Instituto do Coração.

    Fonte: G1

     

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  • Enxaqueca 12.04.2011 No Comments

    A enxaqueca afeta aproximadamente 6% dos homens e 18% das mulheres. No entanto é uma doença subdiagnosticada em todo o mundo, porque se estima que apenas uma minoria dos pacientes consulta médicos para diagnóstico e tratamento.

    Dor de cabeça é um sintoma muito comum, sendo raro alguma pessoa que nunca teve. Mas nem todas as dores de cabeça (cefaléias) são enxaquecas. Por isto, é muito importante fazer uma consulta médica para determinar o tipo de cefaléia.

    Saiba sobre cefaléia tensional e outras causa de dor de cabeça aqui.

    A enxaqueca tem as seguintes características:

    * Cefaléia unilateral, ou seja, a dor afeta um lado da cabeça;
    * Dor pulsátil ou latejante;
    * Crises com dor moderada a intensa que podem prejudicar as atividades diárias;
    * Presença de náuseas e/ou vômitos;
    * Sensibilidade a luz (e às vezes ao som);
    * Piora com atividade física rotineira;

    Algumas pessoas apresentam um sintoma adicional, a aura. Aura é definida como manifestações do sistema nervoso (geralmente visuais) que precedem uma enxaqueca e são geralmente seguidas pela cefaléia dentro de uma hora. Essas podem incluir distúrbios visuais, como luzes piscando, manchas brilhantes, visão borrada ou manchas cegas. A aura pode também envolver sintomas auditivos, sensitivos ou motores.

    A enxaqueca ocorre em crises e os pacientes com enxaqueca ficam assintomáticos entre elas.
    Causas e fatores desencadeantes da enxaqueca

    Embora reste muita coisa para se descobrir sobre dor de cabeça, algumas pesquisas apontam que a enxaqueca pode ter sua causa em alterações funcionais do nervo trigêmeo (nervo responsável pelas sensações da cabeça e da face) e por desequilíbrios em neurotransmissores do sistema nervoso central.

    Os desencadeantes de enxaqueca podem ser diferentes para cada pessoa. Pode haver um fator que provoque enxaqueca em alguém ou pode existir uma combinação de fatores. Alguns incluem:

    Ambiente/Comportamento

    O ambiente ou o comportamento podem contribuir para a enxaqueca. Lista de possíveis desencadeantes ambientais:

    * Luz forte
    * Ruídos altos
    * Alterações climáticas
    * Alterações de comportamento (p.ex., dormir demais ou de menos, jejum, alteração na dieta)

    Estresse

    O estresse, em algumas pessoas, pode facilitar a enxaqueca. Avaliar o estilo de vida pode auxiliar na identificação de fatores que estejam contribuindo para a enxaqueca.

    Alimentos

    Desencadeantes de enxaqueca variam entre as pessoas. Mas a lista a seguir contém alimentos comumente conhecidos que podem contribuir para o início da enxaqueca:

    * Chocolate
    * Queijo
    * Cafeína
    * Frutas cítricas
    Bebidas alcoólicas
    * Glutamato monossódico, uma substância que acentua o sabor dos alimentos

    Diagnóstico da enxaqueca

    O primeiro passo do médico para o diagnóstico da enxaqueca é obter um histórico completo da cefaléia.

    Isso pode incluir idade à época da primeira crise, a possível existência de um padrão de cefaléia, natureza e localização da dor e desencadeantes. Depois do histórico, o médico pode realizar exame físico, avaliação neurológica e solicitar exames complementares.
    Tratamento da enxaqueca

    Uma grande variedade de medicamentos tem sido desenvolvida para o tratamento da enxaqueca. Além disto, existem medicamentos comumente usados para tratar outras doenças e que também ajudam a aliviar ou a prevenir a enxaqueca.

    Os remédios para enxaqueca são agrupados em duas categorias:

    * Medicações para o alívio da dor. Também conhecidas como medicações para o tratamento agudo, são usadas durante as crises de enxaqueca para aliviar a dor que já começou ou está iniciando-se. Dentre estes remédios estão:
    o Antiinflamatórios não esteróides e analgésicos, tais como o paracetamol, dipirona, ibuprofeno, naproxeno, dentre outros.
    o Triptanos, tais como o sumatriptano, zolmitriptano e naratriptano.
    o Derivados do ergot, como a ergotamina e dihidroergotamina.
    o Medicamentos para náusea, tais como a metoclopramida.
    o Derivados de opióides, tais como a codeína.
    * Medicações preventivas. Estas medicações são utilizadas diariamente para prevenir a ocorrência de crises de enxaqueca, ou mesmo para reduzir a intensidade e freqüência dos sintomas. Dentre estes remédios estão:
    o Bloqueadores beta-adrenérgicos, tais como o propranolol, (também utilizado para doenças cardiovasculares).
    o Bloqueadores de canal de cálcio, tais como o verapamil (também utilizado para doenças cardiovasculares).
    o Antidepressivos, tais como a amitriptilina, nortriptilina (também utilizados para o tratamento da depressão).
    o Anticonvulsivantes, tais como o valproato e a carbamazepina (também utilizados no tratamento da epilepsia).
    o Toxina botulínica, que vem sendo utilizada para o tratamento de casos resistentes.

    Medidas comportamentais para prevenir a enxaqueca

    O tratamento da enxaqueca tem um resultado melhor, quando associado a medidas comportamentais, que ajudam a identificar desencadeantes e evitá-los. Para isto é utilizado o diário da enxaqueca, onde se faz um registro das atividades, alimentos e suas relações com a dor.
    A prática de atividades físicas moderadas e regulares também é estimulada por ser um mecanismo natural de regulação da dor.

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