• Estudo acompanhou 3 mil idosos com mais de 72 anos durante seis anos.
    Metade recebeu placebo e a outra doses do produto nos EUA.

    Pesquisadores americanos descobrem que o Ginkgo biloba não tem efeito para ativar a memória. Ele é um remédio natural muito usado no mundo inteiro para aumentar a circulação de sangue no cérebro. O estudo acompanhou, durante seis anos, mais de trêm mil idosos saudáveis, com mais de 72 anos. Metade recebeu um placebo, uma substância sem efeito. A outra metade tomou 240 miligramas de Ginkgo biloba por dia, em duas doses.

    Nem os pacientes, nem os médicos, sabiam quem estava recebendo placebo ou o Ginkgo. É o maior e mais longo estudo realizado sobre o Gingko biloba, uma planta muito usada na medicina chinesa. Mas os pesquisadores só avaliaram os efeitos da planta sobre a memória e atividade mental.

    O resultado publicado nesta terça-feira (29) no periódico da Associação Americana de Medicina mostra que o suplemento não teve nenhuma eficácia. O médico Steven Dekosky, da Universidade da Virginia, que comandou a pesquisa, ficou decepcionado porque o objetivo era provar os efeitos benéficos do Ginkgo. Mas a conclusão é que ele não apresenta nenhum benefício.

    O doutor Dekosky ressalva que os pesquisadores não encontraram nenhum efeito adverso da substância, que pode ser tomada sem problemas.

    Nos Estados Unidos, as empresas que vendem Ginkgo biloba, com a promessa de que o suplemento ajuda a ativar a memória, faturam por ano US$ 250 milhões. Um dos fabricantes, ao saber que o novo estudo não encontrou nenhum efeito, sugeriu que os interessados aguardem o resultado de outra pesquisa, que está sendo realizada na França, antes de abandonarem o Ginkgo biloba.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse que o Ginkgo biloba é registrado no Brasil como medicamento fitoterápico e que é usado no tratamento de vertigens e zumbidos provocados por problemas circulatórios ou por insuficiência vascular cerebral. Segundo a agência, não existe nenhum questionamento, aqui no Brasil, sobre a eficácia do produto.

    Fonte G1

    Tags: , , ,

  • Frutas, Uva 26.12.2009 No Comments

    Bebida escura contém até dez vezes mais substâncias benéficas a pele e coração

    O vinho não é exatamente uma poção mágica, mas é um aliado eficaz para eliminar gorduras, manter a pele jovem e prevenir a formação de colesterol e o aparecimento de doenças cardiovasculares. Tudo isso, claro, quando é consumido com moderação – afinal, trata-se de uma bebida alcoólica.

    Segundo a nutricionista Eliana Pereira Vellozo, da Universidade Federal de São Paulo, propriedades que beneficiam a saúde estão presentes com abundância na versão tinta da bebida.

    – As uvas são importantes fontes de nutrientes antioxidantes. Essas substâncias fazem com que o consumo de vinho tenha efeitos positivos sobre quem o bebe.

    Se a versão escura da bebida tem tantas qualidades, o que dizer do vinho branco? De acordo com Eliana, “apesar de [o vinho branco] também fazer bem, o tinto oferece mais benefícios à saúde, incluindo proteção contra câncer”.

    – Isso ocorre por uma questão simples: o vinho tinto contém dez vezes mais polifenóis [substâncias químicas que fazem bem ao corpo humano e que são liberadas e potencializadas na mistura com o álcool] do que branco.

    Ela explica que o processo de fabricação do vinho tinto, que inclui o aproveitamento de cascas e sementes das uvas na fermentação, favorece a concentração maior de substâncias benéficas nn bebida.

    A nutricionista cita pesquisas que mostram que tintos do sul da França e da Sardenha, na Itália, têm os maiores níveis de compostos que fazem bem ao coração. Mas até mesmo o suco de uva concentrado pode ser benéfico.

    – A medida ideal de consumo para quem pode beber álcool é de um cálice por dia. Já pessoas abstêmias, como portadores de diabetes e hipertensos, podem beber até 500 ml por dia do suco.

    Fonte R7

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

  • Um estudo com 20 mil mulheres revelou uma associação entre a iniciação sexual precoce e índices mais elevados de câncer do colo do útero. O objetivo da pesquisa era entender por que mulheres mais pobres correm maior risco de desenvolver esse tipo de câncer. Os especialistas constataram que essas mulheres tendem a iniciar sua vida sexual em média quatro anos antes do que mulheres de classes sociais mais elevadas.

    Por conta disso, elas entrariam em contato mais cedo com o vírus que leva ao desenvolvimento do câncer do colo do útero, dando ao vírus mais tempo para produzir a longa cadeia de eventos que, anos mais tarde, levaria ao câncer.

    Acreditava-se anteriormente que a disparidade era resultado de baixos índices de controle preventivo em regiões mais pobres. O estudo, feito pela International Agency for Research on Cancer, parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi publicado na revista científica British Journal of Cancer.

    Embora a diferença na incidência do câncer do colo do útero entre ricos e pobres – verificada em todo o mundo – tenha sido constatada há muitos anos, os cientistas não sabiam explicá-la.

    Especialmente porque os índices de infecção pelo vírus HPV (sigla inglesa para papiloma vírus humano) – uma infecção transmitida sexualmente que é responsável pela maioria dos casos de câncer do colo do útero – pareciam ser semelhantes em todos os grupos.

    O estudo confirmou que os índices mais altos de câncer do colo do útero não estavam associados à maior incidência de infecção pelo HPV. O que a pesquisa revelou foi que o risco, duas vezes mais alto, é explicado pelo fato de que mulheres mais pobres iniciam sua vida sexual mais cedo. A idade em que uma mulher tem seu primeiro filho também pareceu ser um fator importante.

    O estudo revelou que exames preventivos, como o Papa Nicolau, exercem um certo efeito sobre o nível de risco. Mas o número de parceiros sexuais que uma mulher tem, e o hábito de fumar, não pareceram interferir nos resultados.
    Risco maior aos 20 anos do que aos 25 anos

    A responsável pelo estudo, Silvia Franceschi, disse que os resultados não se aplicam apenas a jovens adolescentes. Por exemplo, o risco de desenvolver câncer do colo do útero também é maior em mulheres que tiveram sua primeira relação sexual aos 20 ao invés dos 25 anos.

    – No nosso estudo, mulheres mais pobres se tornaram sexualmente ativas em média quatro anos antes. Então, elas também podem ter sido infectadas pelo HPV mais cedo, dando ao vírus mais tempo para realizar a longa sequência de eventos que são necessários para o desenvolvimento do câncer – explica Silvia.

    A representante da entidade britânica de pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK, Lesley Walker, disse que o estudo levanta questões importantes:

    – Embora mulheres possam ser infectadas pelo HPV a qualquer idade, a infecção em idade menor pode ser especialmente perigosa, já que (o vírus) tem mais tempo para causar os danos que levam ao câncer. Os resultados parecem reforçar a necessidade de vacinação contra o HPV em escolas, antes que (as meninas) comecem a ter relações sexuais, especialmente entre meninas de áreas mais pobres.

    Fonte BBC Brasil

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  • Dicas, Doenças 15.12.2009 1 Comment

    Qualidade-de-vida–Saiba-se-voce-esta-trabalhando-demais-e-o-que-fazer-mudar

    Reorganizar a rotina e ter uma conversa com a chefia podem ajudar.
    Qualidade de vida envolve equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

    Você costuma ficar horas além da jornada na empresa, fala sobre o seu trabalho o tempo todo, mesmo nos dias de folga e em momentos de lazer, tem sintomas como dor de cabeça, insônia, perda de memória, ansiedade, depressão, irritabilidade e sensação de falta de energia? Esses podem ser indícios de que você está trabalhando demais.

    E especialistas alertam: somente se dedicar ao trabalho e não cuidar dos relacionamentos com a família e amigos e com o desenvolvimento pessoal pode levar à baixa produtividade no trabalho, exaustão e ao adoecimento. E a solução, segundo eles, não é necessariamente mudar de emprego, mas reavaliar prioridades e estabelecer metas diárias que possam ser cumpridas dentro do horário de expediente. Além disso, ter uma conversa franca com a chefia também pode ajudar a reverter o quadro.

    De acordo com o médico Alberto Ogata, presidente Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), muitas vezes o funcionário percebe que tem que trabalhar muitas horas, com prazos curtos e tem a percepção de que está sempre com tensão e sob pressão. “Não tem tempo para se encontrar com os amigos, praticar atividade física, ter refeições nos horários corretos ou mesmo ir ao médico para uma avaliação anual”, diz.

    O médico diz que os sintomas mais comuns do excesso de trabalho são dores de cabeça, cansaço, dor nas costas e na nuca, insônia, perda de memória, hipertensão, ansiedade, depressão, irritabilidade e sensação de falta de energia.

    Para Glaucia Santos, consultora de recursos humanos da Catho Online, o primeiro indício de que o profissional está trabalhando demais e o mais fácil de ser identificado é dado pelo tempo que o profissional permanece dentro da empresa. “Não é difícil encontrar profissionais que ficam de 3 a 5 horas além de seus horários nas empresas para dar conta de suas atividades. Além disso, é comum que a pessoa fale sobre o seu trabalho o tempo todo, mesmo aos finais de semana ou em momentos de lazer”, diz.

    Ela diz que numa situação como essa é necessário ser franco com a chefia, informando o volume de atividades e o tempo gasto para a realização de cada uma delas. “Essas informações são essenciais para que o gestor verifique a necessidade de contratar outros colaboradores ou mesmo redistribuir as atividades entre os membros da equipe”, diz.

    Segundo ela, quando a pessoa identifica que está excedendo seu tempo de trabalho, é importante reavaliar as suas prioridades e estabelecer metas diárias que possam ser cumpridas dentro do horário de expediente. Ela afirma que o chefe deve ser informado sobre esse procedimento. “Mas o empregado deve ressaltar que essa iniciativa não prejudicará seu rendimento no trabalho, pelo contrário, contribuirá para que seu rendimento e disposição sejam ainda maiores”, diz.

    Organização

    Para Cleo Wolff, consultora da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), o primeiro sintoma do excesso de trabalho é o cansaço do ponto de vista físico e a desmotivação do ponto de vista psicológico. “O foco que antes tínhamos em relação às nossas metas se torna mais difuso, e as decisões passam a ser mais difíceis”, explica.

    Cleo diz que o funcionário deve ter consciência de que não suportar a carga horária não é sinônimo de incompetência profissional. Por isso, não deve pensar que precisa mudar de emprego, e sim refazer seu cronograma de trabalho.

    “Naturalmente, há momentos em que se exige maior dedicação, inclusive de tempo, por exemplo, para a conclusão de projetos especiais, mas isso não deve se transformar em uma rotina. Muitas vezes, a solução está no planejamento e organização do trabalho e o estabelecimento de prioridades”, diz Ogata.

    O médico, autor do livro “Guia Prático de Qualidade de Vida”, diz que a busca da qualidade de vida envolve o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. “As pessoas devem ter tempo para si mesmas e isso deve ocupar um espaço na agenda e não ser relegado a um horário livre”, afirma.

    Se na década de 90 houve um aumento na ocorrência das chamadas lesões por esforços repetitivos, segundo Ogata, o fortalecimento da área de serviços, a disseminação do “teletrabalho” (trabalho à distância) e do horário flexível e o uso intensivo da tecnologia da informação criaram uma nova realidade no mundo do trabalho.

    “O excesso de demanda, a falta de autonomia e de controle, as novas exigências e sensação de insegurança no emprego fizeram com que os aspectos emocionais, como estresse, depressão e ansiedade se tornassem os principais fatores relacionados ao adoecimento dos trabalhadores”, diz o médico.

    Questionado se o excesso de trabalho pode matar, ele afirma que, a longo prazo, o estresse crônico pode ser um dos fatores que levam a doenças cardiovasculares (infarto e derrame cerebral), diabete, problemas gastrointestinais e alguns tipos de câncer. “Frequentemente, as pessoas com nível elevado de estresse estão mais sujeitas a acidentes, casos de violência, depressão grave, síndrome do pânico e até suicídio”, afirma.

    Segundo ele, houve casos de suicídio entre trabalhadores associados ao estresse de produzir mais, com mais qualidade e custos mais baixos.

    ‘Síndrome de Burnout’

    Há ainda a chamada “Síndrome de Burnout”, estágio avançado de estresse e estafa por conta do excesso de trabalho. Segundo Ogata, o termo “burnout” pode ser traduzido como “queimar até o fim”.

    “Trata-se de uma reação prolongada aos fatores de estresse que geram uma sensação muito forte de exaustão, ineficácia e falta de realização que culmina em desligamento do trabalho. A pessoa sente estar além dos limites e sem mais recursos físicos ou emocionais. Geralmente está associado a problemas de relacionamento e conflitos no trabalho e sobrecarga de atividades e exigências”, explica Ogata.

    Segundo ele, a solução nesse caso é encarar a questão não como algo individual, mas que envolve busca de mudanças no ambiente, na estrutura e no funcionamento do local de trabalho. “Deve ser uma preocupação dos gestores e administradores, pois muitos estudos demonstraram o forte impacto do estresse e, particularmente, do ‘burnout’ na produtividade dos trabalhadores, no aumento dos custos de assistência médica e no nível de adoecimento e de acidentes no trabalho”, diz.

    Mas, de acordo com Ogata, há empresas que buscam mudanças para valorizar a saúde, a qualidade de vida e a satisfação dos colaboradores, além de melhoria das instalações físicas, sistemas de apoio social e planos de carreira.

    Veja mais dicas da ABRH e ABQV:
    -Ao sentir que o tempo livre está sendo tomado pelos compromissos profissionais, é hora de dizer “não”, como adiar reuniões, cancelar encontros e não levar trabalho para casa.

    -Concilie trabalho com vida social, exercícios físicos, alimentação adequada e férias.

    -Refaça seu cronograma de trabalho refletindo se não está fazendo muitas atividades operacionais, sem tempo de refletir no significado delas, e se o trabalho em demasia não faz com que você perca o foco do desenvolvimento profissional.

    -Reconhecer a estafa e que está passando dos limites é o primeiro passo para não perder o controle. Em alguns casos é necessária uma pausa.

    -Muitas doenças podem ser evitadas se o pé for tirado do acelerador no momento certo. Isso significa aprender a viver com imperfeições e incapacidades.

    Fontes: Associação Brasileira de Qualidade de Vida e Associação Brasileira de Recursos Humanos

  • HPV-em-concepcao-artistica-foto-virusAliado ao exame Papanicolaou, serviço oferece completa para a detecção do vírus

    Com o objetivo de complementar o Papanicolaou e gerar um diagnóstico completo, o teste “The digene HPV Test”, mais conhecido como teste de Captura Híbridaanalisa detecta se a paciente está infectada por um ou mais dos principais tipos de HPV e, por meio de alta tecnologia em biologia molecular, contribui para a detecção precoce do câncer de colo do útero.

    De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA, o vírus HPV (papilomavírus humano) é altamente infeccioso e é um dos principais precursores de câncer de colo do útero – segunda causa de morte mais frequente de câncer entre as mulheres no Brasil. Ainda, segundo a instituição, aproximadamente 80% da população feminina mundial será infectada pelo menos uma vez na vida pelo HPV.

    “Existem cerca de 150 tipos de HPV, dos quais 40 podem afetar a área genital. Para algumas mulheres, se o vírus não for detectado e tratado precocemente, células anormais podem se formar no colo do útero e evoluir para o câncer. Todos os tipos de HPV são transmitidos por meio do contato com a mucosa, como, por exemplo, através de relação sexual. Alguns deles podem causar verrugas, enquanto outros podem acarretar o câncer”, comenta o Dr. Nelson Gaburo, coordenador do laboratório de biologia molecular da DASA, laboratório que fornece o exame as suas conveniados.

    Na maioria das mulheres, a contaminação é eliminada antes que cause qualquer problema. Em algumas, no entanto, a infecção persiste. Os homens também podem adquirir o vírus e transmiti-lo, mas raramente correm o risco de que a infecção evolua para câncer. Uma vez adquirido, o vírus do HPV pode se “esconder” por meses e até anos. “Por isso, é importante fazer um teste específico, que determina se o paciente tem um ou mais tipos virais que possam evoluir para o câncer”, acrescenta Dr. Gaburo.

    O exame mais prescrito pelos médicos para verificar anormalidades celulares no colo do útero é o Papanicolaou. Porém, não é um teste especifico para o diagnóstico de HPV. O teste de Captura Híbrida, desenvolvido pela QIAGEN, especializada em soluções para as áreas de diagnóstico molecular e ciências da vida, utiliza tecnologia molecular para detectar os vírus que causam 93% dos casos de pré-câncer. O Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), recomenda que todas as mulheres a partir de 30 anos realizem esse exame junto com o Papanicolaou de rotina e, caso o resultado do teste de HPV juntamente com o teste citológico forem negativos por duas vezes consecutivas, é possível diminuir a freqüência do exame para no mínimo 3 anos. Segundo o Dr. Gaburo, essa é a faixa etária em que as lesões precursoras do câncer do colo do útero mais graves se desenvolvem, pois são geralmente por infecções persistentes por HPV. Abaixo dos 30 anos as infecções costumam não ser ativas por muito tempo. No entanto, o teste é indicado para todas as mulheres quando os resultados do Papanicolaou não são claros.

    Para o Dr. Sérgio Nicolau, Professor e Chefe da Disciplina de Ginecologia Oncológica do Departamento de Ginecologia da Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo, diferente do Papanicolaou, que aponta alterações celulares causadas pelo HPV que já está atuando no organismo, o teste de Captura Híbrida proporciona a avaliação mais apurada do grau de risco de desenvolvimento da doença em mulheres acima de 30 anos.

    Fonte Planeta Médico

    Tags: , , , , ,

  • Galera, dá sim para ficar com um corpo sarado, sem fazer uso de bombas, demora um pouco, e não se iludam com o ganho rápido dos anabolizantes, por que com saúde nunca devemos brincar!!!
    O-modelo-Richeli-Murari-venceu-etapa-SP-do-Concurso-Garoto-Garota-Fitness-2009-titulo-para-mostrar-que-e-possivel-ter-musculos-e-barriga-tanquinho-sem-usar-anabolizantes-Foto-Claudia-Silveira

    Nutricionista ouviu cem praticantes de musculação em Campinas.
    Estudo indica que maioria dos que usam ergogênicos não tem orientação.

    Pesquisa realizada com cem homens maiores de 18 anos e praticantes de musculação em dez academias de Campinas, a 93 km de São Paulo, constatou que 68% deles consomem substâncias ergogênicas, aquelas que melhoram o desempenho físico. Desses homens que consomem, 10% assumiram usar anabolizantes e 9% estimulantes, como a anfetamina e efedrina.

    A pesquisa foi realizada pela nutricionista Adriana Camurça Pontes Siqueira, que defendeu tese de doutorado na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O resultado surpreendeu a pesquisadora, que não esperava um consumo tão alto dessas substâncias. “Esperava um índice alto, mas nem tanto”, diz.

    De acordo com a pesquisa, os entrevistados passaram a consumir substâncias ergogênicas em busca de aumento da força e da agressividade, além da redução da fadiga. O problema, constatou Adriana, é que a maioria não consultou um médico ou nutricionista antes e buscou informações apenas com o professor da academia: apenas 12% consultavam nutricionistas e 3% procuraram um médico para ter orientação.

    Após as entrevistas, Adriana percebeu que os rapazes sabiam na ponta da língua os benefícios dessas substâncias, mas, de acordo com a pesquisa, não tinham conhecimento sobre os riscos.

    O modelo Richeli Murari, de 29 anos, conhece bem esta conversa. Por frequentar academias de ginástica seis dias por semana, ele costuma ouvir colegas detalhando os efeitos dos anabolizantes. “Mas eles não têm certeza sobre o mal que faz e se preocupam apenas com o risco de impotência”, detalha.

    Murari, que foi eleito Garoto Fitness 2009 na etapa paulista do concurso, usa o título e a forma física para mostrar que é possível exibir músculos e barriga tanquinho sem consumir substâncias como os anabolizantes. “Faço o tipo saudável e ouço muitos garotos com menos de 22 anos, em média, perguntando como fazer para conseguir os músculos. Tento explicar que não é rápido, que levei dez anos trabalhando nisso”, conta o jovem.

    A endocrinologista Ruth Clapauch explica que o consumo de substâncias ergogênicas nem sempre é prejudicial à saúde. O risco está em usá-las sem acompanhamento médico e em doses muito mais altas do que o indicado para o organismo.

    “As doses com recomendação médica, geralmente, são muito menores do que as doses que frequentadores de academia querem para ter resultados rápidos”, observa a médica, que é vice-presidente do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

    Riscos

    Entre as consequências no uso indiscriminado de substâncias ergogênicas, a nutricionista Adriana cita sobrecarga hepática e renal, desidratação, perda de cálcio, gota, além dos efeitos gastrintestinais, como diarréia e edema abdominal. Os prejuízos podem vir tão rápidamente quanto os benefícios, dependendo da dose ingerida, orienta a endocrinologista.

    A endocrinologista Ruth Clapauch orienta frequentadores de academia a desconfiar de produtos que aparentemente são denominados de suplementos vitamínicos. “Esses produtos podem trazer várias substâncias que não são detalhadas, como os esteróides, Um rótulo não vai ser específico e dizer, por exemplo, que ‘este produto contém anabolizante’”. Mesmo sendo contra o uso, uma pessoa pode consumir os anabolizantes sem saber, achando que ingere apenas suplemento vitamínico.

    Fonte G1

    Tags: , , , , , , ,

  • mulher-bebada-Anorexia-Alcoolica

    Mulheres abusam do álcool para emagrecer; 30% delas têm dupla compulsão

    O papel da atriz Bárbara Paz na novela Viver a Vida retrata o poder devastador que uma dupla compulsão pode causar na vida de uma mulher. Renata é uma aspirante a atriz e modelo que vive fazendo testes, mas não consegue uma oportunidade. A frustração a leva cada dia a comer menos para manter-se magra e a beber mais para se esquecer das portas fechadas.
    O resultado de seus excessos a fez ser mais uma vítima da anorexia alcoólica, associação da anorexia nervosa (distúrbio alimentar caracterizado por uma rígida e insuficiente dieta alimentar com o intuito de emagrecer) com abuso do álcool. O termo não é reconhecido pela comunidade psiquiátrica brasileira, mas está baseado na tradução de drunkroxia (em inglês), usado nos Estados Unidos.

    Mulheres substituem comida por bebida

    A anorexia alcoólica é basicamente um mal feminino, pois atinge dez mulheres a cada homem e está intimamente ligado a quadros de anorexia nervosa, bulimia (compulsão alimentar seguida de vômito) ou outros tipos de transtornos alimentares. Abusar do álcool, neste caso, passa a ser duplamente satisfatório, pois torna-se útil para reduzir o apetite e para mudar a visão de realidade. Quem não se lembra das aparições magérrimas das atrizes ícones de beleza Lindsay Lohan, Kirsten Dunst e Eva Mendez? Todas reconheceram que abusavam do álcool.

    Ainda não há estudos sobre a anorexia alcoólica no Brasil, mas de acordo com o diretor clínico do Center for Motivation and Change, Carrie Wilkens, 30% das mulheres alcoólatras apresentam também algum sintoma de distúrbio alimentar. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge de 10% a 12% da população mundial.

    – O que existe na realidade é a associação de dois quadros, de uma doença associada a outra ou a sintomas de outra. O termo anorexia alcoólica é coloquial. É um transtorno alimentar aliado ao alcoolismo, explica a psiquiatra Angélica Claudino, do Proata (Programa de Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares), da Universidade Federal de São Paulo.
    Impossível viver só de álcool

    Assim como Renata, um terço das mulheres que apresentam distúrbios alimentares também abusam do álcool, segundo a psiquiatra. Dentre estas, a maioria apresenta anorexia do tipo bulímico. A causa, segundo a psiquiatra, está sempre associada a diferentes situações.

    – Em geral a anorexia nervosa acontece por uma junção de fatores. Há predisposição biológica para desenvolvê-la, aliadas a fatores como estresse, perfil psicológico, ambiente familiar e social.

    Angélica afirma também que pacientes com anorexia ou bulimia têm muito mais antecedentes de transtornos alimentares na família, principalmente entre mulheres e, de forma geral, sofrem vícios ou compulsões.”É um perfil de pessoas extrovertidas e impulsivas que precisam de riscos e costumam abusar de outras substâncias ou mesmo ter outras compulsões em jogos ou sexo compulsivo”.

    No caso específico da anorexia aliada ao abuso do álcool ou alcoolismo a questão é que ela não se sustenta por muito tempo, segundo a psiquiatra.

    – O álcool pode reduzir um pouco o apetite, assim como as anfetaminas, e faz a pessoa se manter em pé, porque tem caloria. Mas é uma caloria vazia, que não nutre nada. Não é verdade que uma pessoa pode viver só de álcool. Não existe ninguém que vai muito longe com as calorias contidas nele.

    Para o psiquiatra Celso Garcia Júnior, coordenador do ambulatório de Transtornos Alimentares do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Universidade de Campinas, o transtorno também se caracteriza por atingir mais frequentemente mulheres adultas, “apesar dos transtornos alimentares começarem na adolescência.”

    Fonte R7

    Tags: , , , , , , , , , , , , ,

  • Foto-cancer-de-prostata-homemUrologistas enfatizam os elevados índices de cura quando diagnóstico é realizado precocemente; exames preventivos são fundamentais para evitar a doença

    Durante muito tempo, por falta de métodos precisos de diagnóstico e de tratamentos eficazes, o câncer de próstata foi considerado uma sentença de morte. Hoje, dos cerca de 200 tipos de câncer, o de próstata está entre os mais curáveis, desde que diagnosticado em estágio inicial. “Atualmente, o risco de um homem morrer de câncer de próstata é de 3%” afirma o médico Eriston Uhmann, diretor do Hospital Urológico de Brasília.

    Estimativas mundiais da doença apontam que um a cada seis homens terá câncer de próstata, sendo esse o tumor mais frequente no universo masculino. “Mais de 50% de homens acima de 80 anos apresentam doença microscópica, ou seja, sem sintomas“, complementa Dr. Eriston. Entre os principais fatores de risco estão, a idade e o histórico familiar.

    “É de extrema importância a realização de visitas regulares ao urologista a partir dos 40 anos, porque na fase inicial não observamos sintomas”, afirma Dr. Eriston. Em estágio mais avançado da doença podem surgir sintomas urinários irritativos e obstrutivos, como ardência ou dificuldade ao urinar. “É possível também apresentar dor nos ossos, isso quando já ocorreu metástase óssea“, acrescenta o urologista.

    Tratamento

    Após o diagnóstico, que é realizado com exames de rotina e biopsia, o câncer deve ser classificado e, normalmente, para cada caso existe mais de uma opção de tratamento. “O médico deve discutir com o paciente as opções e a probabilidade de cura”, destaca Dr. Eriston. A modalidade padrão para o tratamento do câncer de próstata é a cirurgia aberta, chamada de prostatectomia radical, que é a retirada cirúrgica de toda a próstata. Essa mesma cirurgia pode ser feita através da videolaparoscopia, sendo menos agressiva ao paciente.

    Segundo o especialista, em casos nos quais não há a retirada total do tumor, é indicado um tratamento complementar com radioterapia externa e medicamentos. “Para câncer de próstata em fase inicial, tanto a cirurgia radical como a braquiterapia, apresentam bons resultados, mas o tratamento tem características distintas. Enquanto a cirurgia é uma técnica extirpativa, a braquiterapia usa a radiação ionizante para matar o tumor dentro do próprio órgão sendo, portanto, menos agressiva”, finaliza Dr. Eriston.

    Fonte Planeta Médico

    Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,